quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ESTUDANDO O CRISTIANISMO 16 FINAL

18  A ORIGEM DOS CONHECIMENTOS DE JESUS

Se concordamos que Jesus tenha passado sua adolescência junto dos pais em Nazaré e se Nazaré era um pequeno povoado de pessoas humildes, conforme relatado no artigo de Rodrigo Cavalcante, e se não foi encontrado pelos arqueólogos nenhuma fortificação e nem fundações de templos, como em Jerusalém, julgamos pertinente concluirmos que naquele pequeno lugarejo não podia existir nenhum mestre no ensino da lei, conquanto, Jesus não podia ter aprendido tudo quanto disse aos doutores, no templo de Jerusalém, quando de sua apresentação, pois até aqueles a quem o povo julgava conhecedores se espantaram com tamanha sabedoria. Como, então, explicar isso? Alguns justificam estes conhecimentos, alegando que Jesus tenha vivido entre os Essênios durante este período, motivo pelo qual não há registro sobre esta etapa de sua vida.

Para nós, Espíritas, este argumento não tem sustentação por alguns motivos que tentaremos explicar em seguida: primeiro - não podemos concordar que Jesus, que sempre procurou igualar os homens, exemplificado seus ensinamentos de humildade, amor e caridade pudesse participar de uma Doutrina de exclusão, isto é, somente para iniciados, uma vez que sempre pregou e ensinou em praça pública, onde todos, sem exceção, podiam ouvi-lo e aprender com ele, que nunca negou esclarecimentos a quem quer que se interessasse, de coração, pela sua Doutrina de amar o próximo com a si mesmo. Antes, porém, que alguém diga que Jesus também utilizou este método de exclusão, ou de iniciação, quando escolheu um pequeno grupo, os apóstolos, para com eles dividir conhecimentos, privilegiando informações que a outros não eram dado conhecer, sinceramente não enxergamos dessa maneira.

Se Jesus tivesse agido assim teria contrariado todos os seus ensinamentos de comunhão com o próximo, além do mais Ele, Jesus, nunca pediu que seus discípulos não divulgassem o que haviam aprendido com Ele em reuniões particulares, como acontecia com os Essênios, segundo Flávio Josefo, (...) nada ocultarão aos seus confrades dos mistérios mais secretos de sua religião e nada revelarão aos outros, quando mesmo fossem ameaçados de morte, para obrigá-los a isso. Muito pelo contrário, sempre os concitou a pregar e a exercitar tudo que com Ele haviam aprendido, tanto era assim que ficaram os evangelhos, enquanto que das outras doutrinas iniciáticas nada ficou de concreto, a não ser, especulações.

Outro ponto que podemos citar é que todas as doutrinas de iniciação exigem vários rituais, regras rígidas de comportamento, voto de silêncio, cerimônias em locais não acedidos a não membros da comunidade, hierarquia estabelecida, enquanto o Cristianismo só pede um comportamento definido na máxima de Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Jesus nunca proibiu alguém de participar de seus ensinamentos e por várias vezes repreendeu seus apóstolos sobre este assunto.

Ainda outro ponto que gostaríamos de abordar é com relação ao processo de iniciação, também relatado por Flávio Josefo, (...) na seita dos Essênios, os candidatos procuravam alguém iniciado e a partir desse contato havia a apresentação dos neófitos que não eram recebidos ... imediatamente em sua comunidade, mas fazem-nos esperar por um ano onde eles têm cada qual uma ração, um cântaro de água, uma veste e um hábito branco (...) não os deixam comer no refeitório até que tenham, durante dois anos, experimentado os seus costumes.

O que nos consta, porém, é que com Jesus este ingresso tenha sido feito de modo contrário, pois excetuando Judas Iscariotes, todos os outros apóstolos foram escolhidos e chamados diretamente por Ele, mesmo quando João Batista pede a Thiago e André para seguir Jesus. Não conhecemos nenhuma obra, aceita ou apócrifa que conste que havia rituais de iniciação para seguir Jesus e que havia promessas. Jesus procurou todos os seus apóstolos no meio simples e humilde, pessoas de pouca instrução, mas com o coração e mente abertos para assimilar os conhecimentos complexos do retorno à Casa Paterna.

Por isso, não podemos concordar quando querem justificar a permanência de Jesus junto aos Essênios, simplesmente por falta de informação de sua vida até os 30 anos, ou por achar semelhança da sua Doutrina e a professada pelos Essênios, principalmente no que diz respeito à escolha de um pequeno grupo para receberem informações privilegiadas.

Acreditamos que a escolha dos 11 apóstolos por Jesus, foi a urgência que ele tinha em deixar seu Evangelho para o mundo e a razão nos diz impossível fazermos de todos os membros de uma nação senhores com os mesmos níveis de informações, vivências e poder de assimilação e divulgação de algo novo. Portanto, julgamos mais do que natural que Jesus tenha escolhido estes 11 apóstolos para continuar o seu trabalho e com eles travasse preleções e explicações minuciosa, visando sempre à boa divulgação de sua doutrina.

O que mais nos causa estranheza é que, se Jesus tivesse efetivamente participado da seita Essênica, como alguns teimam em dizer, certamente ele teria concordado que aqueles que cometessem falta grave aos preceitos da iniciação, seriam afastados do seita, e a maior parte deles morreria miseravelmente, porque, não lhe sendo permitido comer com estrangeiros, seriam obrigados a comer ervas como os animais e chegariam, fatalmente, a morrer de fome. E outro ponto ainda mais grave, e que Jesus estaria de pleno acordo, que quando algum iniciado falasse com desprezo de algum legislador seria castigado com a pena de morte, pois era considerado grande dever obedecer aos antepassados e aos que por eles ordenam. Imaginemos se Jesus condenasse a pena de morte a todos quantos contrariassem a sua máxima de amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Além de contrariar o seu próprio ensinamento, como certeza poucos ou nenhum escapariam do sacrifício.

Ao concluirmos que os ensinamentos de Jesus não tenham advindo, nem da formação judaica, pois se assim tivesse sido, não faria o menor sentido a afirmativa do Apóstolo João, registrada no capítulo 7, versículos 15 e 16 do seu Evangelho: Os judeus exclamavam admirados: como é que ele sabe de letras sem ter estudado? Jesus respondeu: Minha doutrina não vem de mim, mas de quem me enviou E nem Essênica, por motivos contraditórios aos ensinamentos do Cristo, conforme tratando anteriormente e as explanações de Emmanuel, registradas no livro A caminho da luz, capítulo XII  O Cristo e os Essênios  psicografia de Francisco Cândido Xavier

Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e redenção. As próprias esferas mais próximas da terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.

O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.

