terça-feira, 30 de setembro de 2014
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
FACULDADE MEDIÚNICA - DESENVOLVIMENTO OU EDUCAÇÃO
A mediunidade não deve ser fruto de precipitação nesse ou naquele setor da atividade doutrinária, porque em tal assunto a espontaneidade é indispensável, considerando-se que as tarefas mediúnicas são dirigidas pelos mentores do plano espiritual. (O Consolador, questão 384.)
Ensina Léon Denis que o homem tem de se submeter a uma complexa preparação e observar certas regras de conduta para desenvolver em si o precioso dom da mediunidade. É preciso para isso, simultaneamente, a cultura da inteligência, a meditação, o recolhimento e o desprendimento das coisas humanas.
Corre perigo quem se entrega sem reservas e cuidados às experimentações espíritas. O homem de coração reto, de razão esclarecida e madura pode daí recolher consolações inefáveis e preciosos ensinamentos; mas aquele que fosse inspirado tão somente pelo interesse material, ou que visse nesses fatos apenas uma ocasião de divertimento, tornar-se-ia objeto de uma infinidade de mistificações e joguete de Espíritos pérfidos que, lisonjeando suas inclinações, captariam sua confiança para, mais tarde, acabrunhá-lo com decepções e zombarias.
A faculdade mediúnica pode desenvolver-se com a prática da disciplina, do equilíbrio, da conduta reta e caridosa. (Moldando o Terceiro Milênio, pp. 37 e 38.)
A educação mediúnica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da mediunidade. A seguir, a educação moral e, como conseqüência, o exercício e a vivência da conduta cristã. Através dos hábitos salutares do estudo e do exercício do amor, o médium se libera de quaisquer atavismos para fazer-se ponte entre ele e o Criador, sob a inspiração dos Espíritos Superiores. (Diretrizes de Segurança, questão 102.)
Todos os dons mediúnicos são suscetíveis de desenvolvimento, mas nada se conseguirá se faltarem as principais condições, que são o trabalho e a perseverança, ao lado do estudo, do exercício, da calma e da boa vontade. (Médiuns e Mediunidade, p. 44.)
O melhor meio de desenvolver a mediunidade é não se preocupar com o seu desenvolvimento, mas preparar-se moral e mentalmente para poder assumir o compromisso de se tornar médium desenvolvido. E esse preparo não poderá ser rápido. Se a mediunidade não se apresentar assim, espontaneamente, naturalmente, é sinal de que ainda não está amadurecida o bastante para explodir. (Cânticos do Coração, Volume II, p. 105.)
A faculdade mediúnica precisa ser controlada, educada, e o seu possuidor reformado em seus defeitos, pois quanto mais moralizado, mais sensato e criterioso ele for, melhor instrumento do Além se fará, porque mais assistido pelas entidades esclarecidas e defendido das intromissões das trevas e liberado, portanto, de empeços. É, pois, de bom conselho repetir a todos os médiuns: reeduquem-se, combatam seus vícios, inclusive os mentais, aprendam a ser bons, evangelizem-se todos os dias, sejam amigos do bons livros educativos, procurem Deus através da prece. A evangelização do caráter de um médium é, pois, a sua salvação, o amparo celeste iluminando o seu carreiro na trilha da redenção. (Cânticos do Coração, Volume II, pp. 93 e 94.)
O médium deverá estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho, diariamente, evitando o fanatismo pelas obras mediúnicas e meditando criteriosamente sobre as clássicas. (Cânticos, v. II, p. 109.)
O desenvolvimento da mediunidade, na essência, deve ser o burilamento da criatura em si, porque o aperfeiçoamento do instrumento naturalmente permitirá ao Espírito manifestar-se em melhores condições. (Chico Xavier em Goiânia, pergunta 23.)
Necessidades do Médium
O primeiro inimigo do médium reside dentro dele mesmo. Com freqüência, é o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, que, não raro, o conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos. (O Consolador, questão 410.)
O segundo inimigo poderoso do apostolado mediúnico situa-se no próprio seio das instituições espíritas, quando o indivíduo se convenceu quanto aos fenômenos, mas não se converteu ao Evangelho pelo coração e traz para as fileiras do Consolador os seus caprichos pessoais, as suas paixões inferiores, suas tendências nocivas. Falam da caridade, humilhando todos os princípios fraternos. Irônicos, acusadores, procedem quase sempre como crianças levianas e inquietas (O Consolador, questão 410.)
A primeira necessidade do médium é, em vista disso, evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois de outro modo poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão. (O Consolador, questão 387.)
O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente assim poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada. (O Consolador, questão 392.)
