terça-feira, 6 de setembro de 2016

4 Estudos destinados à Família e à Educação no Lar Tema 04b Orientação Educacional dos pais nossa conversa sobre

CVDEE  - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

Sala Virtual de Estudos Educar

Estudos destinados à Família e à Educação no Lar

Olá, irmãos da Sala Educar!!!

Tudo em paz com vocês???

Já discutimos bastante sobre família, filhos, lar... Vamos agora papear um pouquinho sobre a Orientação Educacional dos Pais?

Sabemos que os pais são os primeiros educadores Independente de terem consciência disso ou não, de estarem preparados ou não, pois, é através dos primeiros exemplos que a criança absorver destes que ela passará a moldar todas as tendências que trouxe das reencarnações anteriores à personalidade atual.

Sendo assim, é necessário que nós, principalmente os que nos dizemos espíritas, busquemos nos preparar melhor para orientar nossos filhos. Mas, só poderemos orientá-los se tivermos também essa orientação.

Então, vamos discutir isso respondendo às seguintes questões:

1 - Qual a importância e a necessidade de nossa auto-educação, enquanto pais?

2 - Para nós, que somos espíritas, qual a mais segura diretriz de Orientação Educacional?

Esperamos uma semana de muitas participações, lembrando que cada um pode participar respondendo as questões propostas ou trazendo contribuições (textos, mensagens) dentro do tema proposto.

Tema 04b Orientação Educacional dos pais nossa conversa sobre

Questões propostas:

1 e 2 - Importância, necessidade e diretriz de nossa auto-educação enquanto pais.

 Penso que quando o ser, como individualidade, desperta para a consciência desta importância e necessidade, naturalmente ele busca o conhecimento. A dificuldade nesta busca é encontrar o melhor caminho, uma pessoa que te inicie, um bom livro, enfim; mas, para aquele que já está vinculado a doutrina espírita, é simplesmente indispensável o estudo, o auto-conhecimento é fundamental,  abrir-se ao conhecimento do viver corpo/espírito, no equilíbrio desta duas existências, passar isto aos filhos, e a todos aqueles que vierem buscar isto em nós, seja como evangelizadora, monitora ou simples amiga é algo de muita necessidade em nossos dias, visto que as pessoas não se satisfazem mais com promessas mágicas. Desta forma no meu parco entender e na minha própria busca, o mandamento primeiro e único: "Amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" - esta a diretriz.

 Desejo a todos um bom fim de semana.
Luz e Paz.
(Lúcia Machado)
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Sem querer desvirtuar o assunto proposto durante a semana, gostaria de fazer algumas ponderações a respeito da educação dos filhos sob a ótica dos conceitos espíritas. Acho q acima de tudo, devemos educar nossos filhos sob esses conceitos. Sobre a existência da espiritualidade e o intercâmbio com o mundo espiritual, principalmente com relação a mediunidade na infância. Devemos explicar q são fatos naturais
(AC 161169)
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Olá amigos da sala educar, muita luz para todos.

1 - Qual a importância e a necessidade de nossa auto-educação, enquanto pais?

Para mim é de extrema importância, pois como diz o ditado "os filhos são o retrato dos pais", ou seja, estamos sempre dando o exemplo à eles. Assim precisamos buscar passar sempre o nosso melhor.

2 - Para nós que somos espíritas, qual a mais segura diretriz de Orientação Educacional?

Sem dúvida a mais segura diretriz de orientação educacional, são os ensinamentos de Jesus, é preciso estar sempre em sintonia com o bem. É quando crianças que devemos "plantar" a sementinha. Seja qual for sua religião, para você esta é a melhor, assim seu filho deve seguí-la com você e não deixar para ele escolher quando crescer. É na fase da criança que devemos formar o alicerce.

Abraços,
(Maritsa)
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- Eu acredito que só possamos ensinar aquilo que já possuímos, acredito na educação pelo exemplo. Pois os filhos são espelhos dos pais. Tem que se correr atrás principalmente das mudanças que temos que acompanhar, acho até que muita coisa que nos foi ensinado pelos nossos pais, termos só com o que é bom, e jogarmos fora o que sobrar.

