quinta-feira, 30 de julho de 2015

 NOSSO LAR 01-012

Síntese: O capítulo trata da visita de André Luiz, juntamente com Alexandre, a uma instituição no plano espiritual onde são planejadas as reencarnações. A visita é feita após uma solicitação para que Alexandre auxiliasse no processo reencarnatório de Segismundo. Durante a visita, André Luiz toma contato com alguns aspectos relativos a reencarnação (e suas implicações) e toma contato com a situação de 4 espíritos, com experiências diferentes, que devem reencarnar em breve.

O caso Segismundo

    - Segismundo deve reencarnar, num processo de resgate de faltas passadas, mas está encontrando a resistência do futuro pai, Adelino. O caso será analisado com detalhes no Cap. 13.

Comentários de Alexandre

    - Grande percentagem de reencarnações se processa em moldes padronizados, no campo das manifestações puramente evolutivas. Outra percentagem obedece a programação mais complexa, num processo mais individual.

    - No segundo caso, se enquadram os trabalhadores e missionários. Trabalhadores são aqueles que apresentam maior soma de qualidades superiores, embora ainda possuam débitos a ressarcir. Estes podem influenciar de alguma forma o processo reencarnatório, embora tais alterações nem sempre sejam agradáveis.

    - A reencarnação é o meio, a educação divina é o fim. Temos necessidade da luta que corrige, renova, restaura e aperfeiçoa.

    - O serviços de planejamento reencarnatório, na colônia espiritual, têm, portanto esta finalidade regulamentadora.

O Instituto de planejamento das reencarnações

    - Grande movimentação de espíritos, tanto os que vão reencarnar, quanto os que estão intercedendo por outros.

    - Planos adequados são estabelecidos de acordo com o serviço a ser desempenhado e o grau de adiantamento do reencarnante.

    - A hereditariedade fisiológica funciona em todos os seres, mas sofre a influência dos que alcançam qualidades superiores ao ambiente geral. Forças mais elevadas podem imprimir modificações ao material genético.

    - Todas as colônias de expressão elevadas mantém serviços semelhantes.

    - O auxílio aos espíritos reencarnantes se traduz de duas formas: através de intercessão superior - se o reencarnante possui a razão esclarecida - ou através dos espíritos encarregados do trabalho reencarnacionista na Crosta - no caso do reencarnante em esforço puramente evolutivo.

    - Dois modelos, a semelhança de estátuas, um masculino e outro feminino, revelavam detalhes da fisiologia do corpo físico e são observados com admiração, por André Luiz.
   
Os reencarnantes

    a) Espírito iria reencarnar, após 15 anos de atividades de auxílio no plano espiritual, com objetivos de reparar erros passados. Estava um tanto hesitante, com receio de contrair novos débitos, devido ao esquecimento do passado. Acatou a sugestão de trazer um defeito físico na perna, a fim de se defender das tentações de natureza inferior, como antídoto à vaidade. Tem possibilidade de viver até 70 anos, pelo menos.

    b) Anacleta vai reencarnar após 40 anos de trabalho em favor de espíritos familiares que estão em desequilíbrio. Pretende recebe-los como filhos, dois na condição de paralisia, outro com debilidade mental, e uma filha, também com problemas, mas que deverá auxilia-la na velhice do corpo. Repara o erro de outra encarnação, quando permitiu, como mãe, através da falta de disciplina e do excesso de mimo, que seus filhos não conseguissem enfrentar as lutas da vida.

    c) Outra entidade que deve reencarnar, pede que haja interferência na formação das glândulas endócrinas, a fim de que o corpo não se apresente harmônico fisicamente, uma vez a beleza física poderia dificultar as tarefas que ela devia desempenhar.

    d) André Luiz ainda analisa a situação de um espírito que deve reencarnar com a possibilidade de surgimento de uma úlcera logo que chegue a maioridade. Através deste processo, poderá resgatar um crime cometido há mais de cem anos antes, quando assassinou um homem a facadas. A vítima tornou-se seu obsessor e provocou gradativamente sua desencarnação. Após sofrer no plano espiritual, reergueu-se moralmente e obteve várias intercessões. No entanto, pela lei de ação e reação, o crime ainda permanece em aberto, e a reencarnação dolorosa servirá de pena e reparação.

Os completistas

    O termo é usado no capítulo como título para aqueles espíritos que conseguem aproveitar integralmente todas as oportunidades oferecidas pela reencarnação. A situação é rara, uma vez que a grande maioria perde inúmeras possibilidades e desgasta sobremaneira o corpo físico. O completista tem a possibilidade de escolher livremente o corpo da futura reencarnação, optando quase sempre por medidas que diminuam seu magnetismo pessoal, embora se preocupem com a saúde do corpo físico.

Referências sobre o tema:

    O Livro dos Espíritos - qts 132, 166 a 171, 334 a 342

    O Evangelho sgdo o Espitisimo - cap. IV - it 25 e 36

    O Céu e o Inferno - Cap. V

    A Gênese - cap. XI - it 33 e 34

1) De forma geral, conseguimos atender às finalidades de nossa encarnação atual? Por que?

2) O que Alexandre quer dizer, ao afirmar que grande parte das reencarnações se dão em moldes padronizados, atendendo puramente a manifestações evolutivas?

3) Quais os principais objetivos da reencarnação?

4) Por que nem todos os espíritos tem liberdade de influenciar no próprio processo reencarnatório?

5) Apresentado em sua primeira versão nos últimos dias, o mapa genético conseguirá explicar todas as ocorrências com o ser humano? Qual a influência da hereditariedade no processo reencarnatório?

6) Em que consiste a chamada "intercessão espiritual"?

7) Por que a condição de completista é tão rara?

8) Por que a maioria dos espíritos que tem liberdade de influencia no processo reencarnatorio, opta por dificuldades na encarnação?

9) De que forma o esquecimento do passado nos beneficia durante a vida física?

Conclusão:

1) De forma geral, conseguimos atender às finalidades de nossa encarnação atual? Por que?

-  Conforme os Espíritos Superiores nos ensinam, fomos criados simples e ignorantes e nos instruímos na vida corporal.  Esse é o fim da encarnação dos espíritos: progredir sempre, tal é a lei, como está no túmulo de Kardec. Assim, ainda que com erros e acertos, na maior parte dos casos, o espírito sempre progride, o mínimo que seja, numa encarnação.  Melhora um pouco em um aspecto, adquire uma perfeição, se despoja de uma imperfeição, mas sempre procurando a evolução.  É certo que em alguns casos o espírito desperdiça a oportunidade reencarnatória, deixando de evoluir, estacionando.  Mas, na maioria das vezes, pode-se dizer que, quer adquirindo uma perfeição, quer se despojando de uma imperfeição, quer expiando uma falta, o espírito progride.  Dessa maneira, de uma forma geral, pode-se afirmar que atendemos, cada um num grau diferente, as finalidades da encarnação.

- Talvez possamos afirmar que de uma maneira básica estejamos sim cumprindo com nossos compromissos assumidos, mas  creio que se muitas vezes conseguimos atender um lado, deixamos de atender a outro; creio estarmos ainda nos passos primários para realmente efetivarmos uma responsabilidade maior com todos os compromissos que assumimos antes de vir, de uma forma mais total, mais abrangente.

    Como bem lembra Alexandre no capítulo, enquanto ainda estamos na esfera espiritual temos uma maior conscientização e responsabilidade com a nossa programação ; coisa que se dilui quando  chegamos efetivamente ao plano terreno.

2) O que Alexandre quer dizer, ao afirmar que grande parte das reencarnações se dão em moldes padronizados, atendendo puramente a manifestações evolutivas?

