sábado, 28 de janeiro de 2017

*nl08_002_Corpo espiritual*

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - CVDEE 
                                           
Sala de Estudos André Luiz 


*Capítulo II - Corpo espiritual*

Livro em estudo: Evolução em dois mundos

Primeira parte 
 
 
RETRATO DO CORPO MENTAL - Para definirmos de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental (3) que lhe preside a formação.

Comentários: Eurípides Kühl
 
 
II Corpo espiritual
 
 
(3) O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. - (Nota do Autor espiritual)
 
Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.
 
Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.
Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.
  
Comentário: Aqui é registrada a existência do corpo mental (envoltório sutil da mente), sendo este assunto raramente incluído nos estudos espíritas.

Decorrente da desencarnação o perispírito algo se modifica quanto às atividades genésica e nutritiva, sempre sob comando da mente, tudo isso em estreita sintonia com a condição moral do Espírito. É dessa forma também que o desencarnado se ajusta (ou é ajustado compulsoriamente) na região do Plano Espiritual consentânea com sua condição evolutiva.

De fato, o corpo mental, ora assinalado, vem acrescentar um quarto componente na generalizada idéia de grande parte dos espíritas, a de que temos, quando encarnados, Espírito, Perispírito e Organismo Físico; quando desencarnados, apenas os dois primeiros (obviamente, mas enfatizamos para deixar claro que o corpo mental está com o Espírito, num e noutro Plano da vida).

O Autor Espiritual registra dificuldade para definir melhor o corpo mental, por carência da linguagem terrena.


 É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciência da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las.

CENTROS VITAIS - Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.
 
Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.
 
 Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico   na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde neurônios sensitivos até as células efetoras; o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo; o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.
 
Comentário:  Como informação inédita nas obras espíritas, encontraremos no livro do mesmo autor e médium _Entre a Terra e o Céu_, de 1957, edição da FEB, no Cap XX, pormenorizada descrição dos (então denominados) _centros de força_. 
 Agora, denominados de _centros vitais_, deles temos novos detalhes, com especificidade de funções, influenciando tanto o corpo espiritual (perispírito) como o corpo físico.

Eis os centros vitais, todos localizados no perispírito, com suas respectivas funções reguladoras-controladoras psicossomáticas:

- centro coronário: localizado na região central do cérebro (sede da mente) rege o corpo físico e perispírito; supervisiona os demais centros, que assim se lhe subordinam;

- centro cerebral: influencia os demais centros, produção e liberação dos hormônios; administra o sistema nervoso;

- centro laríngeo: controla respiração e fala;

- centro cardíaco: dirige emotividade e circulação sangüínea;

- centro esplênico: regula atividades ligadas às variações sangüíneas;

- centro gástrico: responsável pela digestão e absorção alimentar;

- centro genésico: guia a modelagem de novas formas orgânicas na reprodução humana e responde por forças criativas da alma.

 
CENTRO CORONÁRIO - Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.
 
e todos entretecidos na essência da matéria primária, ou Hausto Corpuscular de Deus, de que se compôe a base do Universo 
Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.
 
A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino.
 
Comentário: Capta estímulos do Plano Superior, mas também as influências do Plano Espiritual (luz ou trevas, segundo as boas ou más ações...) retransmitindo aos demais centros vitais, daí advindo, respectivamente, tanto prazer, quanto sofrimentos _ tudo, segundo a opção feita pelo Espírito.

Talvez possamos inferir que é neste centro vital que estão indelevelmente impressas as conseqüências dos nossos pensamentos e ações, desencadeando méritos ou débitos. 

 ESTRUTURA MENTAL DAS CÉLULAS - É importante considerar, todavia, que nós, os desencarnados, na esfera que nos é própria, estudamos, presentemente, a estrutura mental das células, de modo a ininiciarmo-nos em aprendizado superior, com

mais amplitude de conhecimento, acerca dos fluidos que nos integram o clima de manifestação, todos eles de origem mental Infinito.

Comentário: Refere-se o Autor Espiritual apenas aos desencarnados, acrescentando que eles estavam estudando fisiopsicossomática, a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial e pelo plasma sangüíneo. 

(estávamos em 1958) a estrutura mental das células, em razão da integração de fluidos aos corpos de origem mental, cuja essência é o Hausto Corpuscular de Deus (_fluido cósmico universal_).

 CENTROS VITAIS E CÉLULAS - São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem 

às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes, as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação.

 Essas células que obedecem às ordens do espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem    do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras.

 Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer e reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticadas, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição 

No segundo caso, por ação de médicos e/ou enfermeiros, desencarnados, atendendo diretamente o perispírito do encarnado, então desdobrado pelo sono. Tudo isso, em razão do merecimento. No futuro, praza aos Céus, essa será a tônica no atendimento a enfermos, do corpo e da alma...
Comentário: Os centros vitais, sob orientação da mente, agem sobre as células físicas, determinando sua estrutura energética e especializada, seja para funções bem definidas, a saber: revestimento (pele), secreção (glândulas), contração e locomoção (músculos), sustentação (ossos), defesa (glóbulos brancos), metabolismo (fígado), depuração (rins), impulsos (nervos) e tantas outras substâncias construtoras no nosso corpo físico. Será nos microscópicos espaços entre os órgãos que líquidos extracelulares, acoplados ao plasma sangüíneo, traçarão a estrutura aquosa da constituição humana (fisiopsicossomática = nos domínios do corpo físico e do perispírito).

 EXTERIORIZAÇÃO DOS CENTROS VITAIS - Observando o corpo espiritual ou psicossoma, desse modo, em nossa rápida    síntese, como veiculo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconheceremos facilmente que, como acontece na exterioriza;ao da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais a que nos referimos são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando    renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro.

Comentário:  Os centros vitais são exteriorizáveis no corpo físico e no perispírito.

Isso ocorre, entre encarnados, na vigília ou no sono.

No primeiro caso, por sensibilidade, através ação magnética dos passistas.