  2- Na minha opinião a bússola é o evangelho de Jesus, principalmente no ensinamento de fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem, mas não acredito ser só o espirita, e sim de todos os cristãos, apesar também de que em outras religiões também há muitos ensinamentos bons,

Onde também houve outros missionários que trouxeram ensinamentos bons.

Agora, penso também que o espiritismo nos abre muito a consciência, o sino bate logo quando pisamos na bola. Muita paz

(Luiza)
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Quando estamos assistindo tanta violência no mundo, e ficamos indignados, temos que tentar mudar tudo isso, e só acredito na mudança através da educação, educando nossas crianças teremos com certeza um mundo melhor, a paz começa em casa, mas como é difícil conseguir está paz manter tudo sob controle, porque só conseguiremos quando todos da família lutarem pela paz dentro de casa, ai entra a nossa auto educação, todos temos a responsabilidade de educar, de lutar por um mundo melhor.

(Maria Luiza)
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Oi…pessoal….

Espero que todos estejam em alegria... e que esta iniciativa possa se estender a muitos, contribuindo nessa bendita oportunidade de trabalhar e aprender sobre o tema família e a educação com base na Doutrina.

Recebi de um amigo, hoje, a indicação deste site e me cadastrei...gostaria de receber, se é possível, as mensagens anteriores para posicionar-me e poder participar.

 Por enquanto, muito obrigado
até mais
(Maurício)
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Olá pessoal…Muita alegria

 Interessante a colocação da Maria Luiza, se buscarmos o comentário do Kardec na questão 685 (LE)...  Há um elemento que, comumentemente, não entra na balança e sem o qual a ciência econômica não é mais que uma teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a educação moral, e não, ainda a educação moral pelos livros, mas aquela que consiste na arte de formar os caracteres a que dá os hábitos; porque a educação é o conjunto de hábitos adquiridos. Quando se pensa na massa de indivíduos jogados cada dia na torrente da população, sem princípios, sem freios e entregues aos seus próprios instintos, deve-se espantar das consequências desastrosas que resultam? ... (vale a pena ler o restante das ponderações).

Não há dúvida, somente pela educação moral haverá modificação do quadro atual. Portanto, temos que nos esforçar no limite de nossas forças (ver questão 642 e 643 - LE) para nos auto-educarmos e para auxiliar a todos que tivermos chance de relacionamento, respeitando o livre-arbítrio de cada um. O peso do exemplo continua sendo de valor inquestionável. Sigamos o exemplo do Mestre, nas atitudes do dia a dia, e aprenderemos a construir a paz em nosso interior.

até
(Maurício)
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Qual a importância e a necessidade de nossa auto-educação, enquanto Pais?

     A base da Doutrina Espírita não é a reforma íntima? Esta reforma não é uma reeducação? Não é exatamente substituir velhos e contraditórios valores pela lucidez da razão? Quando pessoas assumem não que SÃO pais, mas que ESTÃO pais neste momento (visto que estávamos filhos até agora, estaremos avós mais tarde) aprendem que num processo de educação existe aquele que ensina e aquele que aprende e que no minuto seguinte os papéis podem (e devem) ser trocados. Os filhos em dado momento aprende conosco e no seguinte, nos ensina. Os pais devem, portanto buscar continuamente a auto-educação, a busca da melhoria interior para que possam transmitir o que há de melhor em si. Deve buscar colocar os filhos na Evangelização Infantil, ao mesmo tempo que deve buscar cursos dentro da Casa Espírita (espíritas, instrução).  Reeducação, talvez este seja o caminho.