E Allan Kardec - O Evangelho segundo o Espiritismo  Introdução  III  notícias Históricas:

Pelo gênero de vida que os Essênios levavam, assemelhavam-se muito aos primeiros cristãos, e os princípios da moral que professavam induziram muitas pessoas a supor que Jesus, antes de dar começo à sua missão, lhes pertencera à comunidade. É certo que Ele há de tê-la conhecido, mas nada prova que se lhe houvesse filiado, sendo, pois, hipotético tudo quanto a esse respeito se escreveu.

Todos esses apontamentos levam-nos a seguinte pergunta: de onde veio, então, todo conhecimento de Jesus?

A Doutrina Espírita nos esclarece sobre a imortalidade da alma, a evolução do espírito e o esquecimento do passado. Ensina-nos a Doutrina que o Espírito não retrograda, o que vale dizer que todos os conhecimentos adquiridos em várias reencarnações estão arquivados em nossa memória e que são esquecidos, temporariamente, durante nossas reencarnações, porque (...) freqüentemente o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. ( KARDEC, L.E.) Se lembrássemos que essas pessoas poderiam ter sido nossos desafetos do pretérito, possivelmente teríamos dificuldades na convivência, podendo, muitas vezes, complicarmos novamente. Por isso foi-nos dado, por misericórdia, esquecermos, temporariamente, do passado, para que pudéssemos caminhar e evoluir; objetivo precípuo da reencarnação.

Às vezes, por necessidade nossa, nos é permitido, durante o sono físico, ter acesso à parte desses conhecimentos, conhecimentos que são recobrados, após nosso desencarne, com maior ou menor rapidez, dependendo da evolução de cada Espírito.

Portanto, se a nós, Espíritos imperfeitos, reencarnados na terra, com a finalidade de reparação de débitos, são nos facultadas determinadas lembranças, imaginemos Jesus, o Espírito mais puro, já encarnado em nosso orbe e como a Questão 113  Livro dos Espíritos nos esclarece que Espíritos puros são aqueles que (...) percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não tendo que sofrer provas, nem expiações. 

Não estando mais sujeito à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus. Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. E como a resposta da pergunta 244 nos esclarece que só os espíritos superiores (puros) vêem e compreendem a Deus e por isso (...) são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhe designam as suas missões. Assistir aos homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservam distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gravíssima. Sendo assim, como é possível que Jesus tenha algo para aprender com os homens da terra, espíritos inferiores reencarnados com o objetivo de provar e expiar? Como ser aprendiz e mestre ao mesmo tempo? Isso soa aos nossos ouvidos como algo inaceitável e porque não dizer absurdo aos olhos da razão. Pois se foi sob sua orientação misericordiosa que Ele nos recebeu, seres sofredores e infelizes à luz do seu reino de amor e justiça, oportunizando-nos condições propícias para nosso crescimento intelectual e moral. E como esquecer quando Emmanuel diz que o Filho de Deus em todas as circunstâncias seria o Verbo de Luz e de Amor do Princípio, cuja genealogia se confunde na poeira dos sóis que rolam no infinito.

No encontro com o Senador romano Públio Lentulus, narrado no livro Há dois mil anos, ditado pelo Espírito Emannuel a Francisco Cândido Xavier, páginas 84 e 85, 27ª edição, temos mostra desse conhecimento:

... Dando curso às idéias que lhe fluíam da mente incendiada e abatida, Públio Lentulus considerou dificílima a hipótese do seu encontro com o mestre de Nazaré.

- Como se entenderiam?

Não lhe interessara o conhecimento minucioso dos dialetos do povo e, certamente, Jesus lhe falaria no aramaico comumente usado na bacia do Tiberíades. (...) Foi quando, então, num gesto de doce e soberana bondade, o meigo Nazareno caminhou para ele, qual visão concretizada de um dos deuses de suas antigas crenças, e, pousando carinhosamente a destra em sua fronte, exclamou em linguagem encantadora, que Públio entendeu perfeitamente, como se ouvisse o idioma patrício, dando-lhe a inesquecível impressão de que a palavra era de espírito para espírito, de coração para coração....

Em resumo, podemos afirmar que Jesus, quando encarnado na terra - usamos a palavra encarnado e não reencarnado para justificar que Jesus em nenhuma ocasião habitou, em corpo físico, nosso orbe, não passou pelo esquecimento do passado, portanto todos os conhecimentos adquiridos em sua trajetória evolutiva estavam presentes em sua mente e deles fez uso para esclarecer-nos sobre o Reino de Deus. Podemos comprovar a presença desses conhecimentos em várias passagens do Seu Evangelho e não vimos nisso nada de espetacular, em se tratando de um espírito da envergadura de Jesus. Estas comprovações encontramos quando da conversa com os doutores da Lei no templo de Jerusalém, quando tinha apenas 12 anos( Lc. 2: 41 a 52), na explicitação de João sobre o verbo divino(Jo 1.1-16), a comparação feita à Abrão (Jo 8.56 a 59), e a confirmação dos apóstolos sobre sua natureza divina (Jo 16.30).

REUNIÃO MEDIÚNICA 1


 UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA 
ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA

Homenagem:

Este livro é dedicado aos médiuns que cumprem seu mandato com idealismo caritativo, mas, sobretudo, ao Espírito Yvonne do Amaral Pereira, que, durante muitos anos, enquanto encarnada, dirigiu reuniões mediúnicas, tornando-se modelo para todos aqueles que exercem a mediunidade com Jesus.

Onde dois ou mais estiverem reunidos em Meu Nome Eu aí estarei.
 (Jesus Cristo)

Fora da Caridade não há salvação.
(Allan Kardec)

Obrigada, meu Deus, pela bênção da mediunidade que me concedeste como ensejo para a reabilitação do meu Espírito culpado. A chama imaculada que do Alto me mandaste. Com a revelação dos pontos da tua Doutrina, a mim confiados para desenvolver e aplicar, eu te devolvo, no fim da tarefa cumprida, pura e imaculada conforme a recebi:amei-a e respeitei-a sempre,não a adulterei com idéias pessoais porque me renovei com ela a fim de servi-la; não a conspurquei, dela me servindo para incentivo às próprias paixões, nem negligenciei no seu cultivo para benefício do próximo, porque todos os meus recursos pessoais utilizei na sua aplicação. Perdoa, no entanto, Senhor, se melhor não pude cumprir o dever sagrado de servi-la, transmitindo aos homens e aos espíritos menos esclarecidos do que eu o bem que ela própria me concedeu.
(Yvonne do Amaral Pereira)

Médiuns, espelhem-se na exemplificação de Yvonne Pereira.

INTRODUÇÃO

Não é necessário estarmos a citar fatos relatados pelos Espíritos ou pelos escritores espíritas encarnados para demonstrar a realidade da comunicação entre os habitantes das duas esferas, pois é mais do que sabido que a barreira da matéria não impede o contato entre os seres humanos, cuja potência maior reside no pensamento.

