terça-feira, 9 de junho de 2015

XXII  COMEERJ

Pólo IV  Cafarnaum

8º CRE  Nova Friburgo

11-33

A GÊNESE

CAPÍTULO XVIII

SÃO CHEGADOS OS TEMPOS

Sinais dos tempos.  A geração nova

Sinais dos tempos

Àquele que viva bastante para abranger com a vista as duas vertentes da nova fase, parecerá que um mundo novo surgiu das ruínas do antigo. O caráter, os costumes, os usos, tudo está mudado. É que, com efeito, surgiram homens novos, ou, melhor, regenerados. As idéias, que a geração que se extinguiu levou consigo, cederam lugar a idéias novas que desabrocham com a geração que se ergue.

(1) A terrível epidemia que, de 1866 a 1868, dizimou a população da Ilha Maurícia, teve a precedê-la tão extraordinária e tão abundante chuva de estrelas cadentes, em novembro de 1866, que aterrorizou os habitantes daquela ilha. A partir desse momento, a doença, que reinava desde alguns meses de forma muito benigna, se transformou em verdadeiro flagelo devastador. Aquele fora bem um sinal no céu e talvez nesse sentido é que se deva entender a frase   estrelas caindo do céu, de que fala o Evangelho, como sendo um dos sinais dos tempos.

(Pormenores sobre a epidemia da ilha Maurícia:  Revue Spirite, de julho de
1867, pág. 208, e novembro de 1868, pág. 321.)

14.  Tornada adulta, a Humanidade tem novas necessidades, aspirações mais vastas e mais elevadas; compreende o vazio com que foi embalada, a insuficiência de suas instituições para lhe dar felicidade; já não encontra, no estado das coisas, as satisfações legítimas a que se sente com direito. Despoja-se, em conseqüência, das faixas infantis e se lança, impelida por irresistível força, para as margens desconhecidas, em busca de novos horizontes menos limitados.

É a um desses períodos de transformação, ou, se o preferirem, de  crescimento moral, que ora chega a Humanidade. Da adolescência chega ao estado viril. O passado já não pode bastar às suas novas aspirações, às suas novas necessidades; ela já não pode ser conduzida pelos mesmos métodos; não mais se deixa levar por ilusões, nem fantasmagorias; sua razão amadurecida reclama alimentos mais substanciosos. É demasiado efêmero o presente; ela sente que mais amplo é o seu destino e que a vida corpórea é excessivamente restrita para encerrá-lo inteiramente. Por isso, mergulha o olhar no passado e no futuro, a fim de descobrir num ou noutro o mistério da sua existência e de adquirir uma consoladora certeza.

E é no momento em que ela se encontra muito apertada na esfera material, em que transbordante se encontra de vida intelectual, em que o sentimento da espiritualidade lhe desabrocha no seio, que homens que se dizem filósofos pretendem encher o vazio com as doutrinas da nadismo e do materialismo! Singular aberração! Esses mesmos homens, que intentam impelir para a frente a Humanidade, se esforçam por circunscrevê-la no acanhado círculo da matéria, donde ela anseia por escapar-se. Velam-lhe o aspecto da vida infinita e lhe dizem, apontando para o túmulo: Nec plus ultra!

15.  Quem quer que haja meditado sobre o Espiritismo e suas conseqüências e não o circunscreva à produção de alguns fenômenos terá compreendido que ele abre à Humanidade uma estrada nova e lhe desvenda os horizontes do infinito. Iniciando-a nos mistérios do mundo invisível, mostra-lhe o seu verdadeiro papel na criação, papel perpetuamente ativo, tanto no estado espiritual, como no estado corporal. O homem já não caminha às cegas: sabe donde vem, para onde vai e por que está na Terra. O futuro se lhe revela em sua realidade, despojado dos prejuízos da ignorância e da superstição. Já na se trata de uma vaga esperança, mas de uma verdade palpável, tão certa como a sucessão do dia e da noite. Ele sabe que o seu ser não se acha limitado a alguns instantes de uma existência transitória; que a vida espiritual não se interrompe por efeito da morte; que já viveu e tornará a viver e que nada se perde do que haja ganho em perfeição; em suas existências anteriores depara com a razão do que é hoje e reconhece que: do que ele é hoje, qual se fez a si mesmo, poderá deduzir o que virá a ser um dia.

16.  Com a idéia de que a atividade e a cooperação individuais na obra geral da civilização se limitam à vida presente, que, antes, a criatura nada foi e nada será depois, em que interessa ao homem o progresso ulterior da Humanidade?

 Que lhe importa que no futuro os povos sejam mais bem governados, mais ditosos, mais esclarecidos, melhores uns para com os outros?

 Não fica perdido para ele todo o progresso, pois que deste nenhum proveito tirará?

 De que lhe serve trabalhar para os que hão de vir depois, se nunca lhe será dado conhecê-los, se os seus pósteros serão criaturas novas, que pouco depois voltarão por sua vez ao nada?

 Sob o domínio da negação do futuro individual, tudo forçosamente se amesquinha às insignificantes proporções do momento e da personalidade.

Entretanto, que amplitude, ao contrário, dá ao pensamento do homem  a certeza da perpetuidade do seu ser espiritual! Que de mais racional, de mais grandioso, de mais digno do Criador do que a lei segundo a qual a vida espiritual e a vida corpórea são apenas dois modos de existência, que se alternam para a realização do progresso! Que de mais justo há e de mais consolador do que a idéia de estarem os mesmos seres a progredir incessantemente, primeiro, através das gerações de um mesmo mundo, de mundo em mundo depois, até à perfeição, sem solução de continuidade! Todas as ações têm, então, uma finalidade, porquanto, trabalhando para todos, cada um trabalha para si e reciprocamente, de sorte que nunca se podem considerar infecundos nem o progresso individual, nem o progresso coletivo. De ambos esses progressos aproveitarão as gerações e as individualidades porvindouras, que outras não virão a ser senão as gerações e as individualidades passadas, em mais alto grau de adiantamento.

17.  A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social; mas, não há fraternidade real, sólida, efetiva, senão assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais ou tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará:  Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres. Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer; que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão as mãos uns aos outros.

Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.

18.  O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.

19.  Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más;
somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.

Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.

Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em conseqüência, aceitáveis por todos.

A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados.

20.  Semelhante estado de coisas pressupõe uma mudança radical no sentimento das massas, um progresso geral que não se podia realizar senão fora do círculo das idéias acanhadas e corriqueiras que fomentam o egoísmo. Em diversas épocas, homens de escol procuraram impelir a Humanidade por esse caminho; mas, ainda muito jovem, ela se conservou surda e os ensinamentos que eles ministraram foram como a boa semente caída no pedregulho.

Hoje, a Humanidade está madura para lançar o olhar a alturas que nunca tentou divisar, a fim de nutrir-se de idéias mais amplas e compreender o que antes não compreendia.

A geração que desaparece levará consigo seus erros e prejuízos; a geração que surge, retemperada em fonte mais pura, imbuída de idéias mais sãs, imprimirá ao mundo ascensional movimento, no sentido do progresso moral que assinalará a nova fase da evolução humana.

21.  Essa fase já se revela por sinais inequívocos, por tentativas de reformas úteis e que começam a encontrar eco.

Assim é que vemos fundar-se uma imensidade de instituições protetoras, civilizadoras e emancipadoras, sob o influxo e por iniciativa de homens evidentemente predestinados à obra da regeneração; que as leis penais se vão apresentando dia a dia impregnadas de sentimentos mais humanos. Enfraquecem-se os preconceitos de raça, os povos entram a considerar-se membros de uma grande família; pela uniformidade e facilidade dos meios de realizarem suas transações, eles suprimem as barreiras que os separavam e de todos os pontos do mundo reúnem-se em comícios universais, para as justas pacificas da inteligência.

Falta, porém, a essas reformas uma base que permita se desenvolvam, completem e consolidem; falta uma predisposição moral mais generalizada, para fazer que elas frutifiquem e que as massas as acolham. Ainda aí há um sinal característico da época, porque há o prelúdio do que se efetuará em mais larga escala, à proporção que o terreno se for tornando mais favorável.

22.  Outro sinal não menos característico do período em que entramos encontra-se na reação que se opera no sentido das idéias espiritualistas; na repulsão instintiva que se manifesta contra as idéias materialistas. O espírito de incredulidade, que se apoderara das massas, ignorantes ou esclarecidas, e as levava a rejeitar com a forma a substância mesma de toda crença, parece ter sido um sono, a cujo despertar se sente a necessidade de respirar um ar mais vivificante. Involuntariamente, lá onde o vácuo se fizera, procura-se alguma coisa, um ponto de apoio.
CENTRO DE ORIENTAÇÃO E  EDUCAÇÃO MEDIÚNICA


CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II

SOCIEDADE ESPÍRITA 24-30

2a. PARTE - RESUMOS DAS UNIDADES


UNIDADE PRÁTICA 14 - NECESSIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS

ROTEIRO

As evocações LM  2a. Parte  Cap. XXV
C  369 e 380

Os Espíritos mistificadores LM  2a. Parte  Caps. XXIV e XXVII
OQE  82 a 92

Os Espíritos necessitados de orientação LM  2a. Parte  Cap. XXIV; Cap.XXV,itens 278 a 280
C 378

Os Espíritos instrutores LM  2a. Parte p Cap. XXIV, itens 255, 256 e seguintes

AS EVOCAÇÕES

Nas sessões mediúnicas modernas não é comum a evocação de um ou vários Espíritos. Após uma prece inicial, faz-se uma evocação genérica aos bons Espíritos para que auxiliem o desenvolvimento da sessão, e os médiuns colocam-se à disposição para dialogarem com os que se manifestarem espontaneamente.

A regularidade das sessões, o bom propósito que as norteiam, a ordem, o zelo e o amor com que são realizadas, farão com que alguns Espíritos se comuniquem habitualmente, ou mesmo, que estejam presentes sempre, direcionando a comunicação daqueles que disso necessitarem. A evocação não é utilizada dadas as dificuldades envolvidas.

Um Espírito superior, sábio, evocado para nos instruir sobre determinado assunto, pode, por seus compromissos e afazeres no plano espiritual, não estar disponível para nos atender.

Um desencarnado do nosso círculo familiar ou de amizade pode estar em processo de readaptação ao plano espiritual e nossa evocação poderia até prejudicá-lo nesse processo.