 2) Para nós, que somos espíritas, qual a mais segura diretriz da Orientação Educacional? O único modelo a ser seguido é Jesus. E Jesus orienta que devemos amar o próximo como a si mesmo. Muito bem. Vamos aos passos: 1º) AMAR a si, é olhar no espelho e identificar defeitos e buscar corrigi-los.2º) CONHECER seu filho 3º) DEIXAR seu filho CONHECER VOCÊ. É quando você permite que ele perceba que você chora, ri, fica bravo, enfim, exterioriza emoções. É trazer o Evangelho no Lar, é aprender junto. Pai, mãe são apenas EDUCADORES; são também EDUCANDOS. O processo de Educação existe quando há esta troca e a Orientação Educacional existe quando traz como bandeira o EVANGELHO.
 Amigos, obrigada pela oportunidade

(Silvia Sana)

Céu inferno_074_ 2a parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Angèle, nulidade sobre a Terra

Céu inferno_074_ 2a parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Angèle, nulidade sobre a Terra

TEXTO PARA ESTUDO

ANGÈLE, nulidade sobre a Terra (Bordéus, 1862)
Com este nome, um Espírito se apresentou espontaneamente ao médium.

1. - Arrependei-vos das vossas faltas?

R. Não. - P. Então por que me procurais?

R. Para experimentar.

P. Acaso não sois feliz?

R. Não. - P. Sofreis?

R. Não.

P. Que vos falta, pois?

R. A paz.

Nota - Certos Espíritos só consideram sofrimento o que lhes lembra as suas dores físicas, convindo, não obstante, ser intolerável o seu estado moral.

2. - Como pode faltar-vos a paz na vida espiritual?

R. Uma mágoa do passado.

P. A mágoa do passado é remorso; estareis, pois, arrependida?

R. Não; temor do futuro é o que experimento.

P. Que temeis?

R. O desconhecido.

3. - Estais disposta a dizer-me o que fizestes na última encarnação? Isso talvez me facilite a orientar-vos.

R. Nada.

4. - Qual a vossa posição social?

R. Mediana.

P. Fostes casada?

R. Sim; fui esposa e mãe.

P. E cumpristes zelosa os deveres decorrentes desse duplo encargo?

R. Não; meu marido entediava-me, bem como meus filhos.

5. - E de que modo preenchestes a existência?

R. Divertindo-me em solteira e enfadando-me como mulher.

P. Quais eram as vossas ocupações?

R. Nenhuma.

P. E quem cuidava da vossa casa?

R. A criada.

6. - Não será cabível atribuir a essa inércia a causa dos vossos pesares e temores?

R. Talvez tenhais razão. Mas não basta concordar.

P. Quereis reparar a inutilidade dessa existência e auxiliar os Espíritos sofredores que nos cercam?

R. Como?

P. Ajudando-os a aperfeiçoarem-se pelos vossos conselhos e pelas vossas preces.

R. Eu não sei orar.

P. Fá-lo-emos juntos e aprendereis. Sim?

R. Não.

P. Mas por quê?

R. Cansa.

Instruções do guia do médium

Damos-te instrução, facultando-te o conhecimento prático dos diversos estados de sofrimento, bem como da situação dos Espíritos condenados à expiação das próprias faltas.

Angèle era uma dessas criaturas sem iniciativa, cuja existência é tão inútil a si como ao próximo. Amando apenas o prazer, incapaz de procurar no estudo, no cumprimento dos deveres domésticos e sociais as únicas satisfações do coração, que fazem o encanto da vida, porque são de todas as épocas, ela não pôde empregar a juventude senão em distrações frívolas; e quando deveres mais sérios se lhe impuseram, já o mundo se lhe havia feito um vácuo, porque vazio também estava o seu coração. Sem faltas graves, mas também sem méritos, ela fez a infelicidade do marido, comprometendo pela sua incúria e desleixo o futuro dos próprios filhos.

Deturpou-lhes o coração e os sentimentos, já por seu exemplo, já pelo abandono em que os deixou, entregues a fâmulos, que ela nem sequer se dava ao trabalho de escolher. A sua existência foi improfícua e, por isso mesmo, culposa, visto que o mal é oriundo da negligência do bem. Ficai bem certos de que não basta abstervos de faltas: é preciso praticar as virtudes que lhes são opostas.

Estudai os ensinamentos do Senhor; meditai-os e compenetrai-vos de que eles, se vos fazem estacar na senda do mal, também vos impõem voltar atrás, a fim de tomardes o caminho oposto que conduz ao bem. O mal é a antítese do bem; logo, quem quiser evitar o primeiro deve seguir o segundo, sem o qual a vida se torna nula, mortas as suas obras, e Deus, nosso pai, não é o Deus dos mortos, mas dos vivos.