O Espiritismo não inventou as reuniões mediúnicas, mas apenas reeditou o que já se praticava, por exemplo, nos tempos apostólicos do Cristianismo, sendo alguns fatos relatados por Paulo em suas Epístolas.

Todavia, com a Codificação Kardequiana, a mediunidade passou a ser conhecida com maior profundidade e ao alcance de todos, deixando de ser assunto restrito a uns poucos iniciados na Ciência Espiritual, complementadas as informações da Codificação, sobretudo, pelas revelações de André Luiz, através da mediunidade missionária de Francisco Cândido Xavier.

O presente estudo não pretende ser um tratado sobre mediunidade nem sobre como se devem realizar as reuniões mediúnicas, pois importantes autores já trataram do tema, todavia nunca é demais repetir aquilo que nem sempre é praticado com a devida qualidade, ocasionando dificuldades sobretudo para os Dirigentes Espirituais, que acabam tendo de improvisar soluções para os problemas criados pelos encarnados, por causa da sua preparação nem sempre suficiente para atuarem nessas oportunidades, apesar de normalmente bem intencionados.

As reuniões mediúnicas devem atender ao que Jesus recomendou: que se processem em Nome dEle, ou seja, com as finalidades de auto crescimento dos participantes e auxílio aos necessitados dos dois planos.

Sem intenção de repreender ninguém, mas apenas mostrar a conduta ideal nas reuniões mediúnicas é que nos abalançamos a grafar este breve estudo. 

Pedindo as bênçãos de Deus, nosso Pai, e de Jesus, nosso Mestre de Amor e Sabedoria, entregamos aos interessados o presente estudo, pedindo igualmente bênçãos em favor dos médiuns e oficiantes das sessões mediúnicas.

1  COMPONENTES DAS REUNIÕES

Apesar de Allan Kardec ter afirmado que todo ser humano é médium em maior ou menor grau, há aqueles que encarnaram com tarefas específicas na mediunidade: esses é que devem participar das reuniões mediúnicas, pois se programaram no mundo espiritual para esse tipo de atividade. 
Assim, a presença de pessoas que não sejam médiuns nessas condições, normalmente, além de em nada ou pouco ajudar, costuma atrapalhar as atividades a serem desenvolvidas.

Os Dirigentes Espirituais do grupo mediúnico é que detêm reais condições para selecionar os candidatos, sendo a melhor forma a própria revelação do mundo espiritual a respeito: assim, costuma acontecer de intuírem o próprio médium candidato ou o dirigente do grupo. Todavia, nunca deve haver escolha dos encarnados com base em favoritismo ou recusa escudada em antipatia pessoal, pois o que importa é que o grupo seja formado pela escolha feita pelos Dirigentes Espirituais.

Para um grupo mediúnico prosperar é necessário que cada um dos membros se atenha à sua especialidade mediúnica, desempenhando sua tarefa sem querer interferir na atuação alheia: o importante é cada trabalhador da Vinha do Senhor cumprir seus deveres no trato do terreno que lhe foi destinado e apenas isso, pois cada um responderá por si.

A parábola dos trabalhadores da última hora serve bem para esta nota, pois sua melhor interpretação inclui a noção de que cada um responderá pelo que fizer ou deixar de fazer. Cada um foi contratado separadamente e receberá seu salário individualmente, não sendo ninguém legitimado para interferir no trabalho alheio.

Todavia, quando ocorrem desvios graves, cabe a quem seja responsável pelo grupo pedir a inspiração dos Dirigentes Espirituais para encontrar a solução do problema e, nessas oportunidades, nada melhor do que orar pedindo auxílio e abrir, ao aparente acaso, uma página do Evangelho Segundo o Espiritismo. A resposta nunca falta quando o coração está repleto de boas intenções e de caridade.

Uma observação que vale a pena inserir nesta parte do nosso estudo é a de que Jesus permitiu a presença de Judas Iscariote até o final, pois via nele um Espírito necessitado daquela convivência, para tornar-se um futuro apóstolo, apesar de ainda imaturo naquela época da convivência pessoal com o Pastor das almas terrestres.

Atitudes radicais contra irmãos e opiniões pessoais não trazem bons resultados, pois somente os Dirigentes Espirituais têm as melhores soluções, uma vez que conhecem o prontuário espiritual de cada médium.

1.1  MÉDIUNS PSICOFÔNICOS

A manifestação de Espíritos Orientadores e de Espíritos em estado de desalinho interior é usual nas reuniões mediúnicas comuns, sendo umas e outras úteis, cada uma dentro das suas peculiaridades.

É importante que os médiuns dessa especialidade estejam sempre imbuídos de mentalidade caritativa, a fim de serem instrumentos úteis para os necessitados e os Orientadores. Quanto se aprende nessas manifestações!

Casos verídicos se patenteiam, inclusive com a finalidade de mostrar aos encarnados a transitoriedade das encarnações e a necessidade de se aperfeiçoarem moralmente, a fim de entrarem no mundo espiritual, pela desencarnação, menos sujeitos aos descompassos entre o ideal ético e a realidade que viveram quando encarnados.

Pretender desencarnar sem transtornos é querer demais, pois somos seres humanos e a evolução se processa gradativamente, subindo a escada do aperfeiçoamento degrau a degrau. Ninguém deve pretender chegar ao mundo espiritual para descansar, mas sim para continuar servindo no Bem, não importando se estará em esferas de grande sofrimento ou em outro ponto geográfico qualquer.

Os médiuns psicofônicos prestam um grande serviço ao darem passagem aos Espíritos sofredores. Chico Xavier, por exemplo, não incorporava apenas Espíritos luminosos, mas também irmãos desencarnados em estado agudo de sofrimento espiritual.

A mentalidade caritativa é o principal requisito dessa modalidade de mediunidade, bem como das demais.

1.2  MÉDIUNS PSICÓGRAFOS

Nem todo médium psicógrafo realiza sua tarefa nas reuniões mediúnicas, uma vez que ali se costuma usar o lápis ou a caneta, sendo que atualmente muitos psicografam em computador, o que facilita muito o ditado.

Afirma-se que Divaldo Pereira Franco ainda psicografa manualmente, porque Joanna de Ângelis não é versada em Informática!...

Uma observação importante é que nem todo Espírito manifestante indica ao médium seu nome, sendo comum preferirem o anonimato.

Temos para nós que os espíritas franceses têm razão ao não divulgarem, regra geral, os nomes dos médiuns, o que os ajuda a superarem a tendência natural para a vaidade, pois o que importa não são os nomes, mas o conteúdo das mensagens: se for coerente com Jesus e Kardec o fato de não haver identificação do autor e do médium pouca diferença faz. Aliás, é conveniente mesmo que nenhum médium ganhe projeção, a não ser os missionários, como Chico e Divaldo, enquanto que a imensa maioria deveria ficar no anonimato.