Antes de cogitar da doutrinação dos outros, encarnados ou desencarnados, o médium sincero necessita compreender que é preciso a iluminação de si próprio pelo conhecimento, pelo cumprimento dos deveres mais elevados e pelo seu esforço na assimilação perfeita dos princípios doutrinários, sem jamais descuidar-se da vigilância. O estudo da Doutrina e o cultivo da auto-evangelização devem ser para ele ininterruptos. (O Consolador, questão 409.)
Como sabemos, a alma exerce sobre os Espíritos uma espécie de atração, ou repulsão, conforme o grau de semelhança existente entre eles. Como os bons têm afinidade com os bons, e os maus com os maus, segue-se que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam.
A boa qualidade de um médium não está, pois, apenas na facilidade das comunicações. Um bom médium é o que simpatiza com os bons Espíritos e não recebe senão boas comunicações. (Revue 1859, p.3.)
Ensina o Espiritismo que as qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são:
I. a bondade
II. a benevolência
III. a simplicidade do coração
IV. o amor ao próximo
V. o desprendimento das coisas materiais.
Os defeitos que os afastam dos indivíduos são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria. E de todas as disposições morais, a que maior entrada oferece aos Espíritos imperfeitos é o orgulho, que muitas vezes se desenvolve no médium à medida que cresce a sua faculdade. Esta lhe dá importância. (Revue 1859, p. 36.)
Os médiuns necessitam ter muita persistência, muita paciência, muita perseverança nas reuniões e nos estudos, para melhor se relacionarem com o Mundo Invisível. (Médiuns e Mediunidade, p. 75.)
O médium eficiente será, pois, do ponto de vista espiritual, aquele trabalhador que melhor se harmonizar com a vontade do Pai Celestial, cultivando as qualidades citadas e destacando-se pelo cultivo sincero da humildade e da fé, do devotamento e da confiança, da boa vontade e da compreensão.
A faculdade mediúnica é neutra em si mesma. O uso que o homem faz dela é o que importa. Ao empregá-la, podemos nos harmonizar com os bons Espíritos ou relacionar-nos com os maus. A sintonia é, dessa maneira, fundamental na prática mediúnica.
Eis o que três vultos da Codificação revelaram (LM., cap. 31, itens XIII a XV):
“Quando quiserdes receber comunicações de bons Espíritos, importa vos prepareis para esse favor pelo reconhecimento, por intenções puras e pelo desejo de fazer o bem, tendo em vista o progresso geral.” (Pascal.)
“Falar-vos-ei hoje do desinteresse, que deve ser uma das qualidades essenciais dos médiuns, tanto quanto a modéstia e o devotamento. (...) Não é racional se suponha que Espíritos bons possam auxiliar quem vise satisfazer ao orgulho ou à ambição.” (Delfine de Girardin.)
“Todos os médiuns são, incontestavelmente, chamados a servir à causa do Espiritismo, na medida de suas faculdades, mas bem poucos há que não se deixam prender nas armadilhas do amor-próprio. (...) Lembrem-se sempre destas palavras: Aquele que se exalçar será humilhado e o que se humilhar será exalçado.” (O Espírito de Verdade.)
3 – Objetivos da Mediunidade
Módulo
XI
Mediunidade
Mediunidade
3
– Objetivos da Mediunidade
Tendo
o Espiritismo como objetivo, reviver o Evangelho de Jesus, e sendo a
mediunidade um de seus instrumentos, só podemos pensar em
mediunidade se for com Jesus, ou seja, mediunidade em favor do
próximo.
Reconhecerás
que não reténs com ela um distrito de entretenimento ou vantagens
pessoais e sim um templo-oficina (…).88 Através deste
ensinamento, nosso instrutor Emmanuel destaca o caráter de trabalho
da mediunidade. “Oficina” é local de trabalho, de consertar ou
de fazer da maneira correta. E se a oficina produzir só para o seu
dono, de que é que ele vai viver? Portanto, a oficina tem de gerar o
bem para a comunidade.
88
“Encontro Marcado”, cap. 28.
Da
mesma forma, a mediunidade deve ser exercida com o pensamento,
visando o bem de nosso semelhante. No templo é onde tratamos as
questões espirituais, é onde nos encontramos com o Criador. Por
isto Emmanuel trata a mediunidade como “templooficina”, ou seja,
trabalho realizado com fins espirituais, sabendo sempre que quem
dirige não é o elemento encarnado, mas os Espíritos trabalhadores
da Seara do Cristo.