- Alexandre quis demonstrar que a maioria das reencarnações se dão com objetivos puramente evolutivos, como vimos acima.  Ao contrário de outras, de espíritos mais elevados que a maioria, que reencarnam como trabalhadores ou missionários. Nesses casos, como explicou o instrutor, o trabalho preparativo quase não necessita do auxílio dos benfeitores espirituais.

3) Quais os principais objetivos da reencarnação?

- Seria o burilamento, ou seja, a experiência necessária que temos para nos livrarmos das paixões e adquirirmos experiências superiores; seria a oportunidade de repararmos os erros cometidos em existências passadas e com isso ir depurando nosso espírito.

- a evolução do espírito, ou, como responderam a Kardec os Espíritos Superiores na questão 167 de O Livro dos Espíritos, o melhoramento progressivo da humanidade.

4) Por que nem todos os espíritos tem liberdade de influenciar no próprio processo reencarnatório?

- Alexandre ensina que há espíritos que sequer têm consciência do ato reencarnatório em que estão envolvidos. Segundo o instrutor, esses espíritos retornam à carne inconscientes, como crianças adormecidas.

Portanto, nesses casos, devido à sua baixa evolução, esses espíritos  não têm  como influenciar no seu próprio processo reencarnatório, escolhendo provas, por exemplo.

- Porque ainda utilizamos muito pouco de forma útil, ou de forma mais salutar nossa encarnação.

5) Apresentado em sua primeira versão nos últimos dias, o mapa genético conseguirá explicar todas as ocorrências com o ser humano? Qual a influência da hereditariedade no processo reencarnatório?

-   A hereditariedade sempre exercerá grande influência na formação do corpo humano.  É ela quem ditará a conformação dos caracteres físicos, tais como cor da pele, estatura, tipo sanguíneo, etc.  Todavia, existe uma outra influência que exerce igual domínio no  processo reencarnatório: é a resultante dos valores morais do reencarnante. Esses  valores, bons ou maus, estão impressos no perispírito e também influenciam na formação do novo corpo. Há, também, a influência das forças espirituais mais elevadas, que podem interferir na formação do corpo, imprimindo modificações na matéria , de acordo com o mérito do reencarnante.

    Quanto à questão mapa genético,  talvez se poderá explicar muitas ocorrências com o ser humano, porém não todas.  Acredita-se que sempre poderá haver determinadas ocorrências no corpo somático que um mapa genético único  para toda a humanidade não conseguirá explicar. São as decorrentes da questão espiritual individual, como a interferência da lei de ação e reação, por exemplo.

-  Talvez explique o mapa genético físico, o processo de curas em termos de corpo físico  mas o espírito que comanda as ações seria ainda não explicado pelo mapeamento genético e tb terá dificuldade em se explicar as forças intercessórias dos Espíritos mais elevados.

6) Em que consiste a chamada "intercessão espiritual"?

- Consiste no trabalho executado por espíritos de elevada condição evolutiva, no sentido de auxiliar o processo reencarnatório.  Através da intercessão, esses espíritos procuram reequilibrar não só o futuro reencarnante como também os encarnados que deverão com ele conviver na nova etapa carnal, para se harmonizarem ou para resgate num processo expiatório. Através do trabalho intercessório é também definida a formação do novo corpo do reencarnante.


7) Por que a condição de completista é tão rara?

-    Porque ao reencarnar o espírito sofre a influência da vida material e, na maioria das vezes, esquece-se dos compromissos assumidos no plano espiritual.  Deixa-se levar pelos prazeres e interesses materiais, perdendo importantes oportunidades redentoras.

-    Porque raros são os que conseguem aproveitar de forma mais efetiva e maior as encarnações, inclusive quanto à maquina corporal. Nos dizeres de Manassés: "É o título que designa os raros irmãos que aproveitaram todas as possibilidades construtivas que o corpo terrestre lhes oferecia."

8) Por que a maioria dos espíritos que tem liberdade de influencia no processo reencarnatorio, opta por dificuldades na encarnação?

- Pelo próprio processo de depuramento do espírito, porque já têm uma maior consciência das responsabilidade evolutivas necessárias e , uma vez que na terra , face ao jogo ou importância do aspecto de aparência externa poderia esmagar os missionários do bem; daí a preferência por ocultar a beleza de suas almas.

-     Segundo explica Alexandre, esses espíritos assim procedem para evitarem a influência de paixões terrenas bem com que o magnetismo pessoal lhes possa prejudicar o trabalho a que se propõem na nova encarnação.

9) De que forma o esquecimento do passado nos beneficia durante a vida física?

-     O esquecimento do passado é um providência de Deus sem a qual o objetivo da nova existência poderia se frustrar. No atual nível evolutivo em que nos encontramos, não  estamos, ainda, preparados para saber tudo.  Como estamos num mundo de provas e expiações, isso significa que ainda nos encontramos muito distante da perfeição a que um dia teremos de chegar.

Nossas existências anteriores nos inibiria e, até, nos envergonharia, dificultando nossa caminhada para a frente.  Sem a lei do esquecimento, inimizades pretéritas voltariam à tona, perpetuando-se.  Por isso, o corpo carnal dos habitantes da Terra não comporta uma memória maior que a por nós possuída.  Nos mundos superiores, esse esquecimento é abrandado ou quase não existe, como explicam  os Espíritos Superiores.

Questões surgidas através do Estudo:

A)Seria possível por intermédio de hipnose ou por algum tipo de regressão mental, o acesso a fatos ocorridos em encarnações anteriores?

- Acreditamos que sim. No Brasil inclusive já existe a SBTVP, a Sociedade Brasileira de Terapia de Vida Passada (que não tem nenhuma ligação com o Espiritismo, vale ressaltar) agrupando médicos e psicólogos que usam a regressão com fins terapêuticos (se quiser mais detalhes veja
 http://www.sbtvp.com.br/
 ). Inúmeros pesquisadores, desde o século passado até os nossos dias tem feito experiências nesta área. (o livro do Hermínio Miranda chama-se "A memória e o tempo", e é uma referência fundamental para os interessados no assunto)

B) Se isso pode ocorrer, não seria uma contrariedade ao fato de não termos discernimento suficiente (devido ao nosso estado evolutivo) para aceitar qualquer coisa que tenhamos feito no passado?

-    O esquecimento tem causas fisiológicas, psicológicas e "morais", se pudermos dizer assim. Esquecemos devido à mudança de padrão vibratório do perispirito, devido a estarmos reencarnando num corpo "novinho", por ser um mecanismo inconsciente de defesa do ego, por estarmos em contato direto com inimigos passados, etc. etc.Assim, não se trata apenas do estado evolutivo, mas também do estado fisiológico, psicológico e emocional. Mesmo como desencarnados não temos acesso, regra geral, a todas as nossas vivencias anteriores.

Por esses, e outros motivos, é que as primeiras manifestações espirituais acerca do assunto foram contrárias à regressão (Emmanuel, por exemplo se posicionou através de psicografia de Chico Xavier). Mas devemos considerar que há alguns anos atrás não havia mesmo muito controle, e vários "curiosos" se arriscaram a regredir outras pessoas...Hoje a coisa toda está mais controlada, embora ainda sem um aval científico, e a terapia pode ajudar em muitos casos. Em outros, óbvio, é completamente desaconselhada.

C) Existe algum caso de pessoas que se lembram de fatos ocorridos em vidas passadas, seja de forma consciente ou inconsciente?

- Sim, existem. Muitas pessoas tem acesso aos fatos passados através dos sonhos (por isso a psicanálise começou por aí...). Choques (físicos, psicológicos, emocionais) também podem trazer à tona fatos arquivados no inconsciente. A regressão também, já citada (existem inúmeros livros..o Paulo Afonso citou o Brian Weiss, mas antes dele vários pesquisadores já escreveram, tais como a Dr. Moris Netherton e Dr. Helen Wenbach - não espíritas - e Dr. Jorge Andréa, Hernani Guimarães e Maria Júlia e Júlio
Prieto Peres - estes espíritas - entre muitos e muitos outros).