Sobre atendimento médico a encarnados, via perispírito, ouçamos Kardec em "Obras Póstumas", 1ª Parte, I - "O perispírito como princípio das manifestações", p. 44, 21ª Ed., 1985, FEB, RJ/RJ:

Então, em 1999, dirigimos a mesma pergunta à FEB e seu Presidente respondeu que, embora o assunto estivesse sendo tratado com a devida seriedade pelo grupo do pioneiro dessa prática, aquela Federação aguardaria que a Espiritualidade Amiga, através diversos médiuns, sérios e dedicados, aconselhasse a utilização apométrica, caracterizando a universalização do fato, segundo premissas do próprio Allan Kardec, quanto à autoridade da Doutrina Espírita.

"(...) 12. Sendo um dos elementos constitutivos do homem, o perispírito desempenha importante papel em todos os fenômenos psicológicos e, até certo ponto, nos fenômenos fisiológicos e patológicos. Quando as ciências médicas tiverem na devida conta o elemento espiritual na economia do ser, terão dado grande passo e horizontes inteiramente novos se lhes patentearão. As causas de muitas moléstias serão a esse tempo, descobertas e encontrados poderosos meios de combatê-las".
Lembramos aqui proclamação do Instrutor Ministro Clarêncio, no livro "Entre a Terra e o Céu", Cap XIII, "Análise Mental", p. 82 e 83, 13.Ed., 1990, FEB, RJ/RJ, do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier:

"A mente, tanto quanto o corpo físico, pode e deve sofrer intervenções para reequilibrar-se. Mais tarde, a ciência humana evolverá em cirurgia psíquica, tanto quanto hoje vai avançando em técnica operatória, com vistas às necessidades do veículo de matéria carnal. No grande futuro, o médico terrestre desentranhará um labirinto mental, com a mesma facilidade com que atualmente extrai um apêndice condenado".

OBS 1 : Alguns grupos espíritas vêm desenvolvendo há alguns anos, a técnica da Apometria (do grego Apó = fora de = Metron = medida), método de trabalho mediúnico, pelo qual médiuns especializados se prestam a auxiliar pessoas com problemas obsessivos graves.

Tal prática consiste, em linhas gerais, no desdobramento espiritual de um médium, o qual, desdobrado, tem condições de vislumbrar cenas no plano astral e as condições do perispírito do paciente (este também desdobrado, ou, projetado).

Orientado por protetores espirituais (médicos desencarnados), o médium descreve o que vê, facilitando o diagnóstico das mais complexas síndromes espirituais, ou, eventualmente, narrando o processamento de cirurgias no perispírito do paciente.

OBS 2 - Perguntamos a diversos companheiros, estudiosos do Espiritismo, qual a opinião sobre a Apometria.
Pouquíssimos sabiam do que se tratava...

Nesse quadro, o perispírito estará com algumas alterações, em relação quando revestia um corpo físico: no centro vital gástrico, face nova alimentação e no genésico, quando sublima o amor, canalizando as energias para melhoria do patamar evolutivo, seu e do próximo.

CORPO ESPIRITUAL DEPOIS DA MORTE - Em suma, o psicossoma e ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio   emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais, depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimonio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito.                                

Esse corpo que evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe   são fronteiriças, e suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na dinâmica proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantém o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata a esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei.

Outros aspectos do psicossoma examinaremos quando as circunstâncias nos induzam a apreciar-lhe o comportamento nas regiões espirituais vizinhas da Terra, dentro das sociedades afins, em que as almas se reúnem conforme os ideais e as tarefas nobres que abra;am, ou segundo as culpas dilacerantes ou tendências inferiores em que se sintonizam, geralmente preparando novos eventos, alusivos as necessidades e problemas que lhes são peculiares nos domínios da reencarnação imprescindível. 

Comentário:  Expressando claramente a lição de Jesus "a cada um segundo suas obras", lição que consubstancia a Justiça Divina, na plenitude, encontraremos o perispírito do desencarnado literalmente espelhando quem ele é, o que fez e faz, o que pensa e como vive...

Aprimora-se o perispírito, tanto na esfera carnal quanto na espiritual.

Nas disfunções da alma, desestrutura-se, provocando doenças físicas.

No entanto, pela Bondade Infinita do Pai, a reencarnação representa uma verdadeira "internação hospitalar" de inigualável amparo, onde os eventuais desgastes ou danos serão refeitos.

- possui duração variável, de acordo com o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o governam, podendo sofrer alterações múltiplas com base na adinamia (debilidade, perda de tônus) devido ao remorso, ou na hiperdinamia (exagero das funções) devido aos delírios da imaginação. Estas alterações provocam estados de hipo ou hipertensão nas energias que circulam pelo períspirito. Ele pode desgastar-se e também restringir-se (no processo reencarnatório).
Essa, indubitavelmente, é bênção ainda deslembrada por muitos de nós...                             

QUESTÕES PARA ESTUDO
 
1 - Quais as funções desempenhadas pelo corpo espiritual e quais as suas principais características?
 
2 - O que vem a ser o corpo mental?    
                                                              
3 - Dos centros vitais descritos por André Luiz, qual o que desempenha funções mais importantes?
 
4 - Como podemos relacionar o centro coronário com o fenômeno mediúnico?
 
5 - Qual a influência dos centros vitais na formação do corpo físico?
 
6 - Como se dá e qual a finalidade da exteriorização dos centros vitais?
 
7 - Que transformações pode sofrer o corpo espiritual após a morte do corpo físico?
 

Conclusão:

Livro em estudo: Evolução em dois mundos

Primeira parte 
 
Capítulo II - Corpo Espiritual (conclusão)
 
Paz a todos,

Estamos concluindo o estudo do capítulo II agradecendo a todos que enviaram suas respostas. Todas demonstraram o alto nível de estudo dos autores e são certamente uma grande contribuição para entendimento do capítulo.

Em nossa conclusão estamos nos restringindo às colocações de André Luiz no livro, solicitando a todos que releiam as respostas enviadas pelos participantes. 
 
 
C O N C L U S Ã O
 
1 - Quais as funções desempenhadas pelo corpo espiritual e quais as suas principais características?

Funções: veículo físico, por excelência, dos desencarnados, santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante.