Através
do qual os benfeitores desencarnados se aproximam dos homens,
continua Emmanuel, tão diretamente quanto lhes é possível,
apontando-lhes rumo certo ou lenindo-lhes os sofrimentos, tanto
quanto lhe utilizarás os recursos para socorrer desencarnados, que
esperam ansiosamente quem lhes estenda uma luz ao coração
desorientado.89
89
Idem.
Consolar
e esclarecer são outros objetivos da mediunidade, como da própria
Doutrina Espírita.
Quando
o Cristo se manifestou a respeito do Espiritismo, tratou-o como “O
Consolador” e disse que ele nos ensinaria todas as coisas:
E
eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique
convosco para sempre.(...)
Mas
o Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome,
esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo
quanto eu vos tenho dito. (João, 14: 16 e 26)
E
a mediunidade realmente tem esclarecido muitas coisas. Só a
revelação do plano espiritual por si só bastava, mas não pára
por aí, ela tem nos antecipado muitos conhecimentos que mais tarde a
Ciência poderá confirmar, e outros que ainda virão.
Quanto
à consolação, que diga aquele que achando ter um ente querido
desaparecido por vias da morte, recebe dele, com toda confirmação,
uma comunicação dizendo não estar ele morto, mas em outro plano da
mesma vida, e muito mais próximo que possa qualquer um de nós
supor.
Se
o auxílio é sempre grande de lá para cá, não menos é daqui para
lá. É muito comum Espíritos desencarnados em desequilíbrio
receberem auxílio e orientação através de reuniões realizadas em
nossos Centros Espíritas.
Podemos
então, concluindo, enumerar alguns objetivos da mediunidade:
Para
os encarnados:
•
Cooperação no serviço
de reconforto e esclarecimento.
•
Auto-educação, pela
renovação dos sentimentos e pela oportunidade de trabalho, que
quando bem executado, em muito eleva o Espírito.
•
Construção de
afeições muito valiosas no plano espiritual, consolidadas em base
de cooperação e amizade superior.
•
Conhecimento do plano
espiritual, o que muito lhe auxiliará quando do seu desencarne.
Para
os Desencarnados:
•
Melhor entendimento do
processo evolutivo a que todos estamos sujeitos, nos dois planos da
vida.
•
Aqueles que sofrem pela
falta de entendimento da nova vida, têm na mediunidade oportunidade
segura de melhor compreender sua situação, e assim programar
atitudes renovadoras.
•
Transmissão aos
encarnados de valiosos ensinamentos ministrados por Espíritos de
alta hierarquia espiritual.
Poderíamos
ainda, enunciar muitos outros objetivos desta Divina faculdade, mas
essas, no nosso entender, já são suficientes para mostrar a
excelsitude da mediunidade.
Para
finalizar, algumas palavras do bondoso Espírito Emmanuel, para nossa
meditação:
Terás
a mediunidade por flama de amor e serviço, abençoando e auxiliando
onde estejas, em nome da Excelsa Providência, que te fez semelhante
concessão por empréstimo. E nos dias em que esse ministério de luz
te pese demasiado nos ombros, volta-te para o Cristo, o Divino
Instrumento de Deus na Terra, e perceberás, feliz, que o coração
crucificado por devotamento ao bem de todos, conquanto pareça
vencido, carrega em triunfo a consciência tranqüila do vencedor.90
90
“ Encontro Marcado”, cap. 28.
Apostila
do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro
Espírita Amor e Caridade
Goiânia
– GO
Trabalho
realizado em 1997 pelo Grupo de Estudos desta Casa Espírita com a
coordenação de
Cláudio Fajardo
Cláudio Fajardo
Divulgação
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
OUVE A TUA CONSCIÊNCIA
A Lei de Deus está escrita na
consciência da criatura humana.
Essa lúcida contestação dos Mentores
da Humanidade ao codificador do Espiritismo, Allan Kardec, abre espaço à
Psicologia para melhor entender os conflitos e os comportamentos complexos que
enfrenta.
Para que a consciência possa
contribuir saudavelmente em favor da conduta humana torna-se indispensável o
hábito da reflexão, a fim de que os níveis primários em que se apresenta ceda
lugar à iluminação em estágio mais avançado.
É compreensível que o Espírito em
condições aflitivas tenha dificuldade de identificar a Lei de Deus nele ínsita.
Porque predomina a matéria, as sensações mais grosseiras na sua existência,
permanece como solo crestado que não permite à semente nele plantada romper-lhe
a couraça, facultando que desabrochem as potências adormecidas.
Em razão da sensualidade e dos apegos
aos prazeres imediatos e desgastantes, continua em germe a essência divina nos
refolhos dessa área superior da psique – a consciência.