Conhecemos também médiuns que tem, ou tiveram, acesso a suas (e de outras pessoas..) histórias pregressas...
DESOBSESSÃO 10

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA
DITADO PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ
(15)


72
ESTUDOS EXTRAS


          É forçoso que os seareiros da desobsessão não se circunscrevam, em matéria de atividade espírita, aos assuntos do grupo.

          A fim de enriquecerem o próprio grupo com valores necessários à educação coletiva e à renovação de cada companheiro, é imprescindível aceitem o estudo nobre, qualquer que ele seja, nos arraiais da Doutrina Espírita ou fora deles, para que progridam em discernimento e utilidade na obra de recuperação que lhes cabe, iluminando convicções e dissipando incertezas.

          Aprender sempre e saber mais é o lema de todo espírita que se consagra aos elevados princípios que abraça.

          E na faina da desobsessão é preciso entesouremos conhecimento e experiência, para que os instrutores Espirituais nos encontrem maleáveis e proveitosos na extensão do bem que nos propomos cultivar e desenvolver.


73
FORMAÇÃO DE OUTRAS EQUIPES


          O conjunto de colaboradores da desobsessão, por força do trabalho realizado, costuma dilatar-se, em número, gradativamente, mas não admitirá integrantes novos sem que esses integrantes demonstrem a preparação natural, a ser adquirida nas reuniões públicas de Doutrina Espírita.

          Baseado em «O Livro dos Médiuns» (item 332), ultrapassada a quota de quatorze participes do conjunto, o diretor da casa auxiliará os companheiros excedentes na formação de nova equipe que, temporariamente, pode agir e servir sob a orientação do agrupamento em que nasceu.

          O círculo novo contará, desse modo, com instruções sadias para consolidar-se, à maneira de aparelho consciente, cujas peças se ajustarão ao lugar próprio, esparzindo frutos de fraternidade e esclarecimento no amparo efetivo aos que sofrem, porqüanto o rendimento do serviço lhe e, em tudo, o fator básico.

          A obra redentora da desobsessão continuará, dessa forma, providencialmente garantida pelos corações decididos a trabalhar pelos companheiros mentalmente tombados em perturbação e conflitos, depois da morte, e pelos que, na Terra mesmo, padecem aflitivos processos de obsessão oculta ou declarada, para a supressão dos quais só o amor e a paciência dispõem de fortaleza e compreensão suficientes para sustentar a tarefa libertadora até ao fim. Isso porque a obsessão é flagelo geminado com a ignorância, e, se apenas a escola consegue dissipar as sombras da ignorância, somente a desobsessão poderá remover as trevas de espírito.

Fim

quarta-feira, 29 de julho de 2015

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 10

TEMAS TRATADOS


CASAMENTO


Na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas. NL-20-113.

A união sexual entre a maioria dos homens e mulher terrestre se aproxima demasiadamente das manifestações dessa natureza entre os irracionais. Entre as criaturas, porém, que se encaminham, de fato, aos montes de elevação, a união sexual é muito diferente. Traduz a permuta sublime das energias perispirituais. Simbolizando alimento divino para a inteligência e para o coração e força criadora não somente de filhos carnais, mas também de obras e realizações generosas da alma para a vida eterna. (...) 

Substituamos as palavras união sexual por união de qualidades e observamos que toda a vida universal se baseia nesse divino fenômeno. União de qualidades, entre os astros, chama-se magnetismo planetário de atração, entre as almas denomina-se amor, entre os elementos químicos é conhecida por afinidade. ML-13-198/199/200.

Há casamento de amor, de fraternidade, de provação, de dever. (...) O matrimônio espiritual realiza-se, alma com alma, representando as demais simples conciliações indispensáveis à solução de necessidades ou processos retificadores, embora todos sejam sagrados. NL-38-212.

Amanheci hoje com um propósito irremovível Julieta e eu nos casaremos, dentro em poucos dias. Amanha mesmo iniciaremos o processo de legalização do nosso compromisso, antes que qualquer circunstancia interfira por empecer nossos desejos. Fique, pois, descansada. A partir de agora, sou também seu filho. (o jovem Paulino, após orientações recebidas durante o sono, comunica a dona Cândida que pretende se casar com sua filha Julieta. Anteriormente ele estava relutante). NMM-6-94.

Em muitas ocasiões, por traz do anseio da união conjugal, vibra o passado, através de requisições dos amigos ou inimigos desencarnados, aos quais devemos colaboração efetiva para a reconquista do veiculo carnal. ETC-33-213.

A amizade pura é a verdadeira garantia da ventura conjugal. Sem os alicerces da comunhão fraterna e do respeito mutuo, o casamento cedo se transforma em pesada algema de forçados do cárcere social. ETC-38-251.

A família consanguínea é uma reunião de almas em processo de evolução, reajuste, aperfeiçoamento ou santificação. O homem e a mulher, abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho, honrado o vinculo dos compromissos que assumem perante a harmonia universal, nele se transformam em médiuns da própria vida, responsabilizando-se pela materialização, em longo prazo, dos amigos e dos adversários de ontem, convertidos no santuário domestico em filhos e irmãos. NDM-30-283.

(...) A maioria dos consórcios humanos, por enquanto, constituem ligações de aprendizados e sacrifícios, em que, muitas vezes, as criaturas se querem mutuamente e mutuamente sofrem pavorosos conflitos na convivência uma das outras. AR-14-198.

Acidentalmente, o homem ou a mulher encarnados pode experimentar o casamento terrestre diversas vezes, sem encontrar a companheira das almas afins com as quais realizariam a união ideal. Se o matrimônio expiatório ocorre, o cônjuge se coloca a serviço da companheira ou do companheiro na retaguarda, no que exercita a compreensão e o amor puro. Quanto à reunião no plano espiritual, é razoável se mantenha aquela em que prevaleça a conjunção dos semelhantes, no grau mais elevado da escala de afinidades eletivas. EDM-2P-8-185.

Opor-se a qualquer artificialismo que vise transformar o casamento numa simples ligação sexual, sem as belezas da maternidade. CE-1-18.

(...) Em se reconhecendo que todos os matrimônios terrestres, entre as pessoas de evolução respeitável, se efetuam na base dos programas de trabalho, previamente estabelecidos, seja em questões de beneficio geral ou de provas legitimas, o divorcio é dificultado, nas esferas superiores, por todos os meios lícitos, contudo, em muitos casos, é permitido ou prestigiado, sob pena de transformar-se a justiça em prepotência contra vitimas de crueldades sociais que a legislação na Terra, por enquanto, não consegue remediar, nem prever. SD-2P-10-281/282.


PROGRAMADO NA ESPIRITUALIDADE


Muito jovem ainda, encontrou Odila que o aguardava, consoante o acordo por ambos levado a efeito, na vida espiritual. (consórcio matrimonial programado na espiritualidade por Amaro e Odila). ETC-33-212.

Este é Lucas (informa Gúbio), irmão de Antonina, atualmente futuro gráfico na capital paulista, cuja bela formação espiritual associar-se-á em breve, com a primogênita de Amaro, para a execução das tarefas que a esperam no mundo (casamento programado na espiritualidade de Lucas e Evelina). ETC-38-254.

Desidério e Elisa (duas das personagens deste livro), reencarnados, realizarão virtuoso matrimônio em plena juventude. EVC-22-193.



