domingo, 22 de fevereiro de 2015

iniciação espirita / diversos autores

05 - Constituição Geográfica Da Terra

Expurgos periódicos até o Dilúvio de Noé
Transformações Geologias E Raciais

Desde o inicio de sua formação geológica, o globo terrestre tem sofrido inumeráveis transformações que continuam a se dar até os nossos dias. Realmente, ainda não ha muito tempo, no Oceano Pacifico houve uma catástrofe marítima tendo desaparecido uma ilha no arquipélago de Sonda; terras surgem e desaparecem no mar e os próprios continentes aumentam e diminuem de extensão produzindo prejuízos, às vezes consideráveis, a humanidade.
Porem, vamos aqui tratar somente das transformações de vulto, que serviram de causa a eliminação de grandes massas da população do Globo e tenderam a estabilizar sua atual constituição. A descrição geográfica que vamos fazer é a existente nos tempos narrados pelo Velho Testamento, no período que vai da formação do Globo até o Dilúvio chamado de Noé e que abrange enorme extensão de tempo.
Deixaremos de lado as transformações havidas durante o tempo em que o globo ainda não estava habitado pelo homem, visto que estas não influíram diretamente na sua evolução, mas tomaremos o Globo quando era habitado pelos homens dos fins da 2ª e o principio da 3ª Raças que, conquanto ainda bárbaras, já apresentavam apreciáveis condições de inteligência.
O mundo era então muito diferente do que é hoje.
No Oriente existiam: (Figura 1)

O grande continente da Lamúria, que se estendia das alturas de Madagascar para leste e sul cobrindo toda a região hoje ocupada pelo Oceano Indico, ate a Austrália e prosseguindo para leste, cobrindo a atual região da Polinésia.
A Ásia, terminando ao sul pelos Himalaias, estendendo-se, a leste, Pacifico adentro e terminando a oeste em um grande mar que subia do sul para o norte até o Oceano Ártico.
No Ocidente haviam:
O continente da Atlântida, que se desenvolvia, de norte a sul, em grande parte da região hoje ocupada pelo Oceano que Ihe herdou o nome;
As terras da parte superior da America do Norte que lançavam um braço para leste e outro para oeste na direção do Pacifico:
O continente Hiperbóreo situado na região hoje tomada pelo Oceano Ártico, a partir da Groelândia para leste um toda a largura da atual Europa.
Alem destes continentes, a tradição religiosa do mundo acusava a existência de outro, chamado o 1º Continente, Terra Sagrada, Terra dos Deuses, Berço do Mundo, Berço do 1º Adão, etc., e que realmente era uma referencia mística a Capela, de onde foram desterrados para aqui ondas sucessivas de exilados, espíritos rebeldes expulsos daquele astro por terem se tornados incompatíveis com a sua adiantada civilização espiritual. Esse continente sagrado era o paraíso perdido para onde esses espíritos voltariam após a dolorosa encarnação na Terra.
Esses continentes eram todos habitados por homens da 3ª Raça, que neles acabara de fazer sua aparição, sucedendo a 2ª, composta de homens tão próximos aos símios que com estes se confundiam perfeitamente.
Assim, estavam eles distribuídos:
Na Lemúria  havia os Rutas, homens de pele escura, antepassados dos hindus, semi-animalizados.
Na Ásia  os Mongóis, homens de pele amarelada.
Na Atlântida  os atlantes, homens vermelhos  homens da terra, cor de barro, por serem bronzeados, na maior parte.
Mas como esses povos estavam ainda na infância e careciam de ajuda, foi decidido no Espaço que se encaminhasse para a Terra levas dos espíritos da Capela, já referidos, e que lá, se utilizando dos poderes espirituais que possuíam, tentaram revoltar-se contra as leis divinas desviando seus irmãos dos caminhos retos; espíritos tentadores, chamados luciferinos. Eram as coortes de Lúcifer que foram precipitadas a Terra.
A Terceira Raça
A esse tempo, os espíritos prepostos do Cristo Planetário já haviam conseguido estabelecer nas tribos da 3ª raça em varias regiões do Globo, núcleos selecionados, apurados, de homens apropriados a receberem esses espíritos exilados que, por serem mais desenvolvidos Intelectualmente, exigiam físicos apropriados.