As boas mensagens, de preferência, devem ser enfeixadas em livros e divulgadas pela Internet e outros meios de difusão, porque muitos podem se beneficiar do seu conteúdo, com a observação acima feita, de que não devem se transformar em pedestal para a vaidade de ninguém, inclusive do grupo mediúnico em que foram recebidas.

1.3  MÉDIUNS DE APOIO

Espíritos que são grandes mestres do Mentalismo costumam dirigir as reuniões mediúnicas, daí sendo importante o treinamento dos médiuns de apoio na sintonização com os referidos Dirigentes Espirituais. Essa sintonia se dá pelo estilo de vida dos referidos médiuns, que devem adquirir as virtudes da humildade, desapego e simplicidade, uma vez que aqueles Espíritos são dotados delas em grau elevado e somente há sincronicidade vibratória entre seres assemelhados pela frequência mental.

Não adianta alguém viver orgulhosamente ou cheio de egoísmo e vaidade e tentar sintonizar com os Guias Espirituais na hora das reuniões, pois essa sintonia existe ou não como irradiação constante do dia a dia da vida de cada um.

A reforma moral é imprescindível para alguém colaborar nessas reuniões, pois toda a colaboração é puramente mental, não havendo lugar para outra forma de manifestação das capacidades humanas.

A irradiação de cada um é permanente e contribui ou prejudica o bom andamento dos trabalhos mediúnicos.

Os desencarnados são influenciados beneficamente por aqueles que irradiam Amor verdadeiro em face deles e não pelas palavras que os componentes da reunião lhes venham a dirigir.

A contribuição de médiuns de apoio realmente engajados no Bem é importante, devendo procurar mentalizar a pacificação interior dos desencarnados em estado de sofrimento.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

  UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA 
ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA


Da Reunião de Educação Mediúnica

Coordenação das Reuniões de Educação Mediúnica
2 NO TRATO COM OS ESPÍRITOS COMUNICANTES


 1) Cultivará o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la, na convicção de que é preciso aliar raciocínio e sentimento, compaixão e lógica, a fim de que a aplicação do socorro verbalista alcance o máximo de rendimento (08).

2) Vazará a conversação em termos claros, lógicos e edificantes, com paciência e apreço, evitando gírias, pilhérias, ironias e irreverências. Evitará discutir, desafiar, impor, ridicularizar ou alongar demais no trato com a entidade manifestante. (02)

3) Conduzirá para que o transe mediúnico não tenha prazo de duração tão curto a ponto de não permitir ao comunicante a exposição clara e livre dos seus anseios e sofrimentos íntimos e, tampouco, excessivamente longo, fustigando-o com esclarecimentos, embora bem intencionados, que decididamente aquele não se dispõe a assimilar. (02)

4) O esclarecedor, sem prejuízos sérios para a finalidade do seu trabalho, não se atirará sofregamente ao interrogatório do espírito manifestante. Precisará saber ouvir, aturar impropérios, agressões verbais e impertinências. Haverá de aguardar o momento oportuno de falar. (02)

5) Zelará para que a palavra não soe indiferente, repetida com monotonia, sem a vibração de quem participa da trama do problema. Evitará também a exposição demorada de informes que a mente aturdida não tem capacidade de registrar.

6) Aterá ao indispensável na conversação com os comunicantes.

7) Seguirá a fala do manifestante sem aumentar a sua irritação, sem se atritar com ele, convencendo-se que não é importante superá- lo na troca de idéias. (02)

8) Será sucinto no falar. A clareza de idéias e a lógica de raciocínio é que determinam a eficácia dos resultados.

9) Saberá ouvir e aguardar o momento oportuno de expressar o próprio pensamento. Evitará interrogatórios ou comentários que possam ferir a susceptibilidade do manifestante. Agirá com respeito às hesitações e ao mundo íntimo do interlocutor. (02)

PERFIL DOS COMPONENTES DE UMA REUNIÃO MEDIÚNICA

Traços Requisitos Qualidades

Acessórias

Coordenador Doutrinador Médium Vibracional

Saúde Física e Emocional

Orgânica e emocional

Físicos 

X X X X

Disposição Empenho, assiduidade e disciplina

X X X X

Conhecimento Saber espírita e busca de aprimoramento Intelectuais

X X X X

Auto Confiança Segurança e domínio sobre si mesmo

X X X X

Solidariedade Espírito de serviço e disponibilidade Sociais

X X X X

Comunicabilidade Clareza e fazer-se compreendido

X X

Atitude Cristã Amor, humildade, discrição, ação e amizade

X X X X

Fé Confiança em Deus, nos benfeitores espirituais e em si mesmo

X X X X

Morais Saúde Espiritual Renovação de hábitos e pensamentos nobres

X X X X

Organização Método, planejamento e controle

Administrativos X Iniciativa Atitudes de serviço e criatividade

X

Referências Bibliográficas  Obras Estudadas

01- FRANCO, Divaldo Pereira. Pelo espírito Vianna de Carvalho  Médiuns e
Mediunidade.

02 - OLIVEIRA, Célio Alan Kardec de. Obsessão e Transtornos Psíquicos.

03 - XAVIER, Francisco Cândido. Dicionário da Alma  autores espirituais diversos.

04 - KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns.

05 - JACINTHO, Roque. Desenvolvimento Mediúnico.

06 -OLIVEIRA, Célio Alan Kardec de. Fraternidade Chama Inextinguível.

07 - XAVIER, Francisco Cândido. Desobsessão, espírito André Luiz.

08 - XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador, espírito Emmanuel


Estudo elaborado por:
Célio Alan Kardec de Oliveira
Belo Horizonte,21 de outubro de 2008
AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE

Lei de Destruição - Parte 3ª, capítulo VI de O Livro dos Espíritos

Flagelos destruidores


         737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?  

 “Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)

         738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? 

 “Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

         a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso? 

 “Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

         b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.  “Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.” Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

         Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

         739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?  

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

         740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem- no a braços com as mais aflitivas necessidades?  

 “Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

         741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem? 

 “Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

         Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707)

Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

 NOSSO LAR 01-0014


....Observei, interessado, a extraordinária movimentação celular, no desenvolvimento da estrutura do novo corpo em formação e anotei o cuidado empregado pelos Espíritos presentes para que o disco embrionário fosse esculturado com a exatidão devida.

- A engenharia orgânica - exclamou o chefe do trabalho, bem humorado - reclama bases perfeitas. O corpo canal é um edifício delicado e complexo. Urge cuidar dos alicerces com serenidade e conhecimento.

....Temos grande responsabilidade na missão construtiva do mecanismo fetal. Há que remover empecilhos e auxiliar os organismos unicelulares do embrião, na intimidade do útero materno, para que a reencarnação, por vezes tão dificilmente projetada e elaborada, não venha a falhar, de início, por falta de colaboração do nosso plano, onde são tomados os compromissos.

