quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Textos Espíritas - O Evangelho Segundo O Espiritismo


Colaboração de Fernando Peron

“A mulher rica, feliz, que não tem necessidade de empregar seu tempo com o trabalho de casa, não pode dedicar algumas horas em benefício dos seus semelhantes? Compre, com as sobras dos seus gastos desnecessários, algum agasalho para os que, infelizes, não têm o que vestir; que confeccione, com as suas delicadas mãos, alguma roupa que, embora simples, seja um aconchegante agasalho para quem precisa, e ajude uma pobre mãe a vestir o filho que vai nascer e, ainda que o seu próprio filho fique sem algum pequeno enfeite de renda, o pobre, agasalhado, não ficará esquecido. Isto é trabalhar na seara do Senhor.
E tu, pobre trabalhadora, que não tens sobras, mas que queres, por amor aos teus irmãos, também dar do pouco do que possuis, dedica algumas horas de teu dia, de teu tempo, que é o teu único tesouro. Faze alguns trabalhos delicados que chamam a atenção dos mais afortunados.
Com o produto do teu esforço poderás também proporcionar aos teus irmãos tua parte de consolo.
Terás, talvez, algumas fitas a menos, mas darás sapatos àqueles que têm os pés descalços.
E vós, mulheres devotas a Deus, trabalhai também em sua obra, mas que vossos trabalhos delicados e dispendiosos não sejam feitos apenas para enfeitar vossas capelas, para chamar atenção sobre vossa habilidade e paciência. Trabalhai, minhas filhas, e que o produto do vosso trabalho seja destinado ao socorro dos vossos irmãos, os pobres, que como vós são filhos bem-amados de Deus. Trabalhar por eles é glorificá-Lo. Sede para eles a Providência que diz: Às aves do céu, Deus dá seu alimento.
Que o ouro e a prata, tecidos pelas vossas mãos, se transformem em roupas e em alimentos para os necessitados.
Fazei isso e vosso trabalho será abençoado.
E todos vós que podeis produzir, dai. Dai vosso talento, vossas inspirações, vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que sois lidos pelas pessoas da sociedade, satisfazei o gosto deles, mas que o produto de alguma de vossas obras seja consagrado ao consolo dos infelizes.
Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros, que vossa inteligência também venha em ajuda dos vossos irmãos, não tereis por isso diminuído a vossa glória e tereis aliviado o sofrimento de muitos.
Todos vós podeis dar. Qualquer que seja a vossa condição, tendes alguma coisa que podeis dividir. De tudo o que Deus vos tenha dado, disso deveis uma parte àquele que não tem nem o necessário, pois, em vosso lugar, ficaríeis felizes se alguém dividisse convosco. Vossos tesouros na Terra serão um pouco menores, mas vossos tesouros no Céu serão maiores e lá colhereis, cem vezes mais, o que tiverdes semeado e ajudado aqui na Terra.”
João - Bordeaux, 1861
livro
O Evangelho Segundo O Espiritismo
Allan Kardec Petit Editora

Leia, medite, estude a Doutrina
Espírita! O conhecimento é força
indispensável na solução de todos
os nossos problemas!

Estamos Aqui !!!

Núcleo Espírita Assistencial "Paz e Amor" - Filiado à Federação Espírita do Estado de São Paulo • N.º 108 - Dezembro 2006