O hábito, porém, de silenciar a
ansiedade e os tormentos íntimos, de buscar entender-lhes a procedência e a
presença nos painéis mentais, faculta perceber os conteúdos de que se
constituem, para discernir com segurança o que é edificante e o que lhe é
prejudicial.
Acostumado a agir por impulsos, quase
automáticos, dá vigor à natureza animal de que se reveste, quando deveria
promover a espiritual, que germina e avança atraída pelo Deotropismo no rumo da
plenitude.
Condicionamentos impostos pelos instintos
básicos que governam a existência na sua fase inicial de desenvolvimento
intelecto-moral, à medida que adquire conhecimentos para a lógica existencial,
experiência os lampejos da consciência digna que libera a Lei de Deus, que está
sintetizada no amor.
Na razão direta em que o amor
sobrepõe-se à violência e aos fatores da agressividade, mais valiosos
contributos são cedidos com o consequente enriquecimento de paz e de alegria de
viver.
Ninguém existe destituído de
consciência, exceção feita àqueles que expiam graves delitos em renascimentos
assinalados pelas limitações e deformidades cerebrais...
Todos os seres que pensam dispõem do
auxílio da consciência para fazer o que pode e deve, sempre quando se lhe torne
lícita a realização.
A acomodação defluente da preguiça
mental em alguns indivíduos impedem-no de avançar nos comportamentos corretos.
Deus, a todos os Seus filhos concedeu
consciência do dever, que proporciona as habilidades indispensáveis à conquista
da iluminação.
Essa sublime herança vincula todos os
membros da Criação ao Genitor Celeste.
Ouve a tua consciência sempre que te
encontres em conflito, em dificuldade de definir rumos e comportamentos
adequados.
Reflexiona em silêncio e com calma,
permitindo que a inspiração superior seja captada e o discernimento te aponte a
melhor conduta a seguir.
Evita o costume doentio de transferir
para os outros a tarefa de decidir por ti, de viver sob os conselhos dos demais
como se fosses um parasita psíquico.
Liberta-te do morbo da queixa e
desperta para entender que todos sofrem, têm problemas, mesmo que os não
demonstrem, porque a sabedoria que possuem ao aconselhar é resultado dos
caminhos percorridos, das aflições superadas e dos testemunhos ultrapassados.
Por outro lado, evita o costume de
aconselhamentos e de orientações, de narrar as tuas vivências, como se fossem
as mais importantes do mundo.
O que hajas vivenciado é importante
para ti e nem sempre será regra geral de bom proceder para todos.
Cada ser humano é uma unidade muito
complexa e especial, que faz parte da unidade universal, com as características
próprias e as conquistas positivas e negativas adquiridas.
Quando delegas a outrem
aconselhar-te, não estás disposto realmente a seguires a diretriz que te seja
oferecida. Normalmente, buscas conselhos e bengalas psicológicas até
encontrares o que realmente gostaria que te dissessem aquilo que te é agradável
e compensador. Esse comportamento inconsciente é uma forma autodefensiva,
porque aquilo que te venha a acontecer não será somente de tua responsabilidade.
O crescimento intelectual, assim como
o de natureza moral, é trabalhado continuamente, sem interrupção nem saltos
gigantes.
A cada momento uma conquista nova, um
descobrimento que se incorpora aos conteúdos arquivados na mente.
Permitindo-te ouvir a consciência,
serás inspirado à oração que te fortalecerá o ânimo e te auxiliará a fruir paz.
Quanto mais auscultes a consciência e
exercites a reflexão do pensamento, mais se expandirão as possibilidades e os
registros legais se te farão claros e lúcidos, e te auxiliarão na conquista da
felicidade e da harmonia interior, estimuladoras para os avanços a níveis
superiores da evolução.
Não te detenhas, pois, em queixumes e
rogativas de orientação, como se estivesses desequipado dos instrumentos para
alcançar a vitória sobre as circunstâncias e provações necessárias.
Confia em Deus, na proteção dos teus
Amigos espirituais e também nos teus valores, esses que vens amealhando durante
a reencarnação.
Jesus, que é o Guia da Humanidade, sempre buscava a solidão para reabastecer a consciência com a Lei de Deus, e permanecer como o amor na expressão máxima que se conhece, mesmo quando não amado.
Jesus, que é o Guia da Humanidade, sempre buscava a solidão para reabastecer a consciência com a Lei de Deus, e permanecer como o amor na expressão máxima que se conhece, mesmo quando não amado.
Não tenhas sofreguidão para tudo
resolver sem pensar, sem aprofundar a concentração.
Diante de todo e qualquer aconselhamento
que peças e recebas, não deixes de consultar a tua consciência.
Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco
Saúde Integral
A
sofisticação tecnológica da Medicina atual ainda permanece na insustentável
tese de que o homem é as células que lhe constituem a organização
somática.Negando, por sistema, a realidade do ser integral, - espírito,
perispírito e matéria - detém-se na conceituação ultrapassada, na qual o
cérebro gera o pensamento, e a Vida cessa quando se dá o fenômeno da anóxia,
alguns minutos depois da parada cardíaca...
Desde
Hipócrates, passando por Aécio e Galeno, a visão dualista somente vem
encontrando confirmação e respeito, não se podendo mais negar a interação
espírito-matéria, mente-corpo, como termos da equação existencial.
Face
a essa constatação, convenciona-se que a saúde é mais do que a ausência de
doença no organismo, sendo um conjunto de fatores propiciatórios ao bem estar
psicológico, econômico e social.
O
paradigma da atualidade em torno da saúde leva o médico a examinar o paciente
não mais como uma cobaia, ou alguém aflito de quem se deve libertar, mas como
portador de muitos problemas que, não raro, a doença exterioriza, mascarando-os
nas gêneses profundas do estado patológico.
Volve-se,
desse modo, ao antigo sacerdócio médico, graças ao qual ele se torna amigo do
paciente, seu confidente, seu companheiro, ajudando-o a drenar as emoções
negativas recalcadas, a fim de dar campo à catarse liberativa das angústias e
tormentos que sofre, para que, então, nele se instale de volta a saúde.
A
saúde integral independe das drogas químicas e dos tratamentos cirúrgicos, não
obstante esses sejam ainda valiosos instrumentos para sua aquisição.
Forçoso
reconhecer-se que o ser atual é um somatório de experiências próximas e
remotas. Tanto lhe constituem fatores degenerativos os conflitos próximos, da
atual encarnação, quanto os transatos, das existências pretéritas.
Examinado
desse ponto de vista, compreender-se-á a gama larga de fatores predisponentes
como preponderantes, para o estabelecimento da enfermidade ou da saúde.
Cumpre
que se conscientizem os indivíduos em geral, e os enfermos em particular, que
cada criatura é o resultado das realizações morais, espirituais da sua mente,
como já observavam os gregos antigos...
A
disposição para o otimismo ou para a autodestruição responderá pelos seus
futuros comportamentos.
Nesse
sentido, o Evangelho de Jesus é um excelente tratado de psicoterapia, cuja
aplicação resultará em bem-estar e harmonia.
Toda
a mensagem de Jesus é vazada no conhecimento profundo do homem, considerando
sua realidade transpessoal, na qual ressaltam o Espírito e sua condição de
imortalidade.
Lentamente,
face ao volume das aflições que dominam as paisagens humanas, e às enfermidades
psicossomáticas de difícil diagnose, que levam a estados lamentáveis, a
criatura sente-se convidada à valorização da vida, à descoberta dos seus
recursos éticos, auto-estima, ao auto-aprimoramento.
O
amor, nesse cometimento, assume papel preponderante, em razão das energias que
libera no sistema imunológico, fortalecendo-o, no sistema nervoso simpático e
nos glóbulos brancos, fundamentais na luta pela preservação da saúde.
A
visualização mental otimista, gerando energias que combatam ou anulem a
enfermidade, produz endorfinas que atenuam a dor, auxiliando as células à
remissão da doença.
Bombardeios
mentais através da visualização, sobre tumores de origem cancerígena, logram
alteração profunda no seu desenvolvimento, conseguindo mesmo eliminá-los.
Todavia, se o sentimento de amor acompanha a descarga psíquica da vontade,
estimulando as células saudáveis a se manterem em ritmo de equilíbrio enquanto
as outras se consomem, a vibração da força transformadora será mais potente e
portadora de resultados eficientes.
Nesse
aspecto, o querer é imprescindível e o crer essencial, face à continuidade do
fluxo mental, sem vacilações, suspeitas e receios que lhe interrompam essa
continuidade.
A harmonia
mental que decorre da relaxação confiante produz, também, o benéfico estado
alfa, quando o cérebro libera ondas do mesmo nome no ritmo de oito a doze
ciclos por segundo, ensejando a restauração da saúde, quando se está enfermo,
ou a preservação dela, quando se encontra saudável.
Nesse
campo, o auto-descobrimento corajoso propicia a eliminação dos mecanismos do
ego que levam à fuga da responsabilidade e do respeito por si mesmo, ensejando
consciência de quem se é, do que se deve realizar e como se poderá fazê-lo.
