quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE

(...) o projeto existencial do adolescente não pode prescindir da visão espiritual da vida; da realidade transpessoal dele mesmo; das aspirações do nobre, do bom e do belo, que serão as realizações permanentes no seu interior, direcionando-lhe os passos para a felicidade.
Livro Adolescência e vida
Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Angelis, pág. 27.
Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais
Allan Kardec e a Codificação Espírita - Parte I
         Prece inicial:
         Objetivo: conhecer Allan Kardec e sua importância para a codificação da Doutrina Espírita.
         Primeiro momento - sugestão de dinâmica:
         Material: folhas A4, tesouras, cola, grãos diversos, jornais, palitos de picolé, lápis de cor, tinta e demais utensílios que possam auxiliar na criação artística.
         Utilizando-se do artigo "Linha do Tempo - Allan Kardec" fazer uma releitura do seu conteúdo expressando-a de forma diversa – se necessário, adaptar ao número de participantes, excluindo algumas datas, se o número de evangelizandos não for suficiente.
         O trabalho consiste em separar a Linha do Tempo em diferentes anos, oportunizando aos jovens que façam um resumo da notícia e construam um cartaz utilizando-se dos materiais mencionados acima. Os evangelizandos, ao resumirem e elaborarem cada cartaz, deverão mencionar o ano do acontecimento para que o leitor possa situar-se no tempo. É importante que o evangelizando assine a sua obra (seu cartaz).
         Segundo momento: após todos os cartazes concluídos, montar a Linha do Tempo, pedindo aos jovens que escolham um nome para a mesma.
         Observação: o tempo para este trabalho é de aproximadamente uma hora com uma média de 14 evangelizandos. Se não for possível concluir, terminar no próximo encontro.
LINHA DO TEMPO – ALLAN KARDEC
1804 Em 3 de outubro, nasce Hipollyte Léon Denizard Rivail, em Lion, o Codificador do Espiritismo. Seus pais: Jean-Baptiste Antoine Rivail (juiz) e Jeanne Louise Duhamel.
1815 Passa a estudar no Instituto de Educação – escola modelo da Europa – em Yverdon,  Suíça, do famos pedagogo Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), cujas teorias criaram as bases do ensino primário moderno. Pestalozzi recebeu influência de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), um dos maiores pensadores europeus do séc. XVIII, cuja obra, entre as quais Contrato Social e Emílio ou da Educação, inspiraram reformas políticas e educacionais, esta enaltecendo a ‘educação natural’ – acordo livre entre o mestre e o aluno.
1817 Auxilia os mestres na docência em Yverdon. Características de Rivail: testa ampla, simpático, inteligente, agudo observador, tranqüilo e moderado, enérgico e persistente.
1822 O Prof. Rivail deixa Yverdon, transfere-se para Paris. Até 1850 dedica-se à educação de crianças e jovens parisienses. Começa a freqüentar a Sociedade de Magnetismo de Paris, dedicando-se ao magnetismo animal ou mesmerismo, por 35 anos (método de Franz Anton Mesmer (1733-1815), médico austríaco, segundo o qual todo ser vivo é dotado de fluido magnético capaz de ser transmitido para outros seres, inclusive com resultados terapêuticos).
1824 Primeiro livro didático, em dois volumes: “Curso Prático e Teórico de Aritmética”, com duas edições no mesmo ano, pelo sucesso alcançado. Apresenta a aritmética de forma prática, útil e acessível, sem perda de conteúdo. O livro continua a ser editado até 1876, sete anos após seu desencarne.
1825 Por seus títulos que o autorizavam, funda a Escola de Primeiro Grau, com métodos de Pestalozzi. Início formal de uma carreira caracterizada pela busca de técnicas que valorizassem a iniciativa e a participação dos alunos através da motivação.
1826 É fundado o Instituto Rivail, permanecendo até 1834, adquirindo certo renome, situado em um dos melhores endereços de Paris, à Rua de Sèvres, nº 35. Contou com apoio financeiro de um de seus tios maternos e, mais tarde, de sua esposa.