Revelamos a nossa fé através de nossas obras

Alexandre Ferreira


Jesus, ao ser indagado por Seus apóstolos sobre o poder da fé, respondeu-lhes: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daqui para ali e ela se transportaria e nada vos seria impossível.”
O poder da fé é, realmente, fascinante.
Na verdade, tudo o que é desconhecido atrai nossa atenção. Qual de nós já não sonhou em andar sobre as águas ou realizar curas maravilhosas?
Qual é o espírita que não almeja possuir dons mediúnicos para comunicar-se com espíritos desencarnados, através de mensagens ou visões do plano astral?... Poucos, entretanto, estão preocupados em trabalhar em favor da coletividade.
Buscamos Jesus nos templos, nas religiões, orando e meditando. Procuramos todos os caminhos espirituais que possam nos levar à Sua luz.
Acendemos velas, incensos, cultuamos imagens e fazemos promessas.
Mas o que é realmente preciso para que O encontremos?... Nossas obras; amar ao próximo como a nós mesmos.
Quando tivermos fé como um milésimo de um grão de mostarda, não nos limitaremos a repetir frases e passagens de Jesus, mas seguiremos Seus passos estendendo a mão aos necessitados. Não nos preocuparemos mais em acumular riquezas materiais porque saberemos valorizar os bens espirituais.
Infelizmente, são pouquíssimas as pessoas que têm este dom divino chamado fé.
Quantas vezes, dizemos acreditar cegamente nas palavras do Mestre, mas fechamos nossos olhos às desgraças alheias? Quantas vezes, dedicamos quase todas as horas do dia em nossas atividades profissionais, buscando garantir nosso conforto material, mas dizemos não ter tempo para ofertar sequer alguns minutos em prol de irmãos menos favorecidos, em algum trabalho no campo da caridade?
Tenhamos fé e nada nos faltará.
Enquanto trabalharmos em favor do próximo, Jesus estará a nosso lado.
Basta que recordemos Suas palavras a Francisco de Assis, quando disse: “Se queres me ver mais de perto, mais junto aos teus sentimentos, não me procures em outro lugar que não seja junto aos sofredores, aos perseguidos, aos injustiçados, aos famintos, aos nus, aos encarcerados.
Eu sempre estou junto a eles, aliviando-os, porque esta é a minha grande alegria!”


Estamos Aqui !!!

Núcleo Espírita Assistencial "Paz e Amor" - Filiado à Federação Espírita do Estado de São Paulo • N.º 108 - Dezembro 2006

PORQUE NÃO LEMBRAMOS DE VIDAS PASSADAS?


Não lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus.
Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.
Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são os nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação.
Por isso, existe a reencarnação.
Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpretados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram.
Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.
A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual.
Quando reencarnamos, trazemos um “plano de vida”, compromissos assumidos perante a espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível.
Lembremo-nos sempre das palavras de Emmanuel: “Se a provação te aflige, Deus te conceda paz. Se o cansaço te pesa, Deus te sustente em paz.

Se te falta a esperança, Deus te acrescente a paz. Se alguém te ofende ou fere, Deus te renove em paz. Sobre as trevas da noite, O Céu fulgura em paz. Ama, serve e confia. Deus te mantém em paz.”

serelepe

Departamento de Doutrina
U.S.E. Intermunicipal Bauru
Boletim
Informativo
Ano XXXIV, nº 405

Dezembro de 2006

CRÔNICA DO NATAL

Falando aos Jovens

Luiz Sérgio


Luizinho levantou-se apressadamente, deixando o quarto em franco rebuliço, enquanto preparava-se para as comemorações natalinas ao lado dos amigos. Tudo engatilhado: roupa maneira, um supertênis e o pacote caprichado contendo o presente do amigo oculto.
Olhando-se no espelho, o garoto ficou satisfeito com a figura ali retratada. Estava pronto para a noitada, que começaria numa lanchonete badalada e terminaria sabe-se lá onde e na companhia de quem...
A mãe ainda insistiu para que o garotão permanecesse em casa naquela noite especial, em que a família gosta de se sentir unida, pois admite que o Natal é ponto de confraternização.
- Que nada, mãezona, amanhã almoçaremos juntos, mas agora é hora de badalação. Estou indo, ou melhor, fui!
Com essa despedida intempestiva, lá se foi o xará!
Esqueci-me de contar que ele se chama Luiz Sérgio – se em minha homenagem, ou por puro acaso, eu não sei.
Passou na casa de um, foram para a casa de outro e, por volta das vinte e três horas, estava toda turma ao redor de uma mesa repleta de comes e bebes, abrindo os presentes e comemorando não sei bem o quê.O que se comemora mesmo no Natal,gente boa?
Aniversário de quem? Quem respondeu: “Jesus” - ,acertou O Natal não é festa puramente humana; mais que isso, é a oportunidade de lembrar que temos uma destinação eterna; que somos filhos de Deus, abençoados pela visita ao nosso pobre mundo do maior
Mensageiro do Céu.
Reuniões, bate-papos, confraternização ao lado de um presépio ou numa majestosa sala de jantar, fica ao gosto do freguês. Mas, esquecer-se da essência augusta da festa natalina é imperdoável. Quem não estiver apto a evocar o grande Mestre com carinho, que se reúna em outra oportunidade para brindar como os pagãos.

