terça-feira, 23 de dezembro de 2014

FUGITIVOS DA LUTA MORAL

Walter Barcelos


O suicídio é grande obstáculo ao progresso moral de qualquer espírito. O Espiritismo não condena a criatura que pratica o suicídio: desvenda a condição de fragilidade na fé e o vazio existencial de toda pessoa levada ao suicídio. O material de esclarecimento tem começo com as obras do Codificador, Allan Kardec, muito especialmente a extraordinária obra O CÉU E O INFERNO. Na 2ª parte da obra, Kardec faz belíssimo trabalho, trazendo depoimentos de espíritos suicidas. Cada espírito expõe seu depoimento doloroso, relatando tanto a experiência corpórea quanto aos sofrimentos após a morte. São em número de nove os espíritos que relatam com nudez e clareza seu profundo remorso, as imensas torturas de consciência, o arrependimento doloroso e os esforços que promovem na recuperação dos valores íntimos.
Estudemos mais dois casos muito interessantes em O CÉU E O INFERNO, cap. V: “Suicidas”, Editora LAKE.
1 - O SUICÍDIO POR PAIXÃO AMOROSA (pág. 243)
Louis G. jovem oficial-sapateiro era noivo de Victorine R., ambos eram franceses e estavam prestes a casar, pois as proclamas já estavam sendo publicadas. Certo dia, como já era de costume, Louis fora jantar em casa de Victorine. Estando todos à mesa, sobreveio uma controvérsia entre os noivos, por motivo de alguma futilidade qualquer.
Louis, muito contrariado e aborrecido, deixou a mesa, dizendo não mais voltar.. No outro dia, já arrependido voltou a pedir perdão.
Victorine, amedrontada e prejulgando abriu a porta da casa e recusou-se terminantemente à reconciliação. Muitos dias se passaram sem que cedesse à rogativa de perdão por parte de Louis. Não desanimando de seu intento amoroso, foi ele tentar mais uma vez a reconciliação, como é rotineiro entre os noivos. Chegando à casa da moça, bateu na porta de forma que fosse reconhecido, mas esta permaneceu fechada. Recusaram abrir-lhe.
Desesperado, ele gritou, pediu perdão em voz alta; chamava pela noiva e nada: ninguém lhe atendia. Desanimado depois de muitos protestos e sentidas rogativas, disse:
“Adeus, pois, cruel! - exclamou o pobre moço.
“Adeus para sempre. Trate de procurar um marido que te estime tanto como eu.” Logo em seguida, ouviram um gemido abafado, um baque como de um corpo escorregando pela porta.
Decorrido determinado tempo, um senhor, passando por ali, viu um corpo estendido na soleira da porta. Victorine, abrindo então a porta, reconhece estendido sobre o lajedo, pálido, inanimado, o noivo. Apressaram-se a socorrê-lo, mas para logo se percebeu que tudo seria inútil, visto que ele cometera suicídio, cravando uma faca no peito... Aqui acaba melancolicamente o romance frustrado dos jovens franceses.
O espírito Louis G. foi evocado por Kardec para enriquecer seus aprofundados estudos.
Pouco recuperado do gesto tresloucado, afirma o jovem:
1 - “Victorine era uma ingrata e eu fiz mal em suicidar-me por ela. Era somente paixão, pois, se fosse amor puro, eu me teria poupado de lhe causar um desgosto.”
2 - “Não fui à sua casa com a intenção de me matar. Foi somente à vista de sua obstinação que perdi a razão e cometi o suicídio.”
3 - “Fiz mal, deveria resignar- me... Fui fraco e sofro as conseqüências da minha fraqueza.”
4 - “A paixão cega o homem, ao ponto de obrigá-lo a praticar loucuras.” Que os jovens e as pessoas mais amadurecidas não se deixem levar pela paixão, quando nos fracassos e frustrações do namoro e do casamento. É aí que devemos demonstrar o valor maior de nossa fé em Deus, em Jesus Cristo e em nós mesmos.
5 - “Fiz mal em abreviar a vida. Não deveria fazê-lo. Era preferível tudo suportar a morrer antes do tempo.” Em espírito, liberto da matéria, o jovem Louis G. percebe o mundo de sombras que criou para si mesmo e julga que deveria suportar com humildade os fracassos da vida humana.
6 - “Sou, portanto, infeliz. Sofro e é sempre ela que me faz sofrer, a ingrata. Aparece-me sempre à sua porta...”
Quanto a responsabilidade da jovem Victorine, no triste episódio, respondeu o espírito São Luís:
- “A moça tem responsabilidade no ato tresloucado de Louis, porque não o amava verdadeiramente. Ela procurava uma ocasião de descartar-se e assim o fez em começo de ligação (noivado), o que viria a fazer mais tarde”. A jovem Victorine, em verdade, não tinha real interesse em desposar Louis G.; esperava o momento oportuno para acabar com o noivado. E a oportunidade surgiu numa discussão em um jantar na sua casa. Mas os laços afetivos entre Victorine e Louis G. já estavam profundamente ligados de consciência e coração perante as Leis Divinas.
2° - “Neste caso, a sua responsabilidade decorre de haver alimentado sentimentos dos quais não participam o moço?. - R. Sim.”
