sexta-feira, 7 de agosto de 2015

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 14

TEMAS TRATADOS


DESDOBRAMENTO


DESENCARNAÇÃO


De Dimas

(...) Passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso da magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras, inibidoras no cérebro. (...) Há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremos cuidados nos serviços de liberação da alma o centro vegetativo (ventre), o centro emocional (tórax), e o centro mental (cérebro). (...) Certa porção de substância leitosa se extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram os membros inferiores, com sintomas de resfriamento. Jerônimo, com passe concentrado sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo do epigástrio à garganta. Alcançamos o coma em boas condições (diz Jerônimo). (...) Brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substancia leitosa já exteriorizada. (...) A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo após ela todo o corpo, perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. (...) Dimas desencarnado elevou-se algum palmo acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado (cordão fluídico). OVE-12-200/210/211.


De Fábio

Fábio desencarnou no tempo previsto, apesar do seu corpo franzino e doente, desde a infância, aos 12 anos foi atacado de pneumonia dupla que quase o matou. Fábio teve uma boa conduta cristã, porém tinha um corpo muito frágil devido à necessidade do seu resgate por ter ele e seu pai Silveira maltratado escravos quando possuíam uma fazenda no século passado. Morreram muitos escravos asfixiados na senzala em virtude do ar viciado pela construção deficiente que Fábio não quis modificar para manter seu ponto de vista pessoal. Seu pai Silveira colaborou no seu desencarne e pediu a Jerônimo que lhe prestasse o derradeiro culto do Fábio junto a seus familiares. Para isso a equipe de Jerônimo provocou a melhorar passageira de Fábio com passe, banho de água magnetizada. Fábio conversou com sua esposa e exteriorizou seus últimos desejos em benefícios para ela e seus filhos. Silveira ampara o filho e Jerônimo inicia o desencarne de Fábio, aplica-lhe passes anestesiantes. Em seguida o assistente realizou delicada operação magnética sobre os órgãos vitais da respiração provocando ruptura de importante vaso, que fez o sangue fluir à boca de borbotões. Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora completamente afastado do corpo físico, só ficando ligado apenas pelo cordão fluídico. Jerônimo repetia os mesmos procedimentos realizados em Dimas, mas agora com grande facilidade. (uma hora depois do desencarne de Fábio, Jerônimo cortou o cordão fluídico prateado, libertando-o definitivamente do corpo físico). OVE-16-246 a 254.


De Cavalcante

(Cavalcante estava gravemente enfermo com apêndice inflamado, estômago com incapacidade, glândula gástricas quase inertes, distúrbios no fígado, desarmonia no sistema nervoso central e nos autônomos. Cavalcante achava-se numa enfermaria onde havia muitas entidades inferiores sugando energias dos enfermos que atraiam aquelas entidades. Cavalcante, apesar das condições elevadas em que desenvolveu a fé, ignorava as lições do além túmulo e receava a morte. Jerônimo aplicou-lhe passe reconfortante e Cavalcante inquietou-se e pode receber sua esposa, em espírito, a qual pediu desculpa reconciliando-se. Em seguida aplicou-lhe passe longitudinal, preparando o desencarne, mas Cavalcante continuava reagindo, com apego a seu corpo físico. Como o desprendimento de Cavalcante estava difícil, Jerônimo resolve provocar uma ruptura num vaso do intestino para que uma hemorragia acelerasse a morte do corpo. O médico da família, com o consentimento do padre, aplicou-lhe uma injeção compassiva, com o intuito de realizar a eutanásia. Em pouco instante Cavalcante aparentava morto, mas ainda ligado aos trilhões de células neutralizadas devido à prática da eutanásia, que lhe afetou o seu perispírito. Só foi possível completar-se o desenlace após 20 horas de serviços laboriosos por parte da equipe de Jerônimo). OVE-18-268 a 281.


De Adelaide

(Adelaide foi levada à casa transitória de Fabiano porque Zenóbia deseja vê-la antes do seu desenlace e participa de uma grande reunião com companheiros da lida espiritual). Enquanto esteve lá recebeu energia no corpo perispiritual de tal maneira que o seu ao regresso ao corpo carnal foi doloroso, mas que facilitou o seu desencarne. Após vários passes magnéticos sobre os órgãos de circulação Adelaide entrou em fase de inesperada calma. Adelaide afastada do seu corpo roga para que ela mesma se desprenda do corpo físico, de uma maneira espontânea. Adelaide rogou para que lhe fosse concedido o obséquio de tentar, ela própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pessoal, espontâneo. Foi-lhe concedida, mas Jerônimo explicou que a cooperação do plano espiritual é indispensável no ato do desencarne, todavia o serviço preliminar no plexo solar e no coração pode, em vários casos, ser realizado pelo próprio desencarnante, quando está preparado para tal ato. O desencarne foi espontâneo e só no último minuto Jerônimo interveio para desatar o cordão prateado. Adelaide, serena e confiante partiu a encontro da Casa Transitória de Fabiano, acompanhada de amigos. O Doutor Bezerra de Menezes estava em visita com extrema simplicidade junto à irmã Adelaide. O perispírito do desencarnado formado à base de matéria rarefeita mobiliza igualmente trilhões de células da esfera de ação do espírito, que abandonam o corpo físico saturado de vitalidade que lhe é peculiar. Daí os sofrimentos e angústias a determinadas criaturas, após o decesso. (os suicidas costumam sentir as aflições das células violentamente aniquiladas e os viciados experimentam tremenda inquietação pelo desejo insatisfeito). OVE-19-296/297.


Com Moléstias Prolongadas

Os que se aproxima da desencarnação, nas moléstias prolongadas, camalmente se ausenta do corpo, em ação quase mecânica. Os familiares terrestres, por sua vez, cansados da vigília, tudo fazem por rodear os enfermos de silêncio e cuidado. Desse modo, não será difícil afastá-los para tarefa de preparação. (tarefa de preparação para o desencarne). OVE-12-192.


Com Apressamento

Preparamos acesso à trombose pela calcificação de certas veias. A desencarnação chegará suavemente, dentro de alguns dias, como providência compassiva, indispensável à felicidade do enfermo e de quantos lhe seguem de perto o martírio. (desencarnação antecipada de Fabrício para livrar seus familiares de alguns inconvenientes). NMM-12-177.


Com Comunicação Imediata

Comumente, desencarna-se a alma, sem que se lhe desagarrem os pensamentos, enovelados em situações, pessoas e coisas da Terra. A mente, por isso, continua encarcerada nos interesses quase sempre inferiores do mundo. NDM-4-39.


Dona Elisa (recém-desencarnada) desejo despedir-se de seu imã que residia à longa distância. Volitou automaticamente no rumo da cidade em que se lhe situava a parente. Matilde (sua irmã) não lhe escutava as palavras pelos condutos auditivos no vaso carnal e sim pelo cérebro, através de ondas mentais. Alguns atribuem esses fatos a transmissão de ondas telepáticas, ao passo que outros neles encontram os chamados fenômenos de moniçao. NDM-21-201/204/205.


Coletiva

Oito dos desencarnados no acidente jaziam em posição de choque, algemado aos corpos, mutilados ou não; quatro seguiam jungidos aos próprios restos, e dois deles, não obstante ainda enfaixados às formas rígidas, gritavam desesperados, em crises de inconsciência. Hilário abriu campo ao debate, perguntando, respeitoso, por que motivo era rogado o auxilio para a remoção de seis dos desencarnados, quanto as vitimas eram catorze. O socorro no avião sinistrado é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte é diferente para cada um. No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhe favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito. Dependendo do grau de animalização dos fluidos que lhes retém o espírito atividade corpórea alguns serão retirados por algumas horas, outros, talvez, por longos dias. A morte do corpo nem sempre significa liberação da alma. AR-18-242..


Data Prevista

Neves abordou a tese referente ao dia determinado para a desencarnação, defendida por alguns religiosos na Terra, ao que Félix enunciou 

Há planos prefixados e ocasiões previstas com relativa exatidão para o deperecimento do veiculo físico; no entanto, os interessados costumam alterá-los, seja melhorando ou piorando a própria situação. SD-2P-9-276.