Principais características:

- possui uma estrutura eletro-magnética, como o corpo físico, porém algo modificado em relação aos fenômenos genésicos e nutritivos;

- as alterações que apresenta estão baseadas na conduta espiritual da criatura;

- possui uma formação sutil, extremamente porosa e plástica, onde as células  se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides (partículas de substância que não se cristaliza facilmente, e que em dissolução, se difunde com extrema lentidão);

- apresenta estados morfológicos (ou seja, sua forma) conforme o campo mental a que se ajusta;

- possui os chamados "centros vitais", que regem a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena;

2 - O que vem a ser o corpo mental?    

Um grande abraço a todos

Envoltório sutil da mente, que preside a formação do períspirito, ou seja, o perispírito reflete, ou retrata, as condições do corpo mental.
                                                              
3 - Dos centros vitais descritos por André Luiz, qual o que desempenha funções mais importantes?
O centro coronário,  já que André Luiz escreve que ele supervisiona os outros centros vitais, considerados secundários, que lhe obedecem ao impulso, impulso este, por sua vez, procedente do Espírito.

Principais funções:

- assimilar os estímulos do Plano Superior;

- orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da Espírito, atuando como o ponto de interação entre as forças do espírito e as forças fisiopsicosomáticas;

- transmite aos demais centros os reflexos de nossos sentimentos, idéias e ações;
 
4 - Como podemos relacionar o centro coronário com o fenômeno mediúnico?

Embora não explicitado por André Luiz no capítulo, infere-se que o centro coronário pode assimilar as correntes mentais provenientes de outros espíritos, e influenciando os demais centros, permitir que o médium exteriorize os sentimentos, as idéias e os movimentos destes espíritos, durante o fenômeno mediúnico.
 
5 - Qual a influência dos centros vitais na formação do corpo físico?

Os centros vitais são fulcros (ponto de sustentação, pivô de rotação) energéticos que imprimem às células a especialização extrema, sob a direção automática da alma. Então, no processo reencarnatório a ação destes centros é decisiva para imprimir no corpo físico, através das células, o reflexo das condições morais e mentais do Espírito. 
 
6 - Como se dá e qual a finalidade da exteriorização dos centros vitais?

A exteriorização dos centros vitais nos encarnados se dá através de processo magnéticos levado a cabo por médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono, visando o auxílio a doentes físicos, através de renovações e transformações no comportamento das células.
 
7 - Que transformações pode sofrer o corpo espiritual após a morte do corpo físico?

Como visto na questão 1, as principais alterações se referem ao centro gástrico, dada a diferenciação nos processos de alimentação, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, que não necessariamente se expressa através do sexo. Naturalmente, o grau e a forma destas alterações estão sujeitas às condições morais e mentais de cada espírito. Outras alterações podem ser causadas pelo remorso e pela excitação excessiva, entre outras causas, considerando-se sempre que o corpo espiritual reflete o corpo mental e não o corpo físico.
 
 
Equipe CVDEE
Sala André Luiz

CURSO INTERNET *16ª Aula* *FORMAÇÃO DOS MUNDOS E DOS SERES VIVOS* *ANJOS E DEMÔNIOS*

CURSO INTERNET

*2ª PARTE*

*CURSO PARA PRINCIPIANTES NA DOUTRINA ESPÍRITA*

Maria Cotroni Valenti


*2ª Parte*

*APRESENTAÇÃO*

Estas aulas concluem o curso para principiante na Doutrina Espírita. Lembramos que esta apostila, foi escrita na sequência da primeira parte. Não importa em que época o aluno inicia o estudo. O necessário é completar o programa de 30 aulas. A nossa intenção é levar conhecimentos básicos, à vivência diária e conscientizar o futuro trabalhador para sua responsabilidade nos trabalhos espirituais.

Grata
Maria Cotroni Valenti

*16ª Aula*

*Parte A*

*FORMAÇÃO DOS MUNDOS E DOS SERES VIVOS*

O livro dos Espíritos nos diz que: O Universo é a infinidade dos mundos que vemos e que não vemos – Todos os seres animados e inanimados – Todos os astros que se movem no espaço –

Assim como os fluidos que enchem o espaço aparentemente vazio. Tudo isso é obra de Deus. A razão nos diz que não pode ter sido criado por si mesmo.

Ai a pergunta: Como Deus criou o Universo?

A resposta: Por Sua vontade. Nada traduz melhor estas belas palavras: “Que se faça a Luz – e a Luz se fez” (do Livro A Gênese no Velho Testamento). Mas tudo o que se pode compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria espalhada pelo espaço, que parece vazio

– Tudo tem como princípio o Fluido Cósmico ou Universal. A forma depende das associações – Temos como exemplo a água que pode tornar-se doce, amarga, benéfica ou maléfica. O nosso corpo é matéria, a cadeira, o piso é matéria. Tudo é Fluido Cósmico. Diz Kardec que assim se formaram os sois, as estrelas, os mundos. Cada um com sua aparência, cada um de acordo com sua composição.

O mais interessante é que cada um tem sua função que é sempre útil. Deus não cria nada sem utilidade.

Segundo Kardec, de tempo em tempo, Deus renova os mundos, assim como renova os seres vivos – nasce, vive enquanto a matéria aguenta.

Quando morremos, o que acontece? A matéria volta para o laboratório da natureza para ser reutilizada após a decomposição – como diz Lavoisier: Nada se perde tudo se transforma – as plantas e as frutas nos dão um exemplo imediato.

O mesmo acontece com os mundos que podem desintegrar-se de acordo com o trabalho da natureza.

A matéria espalha-se novamente no espaço e é renovada ou transformada – formam-se outros seres ou outros corpos.

E como se formaram os seres vivos?

Segundo o Livro dos Espíritos: No começo tudo era caos. Os elementos estavam fundidos.

Pouco a pouco, cada coisa tomou seu lugar; apareceram os seres vivos adaptáveis ao estado do globo.

O que isso quer dizer? Se o clima era quente, só podiam comportar, os seres que se adaptaram ao ambiente e vice-versa. Assim o globo foi oferecendo gradativamente meios e recursos para o desenvolvimento do progresso de cada espécie, até chegar no homem. Diz-se então que o homem foi formado pelo lodo da terra, quer dizer “tornou-se a matéria mais bruta”, mais primitiva, foi se aperfeiçoando, até surgirmos como criação, linda e maravilhosa que somos todos nós.