.... Em razão disso - prosseguiu ele -, o aborto muito raramente se verifica obedecendo a causas de nossa esfera de ação.

...Nesse momento, porém, nossa conversação foi interrompida. Pequeno grupo de entidades amigas pedia a presença de Apuleio, fora da câmara de serviço. Muito gentil, o chefe de trabalho convidou-me a acompanhá-lo.

Apresentou-se o grupo com desembaraço.Constituía-se de duas senhoras desencarnadas, amigas de Raquel, e de um amigo de Segismundo, desejosos de testemunhar-lhes afeto e dedicação, na experiência em curso. Vinham de nossa colônia espiritual, em serviço de assistência a familiares detidos na Crosta, e pretendiam aproveitar a oportunidade para a visita carinhosa.

O Diretor ouviu-os, atencioso, bem humorado, mas, com imensa surpresa para mim, observou:
- Como responsáveis pela organização primordial do novo corpo de carne do nosso irmão Segismundo, agradecemos a atenção de todos, porém não podemos autorizar a visita a esta hora. Estamos aproveitando o escasso tempo de harmonia relativa que a mente maternal nos oferece para delicados serviços de magnetização celular mais urgente.

E sorrindo, afável, acrescentou:

- Depois do vigésimo primeiro dia, porém, quando o embrião atingir a configuração básica, nossos amigos podem ser visitados a qualquer hora, salientando-se que a esse tempo, ambos, mãe e filho, conseguirão ausentar-se do corpo com facilidade. Por enquanto, nosso amigo Segismundo não pode afastar-se e a nossa irmã Raquel, ainda mesmo em estado de sono físico, é obrigada a permanecer junto de nós, a pequena distância.

Não há dúvida! - replicou o cavaleiro de nossa esfera - não desejamos perturbar o desenvolvimento do trabalho.

- Sabemos que Raquel ficaria muitíssimo comovida com o nosso abraço pessoal - comentou uma das senhoras. - A alegria inesperada de qualquer modo, é também um choque.

- É o que precisamos evitar - replicou Apuleio, satisfeito -; desejo, todavia, fazer-lhes sentir que Segismundo necessita de amparo espiritual de todos nós. Temos recomendação de notificar a todos os seus amigos, quanto à presente reencarnação dele, a fim de que venham até aqui, quando lhes seja possível, não somente para beneficiá-lo como os valores do estímulo espiritual, senão também para colaborarem com as suas vibrações de simpatia na organização harmoniosa do feto.

... A sós, de novo, Apuleio esclareceu-me, bondoso:

_ O momento que atravessamos é delicado e não podemos distrair a atenção.

.................................

No vigésimo dia de serviço, Apuleio mostrava-se muito satisfeito. Informou-me de que o trabalho básico estava pronto. Alguns cooperadores poderiam mesmo afastar-se. Para a continuidade da tarefa, bastariam dois deles, associados ao esforço contínuo de Herculano.

--------------------------------------------------------------------------------

BIBLIOGRAFIA

LIVRO DOS ESPÍRITOS: questões 339 a 345, 350 a 354

TÓPICOS PARA DEBATES

1 - Diante da recusa de certos casais em receber um ser, que está sendo gerado, na presente reencarnação ou em passadas, quais as possíveis consequências derivado dessa atitude? E qual a atitude dos espíritos ?

2 - Porque motivo o grupo de amigos não poderia entrar na câmara de Raquel?

3 - Qual seria o motivo da tristeza de Segismundo durante o processo reencarnatório?

4 - De que maneira nossos afetos, no plano espiritual podem nos auxiliar nesse processo de reencarnação?

5 - Estaria totalmente encerrado o processo de reencarnação com renascimento?

Conclusão:

1)   Diante da recusa de certos casais em receber um ser, que está sendo gerado, na presente reencarnação ou em passadas, quais as possíveis conseqüências dessa atitude?  E qual a atitude dos espíritos?

     Quando um casal está para receber um espírito como filho é porque já assumiu esse compromisso no plano espiritual, pois a família é constituída de acordo com a necessidade evolutiva de seus componentes. 
 Portanto, a recusa, durante a vida na matéria, em honrar o compromisso assumido, implica em séria infração à lei, o que, certamente, trará resultados danosos aos infratores, atrasando seu progresso.  Quanto ao espírito rejeitado, a atitude que adotará vai depender de seu estágio evolutivo.  Se for um espírito com alguma evolução, saberá perdoar os ex-futuros pais que frustraram sua reencarnação e ficará aguardando nova oportunidade. Porém, se for um espírito ainda pouco evoluído, que cultive sentimentos pouco nobres, fatalmente irá procurar vingança, podendo gerar um processo obsessivo.

2)   Por que motivo o grupo de amigos não poderia entrar na câmara de Raquel?

      Por que, àquela altura, os Construtores Espirituais ainda se encontravam no trabalho de magnetização celular e o reencarnante não podia se afastar da futura mãe. Além disso, a visita certamente causaria alteração no estado emocional de Raquel, com prejuízo para todo o processo.

3)   Qual seria o motivo da tristeza de Segismundo durante o processo reencarnatório?

      Em primeiro lugar, o receio de tornar a fracassar, desperdiçando mais uma oportunidade de progresso.  Em segundo, a recusa do futuro pai, que, em princípio, se recusava a cumprir o compromisso assumido no plano espiritual, de recebê-lo como filho, fato só contornado graças ao trabalho intercessório da equipe de benfeitores.

4)   De que maneira nossos afetos, no plano espiritual podem nos auxiliar nesse processo de reencarnação?

      Oferecendo apoio e demonstrando confiança no êxito da nova empreitada. Como esclarece a questão 342 do Livro dos Espíritos, dependendo de seu adiantamento, os espíritos afins acompanham e incentivam o reencarnante até o último momento que antecede sua partida ao mundo corporal.

5)   Estaria totalmente encerrado o processo de reencarnação com renascimento?

      A integração do espírito ao novo corpo somente se completa por volta dos sete anos da nova existência.  A partir daí, materialmente, a reencarnação está consumada. Porém, somente aos poucos é que o espírito vai retomando suas aptidões e assumindo sua personalidade.  Como bem frisou a Lu, também entendo que, como um projeto que visa a evolução do espírito, a reencarnação somente se consuma ao final da nova existência, com o retorno do espírito ao mundo espiritual.

Perguntas e comentários  surgidos durante o estudo:

a) A gravidez é uma dádiva oferecida aos seres humanos por Deus, possibilitando trazer para nosso plano aqueles que necessitam aqui estar, para que seja feito o resgate de dívidas passadas. Caso haja uma resistência muito grande por parte dos pais em relação àquela criança que está sendo gerada, acredito que ela possa sentir-se rejeitada, mesmo ainda estando no ventre materno, o que poderia de alguma forma repercutir no relacionamento com os pais. É muito comum desejar a uma mulher grávida: espero que tenha
saúde. E se for uma criança acomedida de Síndrome de Down? Ou de um outro disturbio qualquer? 