Em ambos os casos, nossa insistência poderia abrir o flanco para mistificações: nunca faltarão falsos médiuns providenciando comunicações de parentes ou amigos que nos são caros.

Na leitura do Capítulo XXV, do Livro dos Médiuns, notamos certa preferência de Kardec pelas evocações. Mas, temos que levar em consideração a situação excepcional em que ele se encontrava tanto no que se refere à equipe de Espíritos que o assessorava, quanto aos objetivos do seu trabalho: a elaboração da Doutrina Espírita.
Emmanuel, no livro O Consolador, questão no. 369, diz: Não somos dos que aconselham a evocação direta e pessoal, em caso algum. Portanto, o grupo que pretender se dedicar à evocação pessoal de Espíritos deve adquirir como pré-requisitos, um profundo conhecimento doutrinário e uma sólida segurança mediúnica.

OS ESPÍRITOS MISTIFICADORES

Freqüentemente, um Espírito de ordem inferior se adorna com um nome respeitável, para que suas palavras mereçam crédito. Toda precaução não será demasiada contra semelhantes substituições, pois, graças a isso e, sobretudo, com o auxílio da fascinação, alguns Espíritos sistemáticos, mais orgulhosos do que sábios, procuram tornar aceitas as mais ridículas idéias.

Quando um Espírito se apresenta como superior e, no entanto, se expressa com arrogância, pretensão, acrimônia, predizendo em detalhes o futuro, tentando passar-nos heresias científicas, estamos em presença de um mistificador.

OS ESPÍRITOS NECESSITADOS DE ORIENTAÇÃO

Esta é, sem dúvida, a situação em que menos interessa saberem-se quem é o Espírito comunicante. Aliás, seria até uma grande falta de caridade, pela indiscrição, ficarmos a exigir identificação de quem nos procura em situação difícil, muitas vezes de sofrimentos atrozes, buscando a nossa ajuda, nosso carinho, nossa atenção.
Importa sim, nos preocupemos em identificar suas necessidades, seu grau de desequilíbrio e ignorância, seus sofrimentos, para podermos ajudá-lo da melhor maneira possível.

Grande número de almas desencarnadas nas ilusões da vida física, ilusões guardadas quase que integralmente no íntimo, conservam-se, por algum tempo, incapazes de apreender as vibrações do plano espiritual, sendo conduzidas por seus guias e amigos redimidos às reuniões mediúnicas fraternas, onde, sob as vistas desses mesmos mentores, se processam os dispositivos da lei de cooperação e benefícios mútuos, que rege os fenômenos da vida nos dois planos.

OS ESPÍRITOS INSTRUTORES

 A questão da identidade é, também, quase indiferente, quando se trata de instruções gerais, uma vez que os melhores Espíritos podem substituir-se mutuamente.

 Desde que o Espírito só nos diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sob o qual as diga.

À medida que os Espíritos se purificam e elevam na hierarquia, os caracteres distintivos de suas personalidades se apagam, de certo modo, na uniformidade da perfeição; nem por isso, entretanto, conservam, eles menos suas individualidades. Nessa culminância, o nome que tiveram na Terra, em uma das mil existências corporais efêmeras por que passaram, é coisa absolutamente insignificante. (Allan Kardec)

 Se a identidade absoluta dos Espíritos é, em muitos casos, uma questão acessória e sem importância, o mesmo já não se dá com a distinção a ser feita entre bons e maus Espíritos. Pode ser-nos indiferente a individualidade deles; suas qualidades, nunca. Em todas as comunicações instrutivas, é sobre este ponto, conseguintemente, que se deve fixar a atenção, porque só ele nos pode dar a medida da confiança que devemos ter no Espírito que se manifesta, seja qual for o nome sob que o faça. (Kardec)


LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
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09  esboço de o livro dos médiuns

C B - Aula 09 - Esboco De # O Livro Dos Mediuns 15-33

Allan Kardec - O Livros dos Médiuns - Parte Segunda - Manifestações Espíritas - cap. 3 - Manifestações Inteligentes

COMO OCORRERAM AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES?

12. Agora dize-nos: como os atiraste?

Ah! É mais difícil de dizer; fui ajudado pela natureza elétrica da jovem unida à minha, menos material; assim, nós dois pudemos transportar diversos objetos.

13. Penso que gostarias de nos dar alguma informação sobre tua pessoa. Primeiramente, dize-nos: há quanto tempo morreste?

Há muito tempo; há mais de cinquenta anos.

14. Que fazias quando vivo?

Pouca coisa de bom; era trapeiro, catador de papel; recolhia objetos na rua do bairro e, por vezes, insultavam-me, porque gostava muito de licor vermelho do bom velho Noé; por isso queria fazer todos fugirem dali.

15. Foste tu mesmo, e de plena vontade, que respondeste às nossas questões?

Tinha um instrutor.

16. Quem é o instrutor?

Vosso bom rei Luis.

  Esta questão foi motivada pela natureza de certas respostas que pareceram ultrapassar o alcance desse
Espírito, pelo conteúdo das ideias e mesmo pela forma da linguagem. Não há nada de estranho no fato de ele ter sido ajudado por um Espírito mais esclarecido, que queria aproveitar-se dessa ocasião para nos dar uma instrução. Esse é um fato muito comum, mas uma particularidade notável nessa circunstância é que a influência do outro Espírito se fez sentir na própria escrita; a das respostas em que interveio é mais regular e mais fluente; a do trapeiro é angulosa, irregular, muitas vezes pouco legível, revelando um caráter totalmente diferente.

17. Que fazes agora? Preocupas-te com teu futuro?

Ainda não; eu vagueio. Pensa-se tão pouco em mim na Terra, ninguém ora por mim; como não sou ajudado, não trabalho.

  Veremos mais tarde como se pode contribuir para o adiantamento e o alívio dos Espíritos inferiores pela prece e pelos conselhos.

18. Qual era o teu nome quando vivo?

Jeannet.

19. Pois bem, Jeannet, oraremos por ti. Dize-nos se nossa evocação te agradou ou contrariou?

Antes me agradou, porque sois bons, alegres viventes, embora um pouco austeros; pouco importa; me escutastes e estou contente.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

6/8 = O BOM SAMARITANO
A MULHER SAMARITANA

Este é um dos mais lindos passos do Evangelho, e é privativo de João, no capítulo 4: 4 a 30. Vamos aproveitar os esclarecimentos dados por Carlos Torres Pastorino, no livro - Sabedoria do Evangelho, porém, vamos abordar uma versão mais simbólica ou esotérica, fechada, mesmo reconhecendo que os elementos objetivos sejam importantes.
Para compreendermos essa passagem em profundidade, precisamos conhecer elementos históricos que deram nascimento a animosidade entre judeus e samaritanos. Essa inimizade era tão forte, que eles não se falavam, sequer se cumprimentavam. Não sabemos muito sobre as razões históricas, mas o que sabemos até agora é que, as 12 tribos que compunham a nação, se separaram devido a sucessão de Salomão.
Quando o Rei Salomão morreu, dois dos seus filhos pretendiam o trono. Dez tribos apoiavam um deles, e duas o outro. Houve um "cisma" seguido de luta, e as dez tribos se afastaram e fundaram o Reino de Israel, ou a Samaria. Herodes, o Grande, fez ali grandes construções e denominou-a Sebastes, (Cidade da Samaria). Outros povos não judeus se agregaram à região, que pelo seu crescimento passou a ser um Reino separado da Judéia.
A rivalidade, que nasceu com a sucessão de Salomão, portanto, muito antiga, aumentou com o retorno do povo judeu e samaritano que ficaram alguns séculos escravizados na Babilônia. Quando Dario, o rei Persa derrotou a Babilônia, permitiu que os judeus retornassem ao seu país, um dos primeiros grupos a retornar, foi liderado pelo sacerdote Zorababel, e dele fazia parte judeus e samaritanos.
Em Jerusalém, encontraram o Templo de Salomão completamente destruído e iniciaram a sua reconstrução, porém, os companheiros de Zorababel não aceitaram a participação dos samaritanos na reconstrução. Mais tarde expulsaram Manassés, sacerdote samaritano de Jerusalém, e este liderou a construção de um Templo tão rico e tão belo quanto o de Jerusalém, embora menor, tendo um clero regular, no Monte Garizim, na Samaria. Deste modo, os samaritanos ficavam isentos de terem que ir a Jerusalém cumprir suas obrigações rituais.
O Templo do Monte Garizim foi destruído 129 anos a.C. - numa das batalhas, pelo rei dos judeus, João Hircano. Entretanto os samaritanos continuaram cumprindo os seus rituais nas ruínas do Templo.
Jesus estava na Judéia (que significa louvor a Deus) e resolveu voltar para a Galiléia (jardim ou horto fechado). Não era a primeira vez que ele fazia isto, mas, desta vez tomou um caminho diferente, caminho que passava por terras samaritanas. Os discípulos não sabiam porquê, mas não ousavam perguntar.
A verdade é que Jesus tinha um encontro marcado no espaço e no tempo, com uma mulher. Ela não sabia, mas ele sim. Cerca de meio dia, região muito quente, a pequena comitiva pára junto ao Poço de Jacó, e Jesus envia os discípulos à cidade próxima para comprar provisões. Senta-se à sombra e espera.
A mulher não sabia, contudo, era alguém pronta a receber a iniciação superior (quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece). A mulher samaritana (alma vigilante) descia diariamente ao poço do coração, porque sabia intuitivamente, que um dia o Mestre dos mestres, apareceria. Naquele momento toma a sua "bilha" de barro", a corda, e encaminha-se para o poço, o único existente numa área de vários quilômetros. Ali chegando amarra a comprida corda (39 metros) no cântaro e desce-o, olhando aquele moço judeu com o canto do olho. Quando ela já estava puxando a vasilha cheia para a borda, ouviu:
- Mulher, dá-me de beber! - disse Jesus incisivo.
* Como sendo tu judeu, pede água a mim, que sou mulher samaritana?
- Se soubera o Dom de Deus e quem é aquele que te diz, "dá-me de beber", tu lhe terias pedido e ele te daria a água viva.
- Senhor, não tens com que a tirar e o poço é fundo, donde, pois, tens essa água viva? És tu, por ventura, maior que o nosso Pai Jacó, que nos deu este poço, do qual bebeu ele e os seus filhos e seu gado?
- Todo que bebe desta água, tornará a ter sede, mas quem beber da água que eu lhe der, se tornará nele uma fonte de água para a vida imanente.
O diálogo prosseguiu entre Jesus e a espantada mulher, que pediu da água para não mais ter que retirá-la do poço. (lei do menor esforço). Esta é a posição da maioria das pessoas que procuram nas religiões meios de melhorar de vida, de curar doenças e de não sofrer. Mesmo no movimento espírita, um grande número de pessoas vão ao centro para curar doenças, afastar obsessores, conseguir emprego, ser feliz. A maioria não sabe, ou finge não saber, que a felicidade é construção íntima e não pode ser adquirida exteriormente.
Jesus usou o simbolismo da água porque ali era uma região árida. Quem beber da água do conhecimento nunca mais terá sede e será uma fonte de ensinamentos e consolações para quem precisar. É a água transformada em vinho, que sacia a sede e embriaga de conhecimento e felicidade.
Jesus mandou que ela fosse chamar o seu marido e ela disse que não tinha marido. O moço Galileu respondeu que cinco maridos ela teve e que o homem com que, ela vivia não era seu marido. A mulher ficou pasmada e disse que ele era profeta (médium). As pessoas precisam sempre de coisas inusitadas para acreditar.
Os cinco maridos, e o homem com quem ela vivia, sem ser seu marido, não tem o significado de esposos ou amantes, mas sim, cinco grandes religiões da humanidade, que ela desposara em suas diversas reencarnações, e com nenhum deles aconteceu o verdadeiro esponsalício, isto é, as Bodas do espírito imortal com a verdade superior e eterna. Nem mesmo a situação que ela vivia naquele momento, o judaísmo, na condição ou ótica samaritana.
A. N. Wilson narra no seu livro Jesus - Uma Biografia - que no ano 605 antes da Era Cristã, cinco tribos da Babilônia se estabeleceram em Samaria, trazendo consigo seus deuses tribais. Tais indivíduos, com o passar do tempo, embora não abandonando inteiramente os próprios deuses babilônicos, passaram a adorar, também, Jeová. Devemos considerar a mulher samaritana como um símbolo de Samaria, os cinco inúteis maridos como os cinco deuses trazidos da Babilônia por seus ancestrais, sendo o verdadeiro marido da sua alma o homem ao seu lado, que lhe oferece a água da vida eterna?
Na verdade as religiões não podem salvar ninguém. Foi por esse motivo que Jesus afirmou que Deus procura aqueles que o amam em verdadeiro espírito, sem interferência da matéria, da emoção ou da sensibilidade. É a conquista da consciência cósmica.
O restante da passagem não desperta em mim o mesmo interesse, a não ser quando Jesus diz aos seus discípulos que eles colhem o que outros plantaram, porque a semeadura da verdade já vinha sendo feita há milênios, pelos grandes missionários que encarnaram na Terra, como, Rama, Crisna, Hermes Trimegisto, Abraão, Moisés, Buda, Sócrates, Platão, Pitágoras e tantos e tantos outros.
Examinemos, na visão de Pastorino, alguns pontos importantes: A mulher samaritana descia diariamente ao poço do coração e ali encontrou o seu Cristo interior. Confabulou com ele e descobriu que Deus deve ser adorado em verdadeiro espírito, e não em templos de pedra, mesmo que ajaezado de ouro. Não existe santuário mais próprio que o coração do homem para adorar a Deus.
Cairbar Schutel, no livro, Parábolas e Ensinos de Jesus - destaca as palavras de Jesus: o "dom" de Deus, é mais do que judeu, é mais que samaritano, é a luz que nos guia para a verdade. Que essa luz não é privilégio de castas, de seitas, de famílias. Jesus, sendo judeu de nascimento e afirmando que não era verdadeira a adoração no Templo de Jerusalém, assim como não era o Monte Garizim
Vale registrar que Carlos Torres Pastorino, baseado, não sabemos em quê, afirma que João Evangelista era a reencarnação de Samuel, e a mulher samaritana, 15 séculos depois, reencarnou como Teresa Dávila, a única mulher que recebeu o título de Doutora da Igreja.