Nesses corpos selecionados começaram, então, a encarnar os capelinos.
Esses núcleos estavam situados no oriente entre os mongóis e os lemurianos e no ocidente entre os primeiros atlantes e dali foram se cruzando com os terrícolas selvagens e povoando o mundo de tipos cada vez mais evoluídos fisicamente. Mas os capelinos, mesclando-se com os selvagens, abusaram de seu poder o degeneraram; materializaram-se de tal forma que a corrupção os dominou e foi preciso, para que toda a humanidade não se perdesse no mal, que houvesse corretivo geral: foi assim que começaram os expurgos.
O grande continente da Lemúria agasalhava o núcleo mais poderoso de homens da 3ª Raça. Como já vimos em pontos anteriores eram homens robustos, peludos, de braços muito parecidos ainda com os símios, porem já muito afastados destes no que respeita ao uso da inteligência: os antigos da nossa era os chamavam do preselenitas porque no seu tempo ainda não havia surgido a Lua como satélite da Terra.
Esse continente afundou-se nas águas, perecendo milhões de seus habitantes, com exceção de alguns milhares que se salvaram refugiando-se no sul da Ásia, que com o cataclismo se levantou, na parte sul, mais tarde chamada Austrália e nas inumeráveis ilhas que sobraram com a fragmentação do continente antes do afundamento, sendo que outros milhares também conseguiram ganhar as costas da África, na parte que já existia nessa época.
Com esse afundamento houve grandes alterações no Globo: (Figura 2).
Completou-se o levantamento da parte sul da Ásia:
O mar que existia a oeste deste continente refluiu para norte e sul e, em seu lugar, levantou-se uma terra nova, formando:
A Europa
A Ásia Menor
Aumento da África, em cujo centro formou-se um mar interno que foi chamado pelos antigos de Tritonio.


A Quarta Raca
Depois do afundamento da Lemúria, a civilização transferiu-se para a Atlântida, ao ocidente, onde continuavam as encarnações dos capelinos formadores da 4ª Raça.
Esse continente, de todos os que existiram na antiguidade, foi o mais notável e o que mais influencia exerceu naquela época em todo o globo.
Os atlantes eram homens grandes, acobreados, que adoravam o deus Posseidon e o Sol. O nome "atlante" vem do seu primeiro rei Atlas, que a mitologia grega apresenta carregando o mundo sobro os ombros. Isto bem demonstra que os atlantes, pelo seu saber e poder político e econômico dominaram o mundo daquela época.
De fato, além do próprio continente, dominaram os arquipélagos adjacentes e mais as costas ocidentais da África, Europa e America, alem de estender sua influência ao continente Hiperbóreo, que ficava ao norte.
Havia entre eles vários povos, cujos principais eram: os semitas, os toltecas, e os turanianos, os tlavatis, os mongóis. Os sacerdotes representavam a divindade e possuíam grande poder, dominando a vida político do pais.
Sua capital ora Posseidonis, grande cidade edificada no alto de três montanhas e que era conhecida por Cidade das Portas de Ouro. No solo atlante existia um metal chamado oricalco, semelhante ao ouro, com o qual cobriam suas casas e templos, construíam as estátuas de seus reis e deuses. Segundo Platão, que foi quem escreveu mais detalhes sobre esse pais, a capital era cheia de praças, de onde irradiavam ruas e canais de águas quentes e frias e cercavam-na extensas e fortes muralhas.
Enquanto os atlantes foram submissos a Divindade, tudo correu bem, mas quando, por causa do grande poder que adquiriram se tornaram ambiciosos e violentos e quando, desprezando as praticas sãs dos templos, se entregaram a magia negra para conseguirem seus intuitos, seus costumes degeneraram, lavrou entre eles a discórdia e a corrupção e o continente foi também submergido.
Em sou lugar ficaram: uma ilha maior chamada Pequena Atlântida, e outras como Cabo Verde, Açores, etc., que eram os picos mais altos do continente afundado.