Aqui na Terra Deus tudo criou – após o que tudo passou a ser controlado e trabalhado pela equipe de Jesus e tudo é comandado pela força do pensamento.

*A LIBERDADE DE PENSAMENTO*

Pelo pensamento o homem goza de uma liberdade sem limites, porque o pensamento não obedece a censuras nem obstáculos. O homem pode ser impedido de qualquer manifestação, mas não de pensar.

Mas isso não impede que sejamos prejudicados quando pensamos negativamente.

*A MARCHA DO PROGRESSO*

O nosso alvo é o progresso, mas nem todos nós desenvolvemos da mesma maneira. Uns desenvolvem um lado, outros desenvolvem outro lado. O contato social ajuda a desenvolver a fraternidade, o progresso e ao mesmo tempo a fraternidade. Eu passo o que aprendi e aprendo com o que os outros me transmitem. Isso nós fazemos automaticamente. As necessidades normais nos impulsionam a esse progresso que ás vezes se torna lento. Mas Kardec diz:

“Quando um povo não avança o suficiente Deus lhe provoca de tempos em tempos um abalo físico ou moral que o transforma” (LE 783). Isso é a causa de muitas catástrofes (o descuido do povo).

*PROGRESSO DA LEGISLAÇÃO HUMANA*

(L.E.794) “A Sociedade poderia ser regida somente pelas Leis Naturais, sem os recursos das Leis Humanas?

Resp.: “Poderia, se os homens as compreendessem bem e quisessem praticá-las. Então seriam suficientes. Mas a Sociedade tem as suas exigências e precisa de Leis Particulares”.

Kardec diz que nos tempos mais primitivos quem fazia as Leis eram as pessoas mais poderosas, mais inteligentes e as faziam sempre a seu favor. No entanto à medida que se compreende melhor a justiça, vem a necessidade de melhorar as Leis que vão se tornando mais naturais, vão se modificando de acordo com o entendimento e a identificação com a Lei Divina.

A civilização cria novas necessidades relativas à posição social de cada um. Por isso é necessário regular os direitos e os deveres dessas posições por meio de Leis Humanas.

A Lei Humana é variável e progressiva. Muda de acordo com a necessidade e o progresso da humanidade.

A Lei Natural ou Divina é imutável. É sempre a mesma para todos.

*INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO NO PROGRESSO*

O Espiritismo dentro de mais alguns anos se tornará uma crença comum e marcará uma nova era na história da humanidade.

Segundo Kardec o Espiritismo pertence à natureza e chegou o tempo de tomar o seu lugar no conhecimento humano.

Muitas pessoas lutarão combatendo a Doutrina, mas será mais por interesses particulares do que por convicção. Os contraditores ficarão cada vez mais isolados.

As Ideias se transformam com o tempo, se enfraquecem de geração em geração. Assim, os   que professam essas ideias hoje serão substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios.

Kardec diz também que o Espiritismo marchará com maior rapidez que o Cristianismo, porque este já abriu os canais sobre os quais o Espiritismo se desenvolverá.

O Cristianismo teve que se impor destruindo tantas barbaridades provocadas pelo autoritarismo.

Hoje o Espiritismo tem apenas que construir através da confirmação do Cristianismo. Isso faz com que o ser humano convença-se não pela imposição mas sim por meio da razão.

*Parte B*

*ANJOS E DEMÔNIOS*

As palavras Anjos, Arcanjos, e Serafins referem-se a Espíritos Puros que reúnem em si todas as perfeições.

Kardec diz que esses Espíritos foram criados por Deus como todos nós o fomos. Eles percorreram todos os graus da escala evolutiva. Essa evolução foi feita em planetas criados antes do nosso e poderiam estar no grau supremo antes mesmo do nosso ter sido criado. Por isso os homens acreditaram que eles haviam sido sempre perfeitos.

Kardec diz ainda que a palavra “Demônio” em sua origem não implica a ideia de Espírito mau.

O termo grego “Daimon”, de onde ele deriva, significa “gênio”, “inteligência”, termo este que foi aplicado aos seres incorpóreos bons ou maus, indistintamente.

Se houvesse seres destinados eternamente ao mau, como tudo, seria obra de Deus e Deus não seria justo criando seres infelizes. Acreditarmos nisso, seria negarmos a bondade infinita de Deus.

Por algum motivo as palavras demônio, satanás, diabo, foram adotadas para se expressar o mal.

Só não podemos nos esquecer de que todo o mal é passageiro.

*ANJO DE GUARDA – PROTETOR*

Anjo de Guarda e Espírito Protetor é a mesma coisa.

Todos temos ligado a nós um Espírito de uma ordem mais elevada, que se encarrega de nos inspirar o bom caminho, nos ajudar com conselhos, consolos e sustentações. É mais ou menos como a missão de um pai para com seu filho.

Essa ligação é do nascimento até a morte e frequentemente segue depois da morte, na vida espiritual, ou até mesmo por várias existências corpóreas.

É importante estarmos sempre ligados a ele. Sempre que recorremos a ele com sinceridade, somos assistidos.

Muitas vezes o desprezamos, dando mais atenção aos Espíritos atrasados. É quando lhe bloqueamos a possibilidade de nos proteger. Mas ele volta a nós, assim que mudarmos de opinião.

Precisamos dar mais atenção ao nosso Anjo da Guarda ou Protetor porque entre todas as criaturas que nos amam, ele é o mais interessado em nos ver feliz (alguns o chamam de Espírito Guardião).

Há alguma confusão entre Anjo da Guarda – Protetor e Mentor.

Anjo da Guarda ou Protetor é o Espírito que nos protege e acompanha.

Mentor é aquele que assume um trabalho do qual participamos.

Por isso dizemos: O meu Protetor e O Mentor do trabalho que realizo.

Existem também aqueles Espíritos que se ligam a uma família, para protegê-los. Muitas vezes são os próprios familiares que já desencarnaram.

Assim existem aqueles Espíritos que se responsabilizam pela orientação e assistência a uma comunidade, de um grupo e até mesmo de uma raça.