PLANO DE IDÉIAS Nº 01

Saudação e Apresentação

História da Verdade e da Parabola

Parabola = NARRATIVA CURTA
Samaritano = HABITANTE DA SAMARIA
Samaria = Região entre a Galileia e a Judéia ao norte da Palestina  Os Samaritamos eram hostis aos Judes, faziam parte Cisma  -- Nem Jesus que era Judeu foi recebido na Samaria  --  Os Judeus retribuiam o ódio deles, perseguindo desprezando e apregoando que eram endemoniados.
13 - AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE

Família - importância da família


         Objetivos da aula: levar os evangelizandos a reconhecerem a importância da família em nossas vidas. Que nossos familiares erram e acertam, e merecem nosso carinho, nosso perdão e a nossa gratidão. Que nossos pais biológicos, adotivos ou as pessoas responsáveis por nós são os responsáveis pela nossa educação, nos amam e querem o melhor para nós, ensinando-nos, dentro do seu grau evolutivo e suas limitações, o que é certo. A aula visa despertar nos jovens a compreensão de que é no lar, junto do grupo familiar, que encontramos a ajuda que necessitamos para nosso crescimento espiritual.

         Obs.: caso o tempo determinado para a aula não seja suficiente para realizar a aula completa, ela pode ser adaptada pelo evangelizador, ou dividida em duas aulas.

         Prece inicial

         Primeiro momento: aplicar a dinâmica “Cada coisa a seu Tempo”: dividir a sala em dois grupos e entregar para cada grupo um pote de vidro vazio, 03 bolas de golfe ou de tênis (ou outras similares que tenham peso), algumas bolas de gude, uma porção de areia e um copo de água. Pedir que cada grupo coloque TODOS os componentes dentro do pote de vidro, da maneira que achar melhor, deixando de fora, apenas o copo de água para o momento que o evangelizador solicitar. Aguardar os resultados sem influenciar.

         Obs.: se a turma for grande e não houver material suficiente para cada evangelizando fazer sua experiência, o evangelizador poderá fazer a dinâmica convidando um ou dois evangelizandos para lhe auxiliarem.

         Segundo momento: caso não tenham conseguido colocar todos os componentes dentro do vidro, fazer a demonstração do modo certo: pegar as 03 bolas de golfe ou similar e colocar primeiramente dentro do pote de vidro e perguntar se o pote de vidro está cheio. Em seguida, o evangelizador deverá colocar as bolas de gude e estas encherão todos os espaços vazios entre as bolas de golfe. O evangelizador deve perguntar se o vidro está cheio e aguardar respostas. Na seqüência, pegar a porção de areia e colocar dentro do vidro. A areia preencherá os espaços vazios que ainda restam. Perguntar novamente aos alunos se o pote agora está cheio e aguardar as respostas.

         Terceiro momento: explicar o significado da dinâmica.

         * O pote de vidro representa nossas vidas.

         * As bolas de golfe são os elementos mais importantes, como DEUS, A FAMÍLIA E OS AMIGOS. São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.

         * As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa, o carro, a escola.            * A areia representa todos as pequenas coisas, como os brinquedos, as roupas de marcas, o computador.

         Se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golfe e para as de gude. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.

         Lembrar que devem prestar atenção nas coisas que são importantes para felicidade. Brincar com os irmãos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um pouco de tempo a vocês mesmos, buscar a Deus e crer nEle. Vocês estão fazendo isso participando das aulas de evangelização.

        Também é importante buscar o conhecimento, estudar, praticar esportes. Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas é essencial se ocupar das bolas maiores em primeiro lugar, o resto é apenas areia.

         Quarto momento: o evangelizador deverá perguntar se ainda cabe alguma coisa dentro do vidro, aguardando as respostas. Em seguida, deverá pedir então que os evangelizandos peguem o copo de água e o derramem dentro do pote de vidro. Perguntar se agora o pote de vidro está totalmente cheio e aguardar as respostas.

         Perguntar então: O que representa a água? A água serve apenas para demonstrar que, por mais ocupada que esteja nossa vida, sempre que aparecer alguma coisa que nós achamos realmente importante, encontraremos tempo para realizá-la.

         Obs.: só encontramos tempo para as coisas que damos prioridade, ou seja, para aquilo que achamos importante.

         Quinto momento: pedir para que cada evangelizando exponha o seu ponto de vista e dizer o que aprendeu com a dinâmica. Este é um momento muito importante porque os jovens gostam de serem escutados, além do mais, podem apresentar opiniões equivocadas que podem ser corrigidas pelo evangelizador, em um diálogo esclarecedor.

         Sexto momento: contar uma das histórias abaixo.
       
A Flor Azul

         D. Tereza estava fazendo compras no supermercado e de repente um estranho trombou com ela: - Oh, me desculpe por favor! Foi a reação dela.

         E ele disse: - Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!

         Foram muito educados um com o outro, aquele estranho e ela.

         Então, se despediram e cada um foi para o seu lado.

         Mais tarde naquele dia, ela estava fazendo o jantar e seu filho parou do seu lado tão em silêncio que ela nem percebeu.

         Quando ela se virou, tomou o maior susto e lhe deu uma bronca.

         - Saia do meu caminho filho! E ela disse aquilo com certa braveza.

         E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido.

         Ela nem imaginava como havia sido rude com ele.

         Quando ela foi se deitar, podia ouvir a voz calma e doce de seu anjo da guarda lhe dizendo:

         - Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas com seu filho, a criança que você ama, você nem sequer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou, a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele.

         Nesse momento, D. Tereza se sentiu muito pequena.

         E agora, o seu coração era quem derramava lágrimas.

         Então ela foi até o quarto do filho e ajoelhou-se ao lado de sua cama e disse:

         - Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim? Ele sorriu:

         - Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque as achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar, especialmente da azul.

         Ela disse: - Filho, eu sinto muito pela maneira como agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.

         - Ah mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!

         - Eu também te amo. E eu adorei as flores, especialmente a azul.

Autor desconhecido

Mensagem pra você!

         Marcela era uma menina muito gentil e educada na escola e com os amigos. Em casa, porém, suas atitudes eram diferentes: gritava com todos, reclamava de tudo, e parecia não conhecer as palavras mágicas obrigado, com licença, por favor e desculpe.

         Um dia, teve uma enorme briga com uma de suas irmãs, xingou muito e foi se trancar no quarto. Uma hora depois, recebeu no celular a seguinte mensagem:

         Horrível o seu comportamento, Marcela! Você deve estar envergonhada de ter gritado tanto...