O Espiritismo evangélico nos recomenda não brincarmos com os sentimentos alheios, fingindo amar, fingindo apaixonar-nos, fingindo gostar. Estaremos pois, na verdade, enganando a nós mesmos.
- “E o suicídio de Louis tem desculpa pelo desvario que lhe acarretou a obstinação de Victorine? - R. Sim, pois o suicídio oriundo do amor é menos criminoso aos olhos de Deus, de que o suicídio de quem procura libertar-se da vida por motivos de covardia.”
Por este caso amoroso de casal de noivos, observamos as implicações das almas, ligando-se pelos sentimentos apaixonados, provocando mudanças drásticas no destino de cada um deles. Embora a responsabilidade de Louis seja atenuada devido à ingenuidade de seu ato, é óbvio que não deixará por isso de passar pelos lances mais tristes, dolorosos e sombrios das experiências de suicida. Tenhamos neste caso uma grande lição para todos jovens ou adultos, a fim de que não se entreguem às forças obscuras das paixões amorosas.
Cuidemos melhor de nós mesmos, cultivando a fé, a oração e a leitura evangelizada e melhorando nossos sentimentos.
2- VÍTIMA DE ESPÍRITO OBSESSOR VINGATIVO
(PÃO. 254)
Antoine Bell era o caixa de uma casa bancária no Canadá. Suicidou-se em 28 de fevereiro de 1865. Era um homem pacato e chefe de numerosa família. Aos vinte anos, passou a imaginar ter comprado um tóxico do qual se serviu para envenenar alguém.
Esta idéia obsessiva perseguia-o por toda parte, ao ponto de lhe tirar o sono, a paz e o sossego de viver. A família muito sofria com o seu estado de constantes alucinações terríveis. Não suportando tal terremoto de emoções e idéias tenebrosas, veio a cometer suicídio. Evocado, passa a narrar suas experiências, confessa as causas de seus sofrimentos; relata sua encarnação anterior: vivia ele numa cidade banhada pelo Mediterrâneo e enamorou-se de uma bela moça que lhe correspondia às emoções. Por ser pobre, foi repelido pela família da namorada. A mulher amada disse-lhe que se casaria com o filho de rico negociante, cujos negócios atravessavam para além de dois mares. Louco de dor, pela irremediável perda da eleita de seu coração, resolveu acabar com a própria vida, não sem antes assassinar por envenenamento, na véspera do casamento, o detestado rival, por ciúme feroz, saciando o seu forte desejo de vingança. Com a idéia de aproveitar-se do crime já cometido, a esperança de recobrar a jovem por quem se apaixonara, renasceu em seu coração e acabou por não realizar o projeto do suicídio. De seu depoimento selecionamos:
1 - “Tinha em mim, como que vaga intuição da minha inata fraqueza, bem como da culpa anterior, cuja lembrança, em estado latente, conservava.” O gritante remorso do crime cometido em vida passada permanecia vivo na sua imaginação, na sua vida mental, em seu inconsciente.
2 - “Mas um espírito obsessor e vingativo, que não era outro senão o pai da minha vítima, facilmente se apoderou de mim e fez reviver no meu coração, como em mágico espelho, as lembranças do passado”.
Notemos o que é o destino em cada espírito.
Quem mais guardou ódio no coração foi o pai do moço assassinado por Antoli Bell, em vida pretérita, na França, e se tornou na atual encarnação seu obstinado obsessor. Com nossas ações, plantamos as sementes do destino.
3 - “Fascinado por esse demônio obsessor, deixei-me arrastar para o suicídio”. Foi levado ao suicídio pelo obsessor (o pai), que conservava muito ódio, por ter criado a infelicidade de seu filho, justamente na véspera de seu casamento.
4 - “Sou muito culpado realmente, porém, menos do que se deliberasse por mim mesmo”.
5 - “Os suicidas da minha categoria, incapazes por sua fraqueza de resistir aos obsessores, são menos culpados e menos punidos do que aqueles que abandonam a vida por efeito exclusivo da própria vontade”.
6 - “... orai por mim, para que adquira a energia, a força necessária para não ceder à prova do suicídio voluntário, prova a que serei submetido - dizem-me - na próxima encarnação”. A maior tentação, o maior problema, a maior dificuldade do suicida será enfrentar a forte tentação de repetir o suicídio na próxima encarnação.
Solicita o socorro e ajuda das preces dos encarnados, a fim de fortalecer-se para vencer na dura experiência.
7 - “O arrependimento, bem o sabeis, é apenas preliminar indispensável à reabilitação, mas não é suficiente para libertar o culpado de todas as penas.
Deus não se contenta com promessas, sendo preciso a prova por atos, do retorno ao bom caminho”. (Guia do médium).
O arrependimento é a retomada do destino; o espírito reconsidera seus atos, seus crimes, as conseqüências desastrosas de seus desatinos para si mesmo e traça planos sérios de trabalho, a começar dentro de si mesmo, para reparar suas faltas e vencer-se em futura encarnação, reconstruindo o seu destino para