DESESPERO

(...) O pranto da desesperação não edifica o bem. Se amares, em verdade, a família terrena, é preciso bom ânimo para lhe ser útil. (esclarecimento de Clarêncio a André Luiz). NL-6-44.
Para transformar-nos em legítimos elementos de auxilio aos espíritos sofredores, desencarnados ou não, é-nos imprescindível compreender a perversidade como loucura, a revolta como ignorância e o desespero como enfermidade. NMM-3-41.

Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai. AC-10-40.

O desespero vale por denuncia a que as almas se atiram nas explosões de incontinência e revolta. Não serve como pagamento nos tribunais divinos. Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraíram mobilizando a própria vontade. AR-1-17.

Nossa instituição permanece de braços abertos à provação e ao sofrimento, mas não a rebeldia e ao desespero (referente ao auxílio prestado na colônia Mansão paz.). AR-12-166.
 NOSSO LAR 01-016 INCORPORAÇÃO

(...)

_ Não tenho qualquer objeção pessoal, em face da provid6encia que você sugere, meu caro Euclides; entretanto, embora  se constitua o nosso grupo de cooperadores encarnados de excelentes amigos, não os vejo convenientemente preparados para o integral aproveitamento da experiência. Sobra em quase todos eles, na investigação e no raciocínio, o que lhes falta em sentimento e compreensão. Colocam a pesquisa muito acima do entendimento e, como você sabe, as organizações mediúnicas não são filtros mecânicos...

(...)

_ Mediunicamente falando, as medidas são as mesmas adotadas nos caos de psicografia comum, acrescentando-se, porém, que necessitaremos proteger, com especial carinho, o centro da linguagem na zona motora, fazendo refletir nosso auxílio magnético sobre todos os músculos da fala, localizados ao longo da boca, da garganta, laringe, tórax e abdômen.

(....)

_ Nossos amigos do círculo pedem a sua presença pelo menos por alguns minutos - prosseguiu o mentor , gentil  e, deliberei conduzi-lo até lá, para que você fale, não somente a eles, mas também aos familiares...

(...)

_ Ouça, porem, meu amigo! - tornou Alexandre sereno e enérgico - é indispensável que você medite sobre o acontecimento. Lembre-se de que você vai utilizar um aparelho neuro-muscular  que lhe não pertence. 

Nossa amiga Otávia servirá de intermediária. No entanto, você não deve desconhecer as dificuldades de um médium para satisfazer a particularidades técnicas de identificação dos comunicantes, diante das exigências de nossos irmãos encarnados. ..

(...)

_ Sim, replicou Dionísio, algo desapontado, ... Recordo-me de que muitas vezes recebi as comunicações do plano invisível., através de Otávia, com muitas prevenções, e , não raro, vacilei, acreditando-a vítima de inúmeras mistificações.

(...)

_ Pois bem, agora chegou sua vez de experimentar. E se, antigamente, era tão fácil para você duvidar dos outros, desculpe a fraqueza dos nossos irmãos encarnados, caso agora duvidem de seu esforço...

(...)

_ ... Conduzi-lo-ei em nossa companhia, deixando-o, na residência da médium, com alguma horas de antecedência para que encontre facilidades no serviço de harmonização.

(...)

_ Nesta parte da casa - explicou-nos o guia acolhedor - a nossa irmã Otávia costuma fazer meditações e preces. A atmosfera reinante, aqui, é , por isso confortadora, leve e balsâmica. Estejam à vontade.Em vista de ser hoje um dos dias consagrados ao serviço mediúnico, terminará ela os trabalhos de refeição da tarde, mais cedo, a fim de orar e preparar-se.

(...)

_ Otávia é uma excelente colaboradora de nossos serviços espirituais, mas, pela força das provas necessárias à redenção, permanece unida a um homem ignorante e quase cruel...

(...)

_ Tão logo prometi, ontem, alegremente, a vinda de Dionísio, desejoso de incentivar o bom ânimo dos amigos encarnados, contando com o concurso mediúnico de nossa irmã, piorou a situação psíquica do esposo imprevidente. Leonardo, amanheceu hoje mais nervoso que de costume, embebedou-se pouco antes do almoço, insultou a companheira humilde e chegou mesmo a infligir-lhe tormentos físicos. Assustada, a bondosa Senhora sofreu tremendo choque nervoso que lhe atingiu o fígado, encontrando-se, no momento, sob forte perturbação gastrointestinal. Por isso, a alimentação dela foi muito deficiente durante o dia e não tem podido manter a harmonia precisa da mente para atender, com exatidão, aos nossos propósitos....

(...)

_ Como sabe a harmonia não e realização que se improvise, e , se nós, os desencarnados devotados ao bem, estamos em luta frequente pela nossa iluminação íntima, os médiuns são criaturas humanas, suscetíveis às vicissitudes e aos desequilíbrios da esfera carnal...

_ .... não teremos alguém que a substitua? Ela está quase cambaleante...

_ Todos os serviços exigem preparo, treinamento... não poderemos trazer alguém que faça as vezes de Otávia, dum instante para outro.

(...)

Euclides acomodou Dionísio ao lado dela, e, enquanto a médium se concentrava em oração, o dedicado amigo aplicava-lhe passes magnéticos, fortalecendo os nervos das vísceras e ministrando, ao que percebi, vigorosas cotas de força, não somente às fibras nervosas, mas também às células gliais.

(...)

Dionísio começou a falar-lhe de suas necessidades espirituais, comentando a esperança de fazer-se sentir, junto da família terrena e dos antigos colegas de aprendizados espiritualista, notando eu que a médium lhe registrava a presença e a linguagem em forma e figuração e lembrança aparentemente imaginárias, na esfera do pensamento...

(...)

Tudo ia bem e não me cansava de admirar aquele inesperado serviço de preparação mediúnica, quando aconteceu alguma coisa muito grave. O dono da casa chegava, quebrando, de modo violento, a tranquilidade das vibrações em que nos mergulhávamos...

(...)

Reconheci que o instrutor, de relance, notou o estado de abatimento da médium, percebendo as dificuldades que se opunham à prometida comunicação de Dionísio, mas , longe de se referir às advertências da véspera, ele próprio, agora, era quem se mostrava mais otimista...

(...)

Mais uma vez, contemplava, admirado, o fenômeno luminoso da epífise e acompanhava o valioso trabalho de Alexandre na técnica de preparação mediúnica...

Terminada a oração e levado a efeito o equilíbrio vibratório do ambiente, com a cooperação de numerosos servidores de nosso plano, Otávia foi cuidadosamente afastada do veículo físico, em sentido parcial, aproximando-se Dionísio, que também parcialmente começou a utilizar-se das possibilidades dela. Otávia mantinha-se a reduzida distância, mas com poderes para retomar o corpo a qualquer momento num impulso próprio, guardando relativa consciência do que estava ocorrendo, enquanto que Dionísio conseguia falar, de si mesmo, mobilizando, no entanto, potências que lhe não pertenciam e que deveria usar, cuidadosamente, sob o controle direto da proprietária legítima e com a vigilância afetuosa de amigos benfeitores, que lhe fiscalizavam a expressão com o olhar, de modo a mantê-lo em boa posição de equilíbrio emotivo.Reconheci que o processo de incorporação comum era mais ou menos idêntico ao da enxertia da arvore frutífera. A planta estranha revela suas características e oferece seus frutos particulares, mas a árvore enxertada não perde sua personalidade. Ali também, Dionísio era elemento que aderia às faculdades de Otávia, utilizando-as na produção de valores espirituais que lhe eram característicos, mas naturalmente subordinado à médium, sem cujo crescimento mental, fortaleza e receptividade, não poderia o comunicante revelar os caracteres de si mesmo, perante os assistentes.Por isso mesmo, logicamente, não era possível isolar, por completo, a influenciaçao de Otávia vigilante.

A casa física era seu templo, que urgia defender contra qualquer expressão desequilibrante, e nenhum de nós, os desencarnados presentes, tinha o direito de exigir-lhe maior afastamento , porquanto lhe competia guardar as suas potências fisiológicas e preservá-las contra o mal, perto de nós outros, ou a distância de nossa assistência afetiva.