CASAMENTO NA ESPIRITUALIDADE


(...) Fui (diz André Luiz) fraternalmente levado (por Tobias) à residência dele. (...) Logo na entrada, apresentou-me duas senhoras, uma já idosa e outra bordejando a madureza. Esclareceu (Tobias) que esta era sua esposa e aquela, irmã. Luciana e Hilda, afáveis e delicadas, primaram em gentilezas (Tobias viviam com duas ex-esposas porque também fora casado com Luciana quando Hilda morreu com o nascimento do 2º filho). NL 38 207.

(O enfermeiro Lísia, amigo de André Luiz, o convida a conhecer sua noiva e diz) O noivado é muito mais belo na espiritualidade. Lascívia (sua noiva) e eu já fracassamos muitas vezes nas experiências materiais (terrestres). Lascívia e eu fundamos aqui (Nosso Lar), dentro em breve, nossa casinha de felicidade, crendo que voltaremos a Terra precisamente daqui a uns trinta anos. NL-45-248/249.

Minha esposa (Ismália) deseja descer (do plano espiritual inferior onde vive) para encontrar-se definitivamente comigo; entretanto, é necessário que eu aprenda a subir e, por este motivo, ainda não recebemos a devida permissão para o definitivo consórcio espiritual. (referente ao futuro casamento espiritual de Alfredo, dirigente do Posto de Socorro do Campo da Paz). OM-17-96.

Nossa irmã Isaura, que se casou em Campo de Paz, há três anos, lá reside em companhia do esposo, que é funcionário dos Serviços de Investigação do Ministério do Esclarecimento. OM-30-159.

(...) Se o casamento humano é um dos mais belos atos da existência na Terra, porque deixaria de existir aqui (na espiritualidade), onde a beleza é sempre mais quintessenciada e mais pura? OM-30-160.

Nos planos enobrecidos, realiza-se também o casamento das almas, conjugadas no amor puro, verdadeira união esponsália de caráter santificante, gerando obras admiráveis de progresso e beleza, na edificação coletiva. EDM-2P-10-189.

Aqueles que se ajustam em matrimônio superior, no plano espiritual permutam as próprias forças em constante circuito energético, pelo qual atendem a vastíssimas obras de benemerência, na criação mental de valores necessários ao progresso comum, dentro da euforia permanente que o amor sublime lhes confere. EDM-2P-11-192.

A união conjugal de duas criaturas que se ama, quando interrompida pela morte no mundo, pode ser reatada aqui? (na espiritualidade). Perfeitamente, e os cônjuges realmente se amam... (respondeu o instrutor Ribas). O amor conjugal, quando se exprime em base do amor puro, continua vibrando no mesmo diapasão entre dois mundos. EVC-17-139/141.


CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇOES


(...) Existe, porém, nova ameaça ao domicilio terrestre o profundo desequilíbrio, as desarmonias generalizadas, as moléstias da alma que se ingerem, sutis solapando-vos a estabilidade. NMM-2-29.


CELIBATO


O matrimônio não deveria entrar na linha de minhas cogitações, não que o casamento possa colidir com o exercício da mediunidade, mas porque meu caso particular assim o exigia. (...) solteiro, deveria receber, aos vinte anos, os seis amigos que muito trabalharam por mim em Nosso Lar, os quais chegariam ao meu circulo como órfãos. Meu débito para com essas entidades tornou-se muito grande e a providência não só constituiria agradável resgate para mim, como também garantia de triunfo pelo serviço de assistência a elas. 

(...) Cometi uma ação menos digna e fui obrigado a casar-me pela violência. (referente ao fracasso mediúnico de Otávio). OM-7-43/45

(...) Há provações e circunstâncias difíceis em que o homem ou a mulher é chamado à abstenção sexual, no interesse da tranquilidade e da elevação daqueles que os cercam, situação essa que não modificam sem alterar ou agravar os próprios compromissos. SD-2P10-283.


CENTROS DE FORÇA


Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou operar sobre o plexo Solar, desatando laços que localizavam forças físicas. OVE-13-210.

 Nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete Centros de Forças que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veiculo de células elétricas que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. ETC-20-126.

O Centro Coronário que, na Terra, é considerado pela filosofia Hindus como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Esse centro recebe em primeiro lugar a estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando, todavia com eles em justo regime de interdependência. (...) Dele emana as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, responsáveis pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma.

O Centro Cerebral, contíguo ao centro coronário, que ordena as percepções de variada espécie, (...) que constituem a visão, audição, tato e a vasta rede de processos da inteligência ligada à palavra, à cultura, à arte e o saber. É no centro cerebral que possuirmos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos.

O Centro Laríngeo preside os fenômenos vocais e as atividades do Timo, da Tireóide e das Paratireóides.
O Centro Cardíaco sustenta os serviços das emoções e equilíbrio geral.

O Centro Esplênico, sediado no baço, regula a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veiculo de que nos servimos.

O Centro Gástrico se responsável pela penetração dos alimentos e fluidos em nossa organização.

O Centro Genésico, em que se localiza o santuário do sexo como templo modulador de formas e estímulos. ETC-20-127/128.

Cada centro de força exigirá absoluta harmonia, perante as leis divinas que nos regem, a fim de que possamos ascender no rumo do perfeito equilíbrio. (afirma Clarêncio). ETC-21-131.

Centro Coronário Instalado na região central do cérebro, sede da mente, assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. Supervisiona os demais centros vitais que lhe obedecem aos impulsos, procedente do espírito. Ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Dele parte a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideais e ações.

Centro Cerebral Governa o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras.

Centro Laríngeo Controla a respiração e a fonação.

Centro Cardíaco Dirige a emotividade e a circulação das forças de base.

Centro Esplênico Determina as atividades do sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo.

Centro Gástrico Responsável pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos, que representam concentrados fluídicos penetrando na organização.

Centro Genésico Guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores com vista ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. EDM-1P-2-26/27.

Os centros vitais são fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema. EDM-1P-2-28.

(...) Os centros vitais a que nos referimos são exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro. EDM-1P-229.
 NOSSO LAR 01-011

"Certa noite, finda a dissertação que Alexandre consagrava aos companheiros terrenos, meu orientador foi procurado por duas senhoras, que foram conduzidas em condições especialíssimas, àqueles curso adiantado de esclarecimentos, porquanto eram criaturas que ainda se encontravam presas aos veículos da carne e que procuravam o instrutor, temporariamente desligadas do corpo, por influência do sono.

(...)

E, no fim da longa e sentida exposição, rematava, lacrimosa, dirigindo-se ao meu orientador:

_ Por piedade, generoso amigo! nada me podeis dizer? que terá sido feito de Raul? quem o teria assassinado? e porquê?

(...)

_ Tenha calma e coragem, minha amiga! neste momento não é fácil esclarecê-la. É imperioso sindicar, com cuidado, a fim de solucionar o problema com o critério devido...

(...)

_ Nossos amigos encarnados muitas vezes acreditam que somos meros adivinhos e, pelo simples fato de nos conservarmos fora da carne, admitem que já somos senhores de sublimes dons divinatórios, esquecidos de que o esforço próprio, com o trabalho legítimo, é uma lei para todos os planos evolutivos.

(...)

...Tomaria o lar da interessada como ponto de partida para as averiguações que desejava levar a efeito.

_ Como? - ponderei - não seria mais prático invocar diretamente o esposo desencarnado, através de nossos poderes mentais? Raul poderia desse modo, ser ouvido sem dificuldade, observando-se posteriormente o que se poderia fazer em favor da viúva.

(...)

_ Sem dúvida, esse é o método mais fácil e, em muitos caos, devemos mobilizar semelhantes recursos; entretanto, André, o serviço intercessório, para ser completo, exige alguma coisa de nós mesmos. Concedendo à nossa irmã Ester algo de nosso tempo e de nossas possibilidades, seremos credores de mais justos conhecimentos, respeito à situação geral, enriquecendo simultaneamente, os nossos valores de cooperação. Quem dá o bem é o primeiro beneficiado, quem acende uma luz é o que se ilumina em primeiro
lugar.