- P. Ser-me-á permitido saber qual teria sido a penúltima existência de Angèle?

A última deveria ter sido consequência dela, isto é, da penúltima.

- R. Ela viveu na indolência beatífica, na inutilidade da vida monástica. Preguiçosa e egoísta por gosto, quis experimentar a vida doméstica, mas seu Espírito pouco progrediu.

Sempre repeliu a voz íntima que lhe apontava o perigo, e, como a propensão era suave, preferiu abandonar-se a ela, a fazer um esforço para sustá-la em começo.

Hoje ainda compreende o perigo dessa neutralidade, mas não se sente com forças para tentar o mínimo esforço. Orai por ela, procurai despertá-la e fazer que seus olhos se abram à luz. É um dever, e dever algum se despreza.

O homem foi criado para a atividade; a atividade do Espírito é da sua própria essência; e a do corpo, uma necessidade.

Cumpri, portanto, as prescrições da existência, como Espírito votado à paz eterna. A serviço do Espírito, o corpo mais não é que máquina submetida à inteligência: trabalhai, cultivai, portanto, a inteligência, para que dê salutar impulso ao instrumento que deve auxiliá-la no cumprimento de sua missão. Não lhe concedais tréguas nem repouso, tendo em mente que essa paz a que aspirais não vos será concedida senão pelo trabalho. Assim, quanto mais protelardes este, tanto mais durará para vós a ansiedade de espera.

Trabalhai, trabalhai incessantemente; cumpri todos os deveres sem exceção, isto com zelo, com coragem, com perseverança.

A fé vos alentará. Todo aquele que desempenha conscientemente o papel mais ingrato e vil da vossa sociedade, é cem vezes mais elevado aos olhos do Onipotente do que aquele que, impondo esse papel aos outros, despreza o seu.

Tudo é degrau que dá acesso ao céu: não quebreis a lápide sob os pés e contai com o concurso de amigos que vos estendem a mão, sustentáculos que são dos que vão haurir suas forças na crença do Senhor.

Monod.

QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO

1.Por que o trabalho é tão importante ao espírito?

2.Em que consiste a Lei do Trabalho?

Consulta recomendada: Livro dos Espíritos, parte 3 - Das Leis Morais

Conclusão:

1. Em se tratando do espírito encarnado ou desencarnado, a Lei funciona de igual modo, o que muda é o relativo ao corpo físico quando somos novamente apenas espíritos:

"O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 674.)

"Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que se concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XVI, item 7.)

2. DA LEI DO TRABALHO

A necessidade do trabalho é lei da natureza, isto é, é intrínseco no homem ter que trabalhar, para desenvolver o seu potencial intelectual e moral. Tanto é trabalho o do corpo quanto o da inteligência e, como resultado, temos uma aplicação moral desse trabalho, revertendo para o próprio indivíduo e para aqueles que o cercam, aumentando o seu património material e espiritual, do qual deve usufruir para a sua felicidade.

Enquanto o trabalho animal é puramente instintivo e condicionado, o do homem é racional e criativo, permitindo-lhe desenvolver os seus potenciais divinos, pois não visa apenas a conservação do corpo e os bens materiais. O homem evoluído faz do trabalho um meio para atingir os seus fins espirituais de socialização.

O trabalho existe em função das necessidades que, quanto menos materiais forem mais, inclinam o homem para um trabalho menos penoso sob o ponto de vista físico. As necessidades materiais exigem um trabalho material, as espirituais um espiritual.

Quanto mais meios o homem possui para a sua manutenção e sustento mais obrigação moral tem de ser útil aos semelhantes, pois usar o que possui só para o seu gozo, caracteriza-o como egoísta e involuído. A posse de bens que extrapolem as suas necessidades obriga-o a ser útil aos semelhantes, sob pena de converter-se num entrave para o progresso moral e social do meio e da sociedade em que vive, podendo, de futuro, encontrar-se impossibilitado de desenvolver uma função voluntariamente desprezada, tendo que viver às expensas do trabalho alheio, sofrendo o peso dos limites que ele mesmo procurou.

