quarta-feira, 18 de março de 2015

UM OUTRO CAMINHO INICIÁTICO - 2ª PARTE
Geese
Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e, as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mateus, 7:24)
O outro caminho difere, pois, dos demais mencionados na 1ª parte deste artigo (publicado na edição anterior), pelo fato de colocar diante do homem, antes de tudo, a exigência de um entendimento do seu programa evolutivo. Quanto mais um homem compreender o que faz, mais válidos serão os resultados obtidos no trabalho, que são proporcionais à consciência que se tem desse trabalho. Não se requer a fé cega (como definiu Kardec) nesse caminho. Nele, um homem deve se assegurar por si mesmo da verdade do que lhe é dito. E, enquanto não tiver adquirido essa certeza, é recomendável nada iniciar. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade (Espírito Erasto, in O Livro dos Médiuns, 2ª parte, capítulo 20).
O método deste outro caminho é o seguinte: enquanto se trabalha sobre o corpo físico, deve-se trabalhar simultaneamente sobre o pensamento e sobre as emoções; enquanto se trabalha sobre o pensamento, é necessário trabalhar sobre o corpo físico e as emoções; enquanto se trabalha sobre as emoções, cumpre trabalhar sobre o pensamento e sobre o corpo físico. O que permite chegar a isso é que, desse modo, é possível utilizar um conhecimento que, nas sendas do faquir, do monge e do iogue seria quase inacessível.
Esse conhecimento dá a possibilidade de um trabalho nas três direções ao mesmo tempo. Uma série de exercícios simultâneos nos três planos  físico, mental e emocional  serve a essa meta. Além disso, nesta vertente, é possível individualizar o trabalho de cada um; ou seja, cada um só deve fazer o que lhe é necessário e nada daquilo que não tem utilidade para ele.
Pois este outro caminho dispensa tudo que for supérfluo, por simples rotina.
Assim, quando um homem conquista o domínio da vontade através deste caminho alternativo, pode servir-se dela, porque adquiriu o controle de todas as suas funções físicas, emocionais e intelectuais.
E, além disso, poupou muito tempo trabalhando, simultânea e paralelamente, sobre os três lados de seu ser.
Entre as quatro vertentes mencionadas, a do faquir é a que age de maneira mais rudimentar. Ele sabe muito pouco, age completamente no escuro, às cegas, sem conhecer nem a meta nem os métodos nem os resultados, realiza seus exercícios por simples imitação.
O monge tem melhor clareza do que quer: é guiado por seu sentimento religioso, por sua tradição religiosa, por um desejo de realização de salvação. Tem fé em seu mestre, que lhe diz o que deve fazer, e crê que seus esforços e sacrifícios agradam a Deus.
O iogue sabe muito mais.
Sabe o que quer, sabe por que o quer, sabe como pode atingi-lo.
Sabe que sua necessidade pode ser suprida em um período de tempo (por exemplo, uma hora) por determinado tipo de exercício mental ou por certa concentração mental. Por isso, mantém durante aquele período, sem se permitir nenhuma ideia estranha, sua atenção se fixa nesse exercício e obtém aquilo de que necessita.
Mas, no caminho alternativo, o conhecimento é ainda mais exato e mais perfeito. O homem que o segue conhece com precisão o que necessita para atingir um nível superior de evolução e o consegue com ajuda exterior e menores esforços que nos outros caminhos.
No próximo artigo analisaremos as questões do esforço e da ajuda exterior.

 O TREVO -NOVEMBRO 2009
ESCOLA DE APRENDIZES

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