Cristão que se preza deve levantar a taça da generosidade e brindar com o vinho do amor fraterno, simplesmente. Natal cristão é isto, garotada: muita paz, muito amor e alegria pura no coração. Assim, a equipe dos jovens também confraternizará com vocês.

UM SÁBIO CONSELHO

Perspectiva Espírita

“Uma das primeiras virtudes sociais é
a de tolerar no próximo o que
devemos proibir em nós mesmos.”

Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre são conselhos dignos de serem seguidos.
No entanto, com aquele jovem médico foi diferente.
Quase ao término da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a mão sobre seu ombro, e lhe disse: “Meu filho, vou lhe dar um conselho.
Sempre que você for receitar um remédio para um paciente, pergunte-se primeiro: ‘Eu tomaria esse remédio? Eu o daria para minha esposa, minha mãe, meu pai? Receitaria para um filho ou um irmão?’ Se a resposta for sim, então pode prescrever a medicação e guardar a consciência tranqüila.”
Aquele jovem recém-formado é hoje um grande médico e exerce a medicina há muitos anos, mas jamais esqueceu aquele sábio conselho.
Mais de vinte anos se passaram e as palavras do seu professor ficaram gravadas na sua mente, orientando suas ações no exercício da medicina.
Seus pacientes têm plena confiança em seus diagnósticos e em suas orientações médicas.
Mas quando alguém lhe fala de como o admira por sua dignidade e competência, ele atribui isso ao seu sábio mestre, dizendo: “Isso é mérito de um professor que tive na universidade. Foi ele que me deu uma receita infalível para me guiar nas decisões”.
Bom seria que cada formando, ao deixar a universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.
Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edifício ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior.
Se o fabricante deste ou daquele produto usasse o mesmo critério, e jamais colocasse em circulação mercadorias que não deseja para si nem para os seus, jamais teríamos reclamações de consumidores.
Se os políticos, advogados, magistrados, refletissem sobre suas ações, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, teríamos uma sociedade bem melhor e mais justa.
Se os professores, enfermeiros, farmacêuticos, fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.
Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua mãe, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.
Enfim, se todos os indivíduos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, não haveria violência, injustiça, desamor...
Isso tudo faz sentido para você? E sabe o que isso significaria?
Sim, seria o cumprimento da regra áurea prescrita por Jesus, o mais sábio dos Mestres.
Simples, não?
A solução de todos os problemas da humanidade num preceito tão simples e fácil de entender...
No entanto, poucos estão dispostos a lançar mão desse recurso. E sabe por quê?
Porque precisaria derrotar os vilões mais poderosos que ainda habitam o coração do homem: o orgulho e o egoísmo.
Mas você, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na exploração dos semelhantes.
Mas, será que vale a pena?
Sem dúvida, pois você só responderá pelos próprios atos, perante sua própria consciência.
Uma vez mais vamos encontrar na sabedoria de Jesus a afirmativa: “a cada um segundo suas obras.”
Por isso é que vale a pena agir com dignidade e honradez, pois somente uma consciência reta lhe dará paz de espírito, neste mundo e no outro.
Pense nisso, e faça a sua parte no exercício da sua profissão, seja ela qual for.
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na história do Dr. Alan Archetti.

Pergunta: Qual é a grande fonte da insatisfação?
Resposta: Acreditar que os recursos que buscamos estão fora de nós.


Departamento de Doutrina
U.S.E. Intermunicipal Bauru
Boletim
Informativo
Ano XXXIV, nº 405