Na sociedade atual, o trabalho dos pais a favor dos filhos (de uma maneira geral de uma geração anterior para uma sucessora) deve receber, como recíproca, uma ação de ajuda mútua, estabelecendo uma cadeia natural de trocas, que estabilize a sociedade. O mais velho ajudando a criança a ser adulta; esta, alcançando a maturidade e o seu mais alto potencial produtivo, deverá ajudar e amparar os que por ela tanto fizeram, e voltar-se também para as novas gerações, que precisam de ajuda e exemplos, e assim sucessivamente.

LIMITE DO TRABALHO – REPOUSO

O repouso, além de ter um papel na reparação das energias físicas, também serve como elemento importante na indução do espírito a procurar a liberdade da inteligência, alcançando a vertente da criatividade, fugindo, assim, do estreito anel das condições reflexas e limitantes de um trabalho rotineiro.

O limite do trabalho é o das forças e todo o abuso que se cometa será considerado suicídio indireto, se for autonomamente imposto pelo próprio interessado, ou escravidão vil, se da responsabilidade de um terceiro. Tanto uma como a outra atitude configuram uma transgressão da lei de Deus.

Num meio social que leva em conta a lei de produção e consumo uma faixa etária nova é responsável pelo trabalho que assegura o bem-estar dos mais velhos, que já não podem produzir, mas que têm o direito de viver e gozar dignamente a sua velhice, e também é responsável pela educação dos mais novos, que se prepararam para contribuir a favor da sociedade e do mundo.


Por isso é que a lei da reprodução é importante na manutenção deste fluxo interminável, do qual são geradas as sociedades e a própria humanidade. (fonte: Portal do espírito)

ESTUDO EVANGÉLICO 62 - LIVRO PALAVRAS DE VIDA ETERNA - TEMA: #"NO CAMPO DA VIDA"

                ESTUDO EVANGÉLICO

Livro: Palavras de Vida Eterna

Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

ESTUDO 62

- "NO CAMPO DA VIDA"

"Entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida", - Paulo.
                      (I TIMÓTEO, 6:19).

Qualquer edificação que alguém se proponha fazer, precisa de alicerce firme para não ruir.

Se a meta de vida é alcançar o aperfeiçoamento do Espírito, o tempo de começar é agora; trabalhar construindo uma base, garantindo um futuro feliz, para quando dá ao plano espiritual, apresentar alguma conquista na qual possa o Espírito no apoiar e não ficar desorientado, ao enfrentar a realidade da vida, sem lamentar oportunidades perdidas.

Quando encarnados, é comum, fugir-se dessa realidade. Quando livres do corpo físico, não há como não enfrentar essa verdade.

Por isso, a importância em aproveitar a presente reencarnação, começando a preparar um futuro mais tranquilo, sem tanto sofrimento, face a esse passado cheio de enganos, que precisamos consertar. Quando conscientes das necessidades evolutivas, buscando trabalhar para melhorar e progredir, de alguma forma suaviza-se a caminhada.

No plano material, ao fazer aquisições, é preciso trabalhar muito, porque sem esforço, sem empenho ela nada conseguirá.

Com relação às aquisições do Espírito, que são as que realmente importam, não poderia ser diferente; pelo contrário, exige mais esforço, interesse, empenho e trabalho, porque abandonar, livrar-se de vícios e imperfeições acumulados ao longo dos milênios, não representará tarefa fácil.

Revisar as próprias tendências, avaliar quais são as necessidades, para não se deter buscando no escuro, maneira esta que não chegará a uma definição, a uma conclusão daquilo que precisamos renovar, mudar em nós.

Precisamos ser melhores hoje, se temos como objetivo estarmos melhores amanhã.

Essa iluminação interior não vem de uma só vez, assim como alguém que recebe um presente. Para adquiri-la há necessidade de esforço metódico e acontece aos poucos, gradativamente.

Jesus afirmou que "o Reino dos Céus não se toma de assalto", conquista-se com a prática das boas obras, querendo dizer, que não se apodera do Reino de Deus, mas, faz-se por merecê-lo, através da prática do Bem.