E a catástrofe deixou impressão tão profunda, que abalou o mundo todo e o oceano, durante séculos, ficou perigoso à navegação, cheio de lama e destroços, a ponto de chamar-se Mar Tenebroso, denominação que foi conservada até o tempo em que os portugueses iniciaram seus descobrimentos.
Com esse afundamento, a crosta terrestre sofreu novas alterações: (Figura 3).


Levantou-se o resto do continente americano no norte e no sul;
Surgiram inumeráveis ilhas no local do afundamento, inclusive as Antilhas;
Levantou-se, na Europa, a cordilheira dos Alpes;
Estes acontecimentos foram descritos em vários documentos de povos centro-americanos e orientais, e por eles se sabe que pereceram na Atlântida, 60.000.000 de homens, salvando-se vários milhares que se refugiaram na America, (os astecas, os maias, os toltecas); na África (os ascendentes dos fenícios, hebreus, etc.); na Europa (os ascendentes dos gauleses, celtas, etc.), e no Hiperbóreo, os formadores da 5ª Raça, os Árias.
A Atlântida
Sobre a existência da Atlântida existem inúmeros atestados e sinais, dentre os quais destacamos os seguintes:
Desenhos e símbolos gravados em pedras, semelhantes uns aos outros bem como hieróglifos e monumentos, tudo isso demonstrando que representavam a civilização de uma só origem, cujo centro pode ser estabelecido na Atlântida;
Fabulas e lendas semelhantes referindo-se aos mesmos fatos, costumes a acontecimentos;
Monumentos do México semelhantes aos do Egito;
Hieróglifos semelhantes aos do México e datados de 6 a 8.000 anos, reproduzidos nos trigramas do sábio Fo Hi, da China antiga;
As florestas brasileiras estão cheias e possuem para mala de 2.000 petrografias desses mesmos ideogramas, mormente na Bahia, Piauí e ilhas de Marajó.
Em todas as suas lendas, os povos da America dizem que foram visitados por homens deuses, que Ihes ensinaram tudo o que sabiam, que vieram do oriente e para lá voltaram de novo.
Para os índios brasileiros esse antepassado sábio foi Sumé e para os mexicanos foi Quetzal, um velho de barbas brancas que era tão civilizado que tapava os ouvidos quando falavam em guerra e violência.
No Peru, apareceu Mano Capac que fundou dinastia de reis e o mesmo aconteceu na Colômbia e outros países da America, a ponto dos espanhóis, quando ali chegaram, ficarem estupefados por verem tamanhas provas de civilização e bondade da parte desses índios.
E em todas essas lendas se fala de um grande país chamado Astlan, existente no oriente e de uma grande Inundação que a destruiu.
Tudo prova a existência da Atlântida.
Na America Central toram descobertos vários documentos escritos que provaram a existência desse continente como, por exemplo, o Códice Troanos, o Popul Vu, da Guatemala, e o Chilam Balan do México.
Antes do afundamento desse grande continente, que foi lento, houve tempo de vários milhares dos seus habitantes emigrarem para outras regiões; assim os semitas foram para o Mediterrâneo ocupando ilhas e terras e deles descendem os egípcios, fenícios, hebreus e árabes; outros foram para o Hiperbóreo e dai passaram a Europa formando as tribos galenses e celtas e os turanianos e mongóis foram para a China; outros se salvaram atingindo as costas das Américas Central e do Sul.
O continente Hiperbóreo, ha 25 milhões de anos, era quente e perfeitamente habitável.
Todos eram capelinos descidos da Atlântida e possuidores dos maiores conhecimentos, os quais transmitiram a outros povos, principalmente aos egípcios antigos. Emmanuel se refere a esses egípcios antigos que construíram as pirâmides, dizendo que após essas construções, voltaram ao paraíso da Capela.
As pirâmides, de fato, só poderiam ser construídas por povos detentores de conhecimentos extraordinários.
A de Ghizet esta edificada de tal modo que sua posição, dimensões, linhas e divisões corporificam e demonstram todas as leis da física, da astronomia e da mecânica que regulam os movimentos da Terra e que só nos nossos tempos foram descobertas pela ciência oficial.