 “INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

FUGITIVOS DA LUTA MORAL

O suicídio é grande obstáculo ao progresso moral de qualquer espírito. O Espiritismo não

condena a criatura que pratica o suicídio: desvenda a condição de fragilidade na fé e o vazio
existencial de toda pessoa levada ao suicídio. O material de esclarecimento tem começo
com as obras do Codificador, Alian Kardec, muito especialmente a extraordinária obra O CÉU
E O INFERNO. Na 2ª parte da obra, Kardec faz belíssimo trabalho, trazendo de poimentos de
espíritos suicidas. Cada espírito expõe seu depoimento doloroso, relatando tanto a experiência
corpórea quanto aos sofrimentos após a morte. São em número de nove os espíritos que
relatam com nudez e clareza seu profundo remorso, as imensas torturas de consciência, o arrependimento doloroso e os esforços que promovem na recuperação dos valores íntimos.
Estudemos mais dois casos muito interessantes em O CÉU E O INFERNO, cap. V: “Suicidas”,

Editora LAKE.

EMMANUEL E A CIÊNCIA DO ESPÍRITO




Ora, no altar da coragem, contemplando as estrelas que fulguram, além da
sombra... Todo nevoeiro chega e passa. Em breves horas, raiará outro dia.
E as migalhas do bem que tiveres semeado ser-te-ão farta e sublime colheita
de luz...
Não te encarceres nas impressões de ontem e nem te amedrontes à

frente do amanhã. Hoje é nosso dia de começar.

CONDUTA MEDIÚNICA

(1ª Parte)




Existem muitos médiuns que acham que é só dentro do Centro Espírita que eles exercem a sua mediunidade. Grande engano, meus Irmãos! Somos médiuns durante as 24 horas do dia.
Os Espíritos sofredores são muitos. Somos assediados a todo momento por eles: em casa, no trabalho, na rua, Muitas vezes, com uma simples oração, mentalmente, poderemos aliviar-lhes o coração. O médium é um farol no meio de uma noite dentro do oceano. E é por essa luz, que muitas vezes, os sofredores são atraídos. Daí a importância do medianeiro estar sempre atento e vigilante. Lembram—se do “orai e vigiai” que tanto nos ensinou?
Vocês sabiam que o Plano Maior, em certos casos, autorizam as Entidades que foram doutrinadas nos trabalhos práticos dentro do Centro Espírita, a acompanharem os médiuns e, ficarem com eles por um determinado tempo, para observarem e verificarem se tudo aquilo que falam dentro do Centro, eles realmente praticam no seu dia-a-dia?
Portanto, é muito importante que busquemos, a todo instante, o nosso aprimoramento moral e o nosso estudo constante.
Aquele que não deseja educar-se, não serve para servir. E a Doutrina Espírita é bem clara nesse aspecto: “ESPÍRITAS AMÁI-VOS, EÍS O PRIMEIRO MANDAMENTO E INSTRUÍ-VOS, EIS O SEGUNDO”. E, aqui, meus queridos Irmãos eu apresento um trabalho, no qual meu maior mérito é a sua organização, de onde extraí textos de livros dos mais diversos autores, com a intenção de incentivar os Espiritas-Cristãos a continuarem a estudar a mediunidade e, para que possamos melhor servir ao Plano Espiritual.
Conquistando a mansuetude
“Se estamos reencarnados no planeta Terra, é porque ainda temos muitos débitos, muitas correções a serem feitas em nosso interior e com as pessoas que nos rodeiam.
Para isto, há necessidade de muito esforço próprio e a vontade consciente para o crescimento espiritual.
Quanto mais vamos subindo nesta escalada de aprimoramento moral, parece que “provas” são colocadas em nosso caminho para ver se realmente aprendemos a lição. Muitas vezes somos “tentados” para ver se queremos realmente seguir esta vereda.
Nascemos em família, onde muitas vezes, temos problemas de relacionamento com determinadas pessoas. Em nosso ambiente de trabalho, há um clima de competição com a pura intenção de aumentar a produção da empresa. Na rua, estamos sujeitos aos imprevistos do transito tumultuado e violento.
E, muitas vezes, nós entramos em sintonia com essas vibração e ficamos totalmente desequilibrados, tendo, a partir daí, um comportamento nada condizente com tudo aquilo que estudamos, e que foi pregado pelo Cristo.
Geralmente reclamamos que as pessoas não nos entendem por mais benfeitorias que fazemos, mais reclamam que somos maltratados. Pois aí vai uma palavra de incentivo: pois fiquem sabendo que o Cristo colocou em nosso caminho, para que possamos assimilá-las a viverem em harmonia.
Para que possamos demonstrar por prática, em só na palavra, tudo aquilo que ele nos ensinou. Não critiquem, não culpem, não revidem, incentivem, perdoem, resignem-se, sejam humildes e Caridosos!
Demonstrem como gostariam que fossem tratados. “Rendam graças a Deus, auxiliando o próximo.
Cooperando de boa-vontade com os outros, estaremos servindo a Deus.
Quando alguém lhe desferir alguma injúria, uma ofensa ou um ato de desamor, reze por ela. Imagine—a envolta em uma luz azulada, com os Anjos Celestiais em sua volta, a sensibilizando e a intuindo para a prática de atos de Amor e Solidariedade.
E daí veremos, através desta prática constante, que uma Paz interior irá brotar dentro de nós. Sentiremos muito mais leves e, com certeza, de que estaremos conquistando a nossa mansuetude.”
O médium deve sempre perdoar
“A mediunidade tem muitas glórias, mas não as glórias que o mundo costuma oferecer.
O íntimo contentamento que provém dela, é o de podermos ser caridosos sem que os outros saibam de nossa utilidade, procurando perdoar os irmãos sem vislumbres de humilhação.
Adverte-nos o bom senso de que o silencio é o melhor ambiente para o esquecimento do mal.
O médium que for vítima da maledicência não deve remoer ressentimentos, para não entrar na faixa do perseguidor.
Quando oprimido e perseguido, deve procurar no Evangelho algo de bom, como nos exemplos: “Quando alguém bater em tua face, oferece—lhe também a outra.
Quando o médium for ferido em sua sensibilidade, deve preparar—se novamente para outras etapas, pois quando estas vierem, já estará firme para o esquecimento de todas as ofensas - Eis ai o perdão que liberta todas as tentações das trevas. Não devemos perder a fé, porque a confiança nos poderes de Deus nos torna maiores diante de todas as investidas do mal e nos fortalece para que consigamos. sempre. livrarmo-nos das emboscadas daqueles que odeiam a Luz" “Nas edificações espirituais ligadas a área mediúnica, alguns requisitos são exigidos:
— disciplina e confiança em Deus;
— constância na execução das tarefas;
— aquisição contínua de novos conhecimentos.
Esforço demanda tempo, realização não se improvisa.
O obreiro da mediunidade não deve almejar realização superiores de um dia para outro, nem fenômenos que vislumbrem e encantem.
É fundamental educar a alma, corrigir a mente, para que o coração se esclareça.“
Passividade Em “DIVERSIDADE DE CARISMAS”,