(...)

...Entretanto, um fato, até então inédito para mim, feriu-me a observação: seis entidades envolvidas em círculos escuros  acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem tomando alimentos por absorção.

_ Ó meu Deus! - exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor - será crível? Desencarnados à mesa?

(...)

_ Meu amigo, os quadros da viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento.

(...)

_ Os que desencarnam em condições de excessivo apego aos que deixaram na Crosta, neles encontrando as mesmas algemas , quase sempre se mantêm ligados à casa, às situações domésticas e aos fluidos vitais da família. Alimentam-se com a parentela e dormem nos mesmos aposentos onde se desligaram do corpo físico.

_ Mas chegam a se alimentar, de fato, utilizando os mesmos acepipes de outro tempo? - indaguei , espantado, ao ver a satisfação das entidades congregadas ali, absorvendo gostosamente as emanações dos pratos fumegantes.

(...)

_ Tanta admiração , somente por vê-los tomando alimentos pelas narinas? E nós outros? desconhece você , porventura, que o próprio homem encarnado recebe mais de setenta por cento da alimentação comum através dos princípios atmosféricos, captados pelos condutos respiratórios? Você não ignora também que as substâncias cozidas ao fogo sofrem profunda desintegração. Ora, os nossos irmãos, viciados nas sensações fisiológicas, encontram nos elementos desintegrados o mesmo sabor que experimentavam quando em uso do envoltório carnal.

(...)

_ Admitamos, contudo, a sua hipótese. Ainda que a mesa doméstica estivesse rodeada de entidades indignas, estranhas aos laços consanguíneos, resta a certeza de que as almas se reúnem obedecendo às tendências que lhes são características e à circunstância de que cada Espírito tem as companhias que prefere.

(...)

_ A mesa familiar é sempre um receptáculo de influenciações de natureza invisível. Valendo-se dela, medite o homem no bem, e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensador, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos; conserve-se a família em plano superior, rendendo culto às experiências elevadas da vida, e os orientadores da iluminação espiritual aproximar-se-ão, lançando no terreno da palestra construtiva as sementes das ideias novas, que então se movimentam com beleza sublime da espontaneidade. Entretanto, pelos mesmos dispositivos da lei de afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis, e a ironia buscará., sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação.

(...)

Desejei fazer-me visível aos companheiros desencarnados, sem luz, que se movimentavam no  recinto, de maneira a palestrar com eles, sondando-lhes as experiências, mas Alexandre dissuadiu-me:

_ seria perder tempo - disse - e se você deseja beneficiá-los, venha ter aqui noutra oportunidade, porque as cristalizações mentais de muitos anos são se desfazem com esclarecimentos verbais dum dia. No momento, nosso objetivo é diverso. Precisamos obter informações sobre Raul...

(...)

(...)

Depois de rápidos minutos fomos defrontados por uma entidade de aspecto humilde, mas muito digno, a quem Alexandre, se dirigiu, afavelmente:

_ Meu amigo é visitador em função ativa?

_ Sim, para  servi-lo - respondeu, atencioso, o interpelado.

(...)

_ Sim - esclareceu o interlocutor -, alguns amigos e eu tentamos socorrê-lo, mas em vista das condições da morte voluntária, friamente deliberada...Permanecíamos em serviço com o fim de ampará-lo, quando se aproximou um bando e deslocou-o, facilmente, em virtude da harmonia de forças perversas.

(...)

_ Um bando? Mas o que significa? - interroguei.

(...)

_ O bando; a que se refere o informante é a multidão de entidades delinquentes, dedicadas a prática do mal. Embora tenham influenciação limitada, em virtude das defesas numerosas que rodeiam os núcleos de nossos irmãos  encarnados e as nossas próprias  esferas de ação, levam a efeito muitas perturbações concentrando os impulsos de suas forças coletivas. (...)

_ Não se surpreenda, meu amigo. A morte física não é banho milagroso, que converta maus em bons e ignorantes em sábios, dum instante para outro. Há desencarnados que se apegam aos ambientes domésticos, à maneira da hera às paredes. Outros, contudo, e em vultoso número, revoltam-se nos círculos da ignorância que lhes é própria e constituem as chamadas legiões das trevas, que afrontaram o próprio Jesus, por intermédio de obsidiados diversos. Organizam-se diabolicamente, formam cooperativas criminosas e ai daqueles que se transformam em seus companheiros! Os que caem na senda evolutiva, pelo descaso das oportunidades divinas, são escravos sofredores desses transitórios, mas terríveis poderes das sombras, em cativeiro que pode caracterizar-se por longa duração.

_ Mas o visitador regional, como guarda destes sítios - inquiri espantado - não poderia defender o suicida infeliz?

_ Se ele fosse vítima de assassino, sim - respondeu o instrutor - porque, na condição real de vítima, o homem segrega determinadas correntes de força magnética suscetíveis de pô-lo em contacto com os missionários do auxílio; mas no suicídio previamente deliberado, sem a intromissão de inimigos ocultos, como este sob nossa observação, o desequilíbrio da alma é inexprimível e acarreta absoluta incapacidade de sintonia mental com os elementos superiores.

_ Mas, indaguei assombrado - , as sentinelas espirituais não poderiam socorrer independentemente?

 (...)

_ Sendo a liberdade interior apanágio de todos os filhos da Criação, não seria possível organizar precipitados serviços  dos sofrimentos, por ação propositada, com plena consciência de suas atitudes. Em tais casos, a dor funciona como medida de auxílio nas corrigendas indispensáveis...

(...)

_ André, mantenha-se em oração, ajudando-me por alguns momentos. Agora, que tenho informações positivas do visitador, preciso mobilizar minhas possibilidades de visão, sindicando quanto ao paradeiro do irmão infeliz. (...)

_ Podemos seguir adiante. O pobre irmão, semi-inconsciente, permanece imantado a um grupo perigoso de vampiros, em lugarejo próximo.

(...)

Em pouco tempo, distanciando-nos dos núcleos suburbanos, encontramo-nos nas vizinhanças de um grande matadouro.

Minha surpresa não tinha limites, porque observei a atitude de vigilância assumida pelo meu orientador, que penetrou firmemente a larga porta de entrada. Pelas vibrações ambientes, reconheci que o lugar era dos mais desagradáveis que conhecera, até então, em minha nova fase de esforço espiritual.  Seguindo Alexandre de muito perto, via numerosos grupos de entidades francamente inferiores que se alojavam aqui e ali. Diante do local em que se processava a matança dos bovinos, percebi certo quadro estarrecedor. Grande número de desencarnados em lastimáveis condições, atiravam-se aos borbotões de sangue vivo, como se procurassem beber o líquido em sede devoradora...

(...)

_ Está observando , André? Estes infelizes irmãos que nos não podem ver, pela deplorável situação de embrutecimento e inferioridade, estão sugando as forças do plasma sanguíneo dos animais. São famintos que causam piedade.

(...)

_ Por que tamanha sensação de pavor, meu amigo? Saia de si mesmo, quebre a concha da interpretação pessoal e venha para o campo largo da justificação. Não visitamos nós ambos, na esfera da crosta, os açougues mais diversos? Lembro-me de que em meu antigo lar terrestre havia sempre grande contentamento familiar oela matança dos porcos. A carcaça de carne e gordura significava abundância da cozinha e conforto do estômago. Com o mesmo direito, acercam-se os desencarnados, tão inferiores quanto já o fomos, dos animais mortos, cujo sangue fumegante lhes oferece vigorosos elementos vitais...

(...)