Segundo Heródoto, sábio grego que privou com sacerdotes egípcios, 100.000 operários trabalharam 20 anos na construção e as turmas se revezavam de três em três meses; 10 anos levaram para construir uma estrada para o transporte de materiais e enormes aparelhos para elevação de pedras, que eram transportadas em trenós de madeira, atrelados a centenas de homens.
Após o afundamento da Grande Atlântida sucedeu-se, quatro ou cinco mil anos depois, o cataclismo da Pequena Atlântida onde se haviam refugiado numerosos povos da 4ª raça. Essa Pequena Atlântida era uma enorme ilha que se situava entre a costa Norte Africana e o Mar de Sargaços, nas Antilhas.
Com esse, afundamento novas modificações se processaram na geografia do globo: (Figura 4)
 Rompeu-se o istmo que ligava a Europa a África, abrindo-se o estreito de Gibraltar;
O oceano penetrou por essa brecha, inundou todas as partes baixas que existiam entre a Europa, a Ásia Menor e a África, formando-se o Mediterrâneo;
Secou o Mar Tritonio ficando em seu lugar o deserto do Saara;
Terminou o levantamento da África na parte norte e ocidental.
Como já vimos, os sobreviventes da GRANDE E PEOUENA ATLANTIDAS, refugiaram-se parte no CONTINENTE AMERICANO sobrelevado vindo a formar os povos AZTECAS. MAIAS, INCAS e PELES-VERMELHAS em geral, ainda hoje existentes; outra parte dirigiu-se para as costas NORTEAFRICANAS, vindo trazer novos surtos de progresso aos seus habitantes, principalmente aos EGÍPCIOS: os restantes, portadores de maiores possibilidades para o desenvolvimento espiritual do Planeta estabeleceram-se no CONTINENTE HIPERBÓREO, para leste, onde já existiam colônias da mesma raça.
Iniciação Espírita diversos autores

Extinguiu-se assim a OUARTA-RAÇA, com as hecatombes citadas, e surgiram novos horizontes para as atividades da raca sucessora, a mais importante de todas, a que deu maior impulso evolutivo a civilização que se iniciava no Planeta Terra.
A Quinta Raça
Instalando-se entre Hiperbóreos, os ATLANTES constituíram para eles forte fator do progresso, elevando suas conquistas nos diversos ramos de suas atividades; transformando o tipo fundamental biológico hiperbóreo por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos com os tipos-base, já previamente selecionados pelos guias da evolução planetária, auxiliares do Cristo; foram fixados os elementos etnográficos fundamentais e definitivos do HOMEM BRANCO, de porte elegante, cabelos loiros, olhos azuis e rosto de feições mais delicadas.
Ocorreu nessa época um processo de intenso resfriamento, como já sucedera outras tantas vezes na Terra, inóspita e inadequada a manutenção da vida humana. Este fato obrigou seus habitantes a imigrarem em massa e quase repentinamente para o SUL, invadindo o CENTRO DO PLANALTO EUROPEU, procurando ai estabelecer-se, com seus animais domésticos e seus rebanhos.
Estabelecendo-se no centro da EUROPA, os hiperbóreos não puderam, entretanto, ali permanecer definitivamente; defrontam-se com os homens da raça negra que subiam da AFRICA chefiados por conquistadores aguerridos e violentos, cujos estandartes traziam estampada a figura de um Touro, símbolo da força bruta e da violência.
Parecia inevitável um choque sangrento, que foi entretanto sustado pela intervenção dos poderes espirituais que polarizaram suas forças em RAMA  o primeiro dos grandes enviados históricos do DIVINO MESTRE JESUS  permitindo que ele conquistasse grande prestigio entre as massas formadas pelos homens brancos.
Visavam, assim, os dirigentes do Alto preservar aquelas espécimes brancas que já traziam consigo valiosas conquistas, portadores que eram de uma civilização mais avançada e tão laboriosamente selecionada.
Levantando o estandarte do Cordeiro  símbolo da paz e renuncia  RAMA conduziu os homens brancos para os lados do ORIENTE, invadindo a INDIA, pela PERSIA, desalojando os descendentes dos RUTAS primitivos e ai estabelecendo o tronco da 5ª RAÇA-MAE, sob o nome de ARIAS.