Herminio C. Miranda nos relata que existem Centros Espíritas que impõem um rígido padrão de comportamento mediúnico, e muitas vezes, “regras” inibidoras: o médium tem que ficar imóvel, olhos fechados, mãos juntas e abandonadas sobre a mesa, manter o tom de voz sereno (sem elevação, nenhuma forma de movimentação do corpo, dos membros e da cabeça. Hermínio C. Miranda acha que deve haver uma certa naturalidade e espontaneidade na manifestação, afinal, o médium não é nenhum robô, que filtra sentimentos e emoções da Entidade comunicante.. E nos relata ainda: E, permitindo que o Espírito manifestante pudesse expressar-se convenientemente, dizer enfim ao que veio e expor sua situação a fim de que pudesse ser atendido ou, pelo menos, compreendido nos seus propósitos.. Se ele vinha indignado por alguma razão e isto é quase que a norma em trabalhos dessa natureza - como obrigá-lo a falar serenamente, com voz educada, em tom frio e controlado? Somos nós, encarnados, capazes de tal proeza? Não elevamos a voz e mudamos o tom nos momentos de irritação e paciência? Como exigir procedimento diferente do manifestante e do médium? Afinal de contas, se a manifestação ficar contida na rigidez de tais parâmetros, acaba inibida e se torna inexpressiva, quando não inautêntica de tão deformada. Em tais situações é como se o médium ficasse na posição de mero assistente de uma cena de exaltação e a descrevesse friamente, em voz monótona e emocionalmente distante dos problemas que lhe são trazidos. É preciso considerar, no entanto, que ali está uma pessoa angustiada por pressões intimas das mais graves e aflitivas, muitas vezes em real estado de desespero, que vem em busca de socorro para seus problemas, ainda que não o admita conscienternente. Não é uma vaga e despersonalizada Entidade, urna abstração mas um Espírito que se manifesta. É um Ser humano vivo, sofrido, desarvorado, que está precisando falar com alguém que o ouça, que sinta seu problema pessoal, que o ajude a sair da crise, por alguns momentos, o abrigo de um coração fraterno, O médium frio e com todos os freios aplicados, tal manifestação não consegue transmitir a angústia que vai naquela alma. É um bloco de gelo através do qual não circulam as emoções do manifestante, a pungência de seu apelo, a ânsia que ele experimenta em busca de amor e compreensão. Nenhum problema é maior, - naquele instante, para o manifestante do que o seu, nenhuma dor mais aguda do que a sua.
A manifestação deve realmente ser disciplinada sem grandes ruídos, sem palavras descontroladas e de baixo calão, mas deve, além de tudo, ser feita com naturalidade e espontaneidade, dando oportunidade para a Entidade manifestar o seu lado psicológico e emocional.
Teoria e prática
“Tanto os livros da Codificação Espírita, como os demais autores responsáveis, insistem em algumas constantes que não podem ser desantendidas, sem grave prejuízo para o trabalho mediúnico que se programa: a primeira delas é o estudo teórico constante das questões pertinentes, em paralelo, com experimentação.
Em seu livro “The Univerty of Spiritualism”, Harry Boddington, é incisivo neste ponto ao escrever: “Tais considerações demonstram a insensatez de tentar, primeiro, desenvolver a mediunidade e, depois estudar o ABC do assunto ( - )- A recusa do estudo prévio do assunto nasce da tola noção de que a mente muito cultivada é um empecilho à manifestação dos Espíritos Essa gente diz candidamente que jamais lê coisa alguma. É esta teimosa ignorância que mantém o baixo conceito do Espiritismo”.
Ressaltando que o livro se destina ao contexto espiritualista inglês e tem mais de 100 anos de publicação é preciso admitir que ele não deixa de ter fortes razões para assim enfatizar este aspecto. Mesmo porque, como assinala mais adiante, o trato com os Espíritos demonstra precisamente o contrário do que pensam os despreparados manipuladores da mediunidade: quanto melhor o cérebro, melhor o instrumento mediúnico.
Isto porque os Espíritos manifestantes trabalham de preferência com o material armazenado no inconsciente do médium, ou seja, com os recursos que ele possui e que coloca à disposição do manifestante. Quanto melhor a qualidade e a variedade dos conhecimentos do médium, mais fácil e de melhor nível serão as comunicações.
O que leva a complicação e até obsessões graves é entregar-se cegamente à experimentação sem apoio, sem orientações e sem estudo.
Muitos afirmam, orgulhosamente, que não precisam estudar porque aprendem com os próprios Espíritos. Não é bem assim. Sem dúvida, o prolongado e disciplinado intercâmbio com os Espíritos de mais elevada condição evolutiva, como no caso do nosso querido Chico Xavier, contribui de maneira ponderável para o aprimoramento moral e intelectual do médium responsável mas são os Espíritos os primeiros e mais insistentes em recomendar ao médium que leia, estude, observe, medite, pergunte a quem saiba, permaneça vigilante e ore com frequência para manter o que amigos nossos costumam chamar de teto espiritual.“
Disciplina e responsabilidade
“O principal obstáculo na fase inicial do treinamento está na ânsia prematura de obter mensagens reveladoras antes de um claro entendimento do processo e de suas dificuldades. Há tarefas no aprendizado que competem nitidamente ao médium realizar e ele não deve sobrecarregar os Espíritos manifestantes, seus Mentores ou Guias com obrigações e esforços de sua responsabilidade pessoal; mesmo porque em geral os primeiros Espíritos que se aproximam de um médium iniciante são os de mais baixa condição, como assinalou os textos confiáveis de Kardec e de seus continuadores.
O médium é que terá de esforçar-se por adotar uma disciplina pessoal que possibilite a aproximação de seus amigos espirituais. (..)
A tarefa do médium é explorar o universo do pensamento. O médium precisa manter desobstruídos os canais psíquicos por onde circulam suas idéias para que por esses mesmos canais e com esse mesmo material psíquico, utilizando-se de sua energia mediúnica, possam os Espíritos igualmente fazer circular suas idéias.
Mediunidade é pois uma transfusão de pensamentos, mesmo quando se trata de energia destinada à produção de efeitos de vez que é o pensamento e a vontade dos Espíritos que as direcionam.
Por outro lado, o médium é um Ser que franqueou o acesso da sua intimidade aos seres invisíveis desencarnados. Se ele adota atitudes de descaso, indiferença e preguiça, estará chamando para sua convivência Espíritos semelhantes.
A mediunidade é um instrumento de trabalho, não para uso e gozo pessoal, mas para servir.
(...)
A mediunidade é uma responsabilidade, um compromisso, uma tarefa a realizar. Longe de ser um ônus insuportável, é um privilégio concedido para servir ao próximo e, consequentemente, importante fator de aceleramento do nosso próprio ritmo evolutivo.”
(segue)