         Ela não estava envergonhada e achou que devia ser engano. Mas se deu conta que dizia seu nome, então pensou que era uma brincadeira. Como não conhecia o número de quem mandou o recado, logo já tinha esquecido.

         No dia seguinte, à hora do almoço, foi mal-educada com sua mãe, saindo da mesa sem terminar o almoço e reclamando da comida.

         Meia hora depois, em seu celular havia uma nova mensagem:

         Deus, através dos seus mensageiros, está observando suas atitudes, Marcela.

         Uma ameaça? - pensou a garota. Quem teria a coragem de enviar algo assim? Resolveu ligar de volta para o número indicado para pedir satisfações, mas o telefone estava desligado. Tentou várias vezes, sem sucesso.

         No dia seguinte, pediu um tênis novo para o pai e como não ganhou, bateu a porta do quarto dizendo:

         - Mas que droga! Ninguém faz o que eu quero nesta casa!

         Algum tempo depois, nova mensagem:

         Quem tem Jesus no coração não deve se comportar assim.

         Marcela ficou ofendida, e prometeu a si mesma não mais olhar as mensagens daquele número de celular.

Pensou bastante em quem poderia ser, achava que era uma de suas irmãs, mas, embora tentasse, não conseguia descobrir o autor dos recados.

         Marcela continuava uma menina mal-educada em casa e gentil com aqueles que não eram de sua família.

Por isso, nos dias que se seguiram, ela recebeu várias outras mensagens, que faziam pensar sobre o seu comportamento e sugeriam mudanças.

         Irritar-se é o melhor processo de perder – dizia uma delas.

         Ela tentava não olhar os recados, mas sua curiosidade era grande e ela tinha esperança que descobriria o autor, que mantinha o celular sempre desligado para não ser encontrado, mas que mandava mensagens assim:

         Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa. Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

         O tempo foi passando, e os recados continuavam. Quando tinha alguma atitude legal com algum familiar, Marcela ficava contente com os recados carinhosos que recebia, pois mensagens de incentivo eram enviadas:

         Muito bem! Jesus deve estar feliz com sua atitude!

         E foi assim, acompanhado de perto por uma de suas irmãs, que comprou um celular especialmente para ajudar Marcela, que ela foi se tornando gentil e educada também em casa, com os familiares. Ela nunca descobriu quem lhe mandava as mensagens, mas conseguiu entender que as atitudes de cada um são importantes para que haja paz e harmonia em família.

Claudia Schmidt


Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais
Aula- 23

Paciência e Compreensão

Exposição do Tema

Falar o tema de forma calma e tranqüila utilizando de fundo uma música relaxante. E após isso iniciar a discussão.

Questionamentos:

O que é a paciência?

Quais as formas de sermos pacientes?

Em que momentos é necessário paciência?

O que é a compreensão?

Em que momento nós utilizamos dela?

Será que aqui dentro do centro conseguimos exercitar esses dois sentimentos?

Brincadeira da Água

Objetivo: Fazer uma analogia entre o comportamento da água e a paciência e a compreensão. Explicar o tema da aula.

Entregar um copo plástico para cada participante. E colocar água no copo de um deles, e pedir para que este participante despeje a água no copo do participante da sua direita. E assim por diante até que a água passe por todos os participantes. Então, depois disso, fazer uma comparação entre a água e o tema da aula

Compreensão: é compreender as limitações e dificuldades individuais de cada pessoa e por isso entender os seus erros e seus defeitos não ficando revoltado quando nos fazem algo de mal. A água é também assim pois que ela não se revolta por estar sendo jogada de um copo para o outro. Ela compreende tão bem as nossas imperfeições que ela se adapta ao nossos copos porque sabe da nossa limitação.

Paciência: É saber esperar e confiar na justiça divina sem se revoltar com as pequenas coisas da vida. A água teve a paciência de aceitar ser jogada de um copo ao outro sem se revoltar.

Cortar a música tranqüila BRUSCAMENTE.

(Esse corte deve representar a divisão entre a teoria que é muito bonita, legal, etc. e a prática que é algo complicado de ser alcançado.)

Todos concordaram que atuar por esses sentimentos dentro do centro á muito fácil. Então, vamos ver como estamos reagindo no nosso dia a dia.

Atividade: Paciência na vida prática:

Objetivo: Confrontar a teoria da paciência e da compreensão com a nossa realidade no dia-a-dia.

Funcionamento:

1-  Dividir os participantes em 3 grupos. Cada um terá uma historinha diferente para discutir. Você deve contar a historinha uma para cada grupo, dando bastante ênfase nas coisas ruins que acontecem nelas. E inclusive se conseguir acrescentar mais coisas ruins a essas historinhas melhor ainda. Uma sugestão é para que tente pegar algum caso de falta de paciência que as pessoas possam ter contado enquanto contavam da semana. E é importante que você conte a historia para cada grupo para enfatizar bastante os momentos críticos das historias.

Depois de contar a historinha para o grupo, falar para que os participantes se coloquem no lugar do protagonista da historia e para que discutam o que fariam naquela situação levando em consideração tudo o que tinha acontecido por toda a historinha.

Depois de deixar todos os grupos discutirem, pedir para que formem um único grupo e que cada grupo, um de cada vez, conte resumidamente a historia que lhe correspondia e que fale como o grupo discutiu que reagiria em tal situação.

Citar neste momento o trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo que fala da paciência.

E mostrar que no cotidiano, não são as coisas grandes que acontecem e tiram a nossa paciência, mas que são um grande numero de pequenas coisas que vão minando a nossa paciência e em conseqüência disso a gente perde também a compreensão.

Ler a historinha Servir Mais do Livro Idéias e Ilustrações. Ao final da leitura colocar ao fundo a música Paciência do Lenine.

Depois de deixa-los refletir em silencio por alguns instantes, questione os participantes:

Agora diante desta historinha, como deve ser a nossa atitude diante das situações da vida que nos aparecerem?

Como seria a reação dos grupos naquelas situações que lhes foram apresentadas, se usassem da paciência e da
compreensão?

Deixar cada um que quiser falar sobre como mudaria sua atitude naqueles casos apresentados.

5) Conclusão

Hoje é meu dia de ...

A paciência é uma conquista que só alcançamos quando realmente nos propusermos a busca-la. Por isso vamos nos propor a nesta próxima semana todos os dias, momentos de paciência e compreensão. Ler o livrinho:
Hoje é meu dia de... nos dois temas da aula.



Historia 1 - Escola:

É uma segunda feira, você já acorda atrasado. E ai já sabe, é aquela correria para tomar banho e se arrumar. No meio do banho acaba a força na sua casa, bem naquele momento em que você está todo ensaboado. Você acaba tendo que terminar de tomar banho com a água fria. Então com todos esses acidentes de percurso você acaba chegando atrasado na aula. E como você entra no meio da aula a professora chama a sua atenção para que entre em silencio e não atrapalhe a aula, mesmo tendo você entrado sem fazer nenhum barulho. Mas você não liga muito para a bronca da professora e vai em direção ao lugar que você costuma sentar e nota que ele está ocupado. Você fica meio sem saber para onde ir, mas acaba sentando no fundo da sala. A aula continua e as pessoas que estão perto da onde você está sentado não param de falar e de fazer algazarra e você até está tendo dificuldade de conseguir prestar atenção na aula. E num momento onde esse pessoal se empolga um pouco mais na bagunça, a professora se vira para dar uma bronca e acusa, injustamente, você de ser o autor da bagunça. Você tenta argumentar com ela e é mandado para a coordenação para conversar com a orientadora.

Para melhorar mais as coisas sua mãe é chamada na escola para uma conversinha com a orientadora. E depois da aula quando você chega em casa sua mãe já parte para a bronca e não deixa nem você se explicar. E ela dá total razão a professora e não ouve seus argumentos.

Então diante desta situação como você reagiria?

Historia 2  Domingão:

É domingo e você acorda bem cedo para aproveitar bastanteo dia. VOcê já tem muitas atividades programadas para este dia, ler gibis, assistir TV, jogar vídeo game, isso só na parte da manha. Mas ao ver você de pé seu pai te chama para ajuda-lo a lavar o carro, você tenta dizer que tinha várias coisas para fazer, mas seu pai joga na sua cara as vezes em que você precisou de ajuda e ele o ajudou e você fica sem argumentos para não ajudar. Para piorar seu pai é daqueles que são detalhistas e que ao invés de lavar o carro rapidamente, fica se atentando a todos os detalhes. O que faz com que vocês demorem a manhã toda para lavar o carro. O mais revoltante é que enquanto você lava o carro, seu irmão fica liberado para ficar assistindo televisão na maior folga. Mas o suplicio acaba e você vai almoçar. No entanto depois do almoço sua mãe o chama para ajudar a lavar a louça enquanto seu irmão sai sem nem colocar o prato na pia. Você tenta explicar que é uma injustiça seu irmão poder ficar sem fazer nada e você ter que ajudar todo mundo, e alem disso você tem um compromisso marcado para a tarde com os seus amigos, mas nada adianta, sua mãe faz aquela chantagem emocional para você ajuda-la e você acaba não tendo como escapar. Você termina de lavar a louça correndo e corre para ligar para seus amigos para ver que horas eles marcaram de se encontrar para assistir o filme que você mais queria ver, mas descobre que todos os seus colegas já tinham saído e não o tinham esperado. Porem ainda assim você resolve sair para tentar aproveitar o fim do domingo, mas quando você vai se arrumar, descobre que seu irmão saiu e pegou seu tênis sem pedir. Depois disso você fica sem vontade de sair e fica em casa, mas quando seu irmão chega no começo da noite,  o que você fala para ele? Você se revolta contra ele? Como você reagiria diante de tudo isso?