A
visão junguiana de saúde é conclusiva, convidando a uma revisão de paradigmas
na Medicina tradicional e na tecnologia médica atual, redescobrindo os
pacientes como pessoas necessitadas de amor, que se auto-punem por ignorância e
se auto-destroem por desequilíbrio emocional, mediante pugnas íntimas
incessantes...
O
amor, que pertencia às áreas da sociologia e da filosofia, além das análises
literárias, passa hoje a ser elemento fundamental para os conteúdos do
comportamento e da conduta na preservação da sanidade.
Mantendo-se,
desse modo, a recomendação do Evangelho sobre o amor a Deus, ao próximo e a si
mesmo, na condição de experiência humana, mesmo que se instalem focos
infecciosos no corpo ou se expressem distúrbios orgânicos de vária ordem, o
paciente se torna terapeuta de si mesmo, auxiliando o médico e este àquele, a
fim de que a meta essencial seja lograda - a alegria de viver saudavelmente.
Pode-se,
portanto, experimentar saúde integral, mesmo que algum órgão se encontre
comprometido, sem que isso altere o ser em profundidade, consciente que o
fenômeno biológico da morte somente encerra o ciclo carnal, jamais a Vida.
A
visão médica, com paradigmas holísticos em torno da saúde e da doença, faculta
a possibilidade de uma perfeita interação corpo-alma, em razão do controle da
mente sobre a matéria.
Uma
organização fisiopsíquica sadia resulta da perfeita identificação entre o
Espírito e o soma, como decorrência das reencarnações anteriores ou das
conquistas atuais, preparando a existência em marcha para a plenitude.
*
* *
Franco,
Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado
pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador,
BA: LEAL, 1994.
O OLHAR DE JESUS
Recordemos o olhar compreensivo e
amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro
que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
*
O Mestre Divino jamais se deteve na
faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
*
Em Bartimeu, o cego de Jericó, não
encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a
ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe
a existência.
*
Em Maria de Magdala, não enxerga a
mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse
motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual
renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.
*
Em Zacheu, não identifica o expoente
da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado
pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à
administração sábia e justa.
*
Em Simão Pedro, no dia da negação,
não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a
exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no
baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a
crucificação.
*
Em Judas, não surpreende o discípulo
ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o
fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a
flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos
séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
*
Busquemos algo do olhar de Jesus para
nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas
consciências, porque, então, teremos atingido o Grande Entendimento que nos
fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais
inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de
nosso auxílio e de nossa compaixão.
(De “Viajor”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
2 – Tipos de Mediunidade
Módulo
XI
Mediunidade
2
– Tipos de Mediunidade
Quanto
aos tipos, a mediunidade pode ser classificada em:
Mediunidade
de efeitos físicos e mediunidade de efeitos inteligentes.
Mediunidade
de Efeitos Físicos
É
aquela em que a ação dos Espíritos produz efeitos na matéria.
Estes fenômenos sensibilizam diretamente os órgãos dos sentidos
dos observadores. Por isto, esses fenômenos são também chamados de
materiais ou objetivos.
Podemos
classificá-los desta maneira:
Sonoros:
Vão desde os simples “raps”(pancadas secas) até os
estrondos, passando pelos fenômenos em que é produzida música, sem
haver instrumentos no local.
Quando
podemos formar com estes efeitos sonoros uma linguagem através de
códigos, temos a tiptologia que, por sua vez, pode ser:
•
Interior: Pancadas
produzidas no interior do objeto, sem movimento externo.
•
Bascular: Com
movimento de objeto para dar as pancadas, por exemplo, mesa que bate
com um dos pés.
•
Alfabética: Quando
as pancadas produzidas mostram a letra desejada do alfabeto.
•
Sematologia: Quando
as luzes, os sons ou o movimento dos objetos deixam transparecer uma
vontade ou intenção ou um determinado sentimento.
•
Luminosos: Produção
de centelhas, clarões e luzes.
Motores:
Movimentação de corpos inertes, sem qualquer contato físico ou
outro meio material. Nesta categoria de fenômenos, destacam-se:
•
Levitação: Um
ser ou objeto é suspenso no ar, aparentemente contrariando a lei da
gravidade.
•
Transporte: Quando
um ser ou objeto é levado de um local para outro.
Materialização:
Formação(parcial ou total) de coisas ou corpos. Normalmente são
temporárias.
Transfiguração:
É a modificação dos traços fisionômicos do médium ou do seu
aspecto geral.
Voz
Direta: Produção de sons correspondentes à voz humana,
articulada e audível por todos os presentes.
Escrita
Direta: Trata-se da produção de escrita sem o concurso de mãos
humanas.