A nossa atmosfera de harmonia, porém, não conseguia, sossegar a perturbadora expectativa dos companheiros encarnados.

Entre nós, prevaleciam o controle, a disciplina, o autodomínio; entre eles,  sopravam o desequilíbrio e a inquietação. Exigiam um Dionísio-homem pela boca de Otávia, mas nosso plano lhes impunha um Dionísio-Espírito, pelas expressões da médium. A família humana aguardava o pai emocionado e ainda submetido a paixões menos construtivas, mas auxiliávamos o irmão para que sua alma se mantivesse calma e enobrecida, em benefício dos próprios familiares terrestres.

(...)

_ Impossível. Não pode ser meu pai...

_ Não acredito em semelhante manifestação...

(...)

_ não podemos aceitar a pretensa incorporação de Dionísio...

(...)

_ O problema da mediunidade é questão muito grave na Doutrina; o animismo é uma erva daninha em toda parte. Nosso intercâmbio com o plano invisível está repleto de lamentáveis enganos.

(...)

_ Considera, porém, o senhor que Dona Otávia seria capaz de enganar-nos?

_ Não,m conscientemente - tornou o cientificista, com um sorriso superior -, entretanto, inconscientemente , sim. A maioria dos médiuns é vítima dos próprios desvairamentos emotivos. As personalidades comunicantes, em sentido comum, representam criações mentais dos sensitivos. Tenho estudado pacientemente o assunto para não cair, como acontece a muita gente, em conclusões fantásticas. Há que fugir do ridículo, meus amigos.

(...)

Ninguém ali ponderava as dificuldades com que Euclides, o bom cooperador espiritual, fora defrontado, para trazer à casa o conforto daquela noite.

Ninguém ponderava sobre a luta que o acontecimento representava para a própria médium, interessada sem servir com amor na causa do bem. Os companheiros encarnados sentiam-se absolutamente credores de tudo. OS benfeitores espirituais, na apreciação dos presentes, não passariam de meros servidores de seus caprichos, a voltarem do Além- Túmulo tão-somente para atender-lhes ao gosto das novidades. Com raríssima exceções, ninguém pensou em consolo, em edificação, em aproveitamento da experiência obtida. 

Ao invés do agradecimento, da observação edificante, cultivava-se a desconfiança e a maledicência.

(...)

_ Não se admire André. Nossos irmãos encarnados padecem de complicadas limitações.

(...) "


Tópicos para conversamos em estudo:


1) O que se pode entender pela colocação: "... as organizações mediúnicas não são filtros mecânicos..."?

2) Como se dá a utilização do aparelho neuromuscular não pertencente ao Espírito comunicante?

3) O intercâmbio espiritual se dá tão somente na hora designada para que haja a reunião entre encarnados e desencarnados? Como? Por que?

4) Qual a preparação o médium deve ter? Como adequá-la aos tempos atuais, onde o ritmo de vida é mais agitado, onde geralmente, muitos, saem diretamente de seus empregos para o local da reunião?

5) Como se dá, pelo plano Espiritual, o ultrapassar dos obstáculos presentes na vida material, para que possa o intercâmbio de planos ocorrer?

6) Os médiuns que irão proporcionar comunicação encontram-se cientes de quem e de que forma ocorrerão as comunicações?

7) O que são células gliais? por que fortalece-las? qual seu papel?

8) Qual o papel da epífise na comunicação mediúnica?

9) Como ocorre o processo chamado de incorporação? Qual a forma que deve o médium se conduzir?

10) Como deve ser a avaliação das comunicações realizadas?

Obras da codificação:

- Livro dos Espíritos

- Livro dos Médiuns

- Evangelho Segundo Espiritismo


Alguma bibliografia de apoio:


- Médiuns e Mediunidades - Divaldo P. Franco por Vianna de Carvalho

- Atualidade do Pensamento Espírita - Divaldo P. Franco por Vianna de Carvalho

- Estudos Espíritas - Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

- Mediunidade - J. Herculano Pires

- Diálogo com as Sombras - Hermínio C. Miranda

- Estudando a mediunidade - Martins Peralva

- Nos domínios da Mediunidade - Francisco C. Xavier por André Luiz

- Seara dos Médiuns - Francisco C. Xavier por Emmanuel


Conclusão:


1) O que se pode entender pela colocação: "... as organizações mediúnicas não são filtros mecânicos..."?
Comentários:

- Os médiuns não possuem um botão "liga/desliga". Não funcionam mecanicamente. São seres humanos, que permitem o intercâmbio com outros seres humanos, e portanto não podem ser vistos como "máquinas de comunicação".

-  Traduz o quanto é complexa a comunicação entre os dois planos de vida. Com essa afirmação, o instrutor espiritual quis demonstrar que a manifestação mediúnica não se processa mecanicamente, ou seja, não se dá pela simples manifestação de vontade, embora seja um fenômeno absolutamente natural.  É o resultado de uma série de fatores, que envolvem toda uma complexidade de circunstâncias e intenções.

2) Como se dá a utilização do aparelho neuromuscular não pertencente ao Espírito comunicante?

Comentários:

- O processo é complexo. De forma simplificada podemos dizer que há uma interação entre os perispiritos do comunicante e do médium, que permite ao último sentir as impressões do espírito comunicante, e também uma interação espiritual/mental, realizada através da glândula pineal. A pineal é - numa figura grosseira - o filtro que transforma pensamentos em impulsos físicos (nervosos e glandulares), ou seja, é a representação no corpo físico da interação mente/corpo. No processo mediúnico, o médium "capta" os
pensamentos/vibrações do espírito e através da pineal o espírito adquire parcial controle do sistema nervoso do médium, com a adesão deste, naturalmente.

- Até onde sabemos. o espírito comunicante se utiliza do centro da linguagem do médium, localizado na zona motora do cérebro.  É um processo ainda bastante complexo para o nosso total entendimento.  Sabemos que são utilizados os músculos da fala, a garganta e outros órgãos indispensáveis ao ato de falar e que o comunicante se liga a esse organismo através de um laço fluídico entre seu
perispírito e o do médium.

3) O intercâmbio espiritual se dá tão somente na hora designada para que haja a reunião entre encarnados e desencarnados? Como? Por que?

Comentários:

- Não. Regra geral, é necessária uma interação anterior entre médium/espírito, num processo chamado às vezes de "afinização fluídica".

- O intercâmbio espiritual pode se dar a qualquer hora.  No entanto, o mais aconselhável, no caso de se pretender uma comunicação de espíritos sérios e com objetivos elevados, é que se programe antecipadamente a hora da reunião, para que se possibilite todo um preparo necessário, tanto por parte do plano espiritual quanto dos trabalhadores encarnados envolvidos.

4) Qual a preparação o médium deve ter? Como adequá-la aos tempos atuais, onde o ritmo de vida é mais agitado, onde geralmente, muitos, saem diretamente de seus empregos para o local da reunião?

Comentários:

- A preparação é sobretudo mental. Não são as circunstâncias que nos influenciam, mas como reagimos a elas. Leitura tranquila e estado de prece devem ser mantidos de forma mais intensa.

- O ideal seria que o médium, nesses dias, se mantivesse em repouso, fazendo uma alimentação frugal e mantendo o pensamento em questões espirituais, num ambiente onde a psicosfera seja a mais pura possível.  Todavia, sabemos que os deveres da vida na matéria nem sempre permitem isso.  Sendo assim, o médium deve procurar atender aquelas recomendações dentro do limite do possível, observando, pelo menos, a necessidade de uma alimentação leve, evitando o fumo e o uso de alcoólicos e mantendo uma sintonia vibratória elevada, através de bons pensamentos e de uma leitura edificante.

5) Como se dá, pelo plano Espiritual, o ultrapassar dos obstáculos presentes na vida material, para que possa o intercâmbio de planos ocorrer?

Comentários:

- Cada caso é um caso...Penso que o capítulo em estudo mostra bem a dificuldade dos amigos espirituais, e o quanto atrapalhamos ao invés de ajudar. O intercâmbio mediúnico é serviço de muita responsabilidade.