Segundo palavras de Emmanuel, "viver é atributo de todos, mas viver bem é o caminho de quantos se dirigem, leais ao Bem, para a divina luz da Vida Real".

Bibliografia:

Evangelho De Redenção - Paulo Godoy, pág. 99.

         
Maria Aparecida Ferreira Lovo
Outubro / 2006

Centro Espírita Batuira
cebatuira@cebatuira.org.br
Ribeirão Preto (SP)


XXVIII O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - CAPÍTULO IV: NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS, SE NÃO NASCER DE NOVO ITENS 3, 4 e 6: RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - XXVIII

CAPÍTULO IV: NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS, SE NÃO NASCER DE NOVO

ITENS 3, 4 e 6: RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

"(Após a transfiguração) E os discípulos lhe perguntaram, dizendo: Pois porque dizem os escribas que importa vir Elias primeiro? Mas ele, respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas: digo-vos porém, que Elias já veio e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer às suas mãos. Então, compreenderam os discípulos que de João Batista é que ele lhes falara. (Mateus, XVII: 10 a 13; Marcos: IX: 11 a 13).

Também neste texto, aparece bem claro que os judeus aceitavam a idéia da reencarnação. Se assim não fora, seus discípulos não iriam concluir que Jesus lhes falara que João Batista fora Elias. Nesse fato, fica bem clara a volta de Elias para continuar sua missão de mensageiro de Deus.

Por isso, Kardec escreve que "A reencarnação fazia parte dos dogmas judeus, sob o nome de ressurreição". Somente os saduceus nela não acreditavam, como vemos em Mateus, XXII: 23:" Naquele dia aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição e …"

Saduceus era uma seita judia, formada em 248 antes de Cristo, por Sadoc. Eles não acreditavam na imortalidade da alma, considerando a morte o fim de tudo. Acreditavam em Deus, na sua providência em bens materiais. Era uma seita pouco numerosa, mas, com membros importantes, tinha influência política, em oposição aos fariseus.

Estes últimos constituíam a seita mais influente, fundada nos anos 180 ou 200 antes de Cristo. Seu chefe Hilel fundara na Babilônia, uma escola onde se ensinava que a fé só era dada pela escrituras. Observavam com rigor as práticas exteriores do culto e das cerimônias. Tinham apenas as exterioridades das virtudes e exerciam grande influência sobre o povo, que os julgava santos. Daí sua importância.

O termo ressurreição vem do latim “resurrecto, onis": ressurreição, de "resurrectum" do verbo "resurgère": relevantar-se; reerguer-se, restabelecer-se, reanimar, recomeçar. Ressurreição pode significar também ato ou efeito de ressurgir ou ressuscitar e retorno da morte à vida, dentre outros significados. (dicionário Houaiss).

No Novo Testamento, vemos a ressurreição de algumas pessoas consideradas mortas: a filha de Jairo (Mateus, 9:24e25), o jovem de Naim ( Lucas 7: 14e15), Lázaro ( João 11: 43 e 44), Dorcas (Atos, 9:40 e 41). Todas retornaram à vida porque não estavam mortas, seus espíritos continuavam ligados aos corpos. Jesus não viera para transgredir as leis físicas, também criadas por Deus; todos os seus chamados "milagres" foram feitos em função do completo conhecimento que ele tinha das leis naturais (físicas e morais).

Kardec escreveu: "... a ressurreição supõe o retorno à vida do próprio cadáver, o que a ciência demonstra ser, materialmente, impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já estão há muito dispersos e consumidos."

Assim, o espiritismo aceita apenas a ressurreição espiritual: o espírito ressurge no plano espiritual após a morte do corpo, ressurge na Terra após o renascimento, bem como continua ressurgindo da ignorância, dos vícios, a caminho da perfeição e da felicidade, pois que traz em si a perfectibilidade.

Jesus também falou em ressurreição, como vemos em João: 5:28 e 29: " Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos, ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo"; e ainda em João, 6: 39,40,44 e 54: " E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia."