Rubens Santini

INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

bênção de servir - blessing to serve

"Deus nos concede a todos a bênção de servir." (Emmanuel)
"God gives us all the blessing to serve." (Emmanuel)

Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados - Blessed are those who mourn, for they shall be comforted

Grupo Espíritas
As aflições na terra são os remédios da alma; elas salvam para o futuro, como uma operação cirúrgica dolorosa salva a vida de um doente e lhe devolve a saúde. É por isso que o Cristo disse:" Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados". (Allan Kardec, "Revista Espírita", 01/1862)
The afflictions on earth are the remedies of the soul; they save for the future, as a painful surgical operation saves the life of a patient and gives him back his health. That is why Christ said, "Blessed are those who mourn, for they shall be comforted." (Allan Kardec, "Spiritist Magazine", 01/1862)

domingo, 21 de dezembro de 2014

atitudes capazes de nos trazer felicidade - attitudes able to bring us happiness


"Há cinco atitudes capazes de nos trazer felicidade: Perdoar sempre, fazer todo o bem possível, ser fiel à verdade, cultivar a prece e caminhar servindo sempre." (Scheilla)



"Five attitudes able to bring us happiness: Forgive always, do all the good possible, be faithful to the truth, cultivate the prayer and walk always serving." (Scheilla)

influência sobre a alma - influence on the soul

A Música exerce salutar influência sobre a alma e a alma que a concebe também exerce influência sobre a Música. A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las.
(Obras Póstumas) Allan Kardec 

Music exerts salutary influence on the soul and the soul that conceives also influences the music. The virtuous soul, which nourishes the passion of the good, the beautiful, the great harmony and that they will produce masterpieces able to penetrate the most hardened souls and touched them.
(Posthumous Works) Allan Kardec

As leis de Deus - The laws of God


"As leis de Deus devem ser obedecidas, porque são elas que sustentam toda a criação, no ritmo de luz a bailar no Cosmo da vida infinita." (Miramez, do Livro Saúde)



"The laws of God must be obeyed, because they are what sustain all creation, the rhythm of light to dance in the cosmos of endless life." (Miramez, Health Book)

Algo virá - something will come

"Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma cousa doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites." (Emmanuel)
Do livro Coragem. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.