- O plano espiritual elevado está sempre atento e toma as providências que se fazem necessárias que se encontram ao seu alcance.  No caso em estudo, temos um exemplo disso, quando a médium que iria servir ao intercâmbio entre os dois planos viu-se impedida de comparecer à reunião pelo marido.  Os benfeitores, então, induziram a visita de uma tia deste, a quem ele respeitava, com o objetivo de interceder e levar a médium até o local da reunião

6) Os médiuns que irão proporcionar comunicação encontram-se cientes de quem e de que forma ocorrerão as comunicações?

Comentários:

- Nas reuniões semanais dos centros espíritas, geralmente não. A programação é realizada pelo plano espiritual. Naturalmente, dependendo do estado do médium, e da maior facilidade de trânsito na esfera espiritual, ele pode ser notificado com antecedência deste planejamento.

- Tal pode ocorrer, embora não necessariamente.  Nas reuniões mediúnicas habituais, é comum haver toda uma programação do plano espiritual e dos dirigentes da reunião, planejando quais os mentores que naquele dia se manifestarão. Contudo, não devemos esquecer, como diz o nosso Chico Xavier, que o telefone toca de lá para cá e que a manifestação dependerá sempre da decisão do plano superior.

7) O que são células gliais? por que fortalece-las? qual seu papel?

Comentários:

- Mas, apenas como definição, glia ou neuróglia são células que proporcionam sustentação as células nobres do SNC ( Sistema Nervoso Central ). O cérebro é feito de neurônios (ou células nervosas) e células gliais. 

As células nervosas comandam a motricidade, a sensiblidade e a consciência; as células gliais sustentam e mantém vivos os neurônios. Ele integra informação sensorial e dirige respostas motoras.

8) Qual o papel da epífise na comunicação mediúnica?

Comentários:

- Também outro assunto complexo...A epífise, como dito acima, funciona como elo de ligação mente/corpo, já tendo sido estudada com detalhes no início deste livro. André Luiz a denomina "glândula da vida mental". 

Na comunicação mediúnica seu papel é fundamental pois ela vai servir de "filtro" para os pensamentos (ondas mentais) emitidos pelo espírito comunicante.

- A epífise, segundo antigos filósofos, dentre os quais Descartes, é a sede da alma.  Segundo o brilhante Dr. Jorge Andréa, em sua consagrada obra "Palingênese, a Grande Lei", a epífise ou pineal tem relação com todo o sistema glandular do corpo, com o sistema neuro-vegetativo e órgãos nervosos, sendo por ele considerada a glândula da vida psíquica.  Porém, o insigne médico e escritor afirma que muito pouco  ainda se conhece sobre ela, pois somente mais recentemente foi que a ciência passou  a estudá-la com maior profundidade.  Ainda segundo ele, na mesma obra, trata-se de   um órgão difícil  de se realizar experiências no sentido de determinar suas funções, pois  " ... se encontra vizinha a zonas nervosas ...", sendo, ainda, " ... um órgão bastante vascularizado, de localização profunda e mantendo estreitas relações com os seios venosos. ... ".

     Pelo que deduzimos dos ensinamentos disponíveis, inclusive de André Luiz, no capítulo II do livro que estamos estudando, podemos concluir que, sendo a epífise a glândula da vida psíquica, sede da  alma, deve ser ela o órgão do corpo físico mais afinizado com o perispírito, servindo  como um dos principais pontos da ligação espírito/matéria.  E sendo assim, é através dela que se deve operar o contato mediúnico, funcionando como que uma espécie de filtro da comunicação entre os dois planos.  Por ela é que deve passar o pensamento transmitido pelo espírito comunicante.

9) Como ocorre o processo chamado de incorporação? Qual a forma que deve o médium se conduzir?

Comentários:

- Há muito fatores envolvidos na incorporação (preferimos o termo "psicofonia", pois incorporação - embora largamente usado - dá idéia que o espírito "entra" no médium, o que não é verdade). Os principais são: passividade do médium (para "captar" as vibrações e ondas mentais do espírito); sintonia vibratória, que permite o ajuste mental; afinidade fluídica, pois os fluidos perispirituais devem ter um mínimo de compatibilidade, conforme explica Leon Denis; entre outros. Há de se contar também o trabalho doas amigos espirituais, que promovem os ajustes necessários, quando a comunicação é de um espírito ignorante ou em sofrimento. O fator básico, no entanto, é a passividade, que André Luiz denomina "pensamento de adesão do médium".

- O termo "incorporação", largamente usado no meio espírita, é, contudo, doutrinariamente impróprio.  Na verdade, não se dá a incorporação, pois o comunicante não adentra no corpo do médium, como sugere o termo.  Dois espíritos não podem coabitar o mesmo veículo físico.  Assim, o que ocorre é que o médium é parcialmente afastado de seu corpo físico, possibilitando a aproximação do comunicante, para que este se utilize dos órgãos necessários à fala.  O médium deve permanecer próximo, pronto para retomar o corpo a qualquer momento.

10) Como deve ser a avaliação das comunicações realizadas?

Comentários:

- Nas reuniões mediúnicas semanais, a avaliação deve ser pessoal. Regra geral, quando as comunicaçãoes são de espíritos em sofrimento, ou ignorantes, não vamos avaliar a comunicação em si, mas as lições que podem ser extraídas. Também não devemos avaliar _o médium_ pois não estamos capacitados a isso. Manter a humildade, reconhecendo que nada sabemos realmente ainda sobre o fenômeno, e aproveitar a mediunidade como fator de nossa própria evolução, é fundamental para nós. Vestir uma capa científica, como vimos no capítulo, é, quase sempre, incorrer em muitos erros. Naturalmente, o espírito crítico deve estar alerta. Uma mensagem de "um amigo espiritual" deve ser analisada com atenção, e não apenas recebida como verdade absoluta. O mesmo vale para os trabalhos de psicografia.

- Tratando-se de uma reunião mediúnica séria, com elevados propósitos, numa casa espírita igualmente séria e bem orientada, com médiuns experientes, as comunicações obtidas tendem também a ser sérias e com proveitosos ensinamentos, pois deverão ser produzidas por espíritos evoluídos e bem intencionados. 

 Porém, será sempre difícil se fazer esse tipo de avaliação. O melhor a se fazer, no caso, é seguir a orientação de Kardec, no sentido de que analisemos o conteúdo das comunicações.   Se forem  mensagens
edificantes, com ensinamentos doutrinários ou contendo orientações para  o bem, é porque provêm de bons espíritos;  caso contrário, será melhor ignorá-las.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 13

TEMAS TRATADOS


CORPO FÍSICO


É lógico que devemos, quando encarnados, prestar toda a assistência ao corpo físico, que funciona, para nós, como vaso sagrado, mas remediar a saúde e viciar a mente são duas atitudes essencialmente antagônicas entre si. OM-43-228.

(...) Os trabalhadores conscientes, na maioria das vezes, organizam seus trabalhos em moldes exteriores menos graciosos, fugindo, por antecipação, ao influxo das paixões devastadoras das almas em desequilíbrio. Fui advertida (diz uma entidade reencarnante) por benfeitores daqui (espíritos construtores que trabalham nos processos reencarnatório), no sentido de não me apresentar na Crosta, dentro de linhas impecáveis para a forma física e, em razão disso, para que eu tenha mais probabilidades de êxito em meu favor, na tarefa que me proponho desempenhar, estimaria que a tireóide e as paratireóides não estivessem tão perfeitamente delineadas. ML-12-171/175/176.

Relanceando o olhar pelo gabinete amplo, reparei o cuidado de Gotuzo, na zona de sua especialidade. Mapas variados do corpo humano desdobravam-se nas paredes, como se fossem preciosos adornos. Pequenas esculturas de órgãos diversos assomavam, aqui e ali. (setor onde são preparados os mapas dos projetos dos futuros corpos físicos nos programas reencarnatório). OVE-5-68.