Segundo o espiritismo, que mostra, com lógica e clareza, a longa caminhada do espírito, no decorrer dos milênios, no seu desenvolvimento espiritual, em mundos materiais, até viver plenamente a vida espiritual, em mundos celestes ou divinos, esse “último dia" pode significar o tempo em que a humanidade da Terra, então voltada para o bem geral, terá transformado este planeta em um mundo de regeneração. Então, os que não estiverem em condições morais para nela permanecer, irão reencarnar em mundos primitivos, onde reiniciarão seu desenvolvimento moral em condições mais difíceis, mas sempre sob o amparo do Pai, através dos espíritos evoluídos.

Pode também significar a ressurreição do espírito que, se libertando da ignorância, do apego à matéria, do mal, adquire condições de viver plenamente a vida do espírito, não precisando mais de reencarnações em mundos materiais. “Que nenhum eu perca de todos os que me deu", disse Jesus, numa comprovação do amor e da misericórdia do Pai.

E temos a própria ressurreição de Jesus, em corpo espiritual, numa materialização do perispírito, demonstrando aos discípulos a verdade da imortalidade, e por conseqüência, de todos os seus ensinamentos. Foi então, que eles se ergueram do abatimento no qual todos mergulharam, após a crucificação e se agigantaram na vivência do amor a Deus e do amor ao próximo. Sem o retorno de Jesus à presença dos seus discípulos, seus ensinamentos, provavelmente, teriam sido esquecidos.

A reencarnação é o retorno da alma ou espírito à vida na Terra, em um novo corpo, que nada tem com o antigo. Assim, se João Batista era Elias, o corpo de João não era o de Elias e aquele seria então Elias reencarnado, mas não ressuscitado. Mas, de qualquer maneira, a idéia da reencarnação estava presente no judaísmo.

Jesus sancionou a idéia da reencarnação de Elias na pessoa de João Batista, quando, na conversa com Nicodemos, disse: "Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo." "Não te maravilhes de eu ter dito que é necessário nascer de novo."

Leda de Almeida Rezende Ebner
Setembro / 2003

Centro Espírita Batuira
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O CENTRO ESPÍRITA BATUIRA esclarece que permanece divulgando os estudos elaborados pela Sra Leda de Almeida Rezende Ebner após o seu desencarne, com a devida AUTORIZAÇÃO da família e por ter recebido a DOAÇÃO DE DIREITOS AUTORIAIS, conforme registros em livros de Atas das reuniões de diretoria deste Centro.


ESTUDO 78 O LIVRO DOS MÉDIUNS - SEGUNDA PARTE DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS – CAPITULO XVI - MÉDIUNS ESPECIAIS #193. VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES - Segundo o gênero e a especialidade das comunicações

O LIVRO DOS MÉDIUNS

(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores)
Por
ALLAN KARDEC
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE

DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS

CAPITULO XVI

MÉDIUNS ESPECIAIS

Estudo 78 - 193. VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES - Segundo o gênero e a especialidade das comunicações.

Relembramos que na questão 152 afirmou Allan Kardec que a ciência espírita progrediu como todas as outras e mais rapidamente do que estas. Ao observar os médiuns em ação o Codificador identificou as variedades que passamos a estudar.

VARIEDADES DOS MÉDIUNS ESCREVENTES

1º - Segundo o modo de execução
2º - Segundo o desenvolvimento da faculdade
3º - Segundo o gênero e a especialidade das comunicações
4º - Segundo as qualidades físicas do médium
5º - Segundo as qualidades morais dos médiuns

3º - SEGUNDO O GÊNERO E A ESPECIALIDADE DAS COMUNICAÇÕES:

Médiuns versificadores: obtêm, mais facilmente do que outros, comunicações em verso. Muito comuns, para maus versos; muito raros, para versos bons.

Médiuns poéticos: São os que sem obter versos, recebem comunicações de estilo vaporoso, de sentimental, nada que mostre rudeza. São, mais que os outros, próprios para a expressão de sentimentos ternos e afetuosos. Tudo, nas suas comunicações, é vago; é inútil pedir-lhes idéias precisas. Muito comuns.