_ É o suicida que procuramos - exclamou o instrutor, claramente.

_ Quê? - perguntei, espantado - porque precisariam dele os vampiros?

_ Semelhantes infelizes - elucidou Alexandre - abusam de recém-desencarnados sem qualquer defesa, como este pobre Raul, nos primeiros dias que se sucedem a morte física, subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro...

(...)

_ O pobrezinho permanece temporariamente desmemoriado. O estado dele, depois de tão prolongada sucção de energias vitais, é de lamentável inconsciência.

(...)

_ Que deseja você? Esperaria por aqui o processo de menor esforço? O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder, mormente para aqueles que caem voluntariamente sob os seus tentáculos.

(...)

_ Não podemos acordá-lo por nós mesmos? - interroguei admirado.

(...)

... Esquece-se de que vamos despertá-lo não só para a consciência própria, senão também para a dor? 
Romperemos a crosta de magnetismo inferior que o envolve e Raul regressará ao conhecimento da situação que lhe é própria; entretanto , sentirá o martírio do peito varado pelo projétil, rugirá de angústia ao contacto da sobrevivência dolorosa, criada, aliás, por ele mesmo. Ora, em tais casos, as primeiras impressões são francamente terríveis e escoam-se algumas horas antes de seguro alívio. E como outras obrigações
esperam por nós, será conveniente entregá-lo aos cuidados de outros amigos. (...)

_ Vamos, André!  Nosso novo amigo está em crise cuja culminância não cederá antes de setenta horas, aproximadamente. Voltaremos mais tarde a vê-lo. ... Impressionava-me a complexidade do serviço "intercessório". As simples orações de uma esposa saudosa e dedicada haviam provocado atividades numerosas para o meu orientador e valiosos esclarecimentos para mim.

(...)

_ Tranquilize-se - disse-lhe o meu orientador, com inexprimível bondade - , sua situação é difícil, mas poderia ser muito pior. Há suicidas que permanecem agarrados aos despojos cadavéricos por tempo indeterminado, assistindo a decomposição orgânica e sentindo o ataque dos vermes vorazes.

(...)

_ No pequeno drama em observação, meu amigo, você pode calcular a extensão e complexidade de nossas tarefas no serviços "intercessórios". Os nossos companheiros encarnados pedem-nos, por vezes, determinados trabalhos, muito distantes do conhecimento das verdadeiras situações...

(...)"

Para conversarmos e estudarmos:

1) Qual a diferença entre Espíritos Protetores e Espíritos Visitadores? Qual a função daquele ? Qual a atividade deste?

2) Qual a diferença entre o suicídio e a morte premeditada?  Há diferença?

3) Há amparo também ao suicida? De que forma?

4) O que significa bando? Há diferenças entre bandos? Quais?

5) Alexandre informa que os bandos têm influenciação limitada, a que se refere?

6) A que possibilidades de ampliação de visão se refere Alexandre?

7) Como especificara ou explicar o plasma sanguíneo encontrado nos animais?

8) Que elementos vitais se encontra no sangue dos animais? O que quer dizer Alexandre com : "..., subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro..."?

9)  O que quer dizer Alexandre quando afirma: "...O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder..."?

10) Pode aquele que cometeu atentado contra a própria vida Ter uma assistência mais direta em menor tempo do que há conhecimento de longo estágio em vales de sombra? Como? Por que?

11) Qual a motivação para as determinações de horas expostas por Alexandre?

12) Afinal, o que é intercessão? Como ela se dá? Basta um simples pedido feito? Qual é o trabalho feito pelo serviço de intercessão?

Conclusão:

1)   Qual a diferença entre Espíritos Protetores e Espíritos Visitadores? Qual a função daquele?  Qual a atividade deste?

      Espírito protetor é aquela entidade espiritual de ordem mais elevada que a nossa, que se destina a nos proteger, nos intuir na prática do bem e nos prevenir contra a prática do mal. Ele é designado para nos acompanhar durante toda a nossa vida na matéria e, até mesmo, depois, no plano espiritual, nos acompanhando em todos os momentos, zelando pela nossa evolução.  Já o espírito visitador é também uma entidade com alguma conquista evolutiva, que exerce no plano espiritual atividade de assistência.  Participa de uma equipe que tem como objetivo o socorro espiritual aos necessitados.  A diferença entre um e outro é que o espírito protetor atua em caráter permanente, é mais vinculado à determinada pessoa, ou seja, tem um caráter mais pessoal, enquanto o espírito visitador não se vincula permanentemente a uma pessoa, executando tarefas a diversas pessoas, sempre de acordo com a necessidade.

2)   Qual a diferença entre o suicídio e a morte premeditada?  Há diferença?

    O suicídio é um ato unilateral de vontade do espírito, que, exercendo seu livre arbítrio, resolve por fim à atual existência física.  Morte premeditada seria também um ato de vontade do espírito de pôr fim a essa existência. Um aspecto que pode diferenciar um da outra é que o suicídio pode ser um ato impensado, circunstancial, fruto de uma reação de momento, enquanto a morte premeditada nos dá a ideia de algo planejado, que o espírito vem buscando há mais tempo.  Todavia, ambos os casos deságuam numa
mesma infração à Lei de Deus: a interrupção extemporânea da existência física, oportunidade que nos é concedida através da reencarnação para evoluirmos.  Em ambos os casos a consequência é danosa para o espírito infrator.

3)   Há amparo também ao suicida?  De que forma?

      Ninguém desencarna desamparado.  As equipes de socorro espiritual sempre se fazem presente nessa hora tão significativa para o espírito desencarnante, mesmo nos casos de suicídio. Mesmo que no primeiro instante o suicida não seja amparado pelas equipes de socorro espiritual, como no caso narrado nesse capítulo, por se encontrar cercado de entidades malignas que o impedem, devido ao desequilíbrio espiritual em que se encontram, mais tarde esse amparo não faltará. Nesse capítulo em estudo, André Luiz demonstra
isso, ao narrar sua ida, juntamente com o instrutor Alexandre, ao encontro de Raul.  Ambos retiram o suicida da influência do bando de espíritos perversos e o levam para um local onde ele pode repousar e iniciar o processo de recuperação.

4)   O que significa "bando"?  Há diferença entre "bandos"?  Quais?

      Na definição que o instrutor Alexandre dá a André Luiz, bando é "...a multidão de entidades delinquentes, dedicadas à prática do mal...'. Esses bandos agem de forma diversas, em ambientes domésticos ou nas chamadas legiões das trevas, ainda segundo aquele instrutor.


5)   Alexandre informa que os "bandos" têm influenciação limitada, a que se refere?

     A influenciação desses "bandos" é limitada pois depende da sintonia de força magnética da vítima. 
 Quando a vítima, face ao seu desequilíbrio espiritual, cria uma espécie de barreira magnética às forças do bem, permite a livre ação desses bandos.  Sua ação também é limitada pela ação dos espíritos de luz, que se dedicam ao socorro da vítima.  Vemos uma demonstração disso quando Alexandre retirou Raul da subjugação  do bando de entidades perversas, fazendo-as se retirarem apressadamente, como se temessem algo.  Por mais poderosa que sejam esses espíritos sombrios, não têm força suficiente para resistir à ação de um espírito superior, como Alexandre.

6)   A que possibilidades de ampliação de visão se refere Alexandre?