Venha ver o aparelho que o serviu fielmente durante tantos anos. Contemple-o com gratidão e respeito. Foi seu melhor amigo, companheiro de longa batalha redentora. (Jerônimo convida Dimas a despedir-se do seu corpo físico, antes do sepultamento). OVE-15-229.

Utilize o corpo físico para recolher as bênçãos da vida mais alta, enquanto suas peças se ajustam harmoniosamente. AC-14-34.

O Corpo físico é mantido pelo corpo espiritual e cujos moldes se ajustam e, desse modo, a influência sobre o organismo sutil é decisivo para o envoltório da carne, em que a mente se manifesta. ETC-5-30.

A carne (corpo físico), de certo modo, em muitas circunstâncias não é apenas um vaso divino para o crescimento de nossas potencialidades, mas também uma espécie de carvão milagroso, absorvendo-nos os tóxicos e resíduos de sobras que trazemos no corpo substancial (perispírito). ETC-10-66.

O corpo físico funcionaria com abafador de moléstia da alma, sanando-a, pouco a pouco. (a reencarnação de Júlio lhe servirá para aliviar temporariamente os sofrimentos da alma por ser um suicida). ETC-27-167.

Júlio reencarnará com as deficiências de que ainda é portador, embora favorecido pelo material genético que recolherá dos pais, nos limites da lei de herança, para a constituição do novo envoltório (corpo físico). ETC-29-183.

A permanecia no campo físico funcionou como recurso de iluminação da ferida que trazia nos delicados tecidos, da alma. (papel do corpo físico na curta reencarnação de Júlio). ETC-33-208.

O corpo espiritual não é reflexo do corpo físico, é o corpo físico que o reflete, o corpo espiritual retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação. EDM-1P-2-25.


CORPO MENTAL


O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. (nota do autor espiritual). EDM-1P-2-25.


CRISE DA ATUALIDADE


A Ciência progride vertiginosamente no planeta, e, no entanto, à medida que se suprimem sofrimentos do corpo, multiplicam-se aflições da alma. Os jornais do mundo estão cheios de notícias maravilhosas, quanto ao progresso material. Segredos sublimes da natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar; mas a estatística dos crimes humanos é espantosa. Os homicídios, os suicídios, as tragédias conjugais, os desastres do sentimento, as greves, os impulsos revolucionários da indisciplina, a sede de experimentação inferior, a inquietação sexual, as moléstias desconhecidas, a loucura, invadem os lares humanos. (palavra do instrutor Telésforo). OM-5-33/34.


CRISTÃO

Ser cristão, outrora simbolizava a escolha da experiência mais nobre, com o dever de exemplificar o padrão de conduta consagrado pelo Mestre Divino. Constituía ininterrupto combate ao mal com as armas do bem, manifestação ativa de amor contra o ódio, segurança de vitória da luz contra as sombras, triunfo inconteste da paz construtiva sobre a discórdia destruidora. NMM-15-202.


CRISTIANISMO


A primeira instituição visível do Cristianismo foi o lar pobre de Simão Pedro, em Cafarnaum. ML-8-84.

(O instrutor Calderaro esclarecendo a um grupo de espíritos católico-romanos e protestantes ainda em encanados e depreendidos dos seus corpos durante o sono físico. Eram, espíritos menos dogmáticos e mais liberais). A Proteção Divina desconhece privilégios. Não e a confissão religiosa que nos interessa em sentido fundamental, senão a revelação de fé viva, a atitude positiva da alma na jornada de elevação. Ser cristão, outrora simbolizava a escolha da experiência mais nobre, com o dever de exemplificar o padrão de conduta consagrado pelo Mestre Divino. Constituía ininterrupto combate ao mal com as armas do bem, manifestação ativa de amor contra o ódio, segurança de vitória da luz contra as sombras, triunfo inconteste da paz construtiva sobre a discórdia derruidora. Jesus fundou a Religião do Amor Universal, que os sacerdotes políticos dividiram em várias escolas orientadas pelo sectarismo injustificável. (Jesus) não impôs aos seus seguidores normas rígidas de ação pedia-lhe amor e entendimentos, fé sincera e bom ânimo para os serviços edificantes. NMM-15-200/202/203/204206.


CURA


Toda medicina honesta é serviço de maior, atividade de socorro justo; mas o trabalho de cura é peculiar a cada espírito. (Lísias) aplicou-lhe (em André Luiz) passe magnético atenciosamente. Fazendo os curativos na zona intestinal (do seu perispírito). NL-5-39.

Meu amigo, deseja você, de fato, a cura espiritual? Ao meu gesto afirmativo, continuou Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. È indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade. NL-6-42/43.

(...) A excessiva contemplação dos resultados pode prejudicar o trabalhador. (Aniceto esclarecendo André Luiz por ele ter ficado entusiasmado com a ajuda que estava prestando aos enfermos, durante uma seção de aplicação de passe). OM-44-231.

Dos cinco (casos de obsessão de encarnados) que constituirão o motivo da próxima reunião (mediúnica), apenas uma jovem revela possibilidade de melhoras ou menos rápida. Os demais comparecerão simplesmente para socorro, evitando agravo nas provas necessárias. De todos os enfermos psíquicos, somente a jovem resoluta a que nos referimos conseguia aproveitar nosso auxilio cem por cento. ML-18-298/299/305.

(...) Para isso, porém, usaremos agora recurso drástico, já que o desventurado (o alcoólatra Antídio) se revela infenso a todos os nossos processos de auxilio. Antídio, por algum tempo, a partir de hoje, será amparado pela enfermidade. (...) O assistente passou a aplicar-lhe eflúvios luminosos sobre o coração, durante vários minutos. (...) O infortunado amigo será portador de uma nevrose (neurose) cardíaca por dois a três meses. (a espiritualidade promove uma doença cardíaca em Antídio para servi-lhe de alerta a fim do mesmo deixar o vício do álcool). NMM-14-197/198.

Não imagine tão-somente os perigos da enfermidade. Calcule a alegria e o poder de curar. AC-44-138.

(...) Atuando nos centros do perispírito, por vezes efetuamos alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa. O Corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta. ETC-5-30.

Um dia, o homem ensinará ao homem, consoante às instruções do Divino Médico, que a cura de todos os males reside nele próprio. ETC-21-133.

A oração é o remédio eficaz de nossas moléstias internas. ETC-31-198.

Para curar serão indispensáveis certas atitudes do espírito. Indiscutivelmente não prescindimos do coração nobre e da mente oura, no exercício do amor, da humildade e da fé viva, para que os raios do poder divino encontrem acesso e passagem por nós a benefício dos outros. NDM-17-166.

Os enfermos entravam dois a dois, sendo carinhosamente atendidos por Clara e Henrique, sob a providencial assistência de Conrado e seus colaboradores. (...) Alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria. (...) As irradiações magnéticas não lhes penetravam o veículo orgânico. (...) Falta-lhes o estado de confiança. NDM-17-167.

As melhores adquiridas pela organização perispiritual serão apressadamente assimiladas pelas células do equipamento fisiológico. Sabem os médicos terrenos a que o sono é um dos ministros mais eficientes da cura. É que, ausente do corpo, muitas vezes consegue a alma prover-se de recursos prodigiosos para a recuperação do veiculo carnal em que estagia no mundo. AR-13-179.

Em nenhuma circunstância garantir cura ou marcar o prazo para o restabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsedados, sob pena de cair em leviandade. CE-22-85.

Aplicar as forças naturais como auxiliares terapêuticos na cura das variadas doenças, principalmente o magnetismo puro do campo e das praias, o ar livre e as águas medicinais. Toda a farmacopeia vem dos reservatórios da natureza. CE-32-115.


CURSO NA ESPIRITUALIDADE


Médiuns e doutrinadores saem daqui (colônia espiritual Campo da Paz) às centenas, anualmente. Tarefeiro do conforme espiritual encaminham-se para os círculos carnais, em quantidade considerável, habilitados pelo nosso Centro de Mensageiros (pertencente ao Nosso Lar). Saem milhares de mensageiros aptos para o serviço, mas são muitos raros os que triunfam. Alguns conseguem execução parcial da tarefa, outros muitos fracassam de todo. Não supunha fossem preparados, aqui (espiritualidade), determinados mensageiros para a vida carnal. (...) Poderia você (André Luiz) admitir que as obras do bem estivessem circunscritas a simples operações automáticas? OM-3-22/23.