Historinha 3  Sexta-feira :

É uma sexta-feira e você chega até um pouco mais cedo no seu serviço porque você sabe que tem muitas tarefas para cumprir e que o dia vai ser bastante cheio. Mas hora que seu chefe chega, já da para perceber que ele não está de bom humor, porque ele já chega criticando todo o trabalho que você está fazendo. E para piorar ele fala que vai ter muitos compromissos fora da empresa e por isso ele vai deixar algumas coisas do seu trabalho para que você faça para ele. Então ele despeja um monte de coisas em cima de você para que você faça para ele. E para conseguir dar conta de tudo isso sem ter que ficar até mais tarde, você deixa até de almoçar. Enquanto isso você percebe que seu chefe fica coçando o dia inteiro só saindo de vez em quando para resolver problemas particulares e alem de ficar criticando grosseiramente tudo o que você faz ele fica o tempo todo te cobrando as coisas que você está fazendo exigindo que você faça tudo ao mesmo tempo. O dia inteiro passa nesta correria contra o relógio e às 17h você já está com boa parte das suas tarefas cumpridas e você percebe que apesar de tudo vai conseguir sair no horário. No entanto seu chefe percebe que tinha esquecido de te pedir para fazer uma coisa muito importante e as 17h, faltando apenas uma hora para você sair do serviço ele resolve passar este novo trabalho para você fazer e ele alega alem de tudo que isso é urgente que precisa ser feito hoje e que como é uma coisa que depende da aprovação dele, para que você não demore que ele não quer ir embora muito tarde, afinal hoje é sexta feira. E agora, de que forma você reage? O que você responderia para o seu chefe a hora que ele vier te passar mais este trabalho?

Servir Mais:

Temas:

Compreensão

Paciência

Resignação

Vontade Divina

Trabalho

Efraim bem Assef, caudilho de Israel contra o poderio romano, viera a Jerusalém para levantar as forças da resistência, e, informado de que Jesus, o profeta, fora recebido festivamente na cidade, resolveu procura-lo, na
casa de Obede, o guardador de cabras, a fim de ouvi-lo.

Mestre  Falou o guerreiro -, não te procuro como quem desconhece a justiça de Deus, que corrige os erros do mundo, todos os dias... Tenho necessidade de instrução para a minha conduta pessoal no auxílio do povo. Como agir, quando o orgulho dos outros se agiganta e nos entrava o caminho?... quando a vaidade ostenta o poder e multiplica as lágrimas de quem chora?

É preciso ser mais humilde e servir mais  respondeu o Senhor, fixando nele o olhar translúcido.

Mas... e quando a maldade se ergue, espreitando-nos a porta? que fazer, quando os ímpios nos caluniam à feição de verdugos?

E Jesus:

É preciso mais amor e servir mais.

Senhor, e a palavra feroz? que medidas tomar para coibi-la? como proceder, quando a boca do ofensor cospe fogo de violência, qual nuvem de tempestade, arremessando raios de morte?

É preciso mais brandura e servir mais.

E diante dos golpes? há criaturas que se esmeram na crueldade, ferindo-nos até o sangue... De que modo conduzir nosso passo, à frente dos que nos perseguem sem motivo e odeiam sem razão?

É preciso mais paciência e servir mais.

E a pilhagem, Senhor? que diretrizes buscar, perante aqueles que furtam, desapiedados e poderosos, assegurando a própria impunidade à custa do ouro  que ajuntam sobre o pranto dos semelhantes?

É preciso mais renúncia e servir mais.

E os assassinos? que comportamento adotar, junto daqueles que incendeiam campos e lares, exterminando
mulheres e crianças?

É preciso mais perdão e servir mais.

Exasperado, por não encontrar alicerces ao revide político que aspirava a empreender em amsi larga escala, indagou Efraim:

Mestre, que pretendes dizer por servir mais?
Jesus afagou uma das crianças que o procuravam e replicou, sem afetação:

Convencidos de que a justiça de Deus está regendo a vida, a nossa obrigação, no mundo íntimo, é viver retamente na prática do bem, com a certeza de que a Lei cuidará de todos. Não temos desse modo, outro caminho mais alto senão servir ao bem dos semelhantes, sempre mais...

O chefe israelita, manifestando imenso desprezo, abandonou a pequena sala, sem despedir-se.

Decorridos dois dias, quando os esbirros do Sinédrio chegaram, em companhia de Judas, para deter o Messias, Efraim bem Assef estava à frente. E, sorrindo, ao algemar-lhe o pulso, qual se prendesse temível salteador, perguntou sarcástico:

Não reages, Galileu?

Mas o cristo pousou nele, de novo, o olhar tranqüilo e disse apenas:

É preciso compreender e servir mais.

Hoje é meu dia de Paciência

Temas:  Paciência

Paciência: Não é abandonar as responsabilidades e esperar, mas, é manter-se atuante e confiar na justiça de Deus.

Hoje é meu dia de Paciência: Vou me esforçar e vou conseguir ter paciência com tudo e com todos. Sei que a paciência é um teste muito difícil, mas é grande parte do que eu preciso para me aproximar de Deus.

Hoje é meu dia de Compreensão

Temas: Compreensão

Compreensão:  É penetrar nas necessidade do próximo, compreende-las, considerando que também somos necessitados.

Hoje é meu dia de Compreensão: sei que preciso primeiro compreender, para depois pedir compreensão. Só vou pensar e agir com espírito de tolerância e fraternidade.
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Pólo IV  Cafarnaum

8º CRE  Nova Friburgo

A GÊNESE

CAPÍTULO XVIII

SÃO CHEGADOS OS TEMPOS

Sinais dos tempos.  A geração nova

Sinais dos tempos

1.  São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para regeneração da Humanidade. Em que sentido se devem entender essas palavras proféticas?

 Para os incrédulos, nenhuma importância têm; aos seus olhos, nada mais exprimem que uma crença pueril, sem fundamento. Para a maioria dos crentes, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, parecendo-lhes prenunciadoras da subversão das leis da Natureza. São igualmente errôneas ambas essas interpretações; a primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas o cumprimento dessas leis.

2.  Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas
maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda idéia de capricho, por inconciliável com a sabedoria divina.

Em segundo lugar, se a nossa época esta designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto.
Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados,  quanto às particularidades, ao livre arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.

O progresso da Humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável.

Quando, por conseguinte, a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.

3.  Do fato de ser inevitável, porque é da natureza o movimento progressivo da Humanidade, não se segue que

Deus lhe seja indiferente e que, depois de ter estabelecido leis, se haja recolhido à inação, deixando que as coisas caminhem por si sós. Sem dúvida, suas leis são eternas e imutáveis, mas porque a sua própria vontade é eterna e constante e porque o seu pensamento anima sem interrupção todas as coisas. Esse pensamento, que em tudo penetra, é a força inteligente e permanente que mantém a harmonia em tudo. Cessasse ele um só instante de atuar e o Universo seria como um relógio sem pêndulo regulador. Deus, pois, vela incessantemente pela execução de suas leis e os Espíritos que povoam o espaço são seus ministros, encarregados de atender aos pormenores, dentro de atribuições que correspondem ao grau de adiantamento que tenham alcançado.

4.  O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e um imenso governo em o qual cada ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda parte a unidade.

Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem. Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão. Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo.

5.  A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material.

Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.

Tal o período em que doravante vão entrar e que marcará uma das fases principais da vida da Humanidade. Essa fase, que neste momento se elabora, é o complemento indispensável do estado precedente, como a idade viril o é da juventude. Ela podia, pois, ser prevista e predita de antemão e é por isso que se diz que são chegados os tempos determinados por Deus.

6.  Nestes tempos, porém, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de idéias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante. O velho mundo estará morto e apenas viverá na História, como o estão hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.

Aliás, todos sabem quanto ainda deixa a desejar a atual ordem de coisas. Depois de se haver, de certo modo, considerado todo o bem-estar material, produto da inteligência, logra-se compreender que o complemento desse bem-estar somente pode achar-se no desenvolvimento moral.

Quanto mais se avança, tanto mais se sente o que falta, sem que, entretanto, se possa ainda definir claramente o que seja: é isso efeito do trabalho íntimo que se opera em prol da regeneração. Surgem desejos, aspirações, que são como que o pressentimento de um estado melhor.

7.  Mas, uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode realizar-se sem comoções. Há, inevitavelmente, luta de idéias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se ache aplanado e restabelecido o equilíbrio. É, pois, da luta das idéias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais foram conseqüência do estado de formação da Terra. Hoje, não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade.
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CAPÍTULO XVIII

SÃO CHEGADOS OS TEMPOS

Sinais dos tempos.  A geração nova

Sinais dos tempos

1.  São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para regeneração da Humanidade. Em que sentido se devem entender essas palavras proféticas?

 Para os incrédulos, nenhuma importância têm; aos seus olhos, nada mais exprimem que uma crença pueril, sem fundamento. Para a maioria dos crentes, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, parecendo-lhes prenunciadoras da subversão das leis da Natureza. São igualmente errôneas ambas essas interpretações; a primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas o cumprimento dessas leis.

2.  Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas
maiores coisas. Temos, pois, que afastar, desde logo, toda idéia de capricho, por inconciliável com a sabedoria divina.

Em segundo lugar, se a nossa época esta designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto.
Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo o que existe, esta submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o do habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

De duas maneiras se executa esse duplo progresso: uma, lenta, gradual e insensível; a outra, caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido, que assinala, mediante impressões bem acentuadas, os períodos progressivos da Humanidade. Esses movimentos, subordinados,  quanto às particularidades, ao livre arbítrio dos homens, são, de certo modo, fatais em seu conjunto, porque estão sujeitos a leis, como os que se verificam na germinação, no crescimento e na maturidade das plantas. Por isso é que o movimento progressivo se efetua, às vezes, de modo parcial, isto é, limitado a uma raça ou a uma nação, doutras vezes, de modo geral.

O progresso da Humanidade se cumpre, pois, em virtude de uma lei. Ora, como todas as leis da Natureza são obra eterna da sabedoria e da presciência divinas, tudo o que é efeito dessas leis resulta da vontade de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma vontade imutável.

Quando, por conseguinte, a Humanidade está madura para subir um degrau, pode dizer-se que são chegados os tempos marcados por Deus, como se pode dizer também que, em tal estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.

3.  Do fato de ser inevitável, porque é da natureza o movimento progressivo da Humanidade, não se segue que

Deus lhe seja indiferente e que, depois de ter estabelecido leis, se haja recolhido à inação, deixando que as coisas caminhem por si sós. Sem dúvida, suas leis são eternas e imutáveis, mas porque a sua própria vontade é eterna e constante e porque o seu pensamento anima sem interrupção todas as coisas. Esse pensamento, que em tudo penetra, é a força inteligente e permanente que mantém a harmonia em tudo. Cessasse ele um só instante de atuar e o Universo seria como um relógio sem pêndulo regulador. Deus, pois, vela incessantemente pela execução de suas leis e os Espíritos que povoam o espaço são seus ministros, encarregados de atender aos pormenores, dentro de atribuições que correspondem ao grau de adiantamento que tenham alcançado.

