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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

“Por que é tão importante cuidar da evangelização de nossas crianças?”


De coração para coração

ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO
De Londrina

Resposta a uma jovem mãe preocupada




O assunto aqui ventilado no mês passado suscitou da parte de uma jovem mãe a seguinte questão: “Por que é tão importante cuidar da evangelização de nossas crianças?”
É conhecida a posição de Kardec, o Codificador do Espiritismo, com relação ao ensino moral contido no Evangelho: “Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças, porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda parte provocadas pelos dogmas”. (Cf. O Evangelho segundo o Espiritismo, Introdução, item I.)
Depois destas sábias palavras, Kardec asseverou: “Para os homens, em particular, é uma regra de conduta, que abrange todas as circunstâncias da vida privada e pública, o princípio de todas as relações sociais fundadas na mais rigorosa justiça. É, por fim, e acima de tudo, o caminho infalível da felicidade a conquistar, uma ponta do véu erguida sobre a vida futura”. (Idem, ibidem.)
Aí está, pois, o ponto central da resposta à pergunta formulada.
Evangelizar uma pessoa é ensinar-lhe o caminho que leva à paz, à harmonia, à felicidade possível no mundo em que vivemos. E quando tal tarefa deve começar? A resposta a esta dúvida é também por demais conhecida: na infância, esse período da existência corpórea que Emmanuel assim conceituou:
“A juventude pode ser comparada a esperançosa saída de um barco para uma longa viagem. A velhice será a chegada ao porto. A infância é a preparação”.
Os Espíritos Superiores nos ensinam que, encarnando-se com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito durante a infância “é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo”.
As crianças são os seres “que Deus manda a novas existências”.
“Para que não lhes possam imputar excessiva seriedade, dá-lhes todos os aspectos da inocência.
Julgando os seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devem fazê-los progredir. É na fase infantil que se lhes pode reformar o caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.” (Cf. O Livro dos Espíritos, questões 383 e 385.)
Examinando o assunto, Emmanuel adverte: “O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.
Até os sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência. Ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isto, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho. Passada a época infantil, atingida a maioridade, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma encarnada terá retomado o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos”. (Cf. O Consolador, pergunta 109.)-




O IMORTAL
JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA
Diretor Responsável: Hugo Gonçalves Ano 53 Nº 624 Fevereiro de 2006
RUA PARÁ, 292, CAIXA POSTAL 63
CEP 86.180-970
TELEFONE: (043) 3254-3261 - CAMBÉ - PR

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

De coração para coração

ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO
De Londrina


Um apelo de Meimei em favor da criança




Quando lidamos com uma criança em tenra idade, dificilmente imaginamos para ela um futuro que não seja pelo menos igual ao nosso. Jamais nos passa pela mente que esse menino que hoje acalentamos, abraçamos e protegemos possa tornar-se amanhã um marginal perigoso.

As notícias veiculadas pela mídia mostram-nos, contudo, que tais coisas são possíveis e podem acontecer em grande número no mundo em que vivemos.

Não é difícil entender esse fato. Mundo de provas e expiações, a Terra não é, por  enquanto, morada de anjos. É uma escola, bendita como todas as escolas criadas por Deus, onde se matriculam criaturas necessitadas, pessoas difíceis, almas fracas e vacilantes, que necessitam por isso de forte estímulo para avançarem no caminho da evolução.

As páginas dos jornais retratam a vida de forma nua e crua.
Aqui, é o jovem imaturo que, movido por sentimentos insondáveis, matou pai e mãe, destruindo a paz do seu lar e a própria vida...

Ali, é o filho de um homem admirado em todo o mundo que, seduzido pelas ilusões do narcotráfico, trocou o lar pela penitenciária...

Acolá, é o garoto que, baleado pelos próprios comparsas, foi lançado no frescor da idade a uma cadeira de rodas, condenado à paraplegia...

Todos eles foram crianças um dia. Alguns tiveram vida abastada, moravam em mansões, ganhavam presentes caros.

Outros nem tanto, mas a verdade é que o seu presente e o seu futuro, pelo menos na atual existência, tornaram-se bem amargos.

*

Encontrava-me assim pensando na vida, quando me veio às mãos uma mensagem bastante conhecida escrita por Meimei pelas mãos de Chico Xavier, na qual a amorável educadora interpreta os sentimentos da criança e apela para nós – nós que somos pais, avós, professores e, com certeza, as únicas pessoas que podem auxiliá-la:


“Dizes que sou o futuro.
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do
bem.
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus
olhos.
Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão-só a festa de teu
carinho.
Suplico-te amor com que me
eduques.
Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas
palavras.
Não sou simples ornamento de
teu caminho.
Sou alguém que te bate à porta
em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade,
o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orientame
para o que seja bom e justo...
Corrige-me enquanto é tempo,
ainda que eu sofra.”

O IMORTAL
JORNAL DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA
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