Nos campo de trabalho, do Ministério da Regeneração (da colônia Nosso Lar), existem milhares de trabalhadores que se renovam para a recapitulação das grandes tarefas da obediência. OM-13-73.

(...) Ainda não me habituei com a morte, sofro naturalmente aos resultados dessa desarmonia. Encontro-me num curso adiantado de preparação interior, no qual progrido lentamente. (Gotuzo explica a sua situação espiritual). OVE-5-72.

Na reunião de hoje o instrutor Eusébio receberá estudantes do espiritismo, em suas correntes diversas, que se candidatam aos serviços de vanguarda. O instrutor afeiçoou-se ao apostolado de assistência a criaturas encarnadas e recém-libertas da zona física. Temos aqui, em cálculo aproximado, mil e duzentas pessoas. 

Deste número oitenta per cento se constituem de aprendizes dos templos espiritualistas. NMM-1-17.

É o Lar de Bênção (...) muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencanados. Temos aqui importante colônia educativa, mista de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressem da esfera carnal. ETC-9-56.



Nosso educandário (na instituição Lar de Bênção) guarda mais de duas mil crianças, mas, sob os meus cuidados permanecem apenas doze. Somos um grande conjunto de lares, nos quais muitas almas femininas se reajustam para a venerável missão da maternidade e conosco multidões de meninos encontram abrigo para o desenvolvimento que lhes é necessário, salientando-se que quase todos os destinam ao retorno à Terra para a reintegração no aprendizado que lhes compete. A escola das mães apresenta vastas disponibilidades. ETC-11-68/69.
 NOSSO LAR 01-015 = FRACASSO


"(...)

_ ... Entretanto, seria justo observasse algum processo diferente, dos que existem por aí às centenas, em que somos defrontados por obstáculos de toda espécie...

(...)

_ Quer dizer, então - redarguiu o meu instrutor com sabedoria -, que a futura mãe não correspondeu à expectativa do nosso plano de ação...

_ Isto mesmo - prosseguiu o interlocutor - Enquanto desequilíbrios se localizam na esfera paternal ou procedem da influência de entidades malignas, simplesmente, há recursos a interpor; no entanto, se a desarmonia parte do campo materno, é muito difícil estabelecer proteção eficiente. A pobre criatura, por duas vezes sucessivas, provocou o aborto inconsciente pelo excesso de leviandade e, atualmente, será vítima das próprias irreflexões pela terceira vez, segundo parece. Debalde temos oferecido o socorro de que podemos dispor. A infeliz deixou-se empolgar pela idéia de gozar a vida e irmanou-se a entidades desencarnadas da pior espécie, que, para acentuar os seus planos sombrios, separaram-na do próprio companheiro, ansiosas por lhe precipitarem o coração na esfera das emoções baixas.

(...)

_ Volpini atingiu agora o sétimo mês de gestação da nova forma física, mas a noite próxima será decisiva para ele. Já recebi um apelo dos colaboradores que ficaram nas imediações do caso, em serviço ativo, no sentido de evitar certas extravagâncias da futura mãe, projetadas para hoje; entretanto, não creio sejamos por ela obedecidos. A organização fetal não se encontra em condições de suportar novos desequilíbrios, e, se a pobrezinha não despertar para o dever, abrirá, ainda hoje, uma terceira falência...

(...)

Seguindo o diretor, penetramos um aposento bem mobiliado, onde se encontravam três entidades desencarnadas, de horrenda figura, que, em virtude do baixo padrão vibratório, não perceberam a nossa presença. Conversavam entre si, combinando medidas detestáveis que não cabe aqui relacionar. A certa altura da palestra, porém, referiam-se ao caso da reencarnação, de maneira franca:

_ Não sei - comentou um daqueles perversos inimigos do bem - por que arte infernal vem resistindo o intruso. Despejá-lo-emos na primeira oportunidade.

_ Quando isso ocorre - disse outro - é que há "mãos de anjos" trabalhando por trás.

_ Pois que vão para o inferno! - exclamou o que parecia mais cruel - Veremos quem pode mais. Cesarina já nos pertence noventa por cento. Atende perfeitamente aos nossos propósitos. Porque um filho intrujão em nossos planos? É preciso combater até ao fim.

_ No entanto - considerou o terceiro, que até então, se mantinha em silêncio -, há mais de seis meses estamos trabalhando em vão por alijá-lo!

_ Mas temos conseguido muito - tornou o mais revoltado -; não creio que ele se possa aguentar por muito tempo. Talvez hoje façamos o resto. Um filho viria roubar-nos, talvez a companheira com que contamos agora. Todas as atenções dela convergiriam para ele e o nosso prejuízo seria enorme. Mas, se existem "mãos de anjos" trabalhando, temos "mãos de demônios"para agir também. Já vencemos duas vezes; porque não vencer igualmente agora?

_ E se o filho vier - considerou um dos interlocutores - certamente virá o esposo de regresso. Não poderemos conservá-lo a distância, por mais tempo, caso isso se verifique.

_ Isto, nunca! - respondeu o adversário mais feroz, com inflexão sinistra.

(...)

Enquanto a senhora se sentava à frente de grande espelho, dando início a complicados arranjos de apresentação festiva, os cooperadores de Apuleio se aproximaram, saudando-nos , atenciosos.

_ Infelizmente - disse um deles ao chefe - a situação é muito grave. É impossível prosseguir em nosso esforço de assistência, com o êxito desejável. Nossa irmã afunda-se, cada vez mais, nos desequilíbrios destruidores. Unindo-se voluntariamente - e indicou as entidades viciosas que a cercavam - a estes adversários infelizes, entrega-se, agora, a prazeres e abusos de toda sorte. Seus desvios sexuais, nos últimos dias, têm sido lastimáveis, e enorme é a quantidade de alcoólicos , aparentemente inofensivos, de que tem feito consumo sistemático. Aliados semelhantes distúrbios às vibrações desordenadas do plano mental, vemos que a posição de Volpini é insustentável, não obstante nossos melhores esforços de socorro.

(...)

_ Já sei o que se projeta para esta noite.

_ Sim - considerou o interlocutor -, apelamos para a sua autoridade, porque a organização fetal não poderá resistir a uma nova investida.

(...)
... A forma física embrionária demonstrava manchas violáceas, revelando dilacerações. Pequeninos monstros, somente perceptíveis ao nosso olhar, nadavam no líquido amniótico, invadindo o cordão umbilical e apropriando-se da maior parte do delicado alimento reservado ao corpo em formação. Toda a placenta era assediada por eles, provocando-me terrível impressão. Percebi, pela intensa anormalidade dos órgãos geradores, que o aborto não poderia demorar-se.

(...)

_ Esta - disse-me ele, indicando-a - é a dona da casa e velha amiga de Cesarina, suscetível de receber-nos a influenciação. Aproveitar-lhe-ei o concurso para que a nossa desventurada irmão, de futuro, não possa dizer que lhe faltou assist6encia e conselho adequado.

(...)

E a respeitável amiga continuou advertindo com severidade maternal, enquanto a futura mãe de Volpini se mantinha em franca posição de negativa e impermeabilidade.

(...)

_ Podem regressar à nossa colônia, em descanso. Nada mais têm que fazer, por agora. O dever de todos foi bem cumprido.

(...)

_ irei, eu mesmo, em companhia de André, buscar Volpini para recolhê-lo em lugar conveniente.
O ambiente era de consternação, porque, se os Espíritos Superiores são equilibrados, não são insensíveis.

(...)

Apuleio aproximou-se e retirou Volpini, que a ela se abraçava como criança semiconsciente. Em seguida, vi-o aplicar passes magnéticos em toda a região uterina empregando infinito cuidado. Retomando Volpini, que confiara às minhas mãos, para poder operar com eficiência, falou-me calmo:

_ Desliguei o reencarnante do santuário maternal; entretanto não deveríamos esquecer de ministrar o devido socorro à mãe invigilante. Ela precisa continuar a luta terrestre, quanto possível, para aproveitar alguma coisa da oportunidade...