Dezembro de 2006

REFLEXÕES DE NATAL

Pinga Fogo

Richard Simonetti


1 – Na sua opinião, que tipo de mensagem Jesus traria aos homens se viesse até nós neste Natal?
Como os mestres diligentes diante dos discípulos distraídos, repetiria suas lições, reiterando o amai-vos uns aos outros, como a base para edificação de uma sociedade mais justa e feliz.
2 – O que envolve o amor é justamente a reciprocidade.
Como amar aqueles que não nos amam? Pior, como amar aqueles que nos causam prejuízos morais e materiais?
Poderíamos responder com outra pergunta, usando as próprias palavras do Mestre: Se só amardes os que vos amam, que recompensa tereis? O mérito está em amar os que agem de forma contrária.
3 – Devemos amá-los da mesma forma como amamos os que nos amam?
Problemático ter afeto por eles. O que Jesus pretende é que não os encaremos como desafetos. Que não os discriminemos, nem os menosprezemos, conscientes de que também são filhos de Deus, nossos irmãos portanto. E se nos parecer demasiado, contrariando o juízo do Mundo, recordemos com Jesus: Se a vossa justiça não ultrapassar a dos escribas e fariseus não entrareis no Reino dos Céus.
4 – Raros se dispõem a esse empenho…
É que não atentam ao fato de que não fazem favor a ninguém. Ensina Jesus: Reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que ele não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial de justiça, e te recolham à prisão. Ódio, rancor, mágoa, ressentimento, constituem a prisão sem grades que oprime muita gente.
5 – E quando os próprios familiares se convertem em inimigos, criando-nos constantes embaraços?
Jesus, que sabia das coisas, nos dá a fórmula perfeita:
perdoar, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete.
Perdão sempre.
6 – Percebe-se que raras pessoas estão dispostas a esse perdão incondicional. Por quê?
Sem dúvida é uma questão de maturidade. Espíritos mais experientes têm melhor discernimento e maior capacidade de relevar. Não aturar desaforo é atitude típica do homem comum, sempre intransigente com os outros, indulgente consigo mesmo, esquecido da severa advertência de Jesus: não julgueis, para que não sejais julgados, pois com o juízo que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido, hão de vos medir.
7 – Essa maturidade acontece com o passar do tempo, pela força das coisas, ou pode ser conquistada?
Se fosse só uma questão de tempo não haveria necessidade da presença de Jesus para nos ensinar. O amadurecimento pode ser acelerado, a partir da proclamação dos anjos, diante dos pastores de Belém: Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade!
8 – Por que somente aos homens de boa vontade?
A paz é uma conquista pessoal, não um favor divino.
Pede empenho de nossa parte, um combate sistemático às nossas imperfeições, exercitando a bondade, que é a boa vontade em ação, no sentido de cumprir a recomendação básica de Jesus: tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles.


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Ano XXXIV, nº 405

Dezembro de 2006

VERDADES E LENDAS SOBRE O NATAL

Jason de Camargo

Calendário de Philocalus
O Natal, segundo consta, só foi aparecer na data de 25 de dezembro do ano de 354, época em que o calendário de Philocalus foi oficializado pelo Papa Júlio I. Nos séculos anteriores essa festa era comemorada ora a 6 de janeiro, ora a 25 de março e, em alguns lugares, a 25 de dezembro.
Aconteceu aí um fato interessante. A Roma pagã festejava no dia 25 de dezembro o solstício ou Festa do Sol. Como o papa Júlio I desejava encobrir esse tipo de festejo, ele optou por adotar o 25 de dezembro como a data que celebra o nascimento do Cristo, isto é, procurava ofuscar uma festa pagã pelo surgimento de uma festa cristã. Muitas igrejas orientais não aceitaram a troca da data e permaneceram comemorando o Natal no dia 6 de janeiro. No entanto, predominou o dia 25 de dezembro e ele permanece até nossos dias.
Componentes do Natal
Com o tempo, foram sendo colocados elementos novos nas festas natalinas. Alguns deles acabaram desfigurando o caráter mais espiritual dessa data tão significativa para a humanidade.
A troca de presentes foi inspirada, inicialmente, nas ofertas feitas a Jesus pelos Reis Magos. O papa Bonifácio, no século VII, criou o hábito de distribuir pães aos pobres no dia de Reis. Aos poucos os presentes foram surgindo no lugar dos pães e, até hoje, esse costume permanece no Natal.
O presépio surgiu pelos idos de 1223, nas cercanias de Greccio , na Itália, quando Francisco de Assis o projeta para retratar o nascimento de Jesus na manjedoura. A partir daí ele foi incorporado no dia máximo da cristandade.
A canção “Noite Feliz”surgiu em 1818 numa igreja da Áustria. Com o tempo ela foi difundida por todo o mundo.
O Papi Noel foi mais uma criação do Velho Continente.
As suas vestes, típicas de clima frio em dezembro, foi incorporada a essa data de profunda espiritualidade.
Como se observa, o Natal foi recebendo inserções que desfiguraram o sentido original de sua criação. No entanto, o aniversariante está sendo cada vez mais esquecido pelas famílias e trocado pela figura do Papai Noel. Não pretendemos eliminar os aspectos positivos que envolvem as reuniões familiares no transcurso do Natal mas, sim, sugerir a retirada excessiva da materialidade que permeia essas reuniões e realçar para que não esqueçam do aniversariante que se chama Jesus.


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Informativo
Ano XXXIV, nº 405

Dezembro de 2006

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Existe vida... no planeta dos casados?

Casais experimentam, depois dos sete anos, a sua primeira crise conjugal, lembram os supersticiosos. Outros, mais pessimistas, acham que as crises são uma constante na vida a dois. Nesta entrevista, o médico espírita cearense Francisco Cajazeiras, autor de EXISTE VIDA... DEPOIS DO CASAMENTO, recém-publicado pela Editora EME, é “bombardeado “, com dezenas de perguntas, algumas feitas por seus próprios leitores.
Selecionamos aqui algumas delas. Confira!
O que é sexualidade no ponto de vista espírita e como manter acesa a chama da paixão no pós-casamento...
Cajazeiras — Todas as pessoas, de uma ou de outra forma, amam. O sentimento do amor é uma constante em todos os Espíritos, conquanto possa vir, em muitos casos, a se ressentir da grosseria, da ignorância, do egoísmo circunstancial... Devemos entender a sexualidade como a exteriorização do sentimento amoroso, em qualquer das nuanças em que se venha a apresentar. Então, a sexualidade é muito mais ampla e profunda do que se considera vulgarmente, pois não representa exclusivamente a expressão genital, mas qualquer forma expressiva do sentimento do amor: um aperto de mão, um abraço, um sorriso, etc...
Do ponto de vista do médico, como entender certas criaturas na Terra que não constituem famílias próprias, mas constituem macro-famílias, casos de missionários como Madre Tereza ou Chico Xavier?
Cajazeiras — Considerando-se a ausência de distúrbios na esfera da sexualidade periférica (como tudo leva a crer nos casos descritos), aceita-se do ponto de vista biológico que são pessoas que optam simplesmente por conter sua impulsividade sexual genital. Em muitos casos, apresentam uma libido rebaixada e conseguem apaziguar suas tensões corporais, através dos sonhos que podem inclusive apresentar-se de forma simbólica ou não.
Fisiologicamente, ocorre nos homens o fenômeno das poluções noturnas, através das quais se vem a eliminar os espermatozóides que são maturados naturalmente. Tudo isso é possível, obviamente, por não representar a fisiologia da reprodução uma função vital para a economia orgânica. Em outras palavras, é possível para alguns Espíritos domiciliados no corpo físico expressar o amor através de outros canais que não exatamente os da genitalidade, sem que haja resultados danosos para a saúde. Apesar disso, é preciso que não interpretemos o exercício da sexualidade genital como algo indevido para Espíritos mais evoluídos.
Em seu livro EXISTE VIDA... DEPOIS DO CASAMENTO, alguns capítulos foram dedicados especialmente a questões como Aids, drogadição e a problemática dos filhos de pais separados... Por quê?
Cajazeiras — No livro procuro abordar especialmente a qualidade de vida do casal, para a conclusão-resposta ao título-pergunta da obra. Ora, dada a situação evolutiva da Humanidade, é certo que a Aids atinge de perto a vida do casal, notadamente se levarmos em conta a onda de infidelidade atual (tanto masculina, quanto feminina), o que suscitou a alguns setores que trabalham a profilaxia da Aids sugerirem o uso do preservativo mesmo entre os cônjuges, posto ser numeroso o índice de mulheres contaminadas pelos seus maridos. Já no que concerne à drogadição, vemos a cada dia se elevarem as estatísticas de adolescentes e jovens que ingressam no caminho das drogas por motivos variados, onde sem dúvida faz-se relevante a patológica relação entre pais e filhos. Isto vem afetar de maneira gritante a relação do casal que são os pais dessa garotada, repercutindo de maneira dolorosa e negativa na relação conjugal. Não tenho dúvidas, porém, que cada um dos temas seria, de cada vez, motivo para uma obra específica.
Como proceder diante da infidelidade? Como deverá reagir o espírita diante do cônjuge infiel?
Cajazeiras — A infidelidade constitui, sem nenhuma dúvida, motivo de grande sofrimento tanto para o homem como para a mulher, em que pesem suas particularidades quanto à maior preocupação (o homem mais se preocupa com o fato de a mulher ser possuída fisicamente por outro, enquanto a mulher se aflige em sentir que o seu parceiro pode se envolver afetivamente com outra). É comum, no entanto, que haja a participação de ambos os cônjuges, no desenvolver da infidelidade por parte de um. Sendo assim, o traído deve refletir sobre sua participação, seja pela omissão no relacionamento ou por não haver oferecido o necessário suporte para a manutenção do equilíbrio na relação conjugal, inclusive do ponto de vista da genitalidade. Se o cônjuge é espírita, levará em conta, além disso, os parâmetros espirituais: imperfeição, obsessão, lei de ação e reação etc. O fato é que sofrer uma traição conjugal não é uma posição confortável para nenhuma pessoa, assim como para o infiel não há justificativa plausível, conquanto possa tentar explicar sua atitude de uma ou de outra forma.
Quais as conseqüências para o Espírito (do pai ou da mãe), nas reencarnações futuras, quando há abandono dos filhos?
Cajazeiras — Não há obviamente uma penalização única e aplicável a todos os Espíritos faltosos desse naipe, haja vista não se encontrarem no mesmo padrão evolutivo e as circunstâncias variadas para a sua falência como pais. Todavia, é possível conjecturar-se sobre a generalidade dessas repercussões.
Então, a orfandade, a solidão, a infertilidade, a lida com filhos difíceis, na tentativa de reajuste, são situações que poderão estar presentes nas futuras experiências palingenésicas, afora o drama consciencial no mundo espiritual, bem  como o sofrimento de presenciar a queda e sofrimento dos filhos abandonados, determinado por sua fatia de culpa.
Quais as dificuldades num relacionamento quando não se professe uma mesma religião? É fácil superar?
Cajazeiras — As dificuldades serão diretamente proporcionais ao nível de respeito que os cônjuges conseguiram estabelecer naturalmente a partir da união conjugal e a uma postura de tolerância recíproca. Entretanto, na prática, é usual que as dificuldades seja intensas, notadamente quando o cônjuge é adepto de certas seitas ou igrejas. A superação contará freqüentemente com a atitude de compreensão por parte do espírita que, pela sua transformação moral, findará por demonstrar a validade da sua crença. Apesar disso, parece-me, não dever o cônjuge anular sua opção religiosa, buscando a solução no debate frutífero e no diálogo racional com o companheiro e mantendo-se em sua crença, demonstrando que não se pode impor nenhuma religião a ninguém senão mostrar seu lado positivo.
As mulheres espíritas, cujos maridos não abraçaram a mesma crença, costumam enfrentar dificuldade nas lides mediúnicas, visto que a orientação espiritual pede abstinência sexual nos dias de reuniões. Como conciliar o casal e negociar a paz entre os cônjuges?
Cajazeiras — É possível que a minha resposta venha a escandalizar muita gente. Mas ouso afirmar que não existe universalidade na afirmativa que se deve evitar a atividade sexual periférica nos dias de passe ou reunião mediúnica. O que me parece é que esse pensamento se estrutura muito mais na idéia originada a partir da interpretação da Igreja Romana do sexo-pecado do que propriamente de qualquer nocividade da prática sexual. No entanto, para tudo vale o bom senso. É natural que, em função da excitação própria do ato sexual, deve-se evitá-lo momentos antes do trabalho. Porém se o casal está unido por um sentimento mais profundo e se o sexo realizado não avilta os costumes e a nenhum dos cônjuges, não vejo maior problema para que, no mesmo dia, se possa o médium posicionar-se em seu trabalho espiritual. Aliás, alguns médiuns de efeitos físicos chegaram a afirmar que, no dia em que mantinham contato sexual com suas esposas, maior era a sua potência (?) mediúnica. Agora, se a atividade sexual é unicamente regida pela sensualidade, sem responsabilidade, sem um sentimento mais profundo, com resquícios de violência ou algo semelhante, então a história já passa a ser outra. Não é sem motivos que os Espíritos, na Codificação Espírita, repetem sempre: “Tudo depende da intenção”.
Sexo é uma coisa natural e saudável. Onde o equilíbrio?
Cajazeiras — Não é o sexo que é ruim, pois se assim fosse a culpa seria de Deus que nos dotou de aparelhagem sexual periférica. Mas no Ser racional o sexo deve representar a expressão exata do amor que envolve o casal, assim como deve ser estribado no respeito à individualidade. Além disso, deve estar associado ao senso de responsabilidade bilateral quanto ao parceiro, assim como no que pode resultar a união conjugal. Nisso consiste o equilíbrio.
A iniciação sexual do jovem é alarmante hoje, pelo risco da gravidez indesejável ou das DSTs.
Qual a contribuição da religião para o adolescente?
Cajazeiras — Algumas religiões acenam com o pecado para a impulsividade e a prática sexual, criando mais desentendimento e confusão na cabeça dos jovens do que apoio e elucidação. Isso pode indiscutivelmente conter o adolescente, mas, se passar a utilizar o raciocínio, ele termina por desacreditar em um Deus que se diverte com a angústia que causa em suas criaturas ao dotá-las de uma anatomia, de uma fisiologia e de um psiquismo que os clamam à prática sexual, como sabemos, gerenciadas pela Lei de Reprodução.
A visão espírita, no entanto, ao demonstrar e alertar racionalmente para a responsabilidade que cabe a cada pessoa quanto ao exercício de qualquer atividade (inclusive a sexual periférica!) e, ao mesmo tempo, ao esclarecer sobre as repercussões futuras dos mesmos atos; e, por outro lado, ao revelar a possibilidade que cada um possui de resistir às tentações — porque é o Espírito, que somos nós, quem decide o que fazer —, põe maior responsabilidade nos ombros do jovem, fazendo-o refletir acerca da sua individualidade e do seu livre- arbítrio. Essa visão espírita, entendo eu, é capaz de dotar os jovens espíritas da necessária força moral para decidir, de forma favorável, sobre sua iniciação sexual periférica com mais responsabilidade e, portanto, com maior possibilidade de acerto.
Para a mulher, o câncer de mama é um estigma, pois afeta o órgão que ela tem como o mais feminino! Seria o ciúme uma de sua causas?
Cajazeiras — O desenvolvimento da Medicina Psicossomática vem demonstrando que, no câncer, como em tantas outras doenças, a incapacidade de lidar positivamente com as emoções é fator importante no que concerne à sua origem. Assim sendo, ódios e ressentimentos crônicos, estados depressivos e depreciativos, inconformismos e violência costumam representar as bases emocionais no estabelecimento de enfermidades variadas e inclusive do próprio câncer. Nessa linha de raciocínio, vários Espíritos têm-se reportado ao ciúme crônico, com agudizações periódicas, como uma das bases psicológicas no desenvolvimento de tumores malignos da mama.


FONTE

Entrevista Francisco Cajazeiras - EME

CONCEPÇÃO DE DEUS

O JOVEM E SEUS PROBLEMAS



Li com o primeiro capítulo do LIVRO DOS ESPIRITOS, que trata de Deus. Achei interessante a visão espírita de Deus como inteligência perfeita, mas acho que, no conceito de Deus, primeira questão, os Espíritos deveriam incluir também os outros atributos, como bondade, justiça, misericórdia, etc. para ficar mais completo. ( JOÃO ARTHUR DESOUZA – MARÍLIA – SP)

Você está se referindo aos atributos de Deus, que vêm na questão 13, mas nada impede que você mesmo construa o seu próprio conceito de Deus. O problema, que os Espíritos colocam, está na dificuldade natural que temos de conceituar a Perfeição. Por sermos imperfeitos, qualquer conceito que podemos construir a respeito de Deus será inevitavelmente imperfeito. A idéia, que podemos fazer de Deus, é mais intuitiva e, quando falamos ou escrevemos a seu respeito, percebemos o quanto as palavras limitam a intuição. Para mais profundidade no  tema, leia "CONCEPÇÃO EXSTENCIAL DE DEUS" de J. Herculano Pires, "QUE É DEUS?" de Elizeu F. da Mota Junior e "DEUS É O ABSURDO" de Luciano dos Anjos.



 “INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

PREVISÕES

O JOVEM E SEUS PROBLEMAS




Em que livro espírita posso encontrar informações sobre previsão do futuro?
Quando isso pode acontecer e até que ponto posso confiar num médium vidente? ( MARIANA SOUZA CUNHA – CAMPINAS – SP)

As previsões podem eventualmente acontecer. Não só o Espiritismo afirma isso, mas a própria Parapsicologia, quando comandada por sérios pesquisadores, já fez interessantes estudos a respeito com resultados satisfatórios. Joseph Banks Rhine, quando na Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, durante décadas estudou o que chamou de "funções psi" (percepções extra-sensoriais/PES), constatando em experiências de laboratório, com as cartas Zener, que há certas pessoas propensas a captarem informações de fatos que ainda não se deram em nossa linha de tempo. O que os Espíritos disseram a Kardec a respeito encontra-se, principalmente, em O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questões 868 a 871, em O LIVRO DOS MÉDIUNS, capítulo XXVI, ítem 289 e em A GÊNESE,, capítulo XVI, "Teoria da Presciência". De um modo geral, o Espiritismo não vê nenhuma utilidade em se procurar informações sobre o futuro porque, como dizem os Espíritos, se o homem conhecer o futuro negligenciará o presente. E é o presente que lhe interessa, até porque o depois vai depender do que fizer agora. Não devemos nos alimentar de fantasias ou acreditar que há caminhos mágicos que nos levam à felicidade, como nos contos de fada.
Os meios espíritas sérios jamais se prestam a esse tipo de revelação, nem os Espíritos bons e esclarecidos se envolveriam com algo nocivo ao desenvolvimento natural do homem.
Portanto, não existe essa prática no Espiritismo e, quando alguma revelação dessa natureza surge, ela vem de maneira espontânea em qualquer meio ou situação, porque é útil. No tocante ao "médium vidente", de que você fala, convém esclarecer que, no meio espírita, assim denominamos a pessoa que tem capacidade de perceber, além do espaço físico, os Espíritos ou a dimensão espiritual não perceptível ao homem comum.
Todavia, o termo "vidente", de uso muito comum hoje em dia, não se refere ao mesmo médium vidente do meio espírita, mas a pessoas que teriam capacidade de prever o futuro, como essas que se apresentam na televisão e que fazem propaganda de suas pretensas faculdades precognitivas para fins exclusivamente comerciais, as quais, com certeza, nada têm a ver com o Espiritismo nem com o movimento espírita.
Quanto ao aspecto de confiabilidade nas informações apresentadas, basta que você leia com atenção essas referências bibliográficas de Kardec e tire sua próprias conclusões.


 “INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)

ESTUDO DA DOUTRINA

O JOVEM E SEUS PROBLEMAS


Gostaria de saber se uma pessoa pode ser espírita sem estudar o Espiritismo.
(CLEIDE FAVORINI – SÃO PAULO – SP)

A princípio, podemos considerar espírita a pessoa que aceita como verdade, ao mesmo tempo, todos os princípios fundamentais do Espiritismo, como a existência de Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a fé racional, a pluralidade dos mundos habitados e as leis morais. Há pessoas, que mesmo analfabetas ou semi-alfabetizadas , demonstram enorme disposição para compreender e aceitar o Espiritismo, como se já trouxessem no íntimo suas idéias e ideais. Mas, não podemos esquecer que o Espiritismo pede estudo e aprimoramento sempre, porque a doutrina em si é um campo de conhecimentos que tem uma finalidade educativa; ela mesma está aberta às novas descobertas, atualizando-se constantemente. O espírita consciente, portanto, é aquele que não se isola, que procura participar de um grupo idôneo, onde tenha a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos, acompanhar a evolução da doutrina, aprendendo sempre mais, além de dedicar-se ativamente a atividades culturais ou assistenciais que o grupo porventura desenvolva.


 “INFORMAÇÃO”:
REVISTA ESPÍRITA MENSAL
ANO XXXIII N° 387
DEZEMBRO 2008
Publicada pelo Grupo Espírita “Casa do Caminho” -
Correspondência:

Cx. Postal: 45.307 - Ag. Vl. Mariana/São Paulo (SP)