      Quando Alexandre se refere a "mobilizar minhas possibilidades de visão", está se referindo à possibilidade que o espírito tem, enquanto livre do envoltório carnal, de ver à distância, sem que a matéria o obstrua.  Quis ele dizer a André Luiz que iria fazer uso dessa faculdade para localizar o espírito a quem procurava ajudar. A questão 247 do Livro dos Espíritos, no título referente às percepções e sensações na vida espírita, esclarece que o espírito vê em toda parte ao mesmo tempo, podendo seu pensamento se irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos. Portanto, o que Alexandre fez para localizar Raul foi usar dessa sua faculdade de visão, que em seu caso, como espírito de ordem superior, não tem quase que limitação alguma, pois a questão 247 acima citada ensina que, quanto mais elevado for o espírito, maior e mais ilimitada é essa faculdade.  Assim, em poucos instantes localizou ele o sofredor e pôs-se a seu encontro, em companhia de André Luiz.

7)   Como especificar ou explicar o plasma sanguíneo encontrado nos animais?

    Esse plasma é inerente aos seres portadores de fluido vital,  é inerente aos seres vivos e neles, claro, incluem-se os animais.

    Sendo que  esse fluido vital contido nos animas contém elementos químicos materiais necessários à nossa sobrevivência.

    "Tanto que nossa alimentação, baseada em vegetais e animais, permite nos ajudar a recompor não só os elementos químicos "materiais" necessários à sobrevivência física, mas também parcela deste fluido vital. Nas obras de André Luiz, por exemplo, vemos como os desencarnados de nível moral inferior executam processos de vampirização, não apenas em seres humanos, como também
em animais, buscando "sugar" esta energia vital, que lhes dá a sensação "física", mesmo que por alguns breves instantes. É também o motivo de, desde tempos imemoriais, os desencarnados exigirem daqueles qhe lhes subordinam sacrifícios de criaturas "vivas"."

8)   Que elementos vitais se encontram no sangue dos animais?  O que quer dizer Alexandre com "...subtraindo-lhes as forças vitais, depois de lhes explorarem o corpo grosseiro..."?

      Em se tratando de um ser orgânico, os animais são animados pelo fluido vital, de que estão impregnados.  Como o local se tratava de um matadouro, era normal que nele houvesse grande quantidade de sangue dos animais abatidos, sangue esse que ainda se encontrava impregnado desse fluido vital.       Quando Alexandre diz que estavam subtraindo de Raul as forças vitais, significa que, tendo sua vida sido interrompida antes que a quota de fluido vital se esgotasse, face ao suicídio que interrompeu a vida física antes do tempo programado, o infeliz espírito ainda se encontrava impregnado do referido fluido, do que se aproveitavam aqueles espíritos de baixa evolução, ainda muito presos à vida material, embora fora delas, para lhe sugar essa força vital.  Para eles, era uma necessidade.

9)   O que quer dizer Alexandre quando afirma: "...O magnetismo do mal está igualmente cheio de poder..."?

      As forças do mal também têm seu poder, de que se utilizam principalmente contra espíritos que se encontram desorientados, aturdidos, como no caso em estudo.  O poder dessas forças, porém, é limitado e não tem como se opor ao de um espírito de ordem superior.  Vemos que, tão logo Alexandre injetou um influxo magnético em Raul, que o cercou de luz, os espíritos perseguidores logo perceberam sua presença e fugiram apressadamente, deixando-o aos cuidados do benfeitor.

10)  Pode aquele que cometeu atentado contra a própria vida ter uma assistência mais direta em menor tempo do que há  conhecimento de longo estágio em vales de sombra?  Como?  Por que?

       Após o ato do suicídio, a perturbação e a desorientação do espírito é enorme, bem maior do que ocorre nos casos de desencarnação natural.  Esse estágio em chamados vales de sombra, que são estados conscienciosos, é necessário, por não estar o espírito ainda preparado para conhecer a realidade.  Na maioria dos casos, sequer compreende que desencarnaram e se surpreendem vivos, embora tenham objetivado o fim da vida.  Quando André Luiz quis despertar Raul, Alexandre não permitiu, advertindo-o de que o despertamento se daria também para a dor, o que aumentaria seu sofrimento. Seriam necessárias algumas horas sob cuidados das equipes de socorro, para que aquele espírito recuperasse paulatinamente a razão, o equilíbrio.

Qualquer coisa que se lhe dissesse seria em vão,  pois ele não entenderia. Para tanto, Alexandre lhe aplicou passes magnéticos sobre a região cerebral, para auxiliá-lo a reequilibrar-se.

11)   Qual a motivação para as determinações de horas expostas por Alexandre?

        Era o tempo necessário para que o espírito se reequilibrasse, readquirindo a razão e a consciência que o levariam a compreender a situação.  Após aquelas horas previstas por Alexandre, permanecendo sob os cuidados da equipe de socorro responsável pelo trabalho de assistência, Raul foi encontrado ainda com dores, porém mais calmo, já compreendendo sua nova situação, entendeu que não mais se encontra na vida carnal e já se  encontrava em condições de sustentar uma conversação esclarecedora, como nos relata André Luiz.

12)   Afinal, o que é intercessão?  Como ela se dá?  Basta um simples pedido feito?   Qual é o trabalho feito pelo serviço de intercessão?

       Por tudo que estudamos, de acordo com o relato de André Luiz, podemos definir a intercessão como um trabalho complexo, que consiste em assistência fraterna espiritual prestada, não só aos desencarnados, como também aos que ainda se encontram encarnados e que estão envolvidos na situação.  Como vimos, consiste em esclarecer e reequilibrar as forças do espírito desencarnado que se encontra sofrendo forte perturbação e sob influência de outros, perseguidores.  Objetiva tirá-lo da influência subjugadora daquelas forças, com aplicação de passe magnético. Abrange, também, o atendimento fraterno a encarnados, levando-os, igualmente, ao esclarecimento e à consolação pelo entendimento da situação, através do desmembramento do corpo físico pelo sono. Para obtê-lo, basta a fé e o pedido através da prece, como foi feito por Ester, com o auxílio de Etelvina.

        Esse trabalho se dá através de equipes formadas por espíritos já evoluídos, que se dedicam ao socorro espiritual dos necessitados.  Compõe-se de socorristas, doutrinadores e auxiliares de um modo geral, todos com o objetivo comum de servir, sempre tendo como farol os ensinamentos do Cristo, guia maior de todos.
DESOBSESSÃO 8

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA
DITADO PELO ESPÍRITO ANDRÉ LLUIZ
(15)


53
IMPREVISTOS



          O grupo deve contar com imprevistos.

          Existem aqueles de natureza externa a que não se pode dar atenção, quais sejam chamamentos inoportunos de pessoas incapacitadas ainda para compreender a gravidade do trabalho socorrista que a desobsessão desenvolve, batidas à porta já cerrada, por irmãos do círculo, iniciantes e retardatários, ainda não afeitos àdisciplina, ruídos festivos da vizinhança e barulhos outros, produzidos vulgarmente por insetos, animais, viaturas, etc.

          Há, porém, os embaraços no campo interno da reunião, dentre os quais se destacam a luz apagada de chofre ou o mal-estar súbito de alguém.

          Nesses casos, o dirigente da casa tomará providências imediatas para que os problemas em curso se façam compreensivelmente atendidos.


54
MANIFESTAÇÃO FINAL DO MENTOR


          Aproximando-se o horário de encerramento, o dirigente da reunião, depois de verificar que todos os assuntos estão em ordem, tomará a palavra, explicando que as atividades se acham na fase terminal, solicitando aos presentes pensamentos de paz e reconforto, notadamente a benefício dos sofredores.

          Em seguida, recomendará aos médiuns passistas atenderem ao encargo que lhes compete e solicitará da assembléia a continuidade da atenção e do silêncio, para que o médium indicado observe se o orientador espiritual da reunião ou algum outro instrutor desencarnado deseja transmitir aviso ou anotação edificante para estudo e meditação do agrupamento. Se a casa dispõe de aparelho gravador, é importante que a máquina esteja convenientemente preparada e em condições de fixar a palavra provável do comunicante amigo.