(...)

Fortemente impressionado, vim a saber que Cesarina, em gravíssimas condições, acabava de da à luz uma criança morta."

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Tópicos para conversarmos em estudo:

1) Somente o ato violento de retirada do embrião/feto é considerado aborto?

2) Qual a influência do comportamento materno para que a gestação transcorra bem? Por que?

3) O aborto inconsciente(conforme nos informa André Luiz) tem alguma atenuante? Qual e por que?

4) Em termos terrenos, somente o aborto praticado visivelmente é considerado crime. Em termos espirituais, há diferença entre o aborto praticado e o aborto inconsciente?

5) Há diferenças no desligamento do reencarnante conforme o tipo de aborto praticado ou inconsciente? Qual?

6) Como encarar a obsessão na gestante?

7) De que forma podemos entender  o ataque à forma física embrionária descrita por André Luiz? Quais as consequências dela? Estaria o Espírito sendo atingido também?


Bibliografia

Livro dos Espíritos: Introdução , item VI,

Parte segunda

Capítulo IV - Da pluralidade das existências

Capítulo VII - Da volta do Espírito à vida corporal

Parte terceira

- Capítulo IV - Da Lei de Reprodução

- Capítulo VII - Da lei de Sociedade

- Capítulo X - Da lei de liberdade

- Capítulo XI - Da lei de justiça, de amor e de caridade

Parte quarta

- Capítulo I e II

O Evangelho segundo o Espiritismo

Capítulos II - III - IV - VIII -  XI - XIV - XVI - XVII -  XXIII -

A Gênese

Capítulo XI, item 18

O Céu e o Inferno

p. 93/95

Apenas algumas leituras suplementares:

01) Vida e Sexo - Francisco Cândido Xavier por Emmanuel

02) Evolução em Dois Mundos - capítulo XIII - segunda parte - Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira por André Luiz

03) Código Penal Brasileiro e Estatuto da Criança e do Adolescente

04) Facure, Nubor Orlando. in:  O Aborto e a psicologia fetal. Artigo publicado na Folha espírita, edição de julho de 1994

05) Calligaris, Rodolfo. in: A Vida em Família

06) Entre a Terra e o Céu, Francisco Cândido Xavier por André Luiz

07) Nossos Filhos são Espíritos. Hermínio C. Miranda

08) Adolescência e Vida. Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

09) O Sexo; o Amor em nossas vidas. Celso Martins

10) Atualidade do Pensamento Espírita. Divaldo P. Franco por Vianna de Carvalho

11) Entrevista de Hermínio C. Miranda em www.cvdee.org.br . tema: Processo Reencarnatório

Conclusão:

1) Somente o ato violento de retirada do embrião/feto é considerado aborto?

comentários:

-  Não. Embora o aborto provocado seja sempre um ato de violência, ele pode ocorrer gradativamente e sutilmente, através da conduta dos pais - em especial da gestante - e dos sentimentos e emoções que estejam em jogo. Há de se considerar também, a questão do aborto espontâneo, onde, por causas físicas, geralmente cármicas, ou pela desistência do espírito reencarnante, a gravidez não segue adiante.

- O ato violento para a retirada do embrião ou feto não constitui a única maneira de concorrer para a ocorrência de aborto.  Qualquer das partes envolvidas com a gravidez pode vir a praticar ato que venha a implicar em abortamento. Assim, a mãe que leva uma vida desregrada, fazendo desforço físico incompatível com o estado gestacional ou usando de alimentação inconveniente, bebida alcoólica ou produtos tóxicos contribui para a interrupção da gravidez. O pai que venha a causar um estado físico ou emocional na futura mãe prejudicial ao desenvolvimento seguro da gestação também é responsável por um eventual aborto. E, até mesmo, o próprio espírito reencarnante pode vir a provocar o aborto, recuando diante da prova a que teria de se submeter. São casos que tipificam o chamado "aborto inconsciente".

2) Qual a influência do comportamento materno para que a gestação transcorra bem? Por que?

comentário:

- A influência é total. Os espíritos chegam a comparar a gravidez com um fenônemo mediúnico de longa duração, tal o intercâmbio, não apenas  físico, mas principalmente de vibrações, que ocorre entre mãe e filho. Assim, o estado, físico, psíquico, emocional e espiritual da gestante reflete-se diretamente no reencarnante, e vice-versa. Daí a recomendação para a gestante em relação aos cuidados com o corpo e com a mente. Há que estarmos cientes que o espírito reencarnante, mesmo sem posse de sua consciência completa, "absorve" o clima espiritual em que está, sofrendo-lhe os reflexos. As discussões no lar, o uso de drogras - bebida, cigarro, alucinógenos, etc -, os ambiente frequentados, os diálogos mantidos pela gestante, etc. exercem grande influência.

- A mulher, ao se submeter ao estado sublime da gravidez, assume determinados deveres imprescindíveis ao êxito final da empreitada.  Seu  comportamento deve sempre se pautar no sentido de possibilitar ao reencarnante um retorno à vida material dentro da maior normalidade possível.  Deve procurar ter o seu corpo sempre saudável e manter-se equilibrada emocionalmente, pois qualquer perturbação, quer num aspecto, quer noutro, pode trazer sérios prejuízos ou, até, inviabilizar o objetivo final.  Deve ter sempre bons pensamentos e evitar ambientes cuja frequência e sintonia seja de espíritos voltados ao mal.

3) O aborto inconsciente(conforme nos informa André Luiz) tem alguma atenuante? Qual e por que?

comentários:

- Todas as infrações ao código divino têm agravantes e atenuantes. Felizmente, para nós, cada caso é um caso, e não existem generalizações nas consequências de nossos crimes. Assim, embora o aborto provocado, mesmo inconscientemente, seja um crime, há que se considerar a importante questão da _intenção_. Se não há uma intenção clara de se cometer o crime, isto é um atenuante, tanto no aborto, como no homicídio, como no suicídio. Naturalmente, a intenção pode estar a nível inconsciente, e os espírito responderá por isso. O mesmo vale, por exemplo, para muitas mulheres que, através do uso do DIU, sendo informadas que o instrumento não era abortivo (mas é), podem ter cometido inconscientemente um ou mais abortos. A lei divina é muito mais sábia que qualquer de nossos julgamentos limitados.

- Embora aquele que provocou o aborto inconscientemente não possa se eximir de responsabilidade pelo ocorrido, não deve receber o mesmo tratamento devido ao que o provoca intencionalmente.  Se até a lei humana distingue o crime doloso daquele em que o agente não teve a intenção de obter o resultado, a lei divina, muito mais perfeita e justa, não poderia estabelecer de modo diverso.  Aquele que pratica atos incompatíveis com o estado de gravidez, embora sem a intenção manifesta de interrompê-la, demonstra um estado evolutivo ainda atrasado,  de quem não entendeu a importância da oportunidade reencarnatória a um espírito que precisa evoluir.  Rompe, com isso, muitas das vezes, compromissos assumidos ainda no plano espiritual.  Porém, está menos atrasado em sua marcha evolutiva do que aquele que pratica o aborto intencionalmente, quase sempre por motivos fúteis.  A responsabilidade por seu ato gerará consequência menos penosa.

4) Em termos terrenos, somente o aborto praticado visivelmente é considerado crime. Em termos espirituais, há diferença entre o aborto praticado e o aborto inconsciente?

comentários:

Como dito acima, em termos espirituais temos muitos outros fatores a considerar. Citemos algum exemplos para ilustrar:

- Uso de métodos anticoncepcionais abortivos, quando a mulher ignora o fato;

- Indução ao aborto, por parte de adultos inconscientes, quando no caso de gravidez em adolescentes;

- Manutenção de um estilo de vida incompatível com a gestação, por ignorância;

- Uso de substâncias abortivas, por ignorância;

- Obsessão entre gestante e reencarnante, quando pelo pensamento de ódio mútuo ocorre o aborto;

- Rejeição inconsciente por parte da mãe, depois da concepção;

entre outros...