Gostaria de comentários a respeito.

comentário: Hermínio C. Mirando no livro Nossos Filhos são Espíritos bem conduz o assunto no capítulo Filhos Deficientes e me "apropriando" um pouco das palavras dele, que nos orienta no sentido de nos lembrarmos de 04 aspectos em casos de filhos deficientes:

01o. aspecto: temos que ter , como primeira atitude, a lembrança de que a pessoa que nos foi entregue é um ser humano, filho de Deus como nós.

02o.  aspecto: "por alguma razão concreta, veio para junto de nós um espírito condicionado a certas limitações, contornáveis umas, irreversíveis outras, que nos compete aceitar para enfrentar as dificuldades decorrentes."

03o.aspecto: "a dor, a desarmonia, o desajuste, são situações transitórias. A lei divina provê para todos nós ume stado final de felicidade permanente, por isso tornou-se imperioso decretar, simultaneamente, a transitoriedade do sofrimento. Não há sofrimento eterno em nenhum recanto do universo; há seres que sofrem pro um espaço maior ou menor de tempo, conforme a natureza de seus equívocos e na razão direta do seu esforço que procuram fazer para ajustar-se às leis cósmicas desrespeitadas e que tudo preveêm e proveêm para que se realize o objetivo final da paz interior."

04o aspecto:  "...os pais de uma criança deficiente têm, necessariamente, um envolvimento pessoal na questão. Em outras palavras: têm uma quota de responsabilidade perante aquele ser, ainda que não obrigatoriamente resultante de uma culpa. "

b) É dito que uma criança só termina o processo reencarnatório por volta dos sete anos. E que há uma grande relação entre esse processo e o desenvolvimento do sistema endócrino (glandular). 

Alguém poderia esclarecer esses pontos?

comentário: há um envolvimento do desenvolvimento físico que passa pelo sistema  endócrino (pineal e sua função ) ; que somente a partir dos 07 anos encontra-se mais preparada  atingindo seu maior desenvolvimento na puberdade.

O processo reencarnatório no sentido de preparaçao para retorno ao mundo terreno: ou seja, gravidez e nascimento sim, mas como processo de reencarnação mais abrangente em sentido de evoluçao e crescimento, entendo que este não é terminativo após o parto, mas sim construído dia a dia até o retorno ao mundo espiritual.

domingo, 2 de agosto de 2015

Estudos sobre Mediunidade 23



Capítulo 21




As Doenças Mentais




Introdução




Dados estatísticos recentes informam que cerca de 25% da população mundial sofre de algum problema relacionado ao sistema nervoso.




Nos Estados Unidos da América, 25% da verbas liberadas pelo Congresso Americano destinam-se às Neurociências (ramo da medicina que engloba a Psiquiatria, a Neurologia e a Psicologia). De cada dois leitos hospitalares, um é ocupado pela Psiquiatria.





Essas informações dão-nos uma pálida idéia da importância das enfermidades mentais na sociedade contemporânea: milhares e milhares de pessoas têm vivenciado problemas diversos vinculados à função psíquica.




No entanto, apesar de todo o interesse que estas enfermidades têm despertado, não se vislumbra ainda o instante em que as ciências oficiais deverão estudá-las com a sonda reencarnatória.




Somente o conhecimento de que já vivemos, a idéia precisa das vidas sucessivas, levará o homem às causas fundamentais das doenças mentais.




Somente a Psicologia integral (expressão de Gabriel Delanne), aquela que vê no homem os seus três elementos (corpo, Espírito e perispírito) poderá, definitivamente, equacionar o problema sério das perturbações psíquicas.




Classificação




Sob uma visão espírita podemos sistematizar as doenças mentais em três grupos:


QUADRO III - Doenças Mentais



doenças orgânicas




auto-obsessão




obsessões





a) Doenças Orgânicas: são as doenças mentais onde se observa um fundamento orgânico. São as enfermidades em que há uma evidente lesão física que justifica as alterações do psiquismo. Muitas condições patológicas podem acompanhar-se de alterações psíquicas, como aneurismas cerebrais, tumores, arteriosclerose dos vasos cerebrais, sífilis cerebral, oligofrenias, etc.




Nesse grupo de enfermidades psíquicas o Espírito poderá encontrar-se lúcido, ciente do problema que o acomete, já que a lesão é eminentemente física.




As faculdades intelectuais do Espírito estão perfeitas. O que ocorre é um bloqueio à manifestação destas faculdades em decorrência de um cérebro doente.




Allan Kardec estuda este grupo de doenças no Livro dos Espíritos (2ª parte - Idiotia e Loucura).




b) Auto-Obsessões: em Obras Póstumas, há uma passagem em que Allan Kardec afirma que muitas vezes "o Espírito pode ser o obsessor de si próprio'. E esta condição, bastante freqüente, estará respondendo por parcela significativa dos casos de enfermidades mentais.




São casos de perturbações emocionais ou psíquicas, às vezes configurando a loucura propriamente dita, onde não se encontra uma lesão em nível físico, nem se observa, tampouco, a atuação maléfica de Espíritos desencarnados.




O indivíduo, por si mesmo, apresenta suas faculdades psíquicas alteradas. Os quadros de auto-obsessões estão quase sempre vinculados a faltas sérias cometidas pelo Espírito em vivências anteriores no orbe. Algumas vezes a falta responsável pelo aparecimento da enfermidade encontra-se na mesma existência. Podemos entender as auto-obsessões como sendo a "liberação de um inconsciente culpado", pois na base deste grupo de doenças estará quases sempre o "complexo de culpa".




Feridas morais sérias insculpidas no inconsciente que passam a emitir vibrações deterioradas, que ao se chocarem com a consciência atual vão se manifestar sobre a forma de angústia, de depressão, de fobias, de delírios, etc.




Devemos lembrar, no entanto, que muitas vezes algumas distonias emocionais (ansiedade e depressão, principalmente) estarão surgindo sem grandes vínculos com existências pretéritas, mas como resultado de conflitos íntimos atuais.




Fazendo parte do grupo das auto-obsessões vamos encontrar as enfermidades descritas pela Psiquiatria como sendo as neuroses e as psicoses.




c) Obsessões: segundo o psiquiatra espírita Dr. Inácio Ferreira cerca de 30% dos casos de loucura surgem em decorrência de uma atuação espiritual obsessiva. Espíritos perversos ou inconseqüentes que dirigem suas vibrações de teor enfermiço em direção de mentes culpadas, desencadeando reações emocionais e psíquicas doentias.




Diagnóstico Diferencial




A grande questão que se coloca na prática espírita está relacionada aos critérios que vamos utilizar para distinguirmos os diferentes doentes, enquadrando-os em um dos três grupos citados.