4.  O Universo é, ao mesmo tempo, um mecanismo incomensurável, acionado por um número incontável de inteligências, e um imenso governo em o qual cada ser inteligente tem a sua parte de ação sob as vistas do soberano Senhor, cuja vontade única mantém por toda parte a unidade.

Sob o império dessa vasta potência reguladora, tudo se move, tudo funciona em perfeita ordem. Onde nos parece haver perturbações, o que há são movimentos parciais e isolados, que se nos afiguram irregulares apenas porque circunscrita é a nossa visão. Se lhes pudéssemos abarcar o conjunto, veríamos que tais irregularidades são apenas aparentes e que se harmonizam com o todo.

5.  A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material.

Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Não poderiam consegui-lo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, restos de outra idade, boas para certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que comportavam, seriam hoje um entrave. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.

Tal o período em que doravante vão entrar e que marcará uma das fases principais da vida da Humanidade. Essa fase, que neste momento se elabora, é o complemento indispensável do estado precedente, como a idade viril o é da juventude. Ela podia, pois, ser prevista e predita de antemão e é por isso que se diz que são chegados os tempos determinados por Deus.

6.  Nestes tempos, porém, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de idéias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante. O velho mundo estará morto e apenas viverá na História, como o estão hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.

Aliás, todos sabem quanto ainda deixa a desejar a atual ordem de coisas. Depois de se haver, de certo modo, considerado todo o bem-estar material, produto da inteligência, logra-se compreender que o complemento desse bem-estar somente pode achar-se no desenvolvimento moral.

Quanto mais se avança, tanto mais se sente o que falta, sem que, entretanto, se possa ainda definir claramente o que seja: é isso efeito do trabalho íntimo que se opera em prol da regeneração. Surgem desejos, aspirações, que são como que o pressentimento de um estado melhor.

7.  Mas, uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode realizar-se sem comoções. Há, inevitavelmente, luta de idéias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se ache aplanado e restabelecido o equilíbrio. É, pois, da luta das idéias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais foram conseqüência do estado de formação da Terra. Hoje, não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade.
CENTRO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA


CURSO DE ORIENTAÇÃO E EDUCAÇÃO MEDIÚNICA  COEM II

SOCIEDADE ESPÍRITA 23-30

2a. PARTE - RESUMOS DAS UNIDADES

UNIDADE PRÁTICA 13 - MEIOS DE IDENTIFICAÇÃO DOS ESPÍRITOS


ROTEIRO

Dificuldades na identificação LM  2a. Parte  Cap. XXIV

OQE  93 a 99

NI  Cap. XXI

FE  3ª. Parte

Pelas sensações LM  2a. Parte  Cap. XIV  Item 164 e Cap. XXIV  Item 267, 19o.

Pela vidência LM  2a. Parte  Cap. XIV  Itens 167 a 171

Pelo conteúdo das mensagens LM  2a. Parte  Caps. XXIV e X

CE  Nota Complementar nº. 12
C 379

DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO

A questão da identidade dos Espíritos é, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades da prática mediúnica. Em primeiro lugar, porque os Espíritos não trazem documentos de identificação ou de notoriedade como os encarnados.

Em segundo lugar, porque, com facilidade, alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. Por outro lado, na maioria dos casos, a identidade absoluta é secundária e sem importância.

Mesmo assim, podemos relacionar alguns meios de identificação dos Espíritos.

PELAS SENSAÇÕES

Geralmente pode-se distinguir, através da sensibilidade mediúnica, o grau de evolução das entidades espirituais (sensações agradáveis ou desagradáveis, conforme abordado nas Unidades Práticas 7 e 8). A freqüência repetida de um mesmo Espírito a várias reuniões permite, com o tempo e a prática, identificá-lo pelas sensações peculiares que provoque.

PELA VIDÊNCIA

A vidência é um recurso de uso restrito e delicado de identificação, porque cada médium vidente vê de acordo com sua própria capacidade de exteriorização perispiritual e sintonia vibratória.

Pode ocorrer que dois bons e autênticos médiuns videntes, no mesmo momento e local, percebam situações diferentes. Portanto, esse recurso de identificação depende muito do grau de segurança e equilíbrio do médium, devendo-se sempre verificar, analisar e comparar suas informações com outros recursos.

É importante a participação deste tipo de médium nos trabalhos práticos mediúnicos; mas, deve-se evitar transformá-lo em locutor do além, como se ele fosse obrigado a descrever a todo instante o que se passa no plano espiritual.

PELO CONTEÚDO DAS MENSAGENS

O melhor critério para identificação dos Espíritos comunicantes é o da análise das mensagens, tanto com relação à forma, como ao conteúdo. É o critério da linguagem.

Um Espírito pode apresentar-se com um nome respeitável e trair-se pelo uso de uma linguagem chula, pretensiosa, arrogante, feia e incorreta.

Poderíamos atribuir as incorreções da forma às dificuldades de filtragem, pelas deficiências do médium. Mas, nesse caso, não se justificaria, pela desnecessidade, a declinação do nome pomposo.

Os bons Espíritos só podem dizer e fazer o bem.

De um bom Espírito não pode provir o que tenda para o mal.

Os Espíritos superiores usam sempre uma linguagem digna, nobre, elevada, sem eiva de trivialidade: tudo dizem com simplicidade e modéstia, jamais se vangloriam.

Não se deve, porém, julgar da qualidade do Espírito apenas pela forma material ou pela correção do estilo. É preciso sondar-lhe o íntimo, analisar-lhe as palavras.

Qualquer ofensa à lógica, à razão e à ponderação não pode deixar dúvida sobre sua procedência, seja qual for o nome com que ele se apresente.

Os bons Espíritos se exprimem com simplicidade, sem prolixidade.

Só falam do que sabem, calando-se ou confessando sua ignorância sobre o que não sabem.

Nunca ordenam, nem se impõem; apenas aconselham e, se não são escutados, retiram-se.

Não são dados a lisonjas que enalteçam a vaidade do médium; apenas aprovam o bem feito, mas sempre com reserva e discrição.

Enfim, é importante lembrar que, para julgar os Espíritos, como para julgar aos homens, é preciso, primeiro, que cada um saiba julgar-se a si mesmo.


LUCAS DE ALMEIDA MAGALHÃES
CENTRO ESPÍRITA LUZ ETERNA  CELE
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REDAÇÃO: Equipe do CELE
09  esboço de o livro dos médiuns

C B - Aula 09 - Esboco De # O Livro Dos Mediuns(2).doc 14-33

Allan Kardec - O Livros dos Médiuns - Parte Segunda - Manifestações Espíritas - cap. 3 - Manifestações Inteligentes

COMO OCORRERAM AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES?

Voltaremos a tratar com mais detalhes desse assunto e das causas que muitas vezes tornam os exorcismos ineficazes nos capítulos 9 e 23, dos Lugares assombrados e Obsessão.

91 Esses fenômenos, embora produzidos por Espíritos inferiores, muitas vezes são provocados por Espíritos de uma ordem mais elevada, com o objetivo de demonstrar a existência deles e de um poder superior ao homem. A repercussão que resulta disso e o próprio temor que causam chamam a atenção e acabam por abrir os olhos dos mais incrédulos. Estes acham mais simples considerar os fenômenos à conta da imaginação, explicação mais cômoda e que dispensa outras; entretanto, quando objetos são empurrados ou lançados à cabeça, é preciso ter uma imaginação bem complacente para concluir que semelhantes coisas são imaginárias, quando não o são. Se há um efeito qualquer, esse efeito tem necessariamente uma causa. Se uma observação calma e fria nos demonstra que esse efeito é independente de toda vontade humana e de toda causa material e se além disso nos dá sinais evidentes de inteligência e de livre vontade, o que é o sinal mais característico, forçoso será atribuí-lo a uma inteligência oculta. Quem são esses seres misteriosos? É o que os estudos espíritas nos ensinam do modo claro, graças aos meios que nos dão de nos comunicarmos com eles. Por outro lado, esses estudos nos ensinam a separar o que há de real, falso e exagerado nos fenômenos que não presenciamos. Se um efeito estranho acontece, como ruído, movimento ou a própria aparição, o primeiro pensamento que se deve ter é que se trata de uma causa natural, por ser a mais provável; então, é preciso procurar a causa com muito cuidado e admitir a intervenção dos Espíritos somente após uma averiguação séria; é o meio de não se iludir. Se uma pessoa, por exemplo, sem haver ninguém por perto, recebesse uma bofetada ou uma paulada nas costas, como já aconteceu, não poderia duvidar da presença de um ser invisível.

Devemos nos precaver não somente contra os relatos que podem ser mais ou menos exagerados, mas também contra nossas próprias concepções, criações mentais, e não atribuir origem oculta a tudo o que não se compreende. Uma infinidade de causas muito simples e muito naturais podem produzir efeitos estranhos à primeira vista, e seria verdadeiramente superstição ver em todos os lugares Espíritos ocupados em derrubar móveis, quebrar louças, enfim, suscitar mil e um inconvenientes no lar, quando é mais racional atribuí-los a descuidos.

92 A explicação do movimento dos corpos inertes se aplica, naturalmente, a todos os efeitos espontâneos que acabamos de ver. Os ruídos, embora mais fortes do que as batidas na mesa, têm a mesma origem; a mesma força que desloca pode erguer ou atirar qualquer objeto. Uma circunstância vem em apoio a essa teoria.

Poderíamos perguntar onde está o médium nessa circunstância. Os Espíritos nos disseram que, nesse caso, sempre há alguém cuja mediunidade se exerce sem o seu conhecimento. As manifestações espontâneas se produzem muito raramente em locais isolados; acontecem geralmente em casas habitadas e na presença de algumas pessoas, que exercem uma influência necessária sem o querer; essas pessoas são verdadeiros médiuns que ignoram o dom que possuem e que chamamos, por isso mesmo, de médiuns naturais. São para os outros médiuns o que os sonâmbulos naturais são para os sonâmbulos magnéticos, e do mesmo modo interessantes de observar.