1828 Rivail publica o “Plano proposto para a melhoria da educação pública”, dirigido ao Parlamento Francês, onde defende que a Pedagogia deve ter tratamento de ciência e condena os castigos corporais.
1831 Neste ano, ganha concurso promovido pela Academia de Ciências de Arrás e escreve “Memória sobre a Instrução Pública” à comissão que na ocasião foi instituída para reformar a educação. Autor de cerca de 21 obras, entre livros didáticos e opúsculos. Traduziu diversos livros para o alemão. Autor da peça teatral “Uma Paixão de Salão”.
1832 O Prof. Rivail casa-se com Amélie Gabrielle Boudet (1795-1883), nove anos mais velha, poetisa, professora primária, de letras e belas artes. Foi cooperadora talentosa em todas as atividades de Denizard Rivail, na direção de escola, nas aulas, na investigação das “mesas girantes” e na Codificação da Doutrina Espírita. Culta e inteligente, editou três obras: “Contos Primaveris”, “Noções de Desenho” e o “Essencial em Belas Artes”. Não tiveram filhos.
1835 O tio materno de Rivail, que o ajudara financeiramente na criação do Instituto Técnico Rivail, vem à falência e pede a devolução do dinheiro. Rivail, não dispondo do dinheiro, vende o Instituto. Com a parte que lhe coube na venda, Rivail faz aplicações financeiras sem sucesso, ficando sem um níquel. Rivail e Amélie não desanimam. Rivail passa a fazer contabilidade para três empresas durante o dia, e a noite, escreve livros sobre ensino, inclusive para escolas famosas. Inaugura curso gratuito de diversas matérias, em sua própria casa, com ênfase nas ciências exatas. Passaram pelo curso mais de 500 alunos sem recursos financeiros.
1851 Período, na França, de Luiz Napoleão Bonaparte, que se torna ditador sob o título de Napoleão III. A ditadura impõe grande policiamento e restrição de liberdade junto às atividades de ensino. Rivail cessa todas as atividades pedagógicas, dedicando-se a ser contador.
1852 Rivail apresenta perda de visão, com diagnóstico de que ficará cego. Uma sonâmbula, em sono magnético, afirma ser um mal passageiro. Em meses, recupera a saúde.
1854 Rivail é informado por Fortier, magnetizador seu conhecido, sobre os fenômenos das “meses girantes”. Rivail associa à causa física. Fortier lhe diz que as mesas “falam”. Cético, responde: “Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula” (Obras Póstumas, p. 265).
1855 No início do ano, um amigo, Sr. Carlotti, lhe faz longo relato sobre as “mesas girantes”. Rivail mostra reservas, apesar de conhecê-lo há 25 anos. Em maio assiste, pela primeira vez, uma sessão das “mesas girantes”, em casa da Sra. Plainemaison. Apesar do ceticismo, surpreende-se com as respostas da “mesa”. “Eu entrevia naquelas aparentes futilidades (...) qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei” (Obras Póstumas, p. 267). Um grupo de intelectuais lhe entrega 50 cadernos com comunicações diversas.
1856 Passa a freqüentar as reuniões espíritas. Suas anotações tomam as proporções de um livro, mas não estava claro para ele que deveria ser um dia publicado (Obras Póstumas, p. 276). Os Espíritos auxiliam Rivail a fazer uma revisão completa do texto já elaborado. Era o Livro dos Espíritos. A 30 de abril, pela mediunidade da Srta. Japhet, Rivail tem a primeira notícia de sua missão (Obras Póstumas, p. 277/287).
1857 A 18 de abril é publicado o “Livro dos Espíritos”. Adota o pseudônimo de Allan Kardec, nome que usou em uma outra encarnação. As despesas correm inteiramente por conta de Rivail. A primeira edição contém 501 questões, distribuídas em três partes. O “Livro dos Espíritos” trata da imortalidade da alma, da natureza dos Espíritos e de suas relações com os homens, das leis morais, da vida presente, da vida futura e do porvir da humanidade.