As enfermidades do primeiro grupo (orgânicas) são diagnosticadas facilmente através de exames complementares e não configuram problemas para a prática espírita.




No entanto, o mesmo não acontece nos grupos de auto-obsessão e de obsessão.




Na realidade, não existem sinais infalíveis que poderão auxiliar-nos nesta diferenciação, pois os doentes portadores de auto-obsessão e obsessão, propriamente dita, apresentam-se com as mesmas manifestações.




O importante então, não é uma distinção adequada, mas sim um tratamento efetivo.




E a terapia espírita será a mesma para os dois grupos de enfermos.




Tratamento




Torna-se desnecessário reafirmarmos a importância do acompanhamento médico e psicológico para os doentes do psiquismo. A Psiquiatria e a Psicologia possuem recursos diversos que deverão ser empregados nos portadores de perturbações psíquicas. As drogas, a psicoterapia e, algumas vezes, a internação tornam-se necessárias em muitos doentes.




A contribuição espírita na recuperação destes enfermos consiste nas seguintes medidas:




a) Fluidoterapia através do passe e da água magnetizada;




b) Instituição do culto do evangelho no lar, com o exercício constante da prece e da leitura edificante;




c) Freqüência ao Centro Espírita em reuniões de estudo evangélico-doutrinário (jamais em reuniões de intercâmbio mediúnico);




d) Ocupação constante do tempo com atividades gratificantes, principalmente aquelas com objetivos altruístas;




e) Exercício constante de pensamentos elevados, buscando nortear a sua vida de acordo com os princípios filosóficos apresentados no Evangelho de Jesus.




Bibliografia




1)  Loucura e Obsessão - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




2)  Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




3)  Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




4)  No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier




5)  Visão Espírita das Distonias Mentais - Jorge Andréa





IDE-JF/CVDEE

IDE-JF  Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG
CVDEE  Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

Estudos sobre Mediunidade 23



Capítulo 21




As Doenças Mentais




Introdução




Dados estatísticos recentes informam que cerca de 25% da população mundial sofre de algum problema relacionado ao sistema nervoso.




Nos Estados Unidos da América, 25% da verbas liberadas pelo Congresso Americano destinam-se às Neurociências (ramo da medicina que engloba a Psiquiatria, a Neurologia e a Psicologia). De cada dois leitos hospitalares, um é ocupado pela Psiquiatria.





Essas informações dão-nos uma pálida idéia da importância das enfermidades mentais na sociedade contemporânea: milhares e milhares de pessoas têm vivenciado problemas diversos vinculados à função psíquica.




No entanto, apesar de todo o interesse que estas enfermidades têm despertado, não se vislumbra ainda o instante em que as ciências oficiais deverão estudá-las com a sonda reencarnatória.




Somente o conhecimento de que já vivemos, a idéia precisa das vidas sucessivas, levará o homem às causas fundamentais das doenças mentais.




Somente a Psicologia integral (expressão de Gabriel Delanne), aquela que vê no homem os seus três elementos (corpo, Espírito e perispírito) poderá, definitivamente, equacionar o problema sério das perturbações psíquicas.




Classificação




Sob uma visão espírita podemos sistematizar as doenças mentais em três grupos:


QUADRO III - Doenças Mentais



doenças orgânicas




auto-obsessão




obsessões





a) Doenças Orgânicas: são as doenças mentais onde se observa um fundamento orgânico. São as enfermidades em que há uma evidente lesão física que justifica as alterações do psiquismo. Muitas condições patológicas podem acompanhar-se de alterações psíquicas, como aneurismas cerebrais, tumores, arteriosclerose dos vasos cerebrais, sífilis cerebral, oligofrenias, etc.




Nesse grupo de enfermidades psíquicas o Espírito poderá encontrar-se lúcido, ciente do problema que o acomete, já que a lesão é eminentemente física.




As faculdades intelectuais do Espírito estão perfeitas. O que ocorre é um bloqueio à manifestação destas faculdades em decorrência de um cérebro doente.




Allan Kardec estuda este grupo de doenças no Livro dos Espíritos (2ª parte - Idiotia e Loucura).




b) Auto-Obsessões: em Obras Póstumas, há uma passagem em que Allan Kardec afirma que muitas vezes "o Espírito pode ser o obsessor de si próprio'. E esta condição, bastante freqüente, estará respondendo por parcela significativa dos casos de enfermidades mentais.




São casos de perturbações emocionais ou psíquicas, às vezes configurando a loucura propriamente dita, onde não se encontra uma lesão em nível físico, nem se observa, tampouco, a atuação maléfica de Espíritos desencarnados.




O indivíduo, por si mesmo, apresenta suas faculdades psíquicas alteradas. Os quadros de auto-obsessões estão quase sempre vinculados a faltas sérias cometidas pelo Espírito em vivências anteriores no orbe. Algumas vezes a falta responsável pelo aparecimento da enfermidade encontra-se na mesma existência. Podemos entender as auto-obsessões como sendo a "liberação de um inconsciente culpado", pois na base deste grupo de doenças estará quases sempre o "complexo de culpa".




Feridas morais sérias insculpidas no inconsciente que passam a emitir vibrações deterioradas, que ao se chocarem com a consciência atual vão se manifestar sobre a forma de angústia, de depressão, de fobias, de delírios, etc.




Devemos lembrar, no entanto, que muitas vezes algumas distonias emocionais (ansiedade e depressão, principalmente) estarão surgindo sem grandes vínculos com existências pretéritas, mas como resultado de conflitos íntimos atuais.




Fazendo parte do grupo das auto-obsessões vamos encontrar as enfermidades descritas pela Psiquiatria como sendo as neuroses e as psicoses.




c) Obsessões: segundo o psiquiatra espírita Dr. Inácio Ferreira cerca de 30% dos casos de loucura surgem em decorrência de uma atuação espiritual obsessiva. Espíritos perversos ou inconseqüentes que dirigem suas vibrações de teor enfermiço em direção de mentes culpadas, desencadeando reações emocionais e psíquicas doentias.




Diagnóstico Diferencial




A grande questão que se coloca na prática espírita está relacionada aos critérios que vamos utilizar para distinguirmos os diferentes doentes, enquadrando-os em um dos três grupos citados.




As enfermidades do primeiro grupo (orgânicas) são diagnosticadas facilmente através de exames complementares e não configuram problemas para a prática espírita.




No entanto, o mesmo não acontece nos grupos de auto-obsessão e de obsessão.




Na realidade, não existem sinais infalíveis que poderão auxiliar-nos nesta diferenciação, pois os doentes portadores de auto-obsessão e obsessão, propriamente dita, apresentam-se com as mesmas manifestações.




O importante então, não é uma distinção adequada, mas sim um tratamento efetivo.




E a terapia espírita será a mesma para os dois grupos de enfermos.