Os Dilúvios
Estudemos agora, rapidamente, os dilúvios que a tradição assevera terem ocorrido em diferentes épocas.
Dilúvio Universal  Aqui cabe a pergunta: houve de fato um dilúvio universal que destruiu a humanidade?
Podemos responder que não.
Ainda anteriormente a Lemúria, pela aproximação talvez de algum corpo celeste ou cometa, a Terra desviou-se do seu rumo caindo para dentro na direção do Sol, fechando um pouco mais a sua orbita. Este acontecimento produziu tremendas alterações, movimentos da massa ígnea subterrânea, com produção de terremotos e vulcões; as águas dos mares se atiraram sobre os continentes nas partes mais baixas inundando-as e destruindo vidas inumeráveis; na atmosfera, como sempre acontece, também houve fenômenos anormais aterradores. Porém não é provável que esse cataclismo tenha tido caráter universal e coberto a terra ate a altura das montanhas, como dizem as tradições, porque a frágil espessura da crosta terrestre  que corresponde a uma casca de ovo em relação ao todo  não comportaria tamanho peso liquido e se romperia em varias partes, como também alteraria o próprio equilíbrio orbitário.
Podemos, pois, dizer que houve inundações parciais e não universal.
Períodos Glaciários  Foram cataclismos que também produziram inundações imensas, porem sempre parciais. Com o resfriamento da superfície, as partes altas das montanhas ficaram cobertas de geleiras em caráter permanente, como ainda se pode ver nos mais altos picos da Ásia, Europa e America; o acumulo de gelo nos polos que, a partir de certa época, se deu em grandes proporções, produziu um aumento do peso da terra nesses locais provocando desequilíbrios, inclinações perigosas sobre o eixo e por isso as águas foram atiradas sobre os continentes. Inundando-os e destruindo a vida dos seres. Em outros casos, o aquecimento, que ocorreu em certas épocas em virtude de aproximações de corpos celestes ou outros fatores, produziu derretimento das geleiras e enormes massas de água se precipitaram sobre as terras, inundando-as e sepultando florestas imensas. Quando essas massas de água se encaminhavam na direção de mares já existentes, aumentavam de tal modo seu volume que eles se precipitavam também sobre os continentes, inundando-os. Por ai se vê que eram sempre catástrofes regionais e nunca universais.
Somente no quartanário em que vivemos, num esmago de tempo correspondente a 600.000 anos, já houve 4 períodos glaciários, durando cada um milhares de anos; milhões de animais foram sepultados pelo gelo nos resfriamentos e ainda hoje se desenterram facilmente na Sibéria, mamutes pré-históricos em cujos estômagos ainda se encontra intacta a erva que comiam no momento em que foram sepultados.
Dilúvio de Noé  Este dilúvio, também conhecido como Dilúvio Asiático, segundo os melhores autores, foi resultado do rompimento do istmo de Gibraltar, com a consequente precipitação das águas do Oceano Atlântico e do mar Tritonio na bacia do Mediterrâneo; todas as terras existentes, no norte da África daquele tempo, na Palestina, ou na Ásia Menor ate a Assíria e Babilônia, foram inundadas e destruídos os povos que ali habitavam,
Segundo os cálculos feitos, esse dilúvio teve lugar em 7.500 a.c., conquanto a Bíblia diga que sua data foi 3.852 a.c., já vimos que corresponde ao segundo afundamento da Atlântida.
Nesse dilúvio não se fala só em inundação, mas também em chuvas torrenciais; pela Bíblia, essas chuvas duraram 40 dias e noites e pela tradição babilônica duraram seis dias e noites.
Como já dissemos, estes cataclismos são sempre cósmicos e tanto há distúrbios no céu como na terra; por isso, ao mesmo tempo em que os mares saiam de seus leitos e inundavam as terras, os céus desabavam em chuvas intermináveis.
Já quando Solon, um dos mais notáveis sábios da Grécia, que viveu pelo sexto século antes de Cristo, visitou o Templo de Sais, no Egito, o sacerdote Sonjo Ihe disse, ao narrar o afundamento da Atlântida, que comumente ocorrem perturbações no movimento dos astros, provocando sempre catástrofes na crosta planetária.