Quem é o Protetor do Brasil? É o Anjo Ismael – assim como Jesus é o governador do planeta Terra.

Mais uma vez repetimos: Orar e Vigiar!

Quando nos mantemos ligados à Lei de Deus, estamos procurando sintonizar com essa imensa proteção que temos, quando estamos vigilantes com o nosso comportamento, estamos exercitando a nossa elevação espiritual. Assim, estamos nos aproximando e conquistando definitivamente essa proteção.


Fonte: L.E.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ESTUDO *PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA**PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA*

*ESTUDO*  

*PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA*

*UNIÃO DA ALMA E DO CORPO – (QUESTÕES DE 350 A 355)*


350. UMA VEZ UNIDO AO CORPO DA CRIANÇA E QUANDO JÁ LHE NÃO É POSSÍVEL VOLTAR ATRÁS, SUCEDE ALGUMA VEZ DEPLORAR O ESPÍRITO A ESCOLHA QUE FEZ?

“Perguntas se, como homem, se queixa da vida que tem? Se desejara que outra fosse ela? Sim. Se se arrepende da escolha que fez? Não, pois não sabe ter sido sua escolha.

Depois de encarnado, não pode o Espírito lastimar uma escolha de que não tem consciência.

Pode, entretanto, achar pesada demais a carga e considerá-la superior às suas forças. É quando isso acontece que recorre ao suicídio.”

351. NO INTERVALO QUE MEDEIA DA CONCEPÇÃO AO NASCIMENTO, GOZA O ESPÍRITO DE TODAS AS SUAS FACULDADES?

“Mais ou menos, conforme o ponto, em que se ache, dessa fase, porquanto ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, começa o Espírito tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento, Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição, de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito.”

352. IMEDIATAMENTE AO NASCER RECOBRA O ESPÍRITO A PLENITUDE DAS SUAS FACULDADES?

“Não, elas se desenvolvem gradualmente com os órgãos. O Espírito se acha numa existência nova; preciso é que aprenda a servir-se dos instrumentos de que dispõe. As idéias lhe voltam pouco a pouco, como a uma pessoa que desperta e se vê em situação diversa da que ocupava na véspera.”

353. NÃO SENDO COMPLETA A UNIÃO DO ESPÍRITO AO CORPO, NÃO ESTANDO DEFINITIVAMENTE CONSUMADA, SENÃO DEPOIS DO NASCIMENTO, PODER-SE-Á CONSIDERAR O FETO COMO DOTADO DE ALMA?

“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”

354. COMO SE EXPLICA A VIDA INTRA-UTERINA?

“É a da planta que vegeta. A criança vive vida animal. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”

355. HÁ, DE FATO, COMO O INDICA A CIÊNCIA, CRIANÇAS QUE JÁ NO SEIO MATERNO NÃO SÃO VITAIS? COM QUE FIM OCORRE ISSO?

“Freqüentemente isso se dá e Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.”

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QUESTÕES PARA ESTUDO  

PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA

UNIÃO DA ALMA E DO CORPO – (QUESTÕES DE 350 A 355)


O HOMEM LEMBRA DE TODAS AS FACULDADES DO ESPIRITO APOS O NASCIMENTO ?

R.: - Nao. As faculdades são desenvolvidas gradualmente, a medida do desenvolvimento e amadurecimento dos órgãos.

COMO ENTENDER QUE O ESPIRITO NÃO RECOBRA AS FACULDADES DO ESPIRITO, MAS QUE AS IDEIAS VOLTAM POUCO A POUCO ?

R.: - A medida que o corpo vai se desenvolvendo, o espirito recobra gradualmente as suas ideias, que se refletem em suas tendencias que apresenta nesta vida. Ele não se lembra de tudo que aprendeu nas vidas passadas, mas as aquisições do espirito imortal vão surgindo lentamente durante a vida presente.

COMO ANALISAR JUNTO AO TEXTO ESTUDADO O POSICIONAMENTO DE ALGUNS MÉDICOS FAVORÁVEIS AO ABORTO EM CASO DE DEFEITOS CONGÊNITOS ?

R.: - Os médicos só se prendem ao físico, não levando normalmente a situação do espirito imortal, habitante deste ou aquele corpo. A deficiência congênita e' também uma prova para os pais, e sabendo que na concepção o corpo e' unido ao espirito, mesmo em caso de defeitos congênitos, e' retirado do espirito a oportunidade de crescimento interior.

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TEXTOS DE APOIO (PARA QUEM QUISER SE APROFUNDAR NO ASSUNTO)

PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA

UNIÃO DA ALMA E DO CORPO – (QUESTÕES DE 350 A 355)


0350/LE - DEPLORANDO A ESCOLHA

O Espírito, quando encarnado, depois que a sua consciência já se encontra reduzida, não se lembra da escolha que fez, entra em um estado de depressão, se em seu coração não vibra a fé. Quantos não têm ouvido, principalmente na época que corre a juventude, dizer que não pediu para nascer em tais ou quais circunstâncias. É a revolta de estar preso na matéria, pois, o Espírito não se lembra de que foi ele mesmo quem escolheu aquele tipo de proves, e quando não foi ele, foi a lei que assim determinou, pela força que possui para que a alma pudesse desabrochar suas qualidades de vida e de luz.

A alma não pode deplorar a escolha, pelo estado de inconsciência em que se encontra. Quantos suicidas há, sem causas que se possa analisar, visto que essa causa está no inconsciente, mas, ela se irradia para o consciente em forma de depressão, que o leva ao momento drástico de tirar a própria vida.

A Doutrina dos Espíritos, que é o mesmo Jesus voltando para a humanidade, abre os braços a toda essa humanidade em sofrimento, não somente consolando, porém, levando e dando educação a todas as criaturas de Deus. É o Consolador prometido por Aquele que pode prometer, porque Ele é a Vida, a Verdade e o Caminho.

Sabemos, e muitos homens são conscientes disso, que a vida na carne é como uma prisão, cárcere esse que limpa as mazelas da alma e mostra a essa as claridades maiores no desabrochar dos seus próprios talentos. Se passamos por duras provas, não desdenhemos a vida que levamos; seguremo-nos na fé e movimentemos as mãos no bem comum, para que esse bem possa nos levar a tranqüilidade de consciência. Procuremos o amor em todas as suas modalidades de expressão, que esse amor virá de Deus pelos canais do Cristo, para nos salvar das depressões e da ignorância.

Firmemo-nos na lei das vidas sucessivas, que por elas podemos conhecer a bondade de Deus; firmemo-nos na comunicação dos Espíritos com os homens, que por esse intermédio notaremos que ninguém morre, e que a vida continua em todas as direções; firmemo-nos no amor e na caridade, que desse modo encontraremos a paz no coração e todas as diretrizes que nos levam a harmonia interna.

Ajudemos no que pudermos aqueles que ainda dormem na inconsciência, e não usemos o nome do Senhor em vão, sem saber diretamente dos Seus desígnios. Lembremo-nos de que Jesus é o nosso Pastor, e que nunca deixa Suas ovelhas tresmalhadas, sem o amparo dàquele que é a verdadeira vida. Não queiramos que a nossa vida seja outra; ela é o que deve ser, de que precisamos. A nossa felicidade se encontra nas linhas do nosso desempenho nesta vida. Procuremos a tranqüilidade nas mínimas coisas. Não pensemos no mal nem falemos nele, porque tudo o que pensamos e falamos entra em nosso caminho, vindo ao nosso encontro. A vida nos responde com o que sintonizamos para encontrar, essa é a lei do "pedi e obtereis", do "buscai e acháreis".

Com nada nos revoltemos, pois Deus está em tudo e nos mostra, pela nossa compreensão, a luz que pode desabrochar por dentro de cada criatura. Subindo o seu calvário, mesmo que seja pregado na cruz dos problemas inúmeros, o Espírito é imortal, a glória surgirá no mundo da sua consciência, e o Cristo recompensará.

0351/LE - NO INTERVALO

No intervalo entre a concepção e o nascimento da criança, o Espírito entra em um estado de sono, como se verdadeiramente estivesse dormindo. É o Espírito recebendo influência da matéria e doando a ela a força para a renovação da vitalidade de que a matéria é portadora.

Em nada na vida podemos generalizar; os roteiros do Espírito são traçados de acordo com a sua evolução espiritual. O Espírito de alta capacidade espiritual não perde a consciência no intervalo entre a concepção e o nascimento, nem perde tempo. Ele trabalha quase como se estivesse livre da matéria. Sabemos que Maria de Nazaré e Francisco de Assis, dois astros de luz, no intervalo entre a concepção e o renascimento, continuaram trabalhando em favor da humanidade e não foram atingidos pelo sono, devido a seus níveis de evolução. Isso é uma amostra para as futuras reencarnações.

O Espírito mediano, porém, passa por um período de perturbação e dorme o sono da esperança, enquanto o Espírito abaixo do mediano fica totalmente inconsciente do seu estado, e somente vai ganhando a consciência quando desencarna. Mesmo assim, em muitos casos, essa recuperação é lenta, pois a natureza a nada violenta. É nesse sentido que estamos trabalhando com Jesus Cristo, para que o Espíritos avancem na escala a qual pertencem e passem a acordar em todas as direções da vida, sem perderem a consciência do seu estado. Eis porque a ignorância deve desaparecer, para que o trabalho aumente em favor dos que sofrem nas sombras. As obras básicas da Doutrina Espírita devem ser sempre lidas e estudadas, para que se tenha uma noção da vida que se deve levar, santificando sempre os pensamentos, palavras e obras, com base no amor.

O Espírito, no intervalo da concepção ao nascimento, ainda não está reencarnado, apenas ligado por laços ainda frágeis. O toque de maior segurança é dado no momento do nascimento, prosseguindo até aos vinte e um anos de idade. Em raros casos, antes desta idade, o Espírito já se encontra adulto, com todas as suas possibilidades de independência, respondendo por ele mesmo ante a sua consciência e a Deus, pelas promessas feitas no mundo espiritual.

Nada fica sem a proteção de Deus, nosso Pai de amor. Em todos os intervalos em que a alma sonha, as mãos do Divino Mestre operam em seqüência permanente para o restabelecimento da individualidade da alma, para que algum dia ela possa se libertar e conhecer a verdade.

Ao reencarnado, quando adulto, a natureza consciencial vai mostrando, na cadência da sua evolução, algo de que era no passado, de modo que o Espírito possa trabalhar nele mesmo, na iluminação dos seus sentimentos.

0352/LE - RECOBRANDO AS FACULDADES

O Espírito não recobra suas faculdades imediatamente ao nascer. Ele ainda não se encontra em completo domínio sobre seu corpo. O seu instrumento de carne não lhe fornece meios para tal empreendimento.

Compete, porém, ao Espírito esperar, pois com o crescimento do corpo ele vai recobrando paulatinamente suas faculdades espirituais, mas nunca se apossa dos seus dons, envolvido na carne, como se estivesse em Espírito. A alma se encontra abafada pelo amontoado de células que, mesmo vivas e em certa plenitude de poderes energéticos, está muito aquém dos canais que o Espírito precisa para se manifestar como Espírito livre; no entanto, é capaz de realizar grandes coisas. Ele, o Espírito, tem intuições do que deve fazer e, ainda mais, os benfeitores da eternidade o auxiliam constantemente de acordo com o seu mérito.

Podemos observar uma planta no seu crescimento: antes, era semente, depois vai tomando a forma de árvore, vindo as flores e os frutos. Assim também a alma; a semente divina, inicialmente envolvida nas formas, vai passando pelo fenômeno de crescimento e tomando, com o tempo a forma definida do Espírito imortal, dentro da imortalidade de Deus. O Espírito vai domando o corpo qual o peão que doma um potro e faz dele um companheiro de trabalho. Depois de domesticada a casa física, ela passa a ser mais dócil ao seu comando, e o Espírito começa a crescer, despertando as suas qualidades nobres, que são os talentos falados pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos sabemos que a natureza não dá saltos no empenho de crescer. É nesse trabalho que se encontra a ponderação, a ciência, de modo a compreendermos que a alma, gradativamente com o corpo, vai despertando as lembranças, mesmo em forma embaçada, daquilo que ela é e as promessas feitas no mundo espiritual. Aquilo que assinamos ao descer para a Terra vem ao nosso encontro pelos canais da intuição, de modo que a cada dia somos conscientes dos nossos caminhos a percorrer.

A encarnação é uma vestimenta grosseira de matéria. Embora divina na sua expressão, ela é rude ante o Espírito que ainda desconhecemos na sua plenitude; porém, ele desenvolve suas qualidades mediante os obstáculos que vai encontrando, para tomar-se um sol, em manifestação do Sol Maior. Já falamos muitas vezes e tornamos a dizer: para nos libertar, devemos começar pelo esforço de cada dia que mãos invisíveis não faltarão na "operação subida". Todos temos, encarnados e desencarnados, um calvário a subir e uma cruz para ser carregada, e isso deve ser motivo de glória para todas as criaturas de Deus.

O Espírito encarnado está em uma existência nova, com novas tarefas a desempenhar para o seu próprio bem e da humanidade. A doutrina dos Espíritos, sendo o Cristianismo original, nos possibilita a paz interna, mas mostrando-nos as vias internas para alcançarmos essa tranqüilidade imperturbável. O Espírito somente desabrocha as suas faculdades na sua plenitude quando se tornar Espírito superior e, para tanto, existe uma jornada a avançar, de modo que o Cristo desperte em nós motivo de luz para os corações em festa.

0353/LE - A ALMA E O FETO

Não se pode dizer que o feto tem uma alma, propriamente dizendo, no entanto, está destinado a possuí-la ou essa a este. Já falamos em várias anotações a respeito, que a reencarnação somente se consuma depois dos sete, quatorze e vinte e um anos. Os laços vão se apertando pouco a pouco, conforme o crescimento do corpo.

É notório e prudente, que tudo na vida respeite leis irradiadas por Deus, sem violência. O encontro do espermatozóde com o óvulo é a transformação de duas vidas em uma, para que se cumpra uma destinação em favor de um Espírito, na busca de experiências necessárias ao seu comportamento espiritual. Estudando a geração nos aspectos de beleza biológica, notadamente dentro do útero feminino, haveremos de raciocinar que um corpo precisa ser cuidado para que tenha equilíbrio na jornada a que se destina seguir.

O Espírito é uma ave que pousa no ninho craniano, comandando o corpo para a grandeza das suas qualidades imortais. Compete-nos verificar todos os dias as reações desse encontro, de maneira a deduzirmos com urgência o que devemos fazer da vida. A alma em marcha evolutiva vai necessitando de corpos que se sucedem, ciência que a ignorância humana empana, com medo de propagar, receio esse provindo da falta de conhecimento das necessidades do Espírito para seu melhor desempenho no mundo: se deseja algo, por exemplo, com excessivo querer, cria um corpo singular, a oferecer campo as suas vibrações de modo que esse corpo acumula seus próprios sentimentos; se é um pensador, cria com isso um corpo mental onde acumula inúmeros pensamentos, que vibram de acordo com as idéias que carrega.

Quem não usa seus poderes, deixa-os atrofiar, e não pode criar corpos diante da inutilidade dos seus talentos. A própria ciência no futuro irá estudar o comandante do corpo em todas as particularidades que ela poderá alcançar, porque somente conhecendo a alma, poderá saber de suas vestes, com as suas necessidades. A psicologia, quando ampliada na extensão do amor, deverá cuidar deste estudo igualmente, ajudando, assim, a mãe na sua gestação, instruindo-a no seu comportamento, para bons pensamentos e controle emocional. Também o pai deve ser instruído nesse sentido porque o Espírito bem antes do nascimento, já se encontra no lar, familiarizando-se com os seus futuros pais.

É bom que cada um coopere na evolução de todos. Cumprindo seu dever, esta trabalhando para si mesmo. A harmonia divina pertence a todas as criaturas. Precisamos conservá-lo dentro e fora de nós.

Por enquanto, não é necessário saber onde o Espírito fica; a alma não tem local especial para ficar quando está encarnada, podendo se mover por vários pontos porque o Espírito é inquieto. Mesmo na inconsciência, ele se move e vibra em todas as direções e sopra onde quer que seja.
Diz "O Livro dos Espíritos" que o feto não tem propriamente uma alma; é a alma, certamente, que está esperando o seu corpo, para o cumprimento das suas atividades na Terra. Esperemos e confiemos em Deus, para que tudo corra bem, para o nosso melhor desempenho.

0354/LE - VIDA INTRA-UTERINA

O útero da mulher é uma câmara sensível, na qualidade de ninho, onde tem todas as qualidades necessárias para a geração da criança, fenômeno humano, mas que tem feição divina. No encontro do óvulo com o espermatozoide, se dá o casamento interno de duas forças, que são envolvidas por energias imponderáveis, na formação de uma consciência instintiva, que passa a comandar como se fosse um computador altamente condicionado, porém, no qual brilha, nas suas irradiações de luz, a presença de Deus.

O feto cresce pele comando das forcas internas, como sendo uma árvore, mas que com o passar dos tempos ele alcança variadas feições, como estágios nas lembranças dos seus ancestrais, por onde o Espírito percorreu na sua marcha evolutiva, até sentir a razão nos esplendores da raça humana.

O seio uterino é um mundo onde se pode notar em ação as leis que regulam o próprio universo. São ondas, raios e impulsos se intercruzando para garantir uma vida. O .corpo humano, não cansamos de dizer, é uma cópia do universo, estudado há milênios sem conta e experimentado por milhões de vezes na sua jornada, para que pudesse obedecer ao progresso. Ele, cada vez mais, vai oferecendo ao Espírito os meios, dentro de suas possibilidades, de cumprir sua missão cada vez mais elevada na face da Terra.

Esse corpo biológico foi planejado e executado pelas mãos do Cristo. A Sua presença nunca faltou, para que esse corpo se expressasse como tal. Certamente que em seu derredor muitos engenheiros siderais estavam a postos para as Suas ordens, em experimentações variadas. Em futuro próximo, o corpo físico tomara outra expressão que seja mais para o lado da fluidez, oferecendo assim a alma que o vai comandar meios mais sutis para altos cargos de experimentação.

No campo da vivência dos conceitos evangélicos, sem as prováveis reações que se dão no corpo de hoje.

É nesse sentido que se deve começar a ajudar os engenheiros do mundo espiritual nas lutas para descondicionar as vibrações negativas no perispírito, porque o seu campo de hoje é sofrido pelos pensamentos imantados no ódio, na inveja, no orgulho, no egoísmo e em tantos outros departamentos das trevas, que o Espírito, na sua ignorância, alimenta.

O Espírito passa por diversas fases na formação do seu corpo, lembrando, mesmo na inconsciência, o que tem de fazer para o seu crescimento, atingindo, assim, a vida espiritual onde ele deve aprumar, procurando, por lei, a plenitude da vida em libertação com o Cristo. A ciência humana deve estudar a vida animal em formação na intimidade das nossas irmãs, para que a humanidade tenha mais respeito pelas crianças, senão pelos fetos. Disse o Cristo, de certa feita: “Vós sois o sal da terra.” Os Espíritos, movendo um corpo no mundo, são realmente o sal da terra, porque a alma vem temperar toda a expressão do entendimento, vem dar a compostura sagrada a própria natureza e essa, devolvendo ao mesmo homem as leis mais visíveis, para que ele se liberte dos laços inferiores que o prendem às paixões.

A vida intra-uterina é como que a vida em uma das maiores capitais do mundo, sendo que ela é mais perfeita por não desrespeitar as leis que sustentam a sua própria harmonia. Falando aos homens, pedimos que respeitem a formação da vida física e, em seguida, respeitem a criança. Ela é o homem de amanhã e pede hoje que amemos a Deus sobre todas as coisas. Eduquemo-las, não somente com palavras, mas através do exemplo.

0355/LE - CRIANÇA NÃO VITAL

Esse fenômeno das crianças não vitais pode ocorrer com freqüência; de qualquer modo, existe um Espírito que fornece elementos para a formação do corpo em gestação. Nada se perde no universo de Deus; são experiências necessárias à evolução dos Espíritos envolvidos. Tudo é aproveitado como lições, para que no futuro se aproveite o melhor que se possa processar, para a beleza da própria vida.

O pensamento é uma forca ainda desconhecida na Terra, a não ser por alguns estudiosos, e que experimentam todos os dias essa força soberana de Deus. Com relação à criança não vital, seu corpo obedece mais ao pensamento da mãe, cujo amor se transforma em ordens de comando na gestação do filho.

Podemos encontrar muitas pessoas que, pelo olhar, simplesmente, dão vida a algumas criaturas em decadência, e outras que, também pelo olhar, matam plantas e adoecem pessoas. Pelos canais sublimados da visão flui o magnetismo puro ou exonerado da alma. Esses fluidos são emanações dos sentimentos em elevação com o Cristo, ou em decadência junto às trevas.

A Doutrina dos Espíritos, codificada por Allan Kardec, um dos mais lúcidos discípulos de Jesus, que velo à Terra na sublime missão de reviver o Cristianismo, mostra aos homens um celeiro de conhecimentos para que esse homem conheça a verdade, facultando todos os entendimentos, de modo a alegrar e a exultar na vida, pela vida.

É muito difícil o que vamos citar, mas acontece: há crianças que não são vitais que, além de constituírem prova para os pais, como em seguida para o próprio Espírito que por ali se encontra, são fetos-limpeza da vida intra-uterina da mãe, que funcionam como investimento do mundo espiritual, representando renúncia do que deveria nascer em favor de uma mãe, nome sagrado dentre todos os demais na Terra.

O espírita deve e é sua obrigação estudar o corpo humano em todas as suas feições de ciência da Terra e do céu, porque, como conhecer os corpos espirituais, sem primeiro entender o corpo físico? É na seqüência desses estudos que nasce o respeito às leis de Deus que se fazem presentes pela mãe-natureza. Mesmo o corpo não vital merece o nosso maior respeito, pois ele tem uma destinação proveitosa.

Deus vibra em tudo, e Jesus participa nos campos que lhe foram entregues a olhar com amor e dedicação.

Nada há no mundo, ou nos mundos, que se mova sem a presença do Espírito. Deus tem Seus agentes de luz que registram todos os aspectos do crescimento da vida. No fundo, se queremos aprofundar nos acontecimentos, nada existe sem vitalidade, porque toda forma é a vontade de Deus operando para nos ensinar a viver melhor.

O mundo está passando por determinadas provações. Quando falamos do mundo, salientamos com mais interesse a humanidade. É nesses transes que se dá nascimento à luz. Há muitos povos dormindo, que serão despertados com certa violência, criada por eles mesmos. Há muitas nações que, em verdade, são corpos não vitais, pelo menos por enquanto, no útero da vida, mas lhes será dada vitalidade pelo amor de Deus e pela caridade do Cristo.

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CONCLUSÃO DO ESTUDO  

PARTE 2 - CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA

UNIÃO DA ALMA E DO CORPO – (QUESTÕES DE 350 A 355)


Apos unido definitivamente ao corpo da criança, o espirito não pode reclamar da escolha que fez, pois não tem consciência que a escolha foi sua. Pode sim achar pesada a sua carga e considera-la superior as suas forcas, e por esta causa pode ate' recorrer ao suicídio.

O espirito durante o processo reencarnatorio não goza de todas as suas faculdades. A partir do instante da concepção, ele entra num estado de perturbação, e esta perturbação cresce ate' o nascimento. A medida que a hora do nascimento se aproxima suas ideias se apagam assim como a lembrança de seu passado.

Ao nascer não recupera os espirito todas as suas faculdades, elas se desenvolvem gradualmente com os órgãos. As ideias lhe voltam pouco a pouco, como uma pessoa que desperta e se ve em situação diferente da que tinha na véspera.

A vida intra-uterina é a da planta que vegeta, a criança vive a vida animal que, pelo seu nascimento se completam com a vida espiritual.

Quando acontece de crianças, ainda no ventre materno, já não serem vitais, isto ocorre como prova para os pais e para o espirito que tomaria este corpo.