Mediunidade
de Efeitos Inteligentes
Estes
efeitos são também chamados intelectuais ou subjetivos, porque os
fenômenos ocorrem na esfera subjetiva do médium. Desta forma, não
ferindo os cinco sentidos do médium, não são todos que os
percebem.
Podemos
dividi-la em:
Intuitiva:
Quando o médium percebe a realidade do plano espiritual ou
pensamentos dos Espíritos, mas somente pela intuição.
Vidência:
Permite aos médiuns ver os Espíritos. Uns gozam desta faculdade
em estado normal, ou seja, de vigília, outros só a possuem em
estado de sonambulismo.
Audiência:
É a faculdade de ouvir a “voz” dos Espíritos.
Psicometria:
Através deste tipo de mediunidade, o médium consegue, pela
captação da energia impregnada nos objetos, informações
históricas dos seres ligados a este objeto ou dos próprios objetos.
Psicofonia:
O Espírito fala, usando o aparelho físico do médium. Este, por
sua vez, transmite as comunicações de forma mais ou menos
consciente, de acordo com a categoria de sua mediunidade. Queremos
sempre lembrar que não há incorporação do Espírito, mas que esse
age sobre a corrente nervosa do médium.
Psicografia:
É a mediunidade que permite ao médium escrever sob a influência
do Espírito. Através deste método, os Espíritos revelam melhor
sua natureza e o grau de aperfeiçoamento, ou da sua inferioridade.
Podemos
classificá-la desta forma:
•
Mecânica: O
médium age em um certo grau de inconsciência, que é como se o
Espírito dirigisse a sua mão, independente da sua vontade. No
entanto, o médium permanece vigilante em Espírito durante a
comunicação, podendo retomar o controle de suas faculdades no
momento que lhe aprouver.
•
Semi-Mecânica: O
médium sente que a sua mão é impulsionada pelo Espírito, mas tem
consciência do que escreve, à medida que as palavras são formadas,
e o controle é maior de sua parte.
•
Intuitiva: Como
o próprio nome diz, é uma comunicação intuitiva. O Espírito não
atua sobre a mão do médium, mas sobre a sua alma. Esta dirige a sua
mão, que por sua vez dirige o lápis.
Apostila
do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro
Espírita Amor e Caridade
Goiânia
– GO
Trabalho
realizado em 1997 pelo Grupo de Estudos desta Casa Espírita com a
coordenação de
Cláudio Fajardo
Cláudio Fajardo
Divulgação
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Mediunidade 1 – Conceito e Histórico
Módulo
XI
Mediunidade
1
– Conceito e Histórico
“Mediunidade
é a faculdade de intermediar o plano físico e o plano espiritual.
É
uma faculdade orgânica, e não constitui patrimônio especial de
grupos nem privilégio de castas.” 86
86
“Estudos Espíritas”, cap. 18.
O
Médium é aquele que serve de instrumento entre os dois planos da
vida.
De
modo geral, podemos afirmar que todos somos médiuns, porque pelo
simples fato de sofrermos influência de Espíritos, já estamos
exercendo nossa mediunidade. De maneira mais específica, quanto à
acentuação da faculdade, podemos salientar que a mediunidade é
faculdade de poucos.
Em
todos os tempos, a mediunidade revelou ao homem a existência do
plano espiritual, por isso é vero afirmar que o fenômeno mediúnico
não nasceu com o Espiritismo, e sim que existe desde as mais remotas
eras da vida humana no planeta. Temos notícias das comunicações
mediúnicas desde o homem primitivo caracterizando o mediunismo,
passando por vários povos até atingir o rigor científico do século
XIX.
As
musas não eram senão a personificação alegórica dos Espíritos
protetores das ciências e das artes, como, os deuses Lares e Penates
simbolizavam os Espíritos protetores da família. Os feiticeiros,
magos, adivinhos, e posteriormente oráculos, pítons e taumaturgos,
eram todos médiuns mesmo que usando outras designações.
O
profetismo em Israel tem sua origem em Moisés. No Velho Testamento,
encontramos várias passagens em que o grande legislador conversa com
Deus. É lógico que a conversa não é com o Criador, mas com um
Espírito mensageiro de Deus. Porque Deus não entra em contato
direto com os homens, mas para tal faz uso de Espíritos superiores
que funcionam como intermediários entre Ele o os Espíritos de nosso
nível evolutivo.
Para
ilustrar, transcrevemos abaixo uma passagem do livro “Êxodo”, em
que tal fato acontece:
E
apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo no meio duma
sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça
não se consumia;
pelo
que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e porque
a sarça não se queima.