De fato, no espaço ocorrem inúmeras catástrofes cósmicas. Como choques de astros, incêndios, destruições, etc., e, a todo instante fragmentos dessas destruições estão varando a nossa atmosfera e caindo sobre o solo, enquanto milhares de outros são retidos pela própria atmosfera.
A pedra negra da Caaba, existente na cidade de Meca e ídolo maior dos muçulmanos, e um bólido caído do céu, e muitos outros tem caído em varias partes, produzindo destruições aterradoras.
Na Sibéria, em 1908, caiu um bólido tamanho, que foi sentido a quase mil quilômetros de distancia; homens que estavam a 700 km, foram derrubados pela deslocação do ar e quando o bólido entrou pela terra a dentro, deixou no SBU rumo uma coluna de fogo de vinte quilômetros de profundidade, nuvens acima.
É tão intenso o movimento de destruições no Espaço que sobre a Terra cai constantemente uma camada de pó escuro que aumenta, por ano, seu peso em 650.000 toneladas e isso vem acontecendo desde sua criação.
Todos os povos que habitavam a zona compreendida na área do dilúvio de Noé deixaram tradições semelhantes, referindo-se sempre a uma chuva torrencial, uma inundação tremenda:
Todos diziam que a catástrofe foi um castigo dos deuses e que se salvou uma família privilegiada numa área ou navio, levando consigo casais de todos os seres vivos, para sua perpetuação.
Isto prova que tal dilúvio foi numa vasta zona e numa mesma época e que a tradição religiosa uniformizou-se em torno a sua descrição por herança de gerações sucessivas.
É, pois, assim, utilizando as forças da natureza e as leis da própria criação, que os Senhores dos Mundos, auxiliares da Divindade, operam na superfície destes as alterações necessárias a sua própria evolução.
Conclusão
Após o chamado DILUVIO BÍBLICO OU ASIATICO, os remanescentes desse expurgo agruparam-se em diversos locais, passaram por diversos cruzamentos e selecionamentos e traziam em suas veias de forma predominante o sangue dos capelinos; passaram então a formar quatro povos principais assim denominados:
Os ARÍAS, na EUROPA; os HINDUS, na ASIA; os EGIPIOS, na AFRICA; e os ISRAELITAS, na PALESTINA.
Os ARÍAS surgiram na Índia, como vimos, sob a chefia de RAMA, e ai se estabeleceram de forma definitiva, após expulsarem os primitivos habitantes, descendentes dos RUTAS da TERCEIRA RACA. Organizaram poderosa civilização; mais tarde conquistaram e dominaram a EUROPA até o MEDITERRANEO; São seus descendentes todos os povos de pele branca.
Os HINDUS, que após a invasão dos ARIAS para o ocidente e para o sul, formaram-se de cruzamentos sucessivos entre os habitantes primitivos da região; herdaram dos ARIAS, avançados conhecimentos espirituais e outros elementos propulsores da civilização.
Os EGÍPCIOS  os da primeira civilização  possuidores da mais avançada sabedoria; deles diz Emmanuel; "Após deixarem o testemunho de sua existência gravado nos monumentos imperecíveis das pirâmides, regressaram ao paraíso da CAPELA".
E, por último os ISRAELITAS, povo orgulhoso, tenaz, fanático e inamovível nas suas convicções; povo heroico no sofrimento e na fidelidade religiosa. Referindo-se a eles diz, ainda, Emmanuel.
"Os sacerdotes não esperavam que o Redentor procurasse a hora mais escura da noite para surgir na paisagem terrestre. Segundo a sua concepção, o Senhor deveria chegar no carro magnificente de suas glorias divinas trazido do céu a Terra pela legião dos seus Tronos e Anjos: deveria humilhar todos os reis do mundo, conferindo a Israel o cetro supremo na direção de todos os povos do Planeta; deveria operar lodos os prodígios, ofuscando a gloria dos Césares". Continua mais adiante: "Apesar da crença fervorosa e sincera, Israel não sabia que toda a salvação tem de começar no intimo de cada um, e, cumprindo as profecias de seus próprios filhos, conduziu aos martírios da cruz o Divino Cordeiro".

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