O que quero mostrar apenas é que não estamos, de forma alguma, aptos a julgar qualquer situação que seja. 

Mesmo que tenhamos passado por situação semelhante (e as estatísticas mostram que muitos do que me leem agora estiveram na posição de pais ou mães que cometeram ou incentivaram o aborto) não podemos julgar ninguém. Que há diferença entre as diversas formas em que o aborto ocorre, há. Mas como cada um reage a estas diferenças, é assunto pessoal.

     Em ambos os casos, os responsáveis denotam estarem atrasados em sua evolução espiritual.  No primeiro caso, revelam-se ainda predispostos à prática de atos delituosos, desde que satisfaçam seus interesses momentâneos;  no segundo, deixam à mostra que não estavam ainda preparados para a sagrada missão, deixando-se levar pelos gozos da vida material.  Os mecanismos de correção a serem adotados deverão, pois, ser adequados a cada situação.

5) Há diferenças no desligamento do reencarnante conforme o tipo de aborto praticado ou inconsciente? Qual?

comentários:

- Sim, há diferenças, mas não regras. Em um aborto provocado, por exemplo, o feto pode estar passando pelo sofrimento devido a uma causa cármica, como narram vários livros. Por outro lado, se houver mérito e intercessão, pode ser retirado do corpinho antes que os instrumentos acabem com ele.

Na outra situação, o aborto inconsciente, o processo de desligamento novamente vai depender das causas. Se era um obsessor reencarnando, e que pelo ódio não sustentou o novo corpo físico, ele passará pela prova, assim como os espíritos de ex-suicidas, por exemplo. Mas se a causa era a mãe, a ajuda espiritual será totalmente diferente. Por exemplo, lembro-me de uma amiga que narrou que, durante um processo de aborto espontâneo, ela pressentiu fortemente a presença dos amigos espirituais fazendo o desligamento do feto.

-     No aborto praticado intencionalmente, a ruptura da ligação fluídica entre o espírito reencarnante e o novo corpo em formação é abrupta, traumática.  Como, nesses casos, o desenvolvimento do novo corpo vinha se processando normalmente, daí a decisão pelo aborto, é necessário o uso de violência para a retirada do embrião ou feto.

Esse procedimento causa um trauma que leva o espírito reencarnante a um estado de perturbação muito maior do que no aborto inconsciente.  Nesse, o desligamento já é previsto, como no caso em estudo, pois se dá natural e gradativamente, possibilitando, inclusive, a ação das equipes de socorro do plano espiritual.

6) Como encarar a obsessão na gestante?

comentários:

- Como toda obsessão. Ambos, obsessor e obsidiado necessitam de muito auxilio, de prece, de agua fluidificada, de passes. A mãe deve ser convidada a frequência aos ambiente salutares, a leituras tranquilas, a conversar o mais docemente possível com o feto. A vivência amorosa é o único antídoto realmente eficaz nos casos de obsessão.

-     O estado obsessivo instalado na gestante prejudica sobremaneira o desenvolvimento do processo de gravidez, podendo levá-lo à sua interrupção.  Como estamos vendo no caso em estudo, Cesarina, obsidiada por entidades da sombra, deixou-se levar para uma vida de completo desregramento, dando-se a noitadas em lugares de grande agitação e tumulto e ao consumo de alcoólicos.  Em nenhum momento deixou transparecer afetividade ao novo ser que estava gerando.  A consequência não poderia ser outra que
não o aborto ocorrido.

7) De que forma podemos entender  o ataque à forma física embrionária descrita por André Luiz? Quais as consequências dela? 

Estaria o Espírito  sendo atingido também?

comentários:

- As pequenas formas vampirescas, já descritas por André Luiz no inicio do livro em estudo, se alimentavam da vitalidade presente no interior do útero e no líquido amniótico, como consequência dos vícios mantidos pela gestante e pela ação nefasta dos adversários espirituais. O reencarnante seria tanto mais atingido quanto mais estivesse em sintonia com tal situação. Como a descrição não desce a detalhes, é possível inferirmos que os amigos espirituais tenham preferido o desligamento a permitir que o reencarnante continuasse sofrendo tais ataques.

- Podemos entender o ataque ao embrião descrito no capítulo em estudo como resultado da baixa vibração em que se viu envolvida a futura mãe, face à sua ligação  com espíritos a serviço do mal.  Quando se vivencia vibrações negativas, as células que integram o corpo físico são atingidas por essas vibrações, degenerando-se e causando diversos tipos de doenças.  No caso em estudo, essas vibrações negativas ocasionaram a degeneração que resultou nos "pequeninos monstros" narrados por André Luiz, que  se instalaram no cordão umbilical e se apropriaram da maior parte do alimento destinado ao corpo em formação.  Já estando fluidicamente ligado ao novo corpo que se formava, ainda que tenuemente, o espírito também foi atingido, sendo retirado pelos assistentes espirituais semiconsciente e, provavelmente, bastante fragilizado, ao ser desligado do ventre materno.

Indagação surgida durante o estudo:

a) como então vermos o caso de abortamento terapêutico. Temos o seguinte: O item 359 do LE - "Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?

 - Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe"

Hoje em dia há na medicina avançados meios de se corrigir anomalias, se controlar uma gestação, posto que a medicina já estaria aparelhada para levar a termo qualquer gestação. Como entendermos esse  entendimento à luz da Doutrina Espírita?

Comentário:

Realmente, os avanços da medicina têm permitido um controle maior do processo de gestação, diminuindo em muito os riscos para a mãe em situações que, até algumas décadas atrás, eram fatais. Porém, ainda existem circunstâncias em que a gravidez é considerada de _alto risco_ e que os médicos aconselham o aborto, denominado terapêutico. A chamada "gravidez tubária", processos de risco em relação a pressão sanguínea, alguns tipos de doenças da mãe, etc. são ainda motivo de recomendação da interrupção da gravidez. Ou seja, não é "qualquer" gestação que pode ser levada a termo.

Esta, inclusive, é uma das situações em que o Código penal brasileiro não prevê pena para o aborto (Art 128, I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante).

Muitos espíritas questionam a resposta dos Espíritos, no sentido em que, sabendo que a encarnação começa na fecundação, a expressão "ser que não existe" parece contraditória. Nosso entendimento, apoiado em outros estudiosos do Espiritismo, que é o Espíritos indicam que, na situação de risco, onde há a possibilidade de graves lesões ou mesmo de desencarnação da mãe, o sacrifício - observem o termo usado - da vida incipiente, cujo processo encarnatório está ainda no início - os laços são mais frágeis - é mais recomendado que o sacrifício de ambos (já que com a desencarnação da mãe, o feto também morreria). Além disso, a preservação da mãe pode possibilitar inclusive uma gestação futura sem risco, ou em outros casos em que a gestação realmente é impossível, o casal poderá naturalmente adotar e criar outras crianças, como filhos do coração e não do corpo.

Naturalmente a decisão é difícil. Sabemos de casos em que os médico recomendaram o aborto, a mãe insistiu com a gravidez e a criança nasceu saudável. Mas, pessoalmente, considero isto uma exceção, que não deve ser tomada como regra. Enquanto na Terra, temos a medicina como nossa auxiliar nas decisões, e nossa responsabilidade aumenta quando temos conhecimento dos riscos.

A gestação é um processo sublime para a mulher, e muitas se dispõe a arriscar a própria vida para consegui-la. Não é prudente. Pelas leis de causa e efeito, sabemos que muitas mulheres - e casais - e malbarataram a paternidade/maternidade em encarnações passadas (inclusive através de abortos provocados), podem passar pela prova da infertilidade, ou das dificuldades físicas da gravidez, inclusive com a ocorrência de abortos espontâneos repetidas vezes. Assim, entender, à luz da Doutrina Espírita, à luz do sentimento de justiça e amor, de imortalidade e continuidade, os processo difíceis na atualidade, ajuda-nos a recompor nossa consciência perante as Leis Divinas. O feto que será abortado - no aborto terapêutico - está também passando por uma prova necessária.