"Pray and ask. Then watch. Something will come by someone or through any thing giving you, in essence, the information or warnings that solicites." (Emmanuel)
Courage book. Psychographics of Francisco Cândido Xavier.

sábado, 20 de dezembro de 2014

as criaturas gozam o tempo - creatures enjoy the time

"Todas as criaturas gozam o tempo – raras aproveitam-no." ((Do livro “Coletânea do Além”, Francisco C. Xavier – Autores Diversos - André Luiz)

"All creatures enjoy the time - rare enjoying it." ((From the book "Collection Beyond", Francisco C. Xavier - Various Authors - André Luiz)

impossíveis aos homens - impossible with men

"As coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus." (JESUS)



"The things which are impossible with men are possible with God." (JESUS)

A arte de ouvir - The art of listening

"A arte de ouvir é também a ciência de ajudar." (Joanna de Ângelis)



"The art of listening is also the science to help." (Joanna de Angelis)

o árbitro constante - the constant referee

O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente.
Allan Kardec 

Man is so constant arbiter of his own fate. It can relieve his torture or extend it indefinitely.
Allan Kardec

aquilo que pode levar - what might take

"O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo." (Evangelho Segundo o Espiritismo- I – A Verdadeira Propriedade
PASCAL
Genebra, 1860)



"The man does not have as its only that which can take from this world." (Gospel According to Espiritismo- I - The Real Property
PASCAL
Geneva, 1860)

será salvo - will be saved


"...aquele que perseverar até o fim será salvo." (Jesus - Jo, 5:8)



"... he that endureth to the end shall be saved." (Jesus - Jn 5: 8)

aprendem a ver. - learn to see.


"Os olhos que nunca choraram raramente aprendem a ver." (Meimei)


"The eye that never cried rarely learn to do." (Meimei)

SE PISAM NO MEU CALO!...