93 A intervenção voluntária ou involuntária de uma pessoa dotada de um dom para a produção dos fenômenos parece ser necessária na maioria dos casos, embora algumas vezes o Espírito parece agir sozinho; mas nesses casos tira o fluido animalizado de outros lugares, e não de uma pessoa presente. Explica-se assim porque os

Espíritos que nos rodeiam não produzem perturbações a cada instante. Primeiramente, é preciso que o Espírito o queira, que tenha um objetivo, um motivo; sem isso, ele não faz nada. Depois, é preciso que encontre exatamente no lugar em que gostaria de agir uma pessoa apta a ajudá-lo, coincidência que ocorre muito raramente. Se essa pessoa aparecer no local inesperadamente, ele tira proveito disso. Apesar do conjunto de circunstâncias favoráveis, ele pode ainda ser impedido por uma vontade superior, que não lhe permite agir a seu modo. Pode ser-lhe permitido fazê-lo apenas dentro de certos limites e caso essas manifestações sejam julgadas úteis, seja como meio de convicção ou como prova para a pessoa.

94 Citaremos a esse respeito o diálogo que mantivemos com o Espírito de São Luís sobre os fatos que se passaram em junho de 1860 na rua de Noyers, em Paris. Os pormenores estão na Revista Espírita, número de agosto de 1860.

1. (A São Luís) Tereis a bondade de nos dizer se os fatos acontecidos na rua de Noyers são reais? Quanto à possibilidade, não temos dúvida.

Sim, são fatos verdadeiros; somente a imaginação das pessoas os exageraram, pelo medo ou pela ignorância; mas, repito, são verdadeiros. Essas manifestações são provocadas por um Espírito que se diverte um pouco à custa dos moradores do local.

2. Há, na casa, uma pessoa que seja a causa dessas manifestações?

Elas sempre são causadas pela presença da pessoa visada; é que o Espírito perturbador se irrita com o habitante do lugar e quer lhe fazer maldades ou mesmo procurar desalojá-lo.

3. Perguntamos se, entre os habitantes da casa, há algum que seja a causa desses fenômenos por efeito de mediunidade espontânea e involuntária?

É necessário; sem isso o fato não poderia acontecer. Um Espírito habita um endereço de sua predileção e permanece inativo enquanto não encontra uma natureza que lhe seja conveniente nesse lugar; quando essa pessoa chega, então se diverte o quanto pode.

4. A presença dessa pessoa no próprio lugar é indispensável?

Esse é o caso mais comum, e é o do caso citado; por isso disse que sem ela o fato não poderia acontecer; mas não quis generalizar; pode acontecer de a presença no local não ser necessária.

5. Sabendo que esses Espíritos são sempre de uma ordem inferior, a aptidão de lhes servir de auxiliares é uma indicação desfavorável para a pessoa? Isso anuncia uma simpatia para com os seres dessa natureza?

Não necessariamente, porque essa aptidão está ligada a uma disposição física; entretanto, isso muitas vezes anuncia uma tendência material que seria preferível não ter; pois, quanto mais elevado moralmente, mais o homem atrai bons Espíritos, que afastam necessariamente os maus.

6. Onde os Espíritos conseguem os objetos para atirar?

Esses diversos objetos são, na maioria das vezes, apanhados nos próprios lugares ou na vizinhança; uma força do Espírito os lança no espaço, e eles caem no local que ele quer.

7. Uma vez que as manifestações espontâneas geralmente são permitidas e até mesmo provocadas com o objetivo de convencer, parece-nos que, se alguns incrédulos as vivessem pessoalmente, seriam forçados a se render à evidência. Algumas vezes, queixam-se de não poderem testemunhar fatos conclusivos; não dependeria dos Espíritos lhes dar alguma prova sensível?

Os ateus e os materialistas não são a cada instante testemunhas dos efeitos do poder de Deus e do pensamento? Isso não os impede de negar Deus e a alma. Os milagres de Jesus converteram todos os seus contemporâneos? Os fariseus que lhe diziam: Mestre, fazei-nos ver algum prodígio não se parecem com os que, em vossa época, pedem para que lhes façais ver manifestações? Se não são convencidos pelas maravilhas da criação, não o seriam mesmo se os Espíritos lhes aparecessem do modo mais evidente, porque seu orgulho os torna como animais empacados. Ocasiões de ver não lhes faltarão, se as procurarem de boa-fé, e é por isso que
Deus não julga fazer por eles mais do que faria pelos que procuram se instruir sinceramente, porque Ele recompensa apenas os homens de boa vontade. Sua incredulidade não impedirá que a vontade de Deus se realize. Vede bem que ela não impediu que a Doutrina se expandisse. Parai de vos inquietar com a oposição que vos fazem; ela está para a Doutrina como a sombra está para uma pintura em tela: só lhe dá maior realce. Que méritos teriam ao serem convencidos pela força? Deus lhes deixa toda a responsabilidade por sua teimosia, e a responsabilidade será mais terrível do que pensais. Bem-aventurados os que crêem sem ter visto, disse Jesus, porque esses não duvidam do poder de Deus.

8. Poderia nos ser útil evocar aquele Espírito para lhe pedir algumas explicações?

Evocai-o, se quiserdes; mas é um Espírito inferior, que dará apenas respostas bastante insignificantes.

95 Entrevista com o Espírito perturbador da rua de Noyers.

1. Evocação.

O que quereis para me chamar? Quereis que vos jogue pedras? Então se veria um belo salve-se-quem-puder, apesar de vosso ar de bravura.

2. Se atirásseis pedras aqui, isso não nos assustaria, e pedimos, positivamente, que as arremessais.

Aqui talvez não pudesse; tendes um guardião que cuida bem de vós.

3. Na rua de Noyers, havia uma pessoa que te servia de auxiliar para te facilitar as malvadezas que cometias com os moradores da casa?

Certamente; encontrei um bom instrumento e nenhum Espírito instruído, sábio e virtuoso para me impedir, pois sou alegre e, às vezes, adoro me divertir.

4. Quem foi a pessoa que te serviu de instrumento?
Uma criada.

5. Era sem o saber que ela te servia de auxiliar?

Oh, sim. Pobre moça! Era a mais assustada.

6. Agias com um objetivo hostil?

Eu não tinha nenhum objetivo hostil; mas os homens, que se apoderam de tudo, torceram os fatos em seu proveito.

7. O que entendes por isso? Não te compreendemos.

Procurava me divertir, mas vós outros estudareis a coisa e tereis um fato a mais para mostrar que existimos.

8. Dizes que não tinhas um objetivo hostil e, no entanto, quebraste todos os vidros do apartamento, causando um prejuízo real?

É um detalhe.

9. Onde conseguiste arranjar os objetos que atiraste?

São muito comuns; encontrei-os no pátio, nos jardins vizinhos.

10. Encontraste-os todos ou fabricaste algum? (Veja o capítulo 8,

Laboratório do mundo invisível).

Não criei nada, não compus nada.

11. Se não os tivesses encontrado, poderias fabricá-los?

Teria sido mais difícil; mas, a rigor, misturam-se matérias, e isso faz qualquer coisa.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

7 - O BOM SAMARITANO

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO

NA INTIMIDADE DOMÉSTICA

Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos a mim o fizestes. JESUS - MATEUS, 25: 40.

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e
ao orgulho - Cap. 15, 3

A história do bom samaritano, repetidamente estudada, oferece conclusões sempre novas.

O viajante compassivo encontra o ferido anônimo na estrada.

Não hesita em auxiliá-lo.

Estende-lhe as mãos.

Pensa-lhe as feridas.

Recolhe-o nos braços sem qualquer idéia de preconceito.

Condu-lo ao albergue mais próximo.

Garante-lhe a pousada.

Olvida conveniências e permanece junto dele, enquanto necessário.

Abstém se de indagações.

Parte ao encontro do dever, assegurando-lhe a assistência com os recursos da própria bolsa, sem prescrever-lhe obrigações.

Jesus transmitiu-nos à parábola, ensinando-nos o exercício de caridade real, mas, até agora, transcorridos quase dois milênios, aplicamo-la, via, de regra, às pessoas quê não nos comungam o quadro particular.

Quase sempre, todavia, temos os caídos do reduto doméstico.

Não descem de Jerusalém para Jericó, más tombam da fé para a desilusão e da alegria para dor, espoliados nas melhores esperanças, em rudes experiências.

Quantas vezes surpreendemos as vítimas da obsessão e do erro, da tristeza e da provação, dentro de casa!

Julgamos, assim, que a parábola do bom Samaritano produzirá também efeitos admiráveis, toda vez que nos decidirmos a usá-la, na vida íntima, compreendendo e auxiliando aos vizinhos e companheiros, parentes e amigos sem nada exigir e sem nada perguntar.

A GENESE CAPITULO XV - ITEM 53

53. - Jesus não foi arrebatado. Ele apenas quis fazer que os homens compreendessem que a Humanidade se acha sujeita a falir e que deve estar sempre em guarda contra as más inspirações a que, pela sua natureza fraca, é impelida a ceder.

A tentação de Jesus é, pois, uma figura e fora preciso ser cego para tomá-la ao pé da letra. Como pretenderíeis que o Messias, o Verbo de Deus encarnado, tenha estado submetido, por algum tempo, embora muito curto fosse este, às sugestões do demônio e que, como o diz o Evangelho de Lucas, o demônio o houvesse deixado por algum tempo, o que daria a supor que o Cristo continuou submetido ao poder daquela entidade? Não; compreendei melhor os ensinos que vos foram dados.

O Espírito do mal nada poderia sobre a essência do bem. Ninguém diz ter visto Jesus no cume da montanha, nem no pináculo do Templo.

Certamente, tal fato teria sido de natureza a se espalhar por todos os povos.

A tentação, portanto, não constituiu um ato material e físico.

Quanto ao ato moral, admitiríeis que o Espírito das trevas pudesse dizer àquele que conhecia sua própria origem e o seu poder: «Adora-me, que te darei todos os remos da Terra?»

Desconheceria então o demônio aquele a quem fazia tais oferecimentos? Não é provável. Ora, se o conhecia, suas propostas eram uma insensatez, pois ele não ignorava que seria repelido por aquele que viera destruir-lhe o império sobre os homens.

«Compreendei, portanto, o sentido dessa parábola, que outra coisa aí não tendes, do mesmo modo que nos casos do Filho Pródigo e do Bom Samaritano.

Aquela mostra os perigos que correm os homens, se não resistem à voz íntima que lhes clama sem cessar:

«Podes ser mais do que és; podes possuir mais do que possuis; podes engrandecer-te, adquirir muito; cede à voz da ambição e todos os teus desejos serão satisfeitos.»