          Na hipótese de verificar que o orientador desencarnado não deseja trazer nenhum aviso ou instrução, o médium indicado dará ciência disso ao dirigente, a fim de que ele profira a prece final e, em seguida, declare encerrada a reunião.


55
GRAVAÇÃO DA MENSAGEM


          O diretor da reunião, se existe no grupo a possibilidade de gravação da mensagem final, que possa servir na edificação comum, não se alheará do trabalho dessa natureza, conquanto designe esse ou aquele companheiro para auxiliá-lo.

          Responsabilizar-se-á diretamente pelo material de que os benfeitores espirituais se utilizarão, fazendo-se zelador atencioso do aparelho gravador e dos respectivos implementos, compreendendo que os serviços programados para cada reunião devem ser executados sem atropelos ou omissões.

          O grupo ouvirá atenciosamente a palavra do comunicante amigo, seja ele o orientador da casa ou algum benfeitor recomendado por ele.

          Freqüentemente, o visitante encaminhado à reunião pelo mentor pode não ser um luminar da Espiritualidade Maior, e sim um companheiro recém-convertido à Verdade, disposto a relatar as próprias experiências, quase sempre esmaltadas de lembranças dolorosas, ocorrência essa que se verifica objetivando-se o conforto ou a edificação.

          De qualquer modo, a palavra do visitante espiritual, pelo médium, deve ser ouvida com o respeito máximo, procurando-se nela, acima de qualquer preceito gramatical, o sentido, a lógica, a significação e a diretriz.


56
PRECE FINAL


          A oração final, proferida pelo dirigente da reunião, obedecerá à concisão e à simplicidade.


57
ENCERRAMENTO


          Terminada a prece final, o diretor, com uma frase breve, dará a reunião por encerrada e fará no recinto a luz plena.

          Vale esclarecer que a reunião pode terminar, antes do prazo de duas horas, a contar da prece inicial, evitando-se exceder esse limite de tempo.


58
CONVERSAÇÃO POSTERIOR Á REUNIÃO



          Claro que terminada a reunião se sintam os integrantes da equipe inclinados a entrelaçar pensamentos e palavras na conversação construtiva, por enquanto, se a alegria da obrigação cumprida não lhes marca o íntimo, algo existe na equipe a ser necessariamente retificado.

          Euforia de confraternização, reconforto do dever nobremente atendido.

          Não raro, surge a oportunidade da prosa afetiva em torno de um café ou enquanto se espera condução.

          Falemos, cultivando bondade e otimismo.

          Importante que a palestra não descambe para qualquer expressão negativa.

          Se um dos desencarnados sofredores emitiu conceitos menos felizes, ou se um dos médiuns em ação não conseguiu desincumbir-se corretamente das atribuições que lhe foram conferidas em serviço, evitem-se com empenho reprovações, criticas, motejos, sarcasmos.

          Compreendamos que uma equipe para a desobsessão se desenvolve e se aperfeiçoa com serviço e tempo, como qualquer outra empresa produtiva, e algum comentário desairoso, destacando deficiências e males, constitui prejuízo na obra do progresso e na consolidação do bem.


59
REOUVINDO A MENSAGEM


          Ainda no recinto ou nos dias subseqüentes, é aconselhável que os lidadores da desobsessão, quando seja necessário, reouçam a mensagem educativa, obtida na fase terminal das tarefas, caso haja sido gravada. Procurar  repitamos  nas frases do comunicante a essência e a orientação. Por outro lado, abster-se do impulso da divulgação, sem estudo.

          Cabe refletir que as primeiras instruções para a criatura reencarnada se verificam no plano doméstico. A criatura humana recebe dos pais e dos instrutores do lar conselhos e indicações inesquecíveis, mas, por isso, nem todos podem ser ençaminhados às tipografias para o trabalho publicitário. Ninguém se lembrará de enviar uma advertência maternal qualquer para a imprensa, conquanto um aviso de mãe seja sempre uma peça preciosa para os filhos a que se destine.

          O dirigente, na hipótese da recepção de mensagens destinadas à propagação, precisará joeirá-las em rigorosa triagem, solicitando, para esse fim, o concurso de companheiros habituados às lides culturais e doutrinârias, com autoridade bastante para emitir opiniões, verificando, igualmente, se as instruções obtidas não coincidem, na forma literal, com essa ou aquela página espírita, mediúnica ou não, já consagrada na leitura comum, embora o fundo moral seja respeitável.


60
ESTUDO CONSTRUTIVO DAS PASSIVIDADES


Ë interessante que dirigente, assessores, médiuns psicofônicos e integrantes da equipe, finda a reunião, analisem, sempre que possivel, as comunicações havidas, indicando-se para exame proveitoso os pontos vulneráveis dessa ou daquela transmissão.

As observações fraternas e desapaixonadas, nesse sentido, alertarão os companheiros da mediunidade quanto a senões que precisem evitar e recordarão aos encarregados do esclarecimento pequenas inconveniências de atitude ou palavra nas quais não devem reincidir.

De semelhante providência, efetuada com o apreço recíproco que necessitamos sustentar uns para com os outros, resultará que todos os componentes da reunião se investirão, por si mesmos, na responsabilidade que nos cabe manter no estudo constante para a eficiência do grupo.

         Se os médiuns esclarecedores julgam conveniente a atenção desse ou daquele médium psicofônico em determinado tema de serviço espiritual, chamá-lo-ão a entendimento particular, evitando-se a formação de suscetibilidades, salientando-se que os próprios médiuns psicofônicos, se libertos de teias obsessivas, são os primeiros a se regozijarem com o exame sincero do esforço que apresentam.


61
SAÍDA DOS COMPANHEIROS


          A saída dos companheiros realizar-se-á nos moldes da discrição seguidos na entrada.

          Evitar-se-ão gritos, gargalhadas, referências maliciosas, anedotário picante.

          O serviço da desobsessão reclama a tranqüilidade e o respeito que se deve a um sanatório de doenças mentais.

          Considerem os companheiros dessa sementeira de amor que estão sendo, muitas vezes, seguidos e observados por muitos enfermos desencarnados que lhes ouviram, com interesse, as exortações e os ensinos, no curso da reunião, e será contraproducente, além de indesejável, qualquer atitude ou comentário pelos quais os tarefeiros do socorro espiritual desmanchem, invigilantes, os valores morais que eles próprios construíram na consciência e no ânimo dos Espíritos beneficiados.


62
COMENTÁRIOS DOMÉSTICOS


          De volta a casa, convém que os servidores da desobsessão silenciem qualquer nota inconveniente acerca de transmissões, influências, fenômenos ou revelações havidas na reunião.

          Se os comunicantes se referirem a problemas infelizes, como sejam crimes, ofensas, mágoas ou faltas diversas, cabe-nos recordar que a obra da desobsessão, no fundo, é libertação das trevas de espírito e não existe libertação das sombras sem esquecimento do mal.

          Conversas acerca de quaisquer maníf estações ou traços deprimentes do amparo espiritual efetuado estabelecem ímãs de atração, criando correntes mentais de ação e reação entre os comentaristas e os que se tornam objeto dos comentários em pauta, realidade essa que faz de todo desaconselháveis as referências sobre o mal, de vez que funcionam à maneira de bisturis visíveis, revolvendo inutilmente as chagas mentais dos enfermos desencarnados que foram atendidos, arrancando-os do alívio em que estão mergulhados, para novas síndromes de angústia.

          Isto, porém, não impede que médiuns esclarecedores, médiuns psicofônicos e companheiros outros analisem determinadas passagens da palavra ou da presença das entidades sofredoras, em círculo íntimo, para estudo construtivo, com efeitos na edificação do bem, ao modo de especialistas num simpósio conduzido com discrição.