Tratamento




Torna-se desnecessário reafirmarmos a importância do acompanhamento médico e psicológico para os doentes do psiquismo. A Psiquiatria e a Psicologia possuem recursos diversos que deverão ser empregados nos portadores de perturbações psíquicas. As drogas, a psicoterapia e, algumas vezes, a internação tornam-se necessárias em muitos doentes.




A contribuição espírita na recuperação destes enfermos consiste nas seguintes medidas:




a) Fluidoterapia através do passe e da água magnetizada;




b) Instituição do culto do evangelho no lar, com o exercício constante da prece e da leitura edificante;




c) Freqüência ao Centro Espírita em reuniões de estudo evangélico-doutrinário (jamais em reuniões de intercâmbio mediúnico);




d) Ocupação constante do tempo com atividades gratificantes, principalmente aquelas com objetivos altruístas;




e) Exercício constante de pensamentos elevados, buscando nortear a sua vida de acordo com os princípios filosóficos apresentados no Evangelho de Jesus.




Bibliografia




1)  Loucura e Obsessão - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




2)  Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




3)  Grilhões Partidos - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P. Franco




4)  No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier




5)  Visão Espírita das Distonias Mentais - Jorge Andréa





IDE-JF/CVDEE

IDE-JF  Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG
CVDEE  Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo

23-1  AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE

Lei de Destruição - Parte 3ª, capítulo VI de O Livro dos Espíritos 

         Prece inicial

         Primeiro momento: distribuir diversas situações, para que sejam comentadas em pequenos grupos e, posteriormente, pode ser formado um círculo para facilitar a participação de todos quando forem comentadas as situações e conclusões dos grupos. Se for grande o número de evangelizandos, pode-se distribuir a mesma questão para mais de um grupo.

Sugestões de situações:

         1 - Uma moça pensando que o inverno estava próximo e faria muito frio, foi fazer compras. Viu nas vitrines várias opções, lindas roupas, de todo o tipo. Chamou a atenção dela, porém, um lindo casaco de peles. Resolveu entrar para experimentar. Gostou muito do casaco, era exatamente o que ela tinha imaginado para aquecer-se no inverno. Já ia comprá-lo, quando de repente, ouviu uma voz que dizia: - Você vai sair por ai, com um pobre bicho morto enrolado em você?  O que você acha que ela fez?

         2 - José é um moço muito educado, ele está estudando para ser juiz. Conhece muito as leis, e já é advogado. Ele costuma ser muito ético e correto em tudo o que faz. José, porém, não defende criminosos, pois ele acha que quem matou alguém merece a pena de morte. 

    Qual a sua opinião a respeito? Ele está correto?

         3 - Antonio é governante de um pequeno país, do outro lado do mundo. João também governa um país, que fica ao lado do país de Antonio. O povo dos dois países, apesar de próximos, possuem cultura e religiões diferentes, e não conseguem viver em paz. As provocações são constantes, as fronteiras são vigiadas e várias pessoas morreram porque eles não conseguem respeitar as diferenças que existem entre os povos.   Qual a solução?

         4 - André está programando suas férias. Um grande amigo seu o convidou para irem a um safári (viagem com fins de caçar animais esportivamente, ou seja, não para comer e sim por diversão). André ficou pensativo. Responda você, o que André deve dar como resposta ao amigo.

         5 - Joana gosta muito de animais. Ela sabe que são seres criados por Deus, e que estão evoluindo, assim como nós, os seres humanos. Ela tem pensado muito em se tornar vegetariana, fazendo uma pequena parte para que menos animais morram. O que você acha disso?

         6 - Pedro mora em um lugar que foi quase completamente destruído por um tsunami. Ele perdeu vários amigos e sua casa. A vida no vilarejo onde ele mora está sendo reconstruída aos poucos. Por que você acha que aconteceu essa tragédia? Como Pedro deve agir neste momento difícil?

         Segundo momento: dialogar acerca das conclusões apresentadas pelos grupos, que devem ser baseadas no capítulo VI, Lei de Destruição, terceira parte de O Livro dos Espíritos.

Capítulo VI – Lei de Destruição:

         “A fim de que a destruição não se dê antes de tempo. Toda destruição antecipada obsta ao desenvolvimento do princípio inteligente. Por isso foi que Deus fez que cada ser experimentasse a necessidade de viver e de se reproduzir.”

         730. Uma vez que a morte nos faz passar a uma vida melhor, nos livra dos males desta, sendo, pois, mais de desejar do que de temer, por que lhe tem o homem, instintivamente, tal horror, que ela lhe é sempre motivo de apreensão?   “Já dissemos que o homem deve procurar prolongar a vida, para cumprir a sua tarefa. Tal o motivo por que Deus lhe deu o instinto de conservação, instinto que o sustenta nas provas. A não ser assim, ele muito freqüentemente se entregaria ao desânimo. A voz íntima, que o induz a repelir a morte, lhe diz que ainda pode realizar alguma coisa pelo seu progresso. A ameaça de um perigo constitui aviso, para que se aproveite da dilação que Deus lhe concede. Mas, ingrato, o homem rende graças mais vezes à sua estrela do que ao seu Criador.”

         731. Por que, ao lado dos meios de conservação, colocou a Natureza os agentes de destruição?  “É o remédio ao lado do mal. Já dissemos: para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.”

         732. Será idêntica, em todos os mundos, a necessidade de destruição?  “Guarda proporções com o estado mais ou menos material dos mundos. Cessa, quando o físico e o moral se acham mais depurados. Muito diversas são as condições de existência nos mundos mais adiantados do que o vosso.”
     
    733. Entre os homens da Terra existirá sempre a necessidade da destruição?  “Essa necessidade se enfraquece no homem, à medida que o Espírito sobrepuja a matéria. Assim é que, como podeis observar, o horror à destruição cresce com o desenvolvimento intelectual e moral.”
      
         734. Em seu estado atual, tem o homem direito ilimitado de destruição sobre os animais?   “Tal direito se acha regulado pela necessidade, que ele tem, de prover ao seu sustento e à sua segurança. O abuso jamais constitui direito.”

         735. Que se deve pensar da destruição, quando ultrapassa os limites que as necessidades e a segurança traçam? Da caça, por exemplo, quando não objetiva senão o prazer de destruir sem utilidade?    “Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. 

Toda destruição que excede os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais só destroem para satisfação de suas necessidades; enquanto que o homem, dotado de livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Terá que prestar contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois isso significa que cede aos maus instintos.”
         
        736. Especial merecimento terão os povos que levam ao excesso o escrúpulo, quanto à destruição dos animais?    “Esse excesso, no tocante a um sentimento louvável em si mesmo, se torna abusivo e o seu merecimento fica neutralizado por abusos de muitas outras espécies. Entre tais povos, há mais temor supersticioso do que verdadeira bondade.” 


Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais