sábado, 29 de outubro de 2016

estudo evangelico 72

*ESTUDO EVANGELICO 72 Livro: "Palavras de Vida Eterna"*


*Emmanuel/F. C. Xavier*

*"EXCESSO"*

*"Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” - Jesus.* (Marcos, 8:36)

O Evangelho ensina que possuímos somente o que podemos levar deste mundo.

Por estarmos encarnados em um mundo material, é natural que usemos as coisas materiais, que nos preocupemos com a nossa manutenção, enquanto aqui permanecermos.


O que não podemos esquecer é que ao desencarnar, tudo o que desfrutamos fica, não podemos levar nada. Sendo assim, fica claro que só temos o usufruto, não somos os proprietários desses bens, não pertencem a nós, são emprestados, pois, os bens da Terra pertencem a Deus.

Na verdade, somente possuímos o que o Espírito pode levar ao deixar este mundo, e que são, a inteligência, os conhecimentos e as qualidades morais, sem os quais não é possível alcançar o aperfeiçoamento espiritual.

Não é condenável, que a criatura desfrute das coisas que este mundo oferece, que se esforce para ter uma casa, um carro, etc., que se preocupe com a segurança futura para quando estiver com mais idade. O exagero, a preocupação excessiva em ter o supérfluo, é que não é prudente, pelo contrário é perigosa.

O ser esquecido do seu valor íntimo, cujo preço é inestimável, muitas vezes esgota-se para conquistar o que é perecível, só se preocupando com o que tem valor relativo ou mesmo nenhum valor tem.

A imprudência, leva o homem a tratar com muito zelo os valores perecíveis, menosprezando os valores reais que traz em si mesmo.

Se o homem é somente o administrador dos bens que Deus lhe emprestou, um dia terá que prestar contas de como utilizou, de como empregou esses bens.

O mau uso consiste em utilizá-los só para sua satisfação pessoal, acumulando patrimônio, às vezes imensos, sem proveito até para si próprio, pelo simples prazer de acumular riquezas.

O mau emprego não diz respeito somente ao acúmulo de riquezas sem uso útil, mas, também, aos alimentos, roupas, calçados, etc., que ficam guardados, deteriorando, sem proveito, sem serem utilizados, quando poderiam agasalhar e matar a fome de muitas pessoas que necessitam deles. Essa atitude é igualmente condenável, pois, demonstra apego e egoísmo da parte de quem assim age.

É através da prática do amor ao próximo, que os bens materiais serão bem empregados, auxiliando aqueles que pouco ou nada possuem.

Empreguemos mais tempo ao aperfeiçoamento moral, que ao acúmulo de bens perecíveis, pois, somente as conquistas espirituais farão parte da nossa bagagem para a eternidade.

Aquele que mais e melhor desenvolve as virtudes, a potencialidade que todos trazem, mais aumenta o seu valor íntimo, o valor do Espírito imortal.

*Bibliografia:*

Xavier, Francisco Cândido (Emmanuel) - "Palavras de Vida Eterna" Estudo


"Nas pegadas do mestre" - Vinícius, Valores imperecíveis E.E. - Allan Kardec, XVI , 9 e 10

*Maria Aparecida F. Lovo*



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A GENESE ESTUDO 13

*A GÊNESE 13*

ALLAN KARDEC 

*OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO*

*CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA  (XIV)*

            A *revelação*  fez-se, parcialmente, em diversos lugares, por uma multidão de intermediários, prosseguindo, desta maneira, até hoje, pois que como se pode deduzir, nem tudo foi revelado. Assim, cada centro encontra nos outros, o complemento do que obtém e foi o conjunto, a coordenação de todos os ensinos parciais que constituíram a Doutrina Espírita.

            Era, então necessário grupar os fatos espalhados, para se lhes apreender a correlação, reunir os documentos diversos, as instruções dadas pelos Espíritos sobre todos os pontos e sobre todos os assuntos, para as comparar, analisar, estudando-lhes as analogias e diferenças. As comunicações eram de Espíritos de diversas ordens, mais ou menos esclarecidos. Era preciso apreciar o grau de confiança que a razão permitia conceder-lhes; distinguir as idéias sistemáticas individuais ou isoladas, das que tinham a sanção do ensino geral dos Espíritos, as utopias das idéias práticas, as que eram notoriamente desmentidas pelos dados da  ciência positiva e da lógica, utilizar, igualmente, erros, as informações fornecidas pelos Espíritos, mesmo os da mais baixa categoria, para conhecimento do estado do mundo invisível e formar, com tudo isso, um todo homogêneo.

            Era preciso, numa palavra, *um centro de elaboração independente de qualquer idéia preconcebida* de todo prejuízo de seita, *resolvido a aceitar a verdade tornada evidente, embora contrária às opiniões  pessoais,*

            *O Livro dos Espíritos,* a primeira obra que levou o Espiritismo a ser considerado de um ponto de vista filosófico pela dedução das conseqüências morais dos  fatos; que considerou todas as partes da doutrina, tocando nas questões  mais importantes que ela suscita, foi, desde o seu aparecimento, *o ponto para onde convergiram, espontaneamente* os trabalhos individuais. A *Era do Espiritismo Filosófico*  data, pois, da publicação desse livro e se ele conquistou as simpatias da maioria é que exprimia os sentimentos dela e a concentração de forças  até então dispersas, deu lugar a uma amplíssima correspondência, monumento único, em todo mundo, quadro vivo da verdadeira história do Espiritismo moderno, onde se refletem, ao mesmo tempo,  os trabalhos parciais, os sentimentos múltiplos que as doutrina fez nascer, os resultados morais, as dedicações, os desfalecimentos; arquivos preciosos para a posteridade, que poderá julgar os homens e as coisas através de documentos autênticos. Em presença destes testemunhos inexpugnáveis, em que se reduzirão, com o tempo, todas as falsas alegações levantadas pela inveja e pelo ciúme?

*Denizart Castaldeli*

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Reflexões da Família

Reflexões da Família 

A emoção da vitória e a agonia da derrota

Certamente, eu tive momentos de desafios na educação de minhas três crianças. 
    
Mas quando eu menos esperava, eu recebia a emoção de uma pequena mas significativa vitória. 
    
Certa noite minha filha desobedeceu-me. 
    
Eu já estava esperando por um: "Que foi que eu fiz? 
    
Mas desta vez, ela disse: "Pai, eu sei que estou errada, quais serão as conseqüências?" 
    
Quase desmaiei e acabou a braveza. 
  
A emoção da vitória valeu o trabalho e a espera 


    Lembre-se, sua família em primeiro lugar!


Por Mark Merril / Tradução SergioBarros
(Respeite a autoria e as traduções dos textos)

*07a Compromisso Afetivo estudo*

Centro Virtual de Estudo e Divulgação do Espiritismo
Sala Virtual de Estudos Educar
*Estudos destinados à família e educação no lar*

*07a Compromisso Afetivo estudo*

Vamos conversar um pouquinho sobre a vida à dois dentro do tema: Compromisso Afetivo.

Se nós analisarmos bem os termos, compromisso afetivo significa o comprometimento (no sentido de envolvimento emocional, cuidado, atenção) para com as pessoas a quem se ama.

Mas, amar não é simplesmente gostar. É muito mais que isso. É conhecer profundamente a pessoa com quem se está estabelecendo um relacionamento (tanto conjugal quanto amizade), a fim de que se possa saber exatamente quem é a pessoa, e desenvolver com ela um compromisso de crescermos em contato com ela, auxiliá-la à crescer, e juntos aprendermos a ser felizes.

Então, vejamos que estabelecer um compromisso afetivo não é apenas gostar da imagem que idealizamos da pessoa, mas sim, saber conviver com uma pessoa, a qual sabemos que tem qualidades, mas que também tem vícios que precisa vencer, e não deixar de amá-la só porque não é tudo o que queríamos.

Sendo assim, vamos procurar refletir respondendo as seguintes questões:

1 - Como fazer para realmente estabelecer um compromisso afetivo com as pessoas que gosto?

2 - Qual a diferença do compromisso afetivo entre cônjuges, entre pais e filhos, e entre amigos?

3 - Qual a responsabilidade que desenvolvo com relação às pessoas com quem estabeleço um compromisso afetivo?

4 - O fato de não haver esse compromisso real em um relacionamento, isenta as pessoas das responsabilidades decorrentes dessa relação?
07b Compromisso Afetivo nosso papo sobre

Muito amor e muita paz

Vou tentar colocar o assunto de uma forma que eu estou vendo no momento, pois cada um talvez veja de um jeito

1) Calma muita calma.
2) A diferença está realmente no compromisso. Com os amigos a responsabilidade os laços se tornam mais soltos. Sendo que na família os laços estão mais apertados.
3) Só com a Doutrina Espírita é que vamos sentir ou ver que realmente as responsabilidades são muito grandes.
4) Responsabilidade vamos ter sempre. Nós não sabemos, não lembramos quais foram as nossas escolhas antes de reencarnarmos. As vezes apenas uma palavra dita em determinadas circunstancias já muda o destino de certas pessoas.
Quantos mal entendidos deixamos para trás.

Que Jesus nos acompanhe.
(Bernadete)
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1- Para estabelecer um compromisso afetivo com as pessoas, temos que ter respeito, sinceridade e compreensão, e amar.

2- Dentro do lar esta os nossos débitos maiores onde o compromisso é com maior responsabilidade, temos por tabela nos dedicar mais.

3- A responsabilidade é total de respeitar e amar.

4- A meu ver tudo que nos propomos a realizar tem que ser com responsabilidade, respeito e principalmente nos basear naquele ensinamento famoso: - Não fazer aos outros o que não queremos para nós mesmos ,é o caminho para se ter mais acertos do que erros .
  
Forte abraços a todos (Maria Luiza)

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1 - Como fazer para realmente estabelecer um compromisso afetivo com as pessoas que gosto?

Como vocês responderam, gostar não é tudo. Por outro lado, saindo desse amor figurativo ao qual estamos, de modo geral, acostumados a pensar, o amar já ensina muito. Creio que o compromisso afetivo é algo espontâneo quando se realmente ama. Contudo, pensando um pouco nas dificuldades que enfrentamos no contato com o outro, muito se dá pela nossa própria falta de auto-conhecimento. Explico: ao passo em que devo conhecer o outro, isso só pode acontecer se procuro também me conhecer. Nada é estático. Mudamos cada dia um pouco mais e o auto-conhecimento nunca se finda, como também o conhecimento do outro. Eis porque temos o mérito de nos surpreendermos com o outro e conosco e, às vezes, nos decepcionarmos também. Faz parte. Acho que uma "regrinha" básica de um bom convívio, assumindo, no coração, esse compromisso, é lembrarmos sempre dos nossos próprios defeitos antes de apontar os do outro. Talvez isso ajude aqueles casos, cujos laços não são necessariamente pautados em uma simpatia natural, mas carregados pelo peso do resgate etc.

2 - Qual a diferença do compromisso afetivo entre cônjuges, entre pais e filhos, e entre amigos?

Creio que responsabilidade temos com quem amamos, seja família ou não. Porém, o grau depende dos laços, do que tenho que desenvolver com aquela pessoa. Desse modo, a família carrega um peso maior do que os amigos.

3 - Qual a responsabilidade que desenvolvo com relação às pessoas com quem estabeleço um compromisso afetivo?

A responsabilidade de auxiliá-lo no progresso ao qual todos estão destinados.

4 - O fato de não haver esse compromisso real em um relacionamento, isenta as pessoas das responsabilidades decorrentes dessa relação?

Não. De jeito nenhum. Como já disse, somos responsáveis pelos que amamos e isso independe de um "compromisso real". Mesmo que não amemos - no sentido de querer ficar junto, de estar próximo, em contato etc. - , somos responsáveis pelas pessoas que cativamos. Não podemos simplesmente entrar na vida das pessoas e agir como se não estivéssemos ali. Se houve o encontro é porque há algo a aprender, pois, como todos sabem, nada acontece por acaso

(Magna Bueno)
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Lembrei de uma mensagem interessante que, talvez, ilustre (tirando as devidas proporções) um pouco essa oportunidade maravilhosa, que é a vida, cheia de encontros e desencontros, mas, antes de tudo, aprendizado. Talvez alguns de vocês já a conheçam.
    Segue a mensagem:

 TREM DA VIDA

 Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos maravilhosos.

 Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio; outros encontrarão nessa viagem somente tristezas; ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante ele, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles ... Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar a seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas .... Porém jamais retornos.

 Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor. Lembrando, sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

 O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em que parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando, se quando descer desse trem, sentirei saudades. Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem. (Baseado em mensagem de autor desconhecido)

Que a paz do nosso amado irmão Jesus esteja presente em todos nós, permanecendo não apenas aqui nesta sala, mas no cotidiano de cada um.
    Um grande abraço!!!
           (Magna)
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É realmente a vida é um verdadeiro trem, cheia de estações de embarque e desembarque, na verdade, pelo menos ao meu ver, este trem, não tem parada final, ele trafega pelos trilhos da eternidade, é uma viagem que se perde na noite dos tempos e cada um de nós teremos sempre um bilhete de embarque, com uma estação definida para desembarcar, se a última viagem que fizemos foi feita com todo cuidado e acertos, por certos no próximo embarque, embarcaremos em uma classe mais confortável até que um dia chegaremos a embarcar na primeira classe.
         (Edson Martins)
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Já conhecia esta mensagem e é mesmo muito bonita. Não me canso de a ler. Agora mesmo enquanto lia a mensagem, comecei a pensar se o contato que temos neste grupo mesmo via Internet já não seria um compromisso afetivo.
Um abraço a todos.
(Ana)
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Magna já conhecia esta mensagem recebi de uma amiga via internet, em um momento muito especial de minha vida, não sabia se descia na próxima estação e deixava os outros seguirem viagem, pensei e repensei e optei pela opção que o Edson trouxe, acompanhar até o ponto final, para que na próxima eu siga em uma primeira classe. Afinal Jesus ensinou que colheremos o que plantarmos, estou plantando amor, paciência, compreensão para ver se na próxima eu consiga colher nem que for um pouquinho de tudo isso. Que possamos ser muito fortalecidos em nossas provações, brinco com minha dirigente do Centro que eu frequento, se tudo isso é para eu desistir de seguir a doutrina, podem me colocar de cabeça para baixo, que eu não desisto, quanto mais me testarem mais eu faço Evangelho ,abro mais um dia para ir ao Centro trabalhar ,tudo menos ,desistir do meu ideal ,da doutrina eu tenho certeza que não saio mais, que ela nos dá base  e respostas   para tudo que nos acontece . Abençoada Doutrina Paz a todos (Maria Luiza)
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É isto ai Maria Luiza, temos que fazer de tudo para seguir no trem, até a estação para a qual compramos o bilhete de embarque, descer dele antes, sob a alegação de que o trem é muito desconfortável e barulhento, fará com que tenhamos de recomeçar a viagem no mesmo vagão onde estávamos embarcados. Uma vez eu estava embarcado em um velho contratorpedeiro, era o pior navio que a Esquadra tinha na época, e daí comecei a mentalizar que iria pedir baixa da Marinha por estar em uma situação muito ruim, falei com o meu pai e ele disse: " filho, tire o maior proveito possível de sua estadia neste navio, tudo passa e isto passará." De fato passou e o resto de minha carreira na Marinha foi um sucesso, hoje me encontro em uma confortável aposentadoria. Se naquela época no desespero que estava se eu tivesse pedido baixa, hoje talvez estivesse em má situação.
          (Edson)
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   Tudo em paz com vocês??
    Esperamos sinceramente que sim!!:o))

    Olá Bernadete, Magna, Ana e todos os irmãos recém-chegados ao nosso cantinho de estudos. Saibam que para nós, do CVDEE, é sempre uma alegria ver mais irmãos participando de nossa sala.

    Realmente, esse contato virtual que estabelecemos via Internet é um compromisso afetivo, basta vermos a afinidade que desenvolvemos rapidamente uns com os outros, o carinho e tudo o mais.

    Mas, não podemos esquecer a responsabilidade que isso nos traz.

    Apesar de não ser uma obra espírita, o livro O Pequeno Príncipe é uma fonte de inspiração a ser analisada sob a ótica espírita. E existe um momento em que Saint-Exupéry coloca na boca do Pequeno Príncipe as seguintes palavras:

    "Tu te tornas responsável por aquilo que cativas."

    Quer maior compromisso que isso?

    Mas, falando em leitura, sugerimos aos irmãos livro Vida e Sexo, do Espírito Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, pg 29-31, o capítulo Compromisso Afetivo. Lá, vocês poderão perceber a formação e a real extensão de nossa responsabilidade.
    Abraços fraternos à todos
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*07c Compromisso Afetivo conclusão*
Encerrando estudos sobre Compromisso Afetivo, passamos como conclusão o texto do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco C. Xavier, do livro Vida e Sexo, Capítulo 6:

*Compromisso Afetivo*

"A guerra efetivamente flagela a humanidade, semeando terror e morticínio, entre as nações; entretanto, a afeição erradamente orientada, através do compromisso escarnecido, cobre o mundo de vítimas.

Quem estude os conflitos do sexo, na atualidade da Terra, admitindo a civilização em decadência, tão-só examinando as absurdidades que se praticam em nome do amor, ainda não entendeu que os problemas do equilíbrio emotivo são, até agora, de todos os tempos na vida planetária.

As Leis do Universo esperar-nos-ão pelos milênios afora, mas terminarão por se inscrevem, a caracteres de luz, em nossas próprias consciências. E essas Leis determinam amemos os outros qual nos amamos.

Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo.

Em matéria de afetividade, no curso dos séculos vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estrados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-las a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada.

Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo nesse sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas de manutenção, de alma para alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefendia, entra em pânico, se que se lhe possa prever descontrole que, muitas vezes, raia na delinquência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das consequências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro.

Sabemos que a Justiça Humana comina punições para os atos de pilhagem na esfera das realidades objetivas, considerando a respeitabilidade dos interesses alheios; no entanto, os legisladores terrestres perceberão igualmente, um dia, que a Justiça Divina alcança os contraventores da Lei do Amor e determina se lhes instale nas consciências os reflexos do saque afetivo que perpetraram contra os outros.

Daí procede a clara certeza de que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito. Reencarnados que estaremos sempre, nesse sentido, até exonerar o próprio espírito das mutilações e conflitos hauridos no clima da irreflexão, aprenderemos no corpo de nossas próprias manifestações ou no ambiente de vivência pessoal, através da penalogia sem cárcere aparente, que nunca lesaremos a outrem, sem lesar à nós."

Um ótimo fim de semana à todos

Equipe Educar - CVDEE

Céu inferno_076_2a parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Agèle, nulidade sobre a Terra

Céu inferno_076_2a parte cap. VII - Espíritos Endurecidos - Agèle, nulidade sobre a Terra

*TEXTO PARA ESTUDO*

*ANGÈLE, nulidade sobre a Terra (Bordéus, 1862)*

Com este nome, um Espírito se apresentou espontaneamente ao médium.

1. - Arrependei-vos das vossas faltas?

R. Não.

- P. Então por que me procurais?

R. Para experimentar.

P. Acaso não sois feliz?

R. Não.

- P. Sofreis?

R. Não.

P. Que vos falta, pois?

R. A paz.

*Nota - Certos Espíritos só consideram sofrimento o que lhes lembra as suas dores físicas, convindo, não obstante, ser intolerável o seu estado moral.*

2. - Como pode faltar-vos a paz na vida espiritual?

R. Uma mágoa do passado.

P. A mágoa do passado é remorso; estareis, pois, arrependida?

R. Não; temor do futuro é o que experimento.

P. Que temeis?

R. O desconhecido.

3. - Estais disposta a dizer-me o que fizestes na última encarnação? Isso talvez me facilite a orientar-vos.

R. Nada.

4. - Qual a vossa posição social?

R. Mediana.

P. Fostes casada?

R. Sim; fui esposa e mãe.

P. E cumpristes zelosa os deveres decorrentes desse duplo encargo?

R. Não; meu marido entediava-me, bem como meus filhos.

5. - E de que modo preenchestes a existência?

R. Divertindo-me em solteira e enfadando-me como mulher.
P. Quais eram as vossas ocupações?

R. Nenhuma.

P. E quem cuidava da vossa casa?

R. A criada.

6. - Não será cabível atribuir a essa inércia a causa dos vossos pesares e temores?

R. Talvez tenhais razão. Mas não basta concordar.

P. Quereis reparar a inutilidade dessa existência e auxiliar os Espíritos sofredores que nos cercam?

R. Como?

P. Ajudando-os a aperfeiçoarem-se pelos vossos conselhos e pelas vossas preces.

R. Eu não sei orar.

P. Fá-lo-emos juntos e aprendereis. Sim?

R. Não.

P. Mas por quê?

R. Cansa.

*Instruções do guia do médium*

Damos-te instrução, facultando-te o conhecimento prático dos diversos estados de sofrimento, bem como da situação dos Espíritos condenados à expiação das próprias faltas.

Angèle era uma dessas criaturas sem iniciativa, cuja existência é tão inútil a si como ao próximo. Amando apenas o prazer, incapaz de procurar no estudo, no cumprimento dos deveres domésticos e sociais as únicas satisfações do coração, que fazem o encanto da vida, porque são de todas as épocas, ela não pôde empregar a juventude senão em distrações frívolas; e quando deveres mais sérios se lhe impuseram, já o mundo se lhe havia feito um vácuo, porque vazio também estava o seu coração. Sem faltas graves, mas também sem méritos, ela fez a infelicidade do marido, comprometendo pela sua incúria e desleixo o futuro dos próprios filhos.

Deturpou-lhes o coração e os sentimentos, já por seu exemplo, já pelo abandono em que os deixou, entregues a fâmulos, que ela nem sequer se dava ao trabalho de escolher. A sua existência foi improfícua e, por isso mesmo, culposa, visto que o mal é oriundo da negligência do bem. Ficai bem certos de que não basta abstervos de faltas: é preciso praticar as virtudes que lhes são opostas.

Estudai os ensinamentos do Senhor; meditai-os e compenetrai-vos de que eles, se vos fazem estacar na senda do mal, também vos impõem voltar atrás, a fim de tomardes o caminho oposto que conduz ao bem. O mal é a antítese do bem; logo, quem quiser evitar o primeiro deve seguir o segundo, sem o qual a vida se torna nula, mortas as suas obras, e Deus, nosso pai, não é o Deus dos mortos, mas dos vivos.

- P. Ser-me-á permitido saber qual teria sido a penúltima existência de Angèle?

A última deveria ter sido consequência dela, isto é, da penúltima.

- R. Ela viveu na indolência beatífica, na inutilidade da vida monástica. Preguiçosa e egoísta por gosto, quis experimentar a vida doméstica, mas seu Espírito pouco progrediu.

Sempre repeliu a voz íntima que lhe apontava o perigo, e, como a propensão era suave, preferiu abandonar-se a ela, a fazer um esforço para sustá-la em começo.

Hoje ainda compreende o perigo dessa neutralidade, mas não se sente com forças para tentar o mínimo esforço. Orai por ela, procurai despertá-la e fazer que seus olhos se abram à luz. É um dever, e dever algum se despreza.

O homem foi criado para a atividade; a atividade do Espírito é da sua própria essência; e a do corpo, uma necessidade.

Cumpri, portanto, as prescrições da existência, como Espírito votado à paz eterna. A serviço do Espírito, o corpo mais não é que máquina submetida à inteligência: trabalhai, cultivai, portanto, a inteligência, para que dê salutar impulso ao instrumento que deve auxiliá-la no cumprimento de sua missão. Não lhe concedais tréguas nem repouso, tendo em mente que essa paz a que aspirais não vos será concedida senão pelo trabalho. Assim, quanto mais protelardes este, tanto mais durará para vós a ansiedade de espera.

Trabalhai, trabalhai incessantemente; cumpri todos os deveres sem exceção, isto com zelo, com coragem, com perseverança.

A fé vos alentará. Todo aquele que desempenha conscientemente o papel mais ingrato e vil da vossa sociedade, é cem vezes mais elevado aos olhos do Onipotente do que aquele que, impondo esse papel aos outros, despreza o seu.

Tudo é degrau que dá acesso ao céu: não quebreis a lápide sob os pés e contai com o concurso de amigos que vos estendem a mão, sustentáculos que são dos que vão haurir suas forças na crença do Senhor.
Monod.

*QUESTÕES PROPOSTAS PARA ESTUDO*

1.Por que o trabalho é tão importante ao espírito?

2.Em que consiste a Lei do Trabalho?

*Consulta recomendada: Livro dos Espíritos, parte 3 - Das Leis Morais*


*Conclusão:*



1.Em se tratando do espírito encarnado ou desencarnado, a Lei funciona de igual modo, o que muda é o relativo ao corpo físico quando somos novamente apenas espíritos, ou seja, a ociosidade, tanto aqui na Terra, como na espiritualidade, é contrária à Lei de Deus:

"O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos." (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 674.)

"Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstruí-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que se concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. XVI, item 7.)

*2. DA LEI DO TRABALHO*
A necessidade do trabalho é lei da natureza, isto é, é intrínseco no homem ter que trabalhar, para desenvolver o seu potencial intelectual e moral. Tanto é trabalho o do corpo quanto o da inteligência e, como resultado, temos uma aplicação moral desse trabalho, revertendo para o próprio indivíduo e para aqueles que o cercam, aumentando o seu património material e espiritual, do qual deve usufruir para a sua felicidade.

Enquanto o trabalho animal é puramente instintivo e condicionado, o do homem é racional e criativo, permitindo-lhe desenvolver os seus potenciais divinos, pois não visa apenas a conservação do corpo e os bens materiais. O homem evoluído faz do trabalho um meio para atingir os seus fins espirituais de socialização.

O trabalho existe em função das necessidades que, quanto menos materiais forem mais, inclinam o homem para um trabalho menos penoso sob o ponto de vista físico. As necessidades materiais exigem um trabalho material, as espirituais um espiritual.
Quanto mais meios o homem possui para a sua manutenção e sustento mais obrigação moral tem de ser útil aos semelhantes, pois usar o que possui só para o seu gozo, caracteriza-o como egoísta e involuído. A posse de bens que extrapolem as suas necessidades obriga-o a ser útil aos semelhantes, sob pena de converter-se num entrave para o progresso moral e social do meio e da sociedade em que vive, podendo, de futuro, encontrar-se impossibilitado de desenvolver uma função voluntariamente desprezada, tendo que viver às expensas do trabalho alheio, sofrendo o peso dos limites que ele mesmo procurou.

Na sociedade atual, o trabalho dos pais a favor dos filhos (de uma maneira geral de uma geração anterior para uma sucessora) deve receber, como recíproca, uma ação de ajuda mútua, estabelecendo uma cadeia natural de trocas, que estabilize a sociedade. O mais velho ajudando a criança a ser adulta; esta, alcançando a maturidade e o seu mais alto potencial produtivo, deverá ajudar e amparar os que por ela tanto fizeram, e voltar-se também para as novas gerações, que precisam de ajuda e exemplos, e assim sucessivamente.

*LIMITE DO TRABALHO – REPOUSO*

O repouso, além de ter um papel na reparação das energias físicas, também serve como elemento importante na indução do espírito a procurar a liberdade da inteligência, alcançando a vertente da criatividade, fugindo, assim, do estreito anel das condições reflexas e limitantes de um trabalho rotineiro.

O limite do trabalho é o das forças e todo o abuso que se cometa será considerado suicídio indireto, se for autonomamente imposto pelo próprio interessado, ou escravidão vil, se da responsabilidade de um terceiro. Tanto uma como a outra atitude configuram uma transgressão da lei de Deus.

Num meio social que leva em conta a lei de produção e consumo uma faixa etária nova é responsável pelo trabalho que assegura o bem-estar dos mais velhos, que já não podem produzir, mas que têm o direito de viver e gozar dignamente a sua velhice, e também é responsável pela educação dos mais novos, que se prepararam para contribuir a favor da sociedade e do mundo. Por isso é que a lei da reprodução é importante na manutenção deste fluxo interminável, do qual são geradas as sociedades e a própria humanidade. (fonte: Portal do espírito)



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*Estudo De O Livro Dos Médiuns – Questionário 16*

*Estudo De O Livro Dos Médiuns – Questionário 16*

*SEGUNDA PARTE – DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS*

*CAPITULO XI – SEMATOLOGIA E TIPTOLOGIA*

*LINGUAGEM DOS SINAIS E DAS PANCADAS – TIPTOLOGIA ALFABÉTICA*

Escreva: “CERTO” ou “ERRADO”

As primeiras manifestações inteligentes foram obtidas através da tiptologia, que oferecia recursos limitados

No início as comunicações através da tiptologia reduziam-se a respostas monossilábicas: sim ou não, através de um número convencionado de pancadas.

 Para esse tipo de manifestação não é necessário médiuns com aptidões especiais.

Os golpes podem ser produzidos de duas maneiras: Tiptologia Basculante e Tiptologia Alfabética.

Tiptologia Basculante consiste no movimento da mesa que se eleva de um lado e cai batendo um pé. O médium pousa as mãos na borda da mesa e evoca o Espírito com o qual deseja se comunicar, caso contrário, manifesta-se o que chegar em primeiro lugar ou estiver habituado a fazê-lo, e convenciona-se o número de batidas para Sim e Não.

A Tiptologia Basculante não apresenta nenhum inconveniente, já que por meio dela poderemos obter respostas completas, podendo-se fazer toda e qualquer pergunta.

*O que é Sematologia?*

*Escreva: “FALSO” ou “VERDADEIRO”*

Tiptologia Alfabética consiste em fazer indicar as letras por meio de pancadas.

Com a Tiptologia Alfabética foi possível obter palavras, frases e até mesmo discursos inteiros.

Nesse sistema a mesa bate as pancadas correspondentes a cada letra.

Esse sistema é muito rápido o que permite longas comunicações.

Todos os efeitos da tiptologia podem ser obtidos de uma maneira mais simples pelos golpes dados no interior da madeira, sem qualquer movimento da mesa. É a tiptologia interna.

Todos os médiuns são aptos para a tiptologia interna

A tiptologia é pouco usada porque por mais aperfeiçoamento que se possam introduzir nesse sistema, ele jamais pode atingir a rapidez e a facilidade da escrita.

Todos os Espíritos que se comunicam por pancadas, são Espíritos Batedores.


*(RESPOSTAS)*

*Estudo De O Livro Dos Médiuns – Questionário 16*

*SEGUNDA PARTE – DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS*

CAPITULO XI – SEMATOLOGIA E TIPTOLOGIA

*LINGUAGEM DOS SINAIS E DAS PANCADAS – TIPTOLOGIA ALFABÉTICA*

Escreva: “CERTO” ou “ERRADO”

C                             As primeiras manifestações inteligentes foram obtidas através da tiptologia, que oferecia recursos limitados

C                             No início as comunicações através da tiptologia reduziam-se a respostas monossilábicas: sim ou não, através de um número convencionado de pancadas.

E                             Para esse tipo de manifestação não é necessário médiuns com aptidões especiais. *É necessária certa aptidão para as manifestações físicas. São médiuns especiais*

C                             Os golpes podem ser produzidos de duas maneiras: Tiptologia Basculante e Tiptologia Alfabética.

C                             Tiptologia Basculante consiste no movimento da mesa que se eleva de um lado e cai batendo um pé. O médium pousa as mãos na borda da mesa e evoca o Espírito com o qual deseja se comunicar, caso contrário, manifesta-se o que chegar em primeiro lugar ou estiver habituado a fazê-lo, e convenciona-se o número de batidas para Sim e Não.

E                             A Tiptologia Basculante não apresenta nenhum inconveniente, já que por meio dela poderemos obter respostas completas, podendo-se fazer toda e qualquer pergunta. *O inconveniente está na brevidade das respostas e na dificuldade de formular as perguntas de forma a permitir a resposta de Sim ou Não*

*O que é Sematologia?*

*Para se expressar pela Tiptologia, o Espírito costuma acrescentar-lhe uma espécie de mímica, exprimindo a energia da afirmação ou na negação pela força dos golpes, exprimindo também a natureza dos seus sentimentos: a violência pelos movimento bruscos; a cólera e a impaciência dando fortes pancadas repetidas, às vezes jogando a mesa no chão. É A LINGUAGEM DOS SINAIS*


Escreva: “FALSO” ou “VERDADEIRO”

V                            Tiptologia Alfabética consiste em fazer indicar as letras por meio de pancadas.

V                            Com a Tiptologia Alfabética foi possível obter palavras, frases e até mesmo discursos inteiros.

V                            Nesse sistema a mesa bate as pancadas correspondentes a cada letra.

F                             Esse sistema é muito rápido o que permite longas comunicações. *É muito demorado de demanda longo tempo para comunicações de maior extensão*

V                            Todos os efeitos da tiptologia podem ser obtidos de uma maneira mais simples pelos golpes dados no interior da madeira, sem qualquer movimento da mesa. É a tiptologia interna.

F                             Todos os médiuns são aptos para a tiptologia interna *Nem todos são aptos para a tiptologia interna, havendo os que só obtem as pancadas da mesa basculante. Entretanto, com exercício, a maioria pode conseguí-lo.*

V                            A tiptologiaé pouco usada porque por mais aperfeiçoamento que se possam introduzir nesse sistema, ele jamais podeatingir a rapidez e a facilidade da escrita.

F                             Todos os Espíritos que se comunicampor pancadas, são Espíritos Batedores. *Não, pois o que caracteriza os Espíritos Superiores é a elevação do pensamento e não o instrumento de que se servem para transmiti-lo. Além do mais, Espíritos Batedores são aqueles que se pode chamar de Espíritos batedores profissionais e que por este meiose divertem em atormentar uma família o contrariá-la com suas importunações*

*OBS = Já pouco empregados na época da Codificação do Espiritismo, Kardec não deixou de reconhecer o mérito desses métodos, qual seja o de provar a absoluta independência do pensamento do Espírito comunicante em relação ao do médium e aos dos assistentes.*



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O LIVRO DOS MÉDIUNS Estudo 49

O LIVRO DOS MÉDIUNS Estudo 49
(Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores) por
ALLAN KARDEC
Contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo.

SEGUNDA PARTE
*DAS MANIFESTAÇÕES ESPIRITAS*
*CAPITULO XI*
*SEMATOLOGIA E TIPTOLOGIA*

*Item 139 a 145*

A *sematologia* ou linguagem dos sinais e a *tiptologia* que é a linguagem das pancadas foram os meios de comunicações utilizados pelos Espíritos para fazerem as primeiras manifestações inteligentes. Utilizava-se, então, mesinha redonda, com um eixo central como pé, de cuja extremidade saiam três pés recurvos. Era um meio primitivo e oferecia recursos muito limitados, sendo que as comunicações obtidas por esse meio se reduziam às respostas monossilábicas por *sim* ou *não*, através de um número convencionado de golpes. Os golpes eram produzidos duas maneiras, por médiuns com aptidão para manifestações físicas.

A primeira chamada *tiptologia basculante*, consistia no movimento da mesa que se elevava de um lado e cai batendo um pé. Para isso era necessário que o médium pousasse as mãos na borda da mesa e, caso quisesse conversar com determinado Espírito, era necessário fazer a evocação. Caso contrário manifestava-se o que chegasse primeiro ou que estivesse habituado a fazê-lo. Convencionava-se, por exemplo, um golpe para o sim e dois para o não. 

Notava-se quando empregado esse meio que o Espírito comunicante usava também de uma espécie de mímica, isto é, exprimia a energia da afirmação ou da negação pela força das pancadas. Também exprimia a natureza dos sentimentos que o animavam: a violência, por movimentos bruscos; a cólera e a impaciência, batendo repetidamente fortes pancadas, como uma pessoa que bate arrebatadamente com os pés, chegando às vezes a atirar ao chão a mesa. Se era amável e delicado, inclinava, no começo e no fim da sessão, a mesa, à guisa de saudação. Se queria dirigir-se diretamente a um dos assistentes, para ele encaminhava a mesa com brandura, ou violência, conforme desejava testemunhar-lhe afeição ou antipatia.

Relata Allan Kardec um exemplo ocorrido em sua sala de visitas, onde muitas pessoas se ocupavam com as manifestações, e um senhor do seu conhecimento recebeu uma carta sua. Enquanto a lia, a mesa que servia para as experiências veio repentinamente colocar-se-lhe ao lado. Concluída a leitura da carta, ele a foi colocar sobre uma outra mesa, do lado oposto da sala. Aquela mesa o acompanhou e se dirigiu para onde estava a carta. Surpreendido com essa coincidência, calculou o destinatário da carta que entre esta e aquele movimento havia alguma relação e interrogou a respeito o Espírito, que respondeu ser um Espírito familiar do Codificador. Informado do ocorrido, perguntou Allan Kardec a esse Espírito qual o motivo da visita que fizera àquele senhor. A resposta foi: "É natural que eu visite as pessoas com que te achas em relações, a fim de poder, se for preciso, dar-te, assim como a elas, os avisos necessários". Afirma Allan Kardec que era, pois, evidente que o Espírito quisera chamar a atenção da pessoa referida e procurava uma ocasião de cientificá-la de que estava lá. 

A tiptologia aperfeiçoou-se, transformando-se na tiptologia alfabética, que consistia em fazer indicar as letras por meio de pancadas, cuja quantidade correspondia a uma determinada letra, ou seja: uma pancada para a, duas para b e assim por diante, enquanto alguém registrava as letras indicadas. Esse procedimento era muito demorado e levou ao emprego de um alfabeto e uma série de números que eram apontados enquanto o médium movimentava a mesa sob a ação do Espírito comunicante.

Outra forma de se produzir as pancadas era através da tiptologia interna, isto é, através de golpes dados no interior da madeira da mesa, sem qualquer movimento exterior, conforme vimos no estudo 47: itens 60 a 64 - Cap. II Manifestações Físicas e Mesas Girantes.

Afirma Allan Kardec que apesar de todos os aperfeiçoamentos introduzidos nesses sistemas, eles jamais poderiam atingir a rapidez e a facilidade da escrita, pelo que se deixou de usá-los. Torna-se interessante aos novatos interessados pelos aspectos fenomênicos, mas relembra que os Espíritos não gostam de submeter-se ao capricho de curiosos que desejam pô-los à prova com perguntas fora de propósito. 

Diz ainda o Codificador que, com o objetivo de garantir a independência ao pensamento do médium, imaginaram-se diversos instrumentos em forma de quadrantes, sobre os quais se traçam as letras, à maneira dos quadrantes do telégrafo elétrico.

Uma agulha móvel, que a influência do médium põe em movimento, mediante um fio condutor e uma polia, indica as letras. Esses instrumentos são conhecidos através de desenhos e descrições que foram publicados na América. Nada, pois, podemos dizer do valor deles; mas parece que a complicação é um inconveniente; que a independência do médium se comprova perfeitamente pelas pancadas interiores e, ainda melhor, pelo imprevisto das respostas, do que por todos os meios materiais. Por outro lado, os incrédulos, sempre dispostos a ver por toda parte artifícios e arranjos, desconfiarão muito mais de um mecanismo especial do que de uma mesinha desprovida de qualquer acessório.

É preciso desfazer-se um erro comum: o de confundirem-se com os Espíritos batedores todos os Espíritos que se comunicam por meio de pancadas. A tiptologia constitui um meio de comunicação como qualquer outro, e que não é, mais do que o da escrita, ou da palavra, indigno dos Espíritos elevados. Todos os Espíritos, bons e maus, podem servir-se dele, como dos diversos outros existentes. O que caracteriza os Espíritos superiores é a elevação das idéias e não o instrumento de que se utilizem para exprimi-las. Sem dúvida, eles preferem os meios mais cômodos e, sobretudo, mais rápidos; mas, em falta de lápis e papel, não terão escrúpulos em usar a vulgar mesa-falante e a prova é que, por esse meio, se obtém os mais sublimes ditados. Se dele não nos servimos, não é porque o consideremos desprezível, porém unicamente porque, como fenômeno, já nos ensinou tudo o que podíamos saber, nada mais lhe sendo possível acrescentar às nossas convicções, e porque a extensão das comunicações que recebemos exige uma rapidez com a qual é incompatível a tiptologia.

Assim, pois, nem todos os Espíritos que se manifestam por pancadas são batedores.

Este qualificativo deve ser reservado para os que poderíamos chamar batedores de profissão e que, por este meio, se divertem em pregar peças, para divertimentos de umas tantas pessoas, em aborrecer com as suas importunações. Pode-se esperar que algumas vezes ditos espirituosos; porém, coisas profundas, nunca. Seria, conseguintemente, perder tempo formular-lhes questões de certo porte científico, ou filosófico. A ignorância e a inferioridade que lhes são peculiares deram motivo a que, com justeza, os outros Espíritos os qualificassem de palhaços, ou saltimbancos do mundo espírita. Acrescentemos que, além de agirem quase sempre por conta própria, também, freqüentemente, são instrumentos de que lançam mão os Espíritos superiores, quando querem produzir efeitos materiais. 

Concluímos o estudo do capítulo XI transcrevendo nota do tradutor, o Prof. José Herculano Pires: *"Muitos outros meios de comunicação foram inventados na Europa e na América, o que atesta a naturalidade e constância das relações entre os Espíritos e os Homens. Aparelhos complicados foram e continuam a ser inventados. Alguns cientistas e curiosos procuram descobrir meios mecânicos, elétricos, eletrônicos e outros de comunicação direta com os Espíritos. Mas, como Kardec acentua no capítulo acima, essas complicações têm utilidade relativa e aumentam a desconfiança dos céticos. Dispensar a mediunidade, excluir o intermediário humano é outra preocupação de pessoas interessadas no aspecto puramente científico do Espiritismo. Mas as comunicações dependem como a Doutrina esclarece, da inter-relação psíquica, de Espírito a Espírito, através dos elementos constitutivos do perispírito. As máquinas só podem servir como instrumentos acionados por médiuns. E a independência do Espírito comunicante se prova melhor através dos meios naturais de comunicação, como acentua Kardec. É o aperfeiçoamento do homem como médium, e não o aprimoramento dos processos ou a invenção de máquinas para comunicação, o que tornará cada vez mais evidente a existência e comunicabilidade dos Espíritos"*.

*BIBLIOGRAFIA:*

KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.


Tereza Cristina D'Alessandro


Centro Espírita Batuira