Gebaldo José de Sousa

É comum ouvirmos, em tom de ameaça, a expressão: “Sou muito bom, mas, se pisam no meu calo!...”, dita jactanciosamente, como se fosse qualidade a preservar, e de que se orgulha o autor, sempre com os brios à flor da pele.
Contudo, à luz do Evangelho, devíamos nos envergonhar de emiti-la, e de, por dá cá aquela palha, praticar a violência que expressa, eis que revela desequilíbrio e o orgulho que nos cumpre erradicar de nossas almas enfermas.
Quando o sangue nos ferve, por qualquer ofensa ao orgulho ferido e nos sentimos impelidos ao ódio e ao revide, sem medir conseqüências, é sintoma de grave enfermidade espiritual, sobretudo pela sutileza com que se disfarça aos nossos olhos, figurando com aparência de virtude a preservar.
Se somos daqueles que andamos armados, então a situação é gravíssima! É o caso de urgente internação, para tratamento mental, a bem nosso e da comunidade.
“O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta”, afirma-nos, sabiamente, Emmanuel.
Linhas à frente, indica-nos o mesmo Espírito: “(...) esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens. (...)
É (...) à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão.”
Ora, se o filho é considerado ‘lepra’ e “é o causador de todas as misérias” humanas, o que não será o indigitado pai, o orgulho... que nos leva a nos julgar superiores aos demais.
É fonte da maioria dos males que nos atribulam a vida.
Para eliminá-lo e adquirir humildade, é indispensável erradicarmos do coração essa lepra. Pois ela é o único antídoto que o destrói, à semelhança da luz, que silenciosa e suavemente afasta a treva.
O Espírito Lacordaire, incisivo, assinala:
“A Humildade é virtude muito esquecida entre vós. (...) Sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo?... este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se deve auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do Vosso corpo. (...)
O orgulho é o terrível adversário da humildade.
(...) Não é teu igual o infeliz que passa fome?
(...) lembra-te que a morte não te poupará, como a nenhum homem.
À vista de tantas admoestações para tão grave falta (o orgulho), cumpre-nos identificar, em nós, aquilo que a alimenta e a indiferença que a perpetua, para atacar, prontamente, esse mal:
“As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:
a) Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;
b) Reage explosivamente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
c) Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
d) Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
 e) Menospreza as idéias do próximo;
f) Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
g) Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
h) Acha que todos os seus circunstantes (familiares e amigos devem girar em torno de si;
i) Não admite-se humilhar diante de ninguém, achando essa atitude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
j) Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.”
Não falta clareza e sinceridade nas orientações espirituais. Eis o que diz o Espírito Adolfo, bispo de Argel, sem meias palavras:
“Homens, por que vos queixais das calamidades que vós mesmos amontoastes sobre as vossas cabeças? (...) Generaliza-se o mal-estar. A quem inculpar, senão a vós que incessantemente procurais esmagar-vos uns aos outros? Não podeis ser felizes, sem mútua benevolência; mas, como pode a benevolência coexistir com o orgulho? O orgulho, eis a fonte de todos os vossos males.
Com energia inusitada e franqueza quase rude, no estilo “sim, sim; não, não” — ainda mais por integrar o capítulo “BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS E PACIFICOS” — a Entidade Lázaro previne-nos, ainda em 1863, ano distante dos tempos apocalípticos ora vividos: “Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento!
Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida.'
Quantos poderosos já mandaram na Terra de forma absoluta, ao longo da história humana? Onde estão eles, apesar de toda a pompa de que se cercaram?
Jesus, contudo, chegou humildemente, numa manjedoura, entre pastores e animais, sem uma pedra onde repousar a cabeça, e nos trouxe mensagem de Amor e Paz.
Os primeiros vieram precedidos de armas, lutas e muito sangue. Aqueles se impunham pela força, pela violência, pela esperteza.
O Mestre busca conquistar-nos, sem violentar nossas consciências, sem se impor, mas, sim, pela compreensão do Amor, da Fraternidade, da humildade, da mansuetude.
Os reis do mundo buscam o domínio exterior, espalhafatoso, sempre transitório.
Jesus quer nos conceder a posse do reino de Deus e nos vem buscar o coração, conquistando-nos de forma definitiva, convertendo-nos, a pouco e pouco, à compreensão da verdade. Respeita nossas limitações.
Dirige-se aos humildes de coração que não se iludem com o lado externo da vida, que alimentam em seus corações fé sincera em Deus, que Nele confiam, que a Ele se entregam, fazendo sua parte, trabalhando e orando, agradecendo-lhe por tudo.
Aos orgulhosos, deixa a pesquisa dos segredos da Terra. “E revela os do céu aos simples e aos humildes que diante d’Ele se prostram.”
Silenciosa e imperceptivelmente, Ele trabalha nossos corações e nos transforma lentamente, no ritmo de nossa compreensão e aceitação. Faz-nos viver experiências necessárias às mudanças que devemos realizar em nós mesmos, buscando romper nosso comodismo. Age sem pressa e de forma totalmente anônima, a ponto de muitos negarem Sua existência. Convém-nos, pois, aderir, ainda que tardiamente, ao Seu programa renovador.
O orgulho independe da condição social: há orgulhosos entre poderosos e ricos como os há entre pobres (aparentemente humildes, pois que humilde é a sua condição social); assim como há, entre todos eles, pessoas humildes e submissas aos desígnios de Deus.
Porque as circunstâncias exteriores da vida (posses, posição social, poder, beleza, saúde física, etc.) são passageiras, ilusórias, cumpre-nos despertar para extirpar esse “calo” da alma, que nos mantém, há séculos, na retaguarda.
E ninguém mais o pisará, quando deixar de existir em nossos corações.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. KARDEC, Allan, O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, iiia cd. Rio dc Janeiro: FEB, 1995, 435p. p. 191, Cap. ii, it. 11;
2. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, h cd. Rio dc Janeiro: FEB, 1995. 435p. p. 139, Cap. 7, it. 11;
3. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. 1 tia cd, Rio de Janeiro: FEB, 1995. 435p. p. 143, Cap. 7, ii. 12;
4. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. 11 ia cd, Rio de Janeiro: FEB, 1995. 435p. p. 165, Cap. 9, it. 8;
5. PERES, Ney Prieto, MANUAL PRÁTICO DO ESPÍRITA. 8 cd. São Paulo: PENSAMENTO,1993. 326p. p. 78.



INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

algemas do mal. - evil handcuffs.


Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal.
 Emmanuel, Francisco Cândido Xavier, Mediunidade e Sintonia – CEU

Examine your desires and watch one's thoughts, because where situares heart there life await you on the wings of the good or the evil handcuffs.
Emmanuel, Francisco Candido Xavier, Mediumship and Tuning - CEU

ainda não te pode dar - still can not give you


Cada pessoa com a qual entres em contato é uma pagina do livro que estás escrevendo com a própria vida.
Não exijas de alguém aquilo que esse alguém ainda não te pode dar.
GOTAS  DE  PAZ
Emmanuel, Francisco Cândido Xavier, Mediunidade e Sintonia – CEU

Each person you come under contact is a page of the book you're writing with his life.
Not exijas someone what that person still can not give you.
DROPS OF PEACE
Emmanuel, Francisco Candido Xavier, Mediumship and Tuning - CEU