Ela vos mostra o perigo e o meio de o evitardes, dizendo às más inspirações: Retira-te, Satanás ou, por outras palavras: Vai-te, tentação!

«As duas outras parábolas que lembrei mostram o que ainda pode esperar aquele que, por muito fraco para expulsar o demônio, lhe sucumbiu às tentações. Mostram a misericórdia do pai de família, pousando a mão sobre a fronte do filho arrependido e concedendo-lhe, com amor, o perdão implorado.

Mostram o culpado, o cismático, o homem repelido por seus irmãos, valendo mais, aos olhos do Juiz Supremo, do que os que o desprezam, por praticar ele as virtudes que a lei de amor ensina.

«Pesai bem os ensinamentos que os Evangelhos contêm; sabei distinguir o que ali está em sentido próprio, ou em sentido figurado, e os erros que vos hão cegado durante tanto tempo se apagarão pouco a pouco, cedendo lugar à brilhante luz da Verdade.» - João Evangelista, Bordéus, 1862.

*******************

(1) A explicação que se segue é reprodução textual do ensino que a esse respeito de um Espírito.

SAMARITANOS E NÓS

Quem de nós não terá caído, alguma vez, em abandono ou penúria, aflição, amargura, engano ou perturbação?

À face disso, para nós o samaritano da bondade - a criatura que nos reergue ou reanima - será sempre aquela pessoa:

Que nos acolhe nos dias de tristeza com a mesma generosidade com que nos abrace nos instantes de alegria;

Que nos estima, assim tais quais somos, sem reclamar-nos espetáculos de grandeza, de um dia para outro;

Que nos levanta do chão das próprias quedas para o regaço da esperança, sem cogitar de nossas fraquezas;

Que nos alça do precipício da desilusão ao clima do otimismo, sem reprovar-nos a imprevidência;

Que nos ouve as queixas reiteradas, rearticulando sem aspereza o verbo da paciência e da compreensão;

Que nos estende essa ou aquela porção dos recursos de que disponha, em favor da solução de nossos problemas, sem pedir o relatório de nossas necessidades e compromissos;

Que nos oferece esclarecimento, sem ferir-nos o brio;

Que nos ilumina na fé, sem destruir-nos a confiança;

Que se transforma em harmonia e concurso fraterno, seja em nossa casa, ou no grupo em que trabalhamos;

Que se nos converte no cotidiano em apoio e cooperação, sem exigir-nos tributos de reconhecimento;

Que, por fim, se transubstancia, em nosso benefício, em luz e consolação, amparo e benção.

Detenhamo-nos a pensar nisso e lembrando, reconhecidamente, quantos se nos fazem samaritanos do auxílio e da bondade, nas estradas da existência, recordemos a lição de Jesus e, diante dos outros, sejam eles quem sejam, façamos nós o mesmo.

Emmanuel - Médium: Francisco Cândido Xavier
Aula 21C: A influencia dos espíritos no mundo material

Introdução:

Perguntas iniciais:

Alguém sabe o tema da aula?

Vocês sabem que nós estamos numa mocidade espírita. Por isso hoje, vamos falar sobre espíritos!

Alguém tem medo de espírito?

Alguém já viu algum espírito?

Vocês sabiam que esta sala esta cheia de espíritos?

Etc...

Atividade Sensibilização:

Criar um clima místico, falando que vamos entrar em contato com os espíritos para perceber se eles nos influenciam ou não. Explicar que vamos nos concentrar para perceber o que os espíritos ali presentes querem nos passar.

Pedir para que fiquem todos de pé formando uma roda ou virados para uma mesma parede um ao lado do outro.

Você deve coordenar as idéias dos alunos para eles estarem calmos e relaxados para perceber a espiritualidade.

E citar vários exemplos onde os espíritos pode ter nos sugerido idéias ou conselhos e nós não percebemos.

Enquanto você vai coordenando o pensamento dos participantes, os dirigentes da turma devem estar preparados para estarem se aproximando calmamente dos alunos, um a um, para estarem falando coisas boas aos seus ouvidos, ou fazendo um carinho em seus cabelos ou até mesmo soprando os rostos os seus rostos.

Deve-se criar um clima onde as pessoas se sintam confortadas e bem ao receberem a mensagem ou o carinho dos dirigentes.

Questionar

O que vocês sentiram?

A gente já tinha percebido em algum momento algo semelhante em nossas vidas?

Será que a gente consegue compreender como os espíritos agem em nossas vidas?

Agora vcs acreditam que os espíritos influenciam em nós e no mundo?

Acreditem eles influenciam muito mais do que se pode imaginar! E de que maneira isso acontece?

Sintonia

Questões:

Como é que esse processo acontece.

Atividade do Radio

Sintonizar pagode, rock e musica clássica.

Conclusão

Explicar sobre a cortina psíquica que nos protege de perturbações do alem!

Quais as formas de influencia:

Influencia dos espíritos em nossos pensamentos e atos

Espíritos protetores

Pressentimentos

Fenômenos da natureza

Conclusão

Questionamento final

Mas por que é importante conhecer tudo isso?

 Atividade do Palito

Objetivo:Perceber o quanto esses espíritos podem nos ajudar. Desde que saibamos pedir-lhes ajuda devida e que sigamos sempre o caminho do bem.

Processo:

Divida os participantes em 2 grupos. Ao primeiro grupo você deve entregar 24 palitos de dente para cada integrante deste grupo. E pedir para que eles façam um quadrado com 3 palitos de lado ( conforme desenho). A missão deles será: tirar apenas 8 palitos e conseguir formar 2 quadrados que não se encostam em nenhum dos lados, esses quadrados não podem ter nenhum lado em comum   (Conforme figura 2)

Ao segundo grupo, você deve explicar qual a missão do primeiro grupo e também mostrar como que é a resolução desta missão. Este grupo 2 poderá ajudar os participantes do grupo 1. Mas eles só podem ajudar quando pedirem a ajuda deles. E essa ajuda deve se limitar a falar se esta certo ou errado, aquilo que o participante esta fazendo. Friso só pode dizer CERTO ou ERRADO.

Depois de explicado tudo aos dois grupos, você deve avisar que o grupo que tem a missão com os palitos tem apenas 1 minuto para fazer isso, mas que os outros participantes do outro grupo podem ajuda-los dizendo se esta CERTO ou ERRADO.

Conclusão:  Normalmente nesta brincadeira as pessoas ficam tão preocupadas em resolver o problema que se esquecem de pedir ajuda. E então uma coisa que poderia ser facilmente resolvida com a ajuda, se torna praticamente impossível. E isso serve para mostrar que a nossa relação com espiritualidade é muito parecida, pois existem espíritos prontos para nos ajudar, mas nós ficamos ligados demais aos problemas que esquecemos de pedir ajuda a eles.
8-38 = XXII  COMEERJ
Pólo IV  Cafarnaum
8º CRE  Nova Friburgo

Libertação pela Verdade

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Jesus (Jo, 8:32)
Em todos os quadrantes do planeta, os povos quanto os indivíduos anseiam pela liberdade, como elemento indispensável à cidadania, como substância essencial do progresso social.
No entanto, a liberdade esperada pela massa, em geral, costuma refletir o acanhamento das percepções que seus componentes têm da própria existência.
Evocam os benefícios da liberdade, sem a correspondente madurez das responsabilidades frente aos próprios atos.
A grande maioria pretende que a liberdade seja-lhe patrocinada para que possa cercear ou perturbar a liberdade do semelhante.
Variadas almas sonham com a liberdade que lhes propicie amplos recursos de falar e de agir, sem gostar da correspondente necessidade de ouvir ou recolher os resultados da sua ação junto aos outros.
Poucos são os que se apercebem de que não há sentido em admitir-se livre alguém, fora do impositivo da responsabilidade.
Enquanto enorme contingente de criaturas alimenta os arremedos de liberdade, conduzindo o íntimo preso por cadeias de agonias, culpas e desolações, verificamos que somente pequeno número de pessoas procura o aconchego da lucidez, da maturidade, que são obtidas por meio da vinculação da alma com a verdade.
Grupos de criaturas desafiam filosofias, teologias e a própria ciência, aturdidos com as concepções possíveis de verdade. Mantêm-se indiferentes a tudo o que se relacione com ela, afirmando que cada um tem a sua própria verdade.
Embora compreendamos que cada indivíduo possa Ter a sua visão particular da verdade, a verdade real está em Deus, e vem sendo traduzida para as almas da Terra por incontáveis Mensageiros do Criador, século a século, milênio a milênio.
Missionário da lei de Deus, em todos os grupamentos humanos, vêm apresentando a verdade passível de ser captada pelos humanos. Eles vêm explicando pouco a pouco a sua conceituação com o fim de oferecer um seguro norte a cada alma.
As leis de amor, de justiça e de caridade simbolizam  o roteiro seguro para que, devidamente vivenciadas e entendidas, permitam à criatura experimentar, de fato, a anelada liberdade.
Só se concebe real liberdade se esta vem aparada pela verdade, que pulsa na vibração do amor, na firmeza da sublime justiça e na inspiração da luminosa caridade.
A referência de Jesus é de importância fundamental, quando condiciona a conquista da liberdade ao conhecimento da verdade, dessa verdade alicerçada nas leis da consciência, firmada nessas leis divina.
Compreendemos, daí, que Jesus é o grande Senhor da liberdade com verdade, porque jamais negou uma só das orientações que ofertou, mas, ao contrário, as confirmou com a vivência impoluta e feliz. Atrelou o Seu discurso a Sua vivência, em franca demonstração de uma personalidade perfeitamente livre, porque verdadeiramente responsável, porque verdadeiramente coerente.

Francisco de Paula Vítor
(Do Livro: Quem é o Cristo?
 -
Psicografado por José R. Teixeira)

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Algumas perguntas feitas a Emmanuel sobre a Educação

108  Onde a base mais elevada para os métodos de educação ?

EMMANUEL - As noções religiosas, com a exemplificação dos mais altos deveres da vida, constituem a base de toda a educação, no sagrado instituto da família.

109 - O período infantil é o mais importante para a tarefa educativa?

EMMANUEL - O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos. Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo.

Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.

Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem, e por que tão profunda é a missão da mulher perante as leis divinas. Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material, e, atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das crianças, porquanto a alma reencarnada terá retomado todo o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a luz interior dos sagrados princípios educativos.