E
vendo o Senhor que ele se virara para ver, chamou-o do meio da sarça,
e disse: Moisés, Moisés! Respondeu ele: Eis-me aqui.
Prosseguiu
Deus: Não te chegues para cá (...) (Êxodo, 3: 2 a 5)
Notamos
que no princípio o narrador bíblico diz ser o “anjo do Senhor”,
e depois o próprio Deus.
Essas
confusões acontecem devido à falta de informação a respeito do
tema. Informação que só a Doutrina Espírita, com o seu estudo
sistematizado, pode oferecer.
Moisés
é um médium espetacular. Em muitos momentos ele vê, em outros ele
ouve, e até fenômenos de efeitos físicos ele realiza com muita
naturalidade.
É
muito comum ouvir de irmãos nossos de outras religiões, a afirmação
de que o Espiritismo encontra-se em erro diante de Deus, porque
Moisés proibiu o exercício da mediunidade. Vejamos a citação
bíblica a que eles se referem:
Quando
entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a
fazer conforme as abominações daqueles povos.
Não
se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a
sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem
feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito
adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo
aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa
destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante
de ti Perfeito serás para com o Senhor teu Deus.
Porque
estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os
adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te
permitiu tal coisa. (Deuteronômio, 18: 9 a 14)
Em
primeiro lugar, gostaríamos de dizer que se Moisés proibiu, é
porque a mediunidade existe; ninguém proíbe algo que inexiste.
Depois, podemos afirmar que o que Moisés proibiu o Espiritismo
também condena, que é o mau uso desta faculdade.87
87
Ver “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XXVI.
Quanto
à mediunidade em si, ele mesmo deu várias provas de que a aprovava.
Vejamos
a seguinte passagem do livro “Números”:
Mas
no arraial ficaram dois homens; chamava-se um Eldade, e o outro
Medade; e repousou sobre eles o espírito, porquanto estavam entre os
inscritos,ainda que não saíram para irem à tenda; e profetizavam
no arraial.
Correu,
pois um moço, e o anunciou a Moisés, dizendo: Eldade e Medade
profetizaram no arraial.
Então
Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um de seus mancebos
escolhidos, respondeu e disse: Meu Senhor Moisés, proíbe-lho
Moisés, porém, disse-lhe: Tens tu ciúmes por mim? Oxalá que do
povo do Senhor todos fossem profetas, que o Senhor pusesse o seu
espírito sobre eles! (Números, 11: 26 a 29)
Desta
forma, fica claro que Moisés não só não proíbe a mediunidade,
como até dela faz uso.
Mas
a mediunidade chega ao seu ápice com Jesus, porque o Mestre não foi
um médium comum, mas o “Excelso Médium de Deus”. Por seu
intermédio, toda a Lei Divina se fez visível, e o seu grau de
sintonia com o Pai era tal, que Ele mesmo nos afirmou:
“Eu
e o Pai somos um.” (João, 10: 30)
O
Cristianismo, desde a Ressurreição até o Concílio de Nicéia, fez
uso constante da Mediunidade. Através deste concílio realizado no
ano 325 de nossa era, na cidade de Constantinopla, foi condenado o
uso da mediunidade e outros pontos mantidos pelos primeiros cristãos,
dando início à desagregação e à decomposição do Cristianismo
em suas legítimas bases, que fora tão profundamente marcado pelo
dia de Pentecostes.
Na
Idade Média, época de obscurantismo, os médiuns são perseguidos e
maltratados como feiticeiros. Temos como exemplo a excepcional Médium
Joana D’Arc, que em todos os lugares era inspirada por seres
invisíveis, escutava suas vozes, e por eles deixava-se dirigir,
tornando-se assim a “Heróica Virgem de Domremy”.
Podemos
citar ainda como expoentes significativos da mediunidade, Dante
Alighieri, que sob influência espiritual escreveu “A Divina
Comédia”, Goethe e sua obra mediúnica “O Fausto”, e mais
tarde, os já conhecidos dos espíritas, Emmanuel Swedenborg, Andrew
Jackson Davis, Eusápia Paladino, entre outros.
Este
breve relato mostra assim que a mediunidade é imanente no próprio
homem.
Talvez
por isso, o Cristo, em toda a sua sabedoria, afirma ao apóstolo
Pedro:
Bem
aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue
que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois eu te digo que
tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja (...)
(Mateus, 16: 17 e 18)
Apostila
do Curso de Espiritismo e Evangelho
Centro
Espírita Amor e Caridade
Goiânia
– GO
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realizado em 1997 pelo Grupo de Estudos desta Casa Espírita com a
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Cláudio
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