Médiuns positivos: suas comunicações têm, geralmente, um cunho de nitidez e precisão, que muito se presta às minúcias circunstanciadas, aos ensinamentos exatos. Muito raros.

Médiuns literários: não apresentam o tom vago dos médiuns poéticos, nem o terra-a-terra dos médiuns positivos, porém, dissertam com sagacidade. Seu estilo é correto, elegante e, frequentemente, de notável eloquência.

Médiuns incorretos: podem obter comunicações muito boas, pensamentos de elevada moralidade, mas seu estilo é difuso, incorreto, sobrecarregado de repetições e de termos impróprios.

"A incorreção material do estilo decorre geralmente de falta de cultura intelectual do médium que não serve de bom instrumento para o Espírito nesse sentido. Mas o Espírito dá pouca importância a isso e, tendo como essencial o pensamento, ele vos deixa a liberdade de dar-lhe a forma que convenha. Já assim não é com relação às idéias falsas e ilógicas que uma comunicação possa conter, as quais constituem sempre um indício de inferioridade do Espírito que se manifesta." Allan Kardec

Médiuns historiadores: os que revelam aptidão especial para as explanações históricas. Esta faculdade, como todas as demais, independe dos conhecimentos do médium, pois há pessoas sem instrução e até mesmo crianças, que tratam de assuntos muito além do seu alcance. Variedade rara dos médiuns positivos.

Médiuns científicos: não dizemos sábios, porque podem ser muito ignorantes e, apesar disso, se mostram especialmente aptos para comunicações relativas às Ciências.

Médiuns receitistas: têm a especialidade de servirem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos para as prescrições médicas. Importa não os confundir com os médiuns curadores, visto que absolutamente não fazem mais do que transmitir o pensamento do Espírito, sem exercerem por si mesmos influência alguma. Muito comuns.

Médiuns religiosos: recebem especialmente comunicações de caráter religioso, ou que tratam de questões religiosas, sem embargo de suas crenças, ou hábitos.

Médiuns filósofos e moralistas: suas comunicações tratam de questões de Moral ou de alta Filosofia. Muito comuns para as questões morais.

"Todos estes matizes constituem variedades de aptidões dos médiuns bons. Quanto aos que têm uma aptidão especial para comunicações científicas, históricas, médicas e outras, fora do alcance atual, fica certo de que possuíram esses conhecimentos em outra existência e os conservam em estado latente, fazendo parte assim, dos elementos cerebrais necessários à comunicação do Espírito que se manifesta; são os elementos que facilitam a transmissão de idéias que lhe são próprias, porquanto, em tais médiuns encontra instrumentos mais inteligentes e mais maleáveis do que num ignorante." - (Erasto)

Médiuns de comunicações triviais e obscenas: estas palavras indicam o gênero de comunicações que alguns médiuns recebem habitualmente e a natureza dos Espíritos que as dão. Quem tiver estudado o mundo espírita em todos os graus, sabe que há Espíritos cuja perversidade se iguala à dos homens mais depravados e que se comprazem em exprimir seus pensamentos nos mais grosseiros termos. Outros, menos abjetos, se contentam com expressões triviais. E natural que esses médiuns sintam o desejo de se livrarem da preferência de que são objeto por parte de semelhantes Espíritos e que devem invejar os que, nas comunicações que recebem, jamais escreveram uma palavra inconveniente. Só por uma estranha aberração mental e falta de bom senso se poderia acreditar que semelhante linguagem pudesse ser usada por Espíritos bons.

Concluindo o estudo sobre o gênero e especialidade das comunicações, relembramos que, dada a condição moral do nosso planeta e a questão de afinidade, é muito comum encontrarmos médiuns transmitindo comunicações de Espíritos de condição moral semelhantes às suas próprias condições, mas acreditando serem elas de alto valor moral. Mas, como exemplo de alto valor moral, citamos Francisco Cândido Xavier que, apesar do grau de escolaridade, serviu como intermediário para que o mundo espiritual trouxesse até nós ensinamentos de valor inestimável.

Bibliografia:

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap XVI - 2ª Parte – item 193.3º


Tereza Cristina D'Alessandro
Abril / 2008


Centro Espírita Batuíra
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