1858 Em 1º de janeiro sai o primeiro número da Revista Espírita. Kardec mantém a publicação da revista sozinho, durante 11 anos, tanto financeiramente quanto na redação, com a ajuda de sua esposa. Fundada a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Adota o sistema de submeter mensagens a exame crítico. Atendendo a inúmeras correspondências, prepara o livro “O Que é o Espiritismo?”, lançado no ano seguinte.
1860 Em março, sai a segunda edição do “Livro dos Espíritos”. A obra é ampliada, como hoje se apresenta (1019 perguntas), dividida em quatro partes, que são aprofundadas nas obras a seguir editadas. Kardec adota o método intuitivo-racional na codificação do Espiritismo, considerando o valor da análise experimental, através da observação, e o uso do raciocínio na descoberta da verdade. Sustenta a necessidade de proceder do simples para o complexo, do particular para o geral.
1861 Em janeiro é publicado o “Livro dos Médiuns” (“Contém ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo”). É o aprofundamento da segunda parte do “Livro dos Espíritos”. “Mais vale rejeitar 10 verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa” (Livro dos Médiuns, item 230, Espírito Erasto).
1864 Lançado o “Evangelho Segundo o Espiritismo” (“Explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”). É o aprofundamento da terceira parte do “Livro dos Espíritos”. O título da obra era “Imitação do Evangelho”, o que foi desaconselhado pelo editor e outras pessoas. O combate aos espíritas se intensifica através de cursos específicos ministrados por religiosos. Kardec desaconselha o confronto, em nome da liberdade de opinião. Maiores dificuldades começam a surgir (Obras Póstumas, p. 307).
1865 Em 1º de agosto, é publicado o “Céu e o Inferno” (“Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte”). É o aprofundamento da quarta parte do “Livro dos Espíritos”. Lança coleção de Preces Espíritas. Começa a pesar o excesso de trabalho, crises de saúde.
1868 Em janeiro, é editado o livro “A Gênese”. Consta na primeira página: “A Doutrina Espírita é resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela mutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente”. É o aprofundamento da primeira parte do “Livro dos Espíritos”.
1869 Em 31 de março, Kardec, sozinho em casa, preparava a mudança que se daria no dia seguinte. Arrumava papéis e livros. Batem à porta. Era um caixeiro de livraria para compra de um exemplar da Revista Espírita. Kardec entrega a revista e se curva, vítima de aneurisma. Desencarna, de pé, trabalhando. Estava preparada uma nova mudança para a Sociedade. A viúva do Prof. Rivail, Sra. Amélie Gabrielle Boudet, doa, todos os anos, certa quantia para o movimento espírita, além de se manter presente e dedicada. Quando desencarna (1883), por testamento, seus bens são destinados à “Sociedade, para a continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.
1890 Editado o livro “Obras Póstumas”. Ensaios e estudos publicados sobre o Espiritismo e não constantes nas obras anteriores de Allan Kardec. Este livro é uma verdadeira relíquia, incluindo os diálogos com os Espíritos para orientação e apoio à missão que Kardec foi encarregado. Destaques sobre seu livre-arbítrio e o planejamento espiritual para a continuidade da obra. Os seguidores foram muitos, como Gabriel Dellane, Camille Flamarion, William Crookes, Leon Denis. Suas obras enriquecem a divulgação do Espiritismo – o Consolador Prometido por Jesus (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. I).
Allan Kardec e a Codificação Espírita - Parte II
         Conclusão: retomando o encontro anterior, realizar um diálogo aberto onde cada jovem comenta seu trabalho (parte da Linha do Tempo), expondo os fatos mais importantes do período, deixando margem sempre para comentários e perguntas que poderão ser feitas tanto pelos colegas, quanto pelos evangelizadores. Assim, com uma conversa amena e cheia de curiosidades os jovens aperceber-se-ão do universo de Kardec e da Codificação Espírita.
         Prece de encerramento
         Bibliografia:
         Diálogo Espírita ano 2002 nº 33 (Linha do Tempo - Allan Kardec / Sônia Alcalde e Heloína Lopes)
         Apostila da Fergs - 1º ciclo e juventude I
         Obras Póstumas, Allan Kardec.

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